Energia com tecnologia: curso traça panorama sobre Smart Grid

Fonte: Instituto Acende Brasil – 09.03.2010

O Instituto Acende Brasil traça um panorama atualizado das novas tecnologias associadas ao conceito de redes inteligentes no curso “Smart Grid – Conceitos, Oportunidades e Tendências”, que acontece no dia 11 de março, quinta-feira, das 8h30 às 17 horas, em sua sede, em São Paulo. O curso será ministrado por um dos maiores especialistas em Smart Grid do país, Cyro Vicente Boccuzzi, que é presidente da ECOee Energia Eficiente e do Fórum Latino Americano de Smart Grid.

De modo simplificado, Smart Grid pode ser definido como a integração de subestações, circuitos, isoladores e outros ativos de energia com dispositivos de sensoreamento remoto, telecomunicações e tecnologia da informação, formando uma rede de energia inteligente capaz de transmitir e processar as informações, diagnosticar e solucionar problemas de forma rápida e precisa tanto para concessionárias como para consumidores de energia.

Na versão do curso do Instituto Acende Brasil, explica o presidente Claudio Sales, “Smart Grid é uma imersão de oito horas, de olho no futuro, nas perspectivas para a sua implantação no mundo e os desafios e prioridades do mercado regional da América Latina”. “O aprendizado que propomos permitirá a qualquer profissional entender como essas novas tendências transformarão os negócios que envolvem o setor elétrico, no médio e longo prazos”, afirma Sales.

Um módulo específico, por exemplo, trabalha a abordagem empresarial e multidisciplinar, com estudo de caso, incluindo principais fontes de custos e de benefícios típicos em empresas do Brasil e do exterior, bem como as etapas de implementação. O desacoplamento entre tarifas e vendas de energia, a busca do uso eficiente de energia, os efeitos das tecnologias habilitadoras no gerenciamento da demanda, os mecanismos de proteção dos consumidores e das contas de energia também estão no foco desta imersão.

Smart Grid, hoje, é um tema multidisciplinar e, como tal, o curso é voltado para profissionais de todas as áreas de empresas envolvidas com o setor elétrico: geradoras, distribuidoras, empresas de transmissão, fornecedores de equipamentos, prestadores de serviços e consultores, formuladores de políticas públicas e reguladores, consumidores de energia, centros de estudo e núcleos acadêmicos.

O instrutor:

Cyro Vicente Boccuzzi trabalhou por 25 anos na AES Eletropaulo, onde chegou a ser vice-presidente. Foi diretor-executivo da consultoria Andrade & Canellas. É fundador e CEO da ECOee, empresa focada em gestão, tecnologia e sustentabilidade. Possui ampla experiência na área de tecnologias de energia, fundou e preside o Fórum Latino Americano de Smart Grid. Engenheiro eletricista formado pela Universidade Mackenzie, fez pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, e MBA em Controladoria e Finanças pela FIA/FEA/Fipecafi-USP.

Agende-se:

Curso: Smart Grid: Conceitos, Oportunidades e Tendências

Data: 11/mar/2010 (08:30 às 17:30)

Rua Joaquim Floriano, 466, Ed. Corporate, sala 501 – Itaim Bibi

Investimento: R$ 1.090

Inscrições:

No site: www.acendebrasil.com.br

Pelo telefone: (11) 3704-7733 (tratar com Melissa Oliveira)

Pelo e-mail: melissa.oliveira@acendebrasil.com.br

Mais informações para a imprensa (ECOee):

Clara Barufi e Arthur Chioramital

Fone: (11) 3873-4374

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IBM anuncia POWER7 para gerenciar o crescente volume de transações das empresas

Fonte: IBM – 08.02.2010

A IBM anuncia novos sistemas POWER7™ desenvolvidos para gerenciar uma alta variedade de aplicativos, desde redes elétricas inteligentes até ferramentas de análise de dados em tempo real. As novas tecnologias são indicadas para empresas que trabalham com um elevado volume de transações simultâneas, como prestadores de serviços de utilidade pública, seguradoras ou cadeias de suprimento, e que necessitam de análises e gerenciamento precisos de suas informações.

O Brasil será um dos países a fabricar o Power 7, o que demonstra o comprometimento e investimento da IBM em mercados emergentes. A produção acontecerá nas instalações da Flextronics, parceira internacional da IBM para manufatura de equipamentos. As máquinas fabricadas localmente serão destinadas ao mercado nacional, mas eventualmente poderão ser exportadas para outros países da América Latina.

“Ao trazer para o Brasil a manufatura do Power 7 pretendemos otimizar o custo do produto final e o tempo de importação destes equipamentos, tornando-os mais acessíveis ao mercado, além de reforçar nosso compromisso com o mercado brasileiro”, afirma Maurício Conceição, Executivo de Power Systems da IBM Brasil. A produção terá início com as famílias de produtos High-End e Midrange a partir do segundo trimestre de 2010.

Os novos sistemas POWER7 são capazes de gerenciar milhões de transações simultâneas em tempo real, tecnologia necessária, por exemplo, à implementação de redes elétricas inteligentes que necessitam de dados atualizados a cada minuto. Uma empresa de energia que apresenta dados de medição de consumo para seus clientes na Web pode integrar um conjunto de sistema de servidores POWER7 aos seus medidores conectados à internet, monitorando o uso de energia de milhões de lares por minuto em uma rede inteligente.

A IBM anuncia quatro novos sistemas POWER7 com inovações tecnológicas que proporcionam redução no consumo de energia das máquinas e aumento no poder de processamento. Em relação ao seu antecessor, o Power 6, os novos sistemas podem oferecer um desempenho até quatro vezes maior e capacidade de virtualização expandida – suporta 1.000 servidores virtuais ou “partições” em um único sistema. Na prática, isso permite que um único servidor de maior porte faça o trabalho de até mil servidores menores com equilíbrio de carga entre eles, aumentando o desempenho e utilização dos servidores virtualizados. Os novos sistemas Power 7 incluem os servidores IBM Power® 780, Power 770, Power 755 e Power 750 Express. São tecnologias de servidores de ponta e sistemas de médio porte de 64 núcleos (Power 780 e Power 770) e 32 núcleos (Power 755) capazes de otimizar as cargas de trabalho. O Power 770, por exemplo, utiliza até 70% menos energia que seu antecessor, o IBM Power 570. As ofertas também incluem o novo software de gerenciamento IBM Systems Director Express (edições standard e enterprise) que oferece capacidades avançadas para gestão de virtualização do VMControl – tecnologia que permite que um conjunto de servidores Power sejam gerenciados em um único sistema, proporcionando redução da complexidade e custos com gerenciamento.

Sobre os sistemas IBM Power

O processador Power é a plataforma líder em eficiência para virtualização e consolidação de servidores do mercado – ferramentas inteligentes que reduzem espaço físico e os custos de energia do data Center. O movimento do mercado comprova a liderança da plataforma Power no segmento de servidores Unix – inúmeros clientes em todo o mundo têm migrado suas aplicações Unix para a plataforma Power. Na última década, cerca de 10% do total investido em servidores passou das mãos da SUN e HP para a tecnologia IBM Power Systems. Nos últimos três anos, mais de 1750 empresas em todo o mundo utilizaram o serviço do Migration Factory para migrarem suas tecnologias para plataforma Power.

Os sistemas IBM Power rodam em sistemas operacionais AIX, Linux e IBM i. Para mais informações, visite: http://www.ibm.com/systems/power/

Sobre a IBM

Para mais informações sobre a IBM, visite http://www.ibm.com/br

IBM no Twitter: http://twitter.com/ibmbrasil

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Investimento em redes elétricas inteligentes avança na Ásia

Fonte: Reuters - 08.03.2010 - Por Cho Mee-young e Leonora Walet

Japão, Coreia do Sul e China estão investindo cerca de nove bilhões de dólares este ano em infraestrutura e tecnologia de informação, a fim de tornar mais eficientes as redes de eletricidade, criando oportunidades lucrativas para tecnologias de nicho e fornecedores de equipamentos.

O sistema de “rede inteligente”, por meio da monitoração computadorizada da eletricidade que flui por uma rede elétrica, permite que as empresas de energia administrem automaticamente o uso de eletricidade, de maneira mais confiável e flexível.

O investimento da Ásia em redes inteligentes deve ultrapassar o dos Estados Unidos, e a China sozinha pretende investir 7,3 bilhões de dólares nesse setor em 2010, de acordo com a Zpryme, uma companhia de pesquisa de mercado de Austin, Texas.

“Os chineses estão investindo em redes elétricas inteligentes de maneira tão agressiva quanto, ou até mais agressiva que, qualquer outro país do mundo, no momento,” disse Brad Gammons, vice-presidente da divisão de energia e infraestrutura setorial mundial da IBM, em entrevista à Reuters.

“Eles têm um foco muito firme e assumiram um forte compromisso naquele sentido,” disse.

A IBM, em companhia de empresas como Cisco e Microsoft, está investindo no mercado de redes elétricas inteligentes chinês.

O foco nas redes inteligentes beneficiará empresas em todo o setor de distribuição de energia, dos fabricantes de transformadores para redes públicas aos fabricantes de relógios de eletricidade e fornecedores de software, passando pelos fabricantes de baterias de armazenagem.

A Osaki Electric, que produz aparelhos de medição de eletricidade no Japão, e a sul-coreana LS Industrial Systems, que controla tecnologias de transmissão e distribuição de energia, são exemplos de empresas que podem ser favorecidas pelo desenvolvimento das redes elétricas inteligentes.

“A Osaki Electric está desenvolvendo um relógio inteligente de eletricidade que servirá como catalisador positivo para os preços de suas ações no futuro,” afirmaram analistas da Japaninvest em relatório.

(Reportagem adicional de Chikako Mogi em Tóquio e Suilee Wee em Hong Kong)

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Redes elétricas inteligentes e a racionalização do uso de energia. Entrevista especial com Ricardo Baitelo

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – 05.03.2010

Uma rede de transmissão de energia que utiliza um sistema de monitoramento do fluxo a partir de tecnologia digital. Esta é a proposta das redes elétricas inteligentes, assunto da entrevista, realizada por e-mail, com Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace. Explicando o conceito desta prática de transmissão, Baitelo afirma que as redes inteligentes possibilitam a integração de fontes energéticas descentralizadas, além do controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios. A partir da proposta de uma ferramenta virtual capaz de medir o consumo residencial e disponibilizar a informação aos consumidores em tempo quase real, a forma de interação entre consumidor e concessionária deve aumentar. “O acesso à informação de consumo de energia repercute na utilização mais racional de energia e no melhor planejamento da expansão de redes”, garante.

A entrevista foi concedida por telefone à IHU On-Line.

Sobre as fontes de energia renovável no Brasil e também sobre as questões climáticas, Baitelo destaca. “No Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria uma oferta confiável de energia, complementada com o que já existe de geração hidrelétrica, sem a necessidade de se construir novas usinas em locais extremamente delicados do ponto de vista ambiental e social”.

Ricardo Baitelo é formado em engenharia elétrica pela Escola Politécnica da USP. Na mesma universidade, concluiu o mestrado na área de eficiência energética. Atualmente, é coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O que podemos entender por redes elétricas inteligentes?

Ricardo Baitelo – Redes inteligentes enviam a eletricidade dos pontos de geração até os consumidores, utilizando um sistema de monitoramento completo do fluxo de energia, a partir de tecnologia digital, que permite o rastreamento tanto da energia que entra no sistema, gerada em diferentes pontos, quanto da energia consumida por residências, edifícios e indústrias.

IHU On-Line – Como a energia renovável é utilizada nessas redes elétricas inteligentes?

Ricardo Baitelo – As redes possibilitam a integração de fontes energéticas descentralizadas, como solar e eólica, assimilando sua entrada no sistema quando esta geração ocorre, nos períodos de maior vento e sol. Esta integração faz com que a geração distribuída contribua, não apenas para o atendimento de demandas individualizadas, mas também com uma oferta estável de energia para todo o país.

IHU On-Line – Qual a relação entre redes elétricas inteligentes e Internet?

Ricardo Baitelo – As redes inteligentes permitirão o controle não apenas da geração descentralizada, realizada em milhares de pontos, como também o controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios. A proposta de pulverizar o sistema elétrico em uma rede de microgeradores e a revolução provocada por isto guardam semelhanças com a grande pulverização de informação provocada pela Internet.

Adicionalmente a isto, já estão sendo propostas ferramentas via Internet capazes de medir o consumo residencial e disponibilizar a informação aos consumidores em tempo quase real.

IHU On-Line – Quais os principais caminhos para garantir o fornecimento de energia no futuro de forma amigável com o clima do planeta e com a velocidade do consumo de energia?

Ricardo Baitelo – Intensificar investimentos em eficiência energética é a forma mais barata e efetiva de reduzir a demanda energética do planeta. Estas medidas se estenderiam desde a cadeia de transmissão e distribuição de energia até a revisão de hábitos dos consumidores finais.

Em seguida, o atendimento e a demanda restante seriam feitos com tecnologias renováveis, cuja geração intermitente seria solucionada pela complementaridade entre as mesmas e pelo auxílio das redes inteligentes no gerenciamento de cada tipo de energia na hora em que ela seria produzida.

IHU On-Line – Em que sentido a transformação energética proposta pelo novo estudo do Greenpeace pode se tornar uma oportunidade de negócio para empresas de tecnologia e permitir cortes nas emissões de gases do efeito estufa?

Ricardo Baitelo – O reforço de redes e o estabelecimento de redes inteligentes devem aumentar a interação entre consumidores e concessionárias, além do acesso à informação de consumo de energia, repercutindo na utilização mais racional de energia e no melhor planejamento da expansão de redes.

As empresas de tecnologia poderão fazer um trabalho integrado nesta cadeia, junto às concessionárias e aos consumidores, na provisão de medidores inteligentes e na transmissão de dados de geração e consumo para ambas as partes.

IHU On-Line – Qual o papel do Brasil nessa transformação energética, considerando o potencial de fontes renováveis de energia do país?

Ricardo Baitelo – O estudo do Greenpeace explica como redes elétricas inteligentes, locais e regionais poderiam ser conectadas de forma eficiente com uma super-rede de alta voltagem, para garantir um fornecimento ininterrupto e confiável de eletricidade, sem ativar usinas térmicas a carvão ou nucleares. Embora tenha sido feito para o cenário Europeu, no Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria uma oferta confiável de energia, complementada com o que já existe de geração hidrelétrica, sem a necessidade de se construir novas usinas em locais extremamente delicados do ponto de vista ambiental e social.

IHU On-Line – Que políticas públicas deveriam ser pensadas para que essa transformação seja efetivada mais rapidamente?

Ricardo Baitelo – Devem ser aprovadas as regras para a mudanças das redes de energia a fim de implementar os smart grids (rede inteligente, em inglês). Este cronograma já foi feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Adicionalmente, deve ser deixada clara uma legislação para garantir a transição dos relógios de medição de eletricidade para a medição eletrônica em todas as residências. Esta medição poderia originar uma mudança na tarifação, taxando de forma diferente o uso de eletricidade de acordo com a hora do dia, mecanismo aplicado apenas a grandes consumidores no país.

A Aneel já tem um cronograma para implementar mudanças na rede de energia para transformá-la no que se convencionou chamar de smart grid. O primeiro passo foi a aprovação, em agosto, das regras do PLC (comunicação pela rede de energia). O próximo já está em análise pelo Conselho Diretor da agência: a adoção da medição eletrônica.

IHU On-Line – Qual a previsão de implantação das redes elétricas inteligentes no Brasil e no mundo?

Ricardo Baitelo – No Brasil, a medição eletrônica vem sendo implementada, como, por exemplo, no Rio, com a previsão da instalação de 120 mil medidores inteligentes em 2010, no Pará (72 mil medidores) e no Distrito Federal, onde 1800 grandes consumidores já foram automatizados. Pretende-se substituir 63 milhões de medidores atuais por medidores inteligentes em um prazo de dez anos.

No mundo, o processo já está mais avançado. Até 2012, 70% da rede americana já deverá ter medição inteligente e, na Europa, quase todos os países já possuem aplicações de redes inteligentes.

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Teradata se une com Itron para atender utilities

Fonte: Compter World – 01.03.2010

Atenta às novas oportunidades que serão geradas no mercado com projetos de smart grid, ou redes inteligentes, que serão implantados pelas companhias de utilities, a Teradata acaba de fechar uma parceria com a Itron, norte-americana especializada na coleta e gestão de dados de medição de consumo.

O acordo é global e se estende também para o Brasil e leva em conta a crescente necessidade das concessionárias por informações analíticas referentes ao consumo de energia por seus clientes.

Segundo a country manager da Teradata no Brasil, Katia Vaskys, o acordo faz parte dos planos da Teradata para 2010 para reforçar presença em três setores que vão demandar soluções para data warehouse, que são: utilities, bancos, e telecomunicações. Ela comenta que esses três segmentos estão sendo muito pressionados pelos órgãos reguladores a construírem e integrarem bases de dados inteligentes para se tornarem mais eficientes e atender melhor seus clientes.

A união com a Itron tem o objetivo de entregar às concessionárias soluções integradas para que adquiram mais conhecimentos sobre o consumo dos clientes e aprimorem os planos e serviços. A proposta das duas empresas é munir essas corporações para que automatizem processos, contribuindo para o uso mais racional de energia.

O gerente de marketing e desenvolvimento de negócios para América Latina da Itron Brasil, Mariano Michael Bergman, observa que o volume de dados das concessionárias é cada vez mais elevado. São informações sobre o consumo diário, tensão e corrente, perfil de carga do cliente, etc. Ele destaca que para se manterem competitivas, essas empresas precisarão extrair mais conhecimento dos dados para acelerar a tomada de decisões e ter planos mais adequados ao perfil de cada consumidor.

Solução

O resultado da parceria é a criação do Active SmartGrid Analytics, plataforma analítica de software formada a partir do data warehouse e do modelo de dados da Teradata com o Itron Enterprise Edition Meter Data Management.

A solução vai permitir que empresas do setor acessem informações financeiras, operacionais e sobre os clientes, obtendo análises avançadas para a tomada de decisão, sem impactar as atividades do dia-a-dia das operações.

Todas as informações podem ser integradas e correlacionadas, permitindo avaliações sobre quaisquer cenários, considerando tanto dados históricos quanto de tempo real.

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EUA prevê rede nacional de banda larga sem fio para segurança

Fonte: Convergência Digital – 26.02.2010

Com a aproximação do prazo para que seja entregue – 17 de março- começam a aparecer detalhes do Plano Nacional de Banda Larga preparado pela Federal Communications Commission (FCC, semelhante a brasileira Anatel). Mas ainda não foi discutido quem vai pagar a conta.

O relatório, requisitado à FCC como parte do plano de estímulo econômico americano em resposta à crise financeira, será um mapa para o governo e os parlamentares dos Estados Unidos na elaboração do que deve se transformar numa rede de internet rápida acessível a todos os americanos.

O plano deve ser apresentado ao Congresso dos EUA em 17 de março. No que se imagina, ele incluirá recomendações para novas regras, como a reforma do Fundo de Universalização de Serviços, que conta com US$ 7 bilhões. Também deve embutir políticas para a expansão da cobertura, ampliação das velocidades da banda larga e estímulo a competição.

Na semana passada, integrantes da FCC começaram a dividir algumas informações sobre o projeto, a partir da divulgação de um relatório preliminar do plano. A agência sublinhou algumas metas específicas como maiores velocidades para a banda larga, uma nova rede wireless nacional e tecnologias que permitirá aos consumidores controlarem pela internet, o uso de energia elétrica em suas casas.

Até aqui, ainda são poucos os detalhes específicos dessas iniciativas, em especial os detalhes de quem vai pagar por esse plano ambicioso. O governo deve entrar com alguma parte, mas o setor privado também será convidado a contribuir com grande parte da fatura.

As metas

No relatório, a FCC diz que vê o acesso à internet em banda larga como uma forma de criação de empregos, de promover melhorias na qualidade da saúde, redução da dependência de importações de energia, melhor educação e fortalecer a segurança pública e nacional.

No caso da criação de empregos, a agência entende que uma infraestrutura robusta de banda larga ajudará no treinamento profissional e será uma ferramenta para que as pessoas encontrem postos de trabalho. Também acredita que parcerias público-privadas são um dos caminhos para financiar esses projetos.

Em saúde, a FCC acredita que a banda larga pode facilitar a troca de dados médicos, assim como permitir monitoramento e diagnósticos remotos. Com a remoção de certos regulamentos, a FCC calcula que essa infraestrutura de banda larga pode economizar até US$ 700 bilhões nos próximos 15 a 25 anos.

No campo da eficiência energética, a FCC propõe a integração da infraestrutura de banda larga com o smart grid do setor elétrico como forma de ajudar os consumidores a reduzirem seu consumo de energia. Com esse acesso integrado, as pessoas poderiam ligar ou desligar de forma remota utensílios domésticos, por exemplo, assim como fazer monitoramento do consumo e tomar decisões melhores sobre o uso da eletricidade.

Também começam a aparecer detalhes sobre a proposta de uma rede wireless nacional voltada para a segurança pública e primeiros socorros. O presidente da FCC, Julius Genachowski, disse que a FCC recomendará no Plano Nacional de Banda Larga que o governo invista cerca de US$ 18 bilhões nos próximos 10 anos para construir e financiar a operação dessa rede.

“O setor privado simplesmente não vai construir uma rede nacional de primeira qualidade de banda larga interoperável para a segurança pública com seu próprio dinheiro”, comentou Genachowski.

Nesse plano, o governo faria novos leilões de espectro na faixa de 700 MHz. Esse espectro seria dividido com a segurança pública, que teria prioridade de uso no caso de emergências.

Também como parte do plano a FCC recomenda melhorias no acesso em banda larga para escolas primárias e secundárias. E já decidiu, por unanimidade, modificar as regras do Fundo de Universalização para que as escolas que recebem recursos do programa possam oferecer acesso a comunidade em seus computadores depois das aulas.

Genachowski também defendeu que as velocidades da banda larga precisam ser mais rápidas. Na semana passada ele disse que 100 milhões de lares americanos tenham acesso com pelo menos 100 Mbps em 2020. Isso significa velocidades pelo menos 10 vezes mais rápidas que a utilizada atualmente pela maioria dos americanos.

O plano da FCC tem como um dos objetivos pavimentar o caminho para que os Estados Unidos sejam líderes em banda larga. Os EUA têm sido criticados por ficarem atrás de outros países quando o assunto envolve serviços e infraestrutura de banda larga. Algumas parte do país contam com redes robustas, outras não. E mesmo em áreas onde a banda larga está disponível, muitos americanos preferem não assinar o serviço.

A FCC recentemente publicou resultados de uma pesquisa que indicou que 93 milhões de americanos, cerca de um terço da população, não têm acesso à internet banda larga em casa. O principal motivo é o custo do serviço e a falta de conhecimento de como esses serviços podem beneficiar os consumidores.

Erguer a infraestrutura, reduzir os custos dos serviços e educar os consumidores não será barato. Em setembro, a FCC estimava que poderia custar mais de US$ 350 bilhões construir a infraestrutura e financiar os programas para conectar os americanos.

Quanto exatamente será pago com dinheiro dos impostos e quanto virá em investimentos privados ainda é incerto. Parte do Plano Nacional de Banda Larga também vai tratar de regulamentações e desregulamentações que poderão encorajar investimentos e fomentar inovações.

Até aqui, a FCC não disse muito sobre esses pontos. Por exemplo, ainda não mencionou quais políticas serão modificadas ou reguladas para encorajar a competição. Tampouco deixou claro que outras mudanças pretende fazer no Fundo de Universalização de Serviços, formado com taxas nas contas de telefone.

As companhias telefônicas e operadores de cabo demonstram preocupação com a possibilidade da FCC modificar a regulação das linhas de internet. Alguns dos maiores provedores, como AT&T e Verizon, encaminharam uma carta à FCC argumentando que as regras nesse front não devem ser mexidas.

Membros da FCC têm dito que o plano não vai incluir a exigência para que empresas de telefonia e cabo compartilhem suas infraestruturas de banda larga com competidores, como sonham defensores dos consumidores.

Mas algunm tipo de compartilhamento de rede pode fazer parte do plano, segundo relatou recentemente o Wall Street Journal. Por exemplo, uma proposta exigiria que as telefônicas oferecessem parte das redes a preço de varejo para rivais que desejem prestar serviço para pequenas empresas.

As empresas sustentam que qualquer nova exigência que as force a compartilhar infraestrutura vai afetar os investimentos, o que é exatamente o oposto do que a FCC espera alcançar com a política regulatória.

*Com tradução do CNET.News

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David Basset, do IEEE: Redes Inteligentes ou Redes Verdes?

Fonte: CanalEnergia – 25/02/2010 - David Basset

Atualmente, existem muitas discussões sobre o que é o conceito “smart grid” (rede inteligente). Pensamos o “smart grid” como um conjunto de equipamentos que permite o funcionamento de uma rede de energia elétrica de forma mais econômica e funcional, possibilitando ainda a rápida restauração de energia aos consumidores em situações anormais ou de emergência. Nesse sentido, a “rede verde” surge como consequência de uma operação mais eficiente da rede, colaborando para a geração de recursos e para o controle de carga.

A implementação inicial de uma rede inteligente que, normalmente, possibilita um melhor funcionamento de nossa rede elétrica, em termos de controle de voltagem, controle de reação e alocação eficiente de energia residual, resulta em “rede mais verde”, com economias energéticas e menores emissões de dióxido de carbono, isto é, a rede verde de energia elétrica. Por exemplo, a concessionária PPL Electric possui um projeto de rede inteligente que deverá implementar este tipo de controle e, com isso, estima-se uma economia de 2,5% no uso de energia para os consumidores.

A PPL Electric solicitou e ganhou US$19 milhões do Departamento de Energia Federal dos Estados Unidos, concedidos pelo American Recovery and Reinvestment Act (Stimulus Bill). O prêmio, considerado uma oportunidade de financiamento, foi oferecido pela Smart Grid Investment Grant, DE-FOA-0000058. A concessionária anunciou ainda uma parceria com a Universidade de Drexel e com líderes em tecnologia da GE Energy, a Lockheed Martin Corporation e da Alcatel-Lucent para projetar e instalar o projeto.

Nossa implantação oficial deverá automatizar o funcionamento da rede, de modo que as falhas não impactarão como queda de energia. Elas deverão ser isoladas, permitindo a rápida restauração da energia elétrica aos consumidores, sem falhas nas seções em linha. A smart grid possibilitará detectar o status de todo o sistema, permitindo a transferência de seções sem falhas na linha para fontes alternativas. Isso requer uma comunicação bi-direcional para a concessionária de controle e para a proprietária do equipamento, assim a coleta de dados poderá ser realizada em tempo real, ainda durante a operação. Esse processamento de dados levará à maior otimização da rede.

As informações e os equipamentos de controle adicionais reunidos na rede permitirão um controle dinâmico da voltagem do sistema. Isto permite uma voltagem do serviço eficiente para todos os consumidores e, consequentemente, uma economia de energia. Atualmente, a voltagem tende a ser determinada durante a instalação da linha, com reajustes periódicos, à medida que haja alteração significativa de carga. Isso pode levar alguns consumidores a alcançarem uma voltagem maior do que a necessária, enquanto outros alcançariam níveis inferiores ao ideal. Em ambos os casos, pode resultar em desperdício de energia. Os projetos atuais tendem a possuir equipamentos de regulagem com funcionamento de forma independente. Esta operação independente, geralmente eficiente, não é a ideal.

A implementação inicial de uma rede inteligente irá fornecer informações aos consumidores e, como cabe a eles usarem esta informação, a geração inicialmente prevista de economia pode não se realizar. Por exemplo, sem o controle direto do equipamento do consumidor, ele é quem deve tomar as medidas que afetam a sua economia de energia. Houve um caso recente em que foi fornecido aos consumidores sistema para indicar o custo da energia e como reduzir o gasto. Entretanto, o sistema não funcionou muito bem, provavelmente porque muitos clientes estavam no trabalho no período que deveriam fazer o ajuste e outros simplesmente não quiseram ajustar manualmente sua utilização elétrica ou alterar seus níveis de conforto.

Há uma grande oportunidade de aumentar a comunicação com consumidores, que permitirá o controle direto de cada equipamento em suas casas. Alguns consumidores perceberão que esse controle automático é mais conveniente se optarem pela tecnologia do tipo “ajuste e esqueça”. Esta opção vai permitir um aumento significativo da eficiência operacional da rede. Durante períodos de carga elevada, determinadas cargas poderão ser desligadas, ocasionando uma redução de custo de cada rede, menos emissão de dióxido de carbono e um uso mais eficiente das facilidades existentes. Por exemplo, desligar a carga por 15 minutos ou por 45 minutos pode gerar uma redução de 25%.

Muitas concessionárias vão explorar taxas diferenciadas, para diferentes horários do dia, em que o custo da eletricidade era estabelecido de acordo com seu valor real. Por exemplo, durante as horas de pico, entre 7h e 19h, a eletricidade pode ter um custo duas vezes maior que fora do horário 7h-19h. Com o uso das taxas diferenciadas, espera-se que diminua o uso da energia elétrica durante o horário de pico. Isto deverá diminuir o montante de geração requerida para operar o sistema. Este procedimento leva benefícios para a concessionária, que diminui sua necessidade de carga, e para o consumidor que por sua vez recebe uma conta menor.

À medida que vamos em frente com uma nova infraestrutura de rede, teremos inovações em hardware, comunicações e em toda a implantação de um sistema inteligente. Com este nível de otimização do sistema elétrico, serão abertas possibilidades de novas tecnologias para diminuir o impacto ambiental e o custo da conta de energia para o consumidor.

David Bassett é membro sênior e do Comitê de Normas da IEEE – Institute of Electrical and Electronic Engineers

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Governo quer estimular menor uso de energia

Fonte: Valor Econômico – 26.02.2010 – Danilo Fariello

Leia o artigo abaixo e imagine os mesmo conceitos de energia economizada (ou armazenada em veículos elétricos) e venda de energia excedente (proconsumidor gerando energia além do que precisa)  em um consumidor residencial com o advento das redes inteligentes e de tarifas horárias diferenciadas:

O governo federal deverá criar estímulos para obter maior eficiência no consumo de energia elétrica no momento em que a carga total do país bate seguidos recordes. Entre as medidas em discussão está uma maior flexibilidade para os grandes consumidores revenderem parte da energia contratada. A decisão, porém, ainda depende de uma costura política para ser adotada. Apesar da aprovação de distribuidores e grandes consumidores de energia elétrica, o governo teme que a decisão provoque ilações que remetam ao racionamento de 2001, quando medidas similares foram tomadas.

Em uma reunião, ontem, entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE), decidiu-se apressar os estudos e a decisão. Embora a agência tenha autonomia para tomar essas medidas, a percepção é de que, pelo risco político, deveriam ser ações definidas no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que inclui o Ministério de Minas e Energia (MME). A possibilidade já foi apresentada em reuniões anteriores do CNPE.

São duas as medidas em debate. A primeira é a possibilidade de existir um prêmio para a empresa que aceitar ter seu fornecimento reduzido quando subir o preço da energia no mercado de curto prazo, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Ou seja, a empresa que quiser ter um desconto de 5% no preço da sua tarifa aceitaria que, se o PLD atingisse valor de R$ 200, ela seria obrigada a reduzir o seu consumo em 4%. Se ele não fizesse essa redução, sofreria penalidades.

Essa possibilidade seria pouco viável para uma siderúrgica, por exemplo, em que é mais complicado desligar ou reduzir a produção de um alto-forno. Mas, no caso de metalúrgicas e têxteis, por exemplo, é possível obter ganhos significativos para correr o risco de ter o fornecimento reduzido. Como a produção dessas indústrias é mais pulverizada, a redução de uma pequena parcela da produção pode ser viável, frente à redução de custos.

A segunda medida em discussão é o chamado “custo evitado”, que seria a possibilidade de aquisição, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ou pela CCEE, da energia não consumida quando o preço estiver alto. Ou seja, quando o consumo de energia estiver muito elevado, o governo poderia recomprar energia de empresas que aceitassem reduzir o consumo. Essa seria uma alternativa anterior ao acionamento de usinas térmicas, que têm preço de geração mais elevado. Dessa forma, os grandes consumidores poderiam até colaborar com uma menor tarifa do mercado regulado, porque sua decisão evitaria o acionamento de térmicas.

Em 2008, foram gastos R$ 2,4 bilhões pelo equivalente a 1.500 MW médios gerados pelas termelétricas, o que equivalia a 3% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). A carga total dos grandes consumidores, com demanda maior de 500 kW, foi de 33 mil MW médios. Portanto, se os grandes consumidores pudessem vender energia equivalente a 5% do seu consumo pelo preço do PLD, não haveria necessidade de uso das térmicas, explica Edvaldo Santana, diretor da Aneel.

Para ele, com essa medida “a economia quase não seria afetada, porque a redução de 5% no consumo representa muito pouco” em relação ao custo das térmicas. Nessa hipótese, a tarifa no mercado regulado não seria elevada pelo custo maior de acionamento das térmicas e haveria menor emissão de CO2, diz.

O entendimento do governo é de que agir na demanda por energia pode ser mais simples e mais eficiente do que atuar apenas na oferta, com a construção e implantação de novas usinas. Além disso, dependendo do modelo de geração, estimular a oferta pode significar até aumento das tarifas de energia – se ocorrer por meio de energias renováveis, mais caras, por exemplo.

A ideia, diz Santana, é agir na demanda com incentivos aos consumidores de grande porte que conseguirem reduzir o uso de energia, para aumentar a eficiência econômica da carga. Ele destaca que ambas as medidas já foram testadas e adotadas em outros mercados pelo mundo. “Em todos os casos, é importante ressaltar que o grande consumidor sempre será voluntário para decidir entre revender a energia ou não”, destaca Santana.

A renegociação da energia contratada já foi permitida no Brasil após o racionamento de energia elétrica de 2001. Naquele ano, as empresas tinham o compromisso de reduzir em 20% o seu consumo. Na época, havia os “certificados de energia”, que eram contratos bilaterais de balcão entre consumidores.

Aqueles que não conseguiam reduzir o consumo em mais de 20% poderiam adquirir esses certificados de empresas que economizavam além da meta. Isso durou poucos meses, até o fim do racionamento, no ano seguinte. A ideia atualmente em discussão avança para um certificado padronizado que as empresas poderiam negociar em mercado aberto.

A expectativa dos consumidores é de que a possibilidade de renegociação de energia contratada também leve mais transparência ao mercado de energia, além de dar-lhe mais liquidez.

Desde 2008, o Ministério de Minas e Energia tem praticamente pronta uma minuta de projeto de lei para que os consumidores livres possam vender o excedente de energia. Naquele ano, a ideia era colocar a minuta em consulta pública, o que nunca ocorreu. Agora, o CNPE teria mais respaldo político para tomar a decisão. Do conselho, fazem parte nove ministérios, um representante dos Estados, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a CCEE e a Aneel.

Para a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais e Consumidores Livres de Energia (Abrace), a adoção de qualquer uma dessas medidas é positiva. “Isso levaria os consumidores de uma condição passiva para ativa em termos de gestão de demanda de energia”, diz Ricardo Lima, presidente da associação. Se puder revender a energia, os consumidores poderiam não só gerenciar o uso de suas cargas, como tornar o consumo mais eficiente, diz.

Em momentos como o atual, provavelmente a indústria teria alguma flexibilidade para revender energia nessas condições, observa Lima, da Abrace. Ele destaca que o custo de geração das térmicas atualmente é perverso, porque todos são obrigados a bancá-lo, sem poder agir para influenciar sua redução. Em janeiro, o consumo de energia elétrica no país bateu recorde com carga de 33.718 gigawatts-hora (GWh), com crescimento de 9,1% em relação ao mesmo mês de 2009, segundo a EPE. De acordo com o ONS, cinco recordes de consumo diário foram batidos no mês de m janeiro.

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Caça aos gatos

Fonte: ISTOÉ Dinheiro – Nicholas Vital

"O consumidor informal não tem preocupação com a conta de luz, por isso desperdiça" Michael Wimet PRESIDENTE DA ELUCID SOLUTIONS

Um dos mais nefastos exemplos do famoso jeitinho brasileiro pode estar com os dias contados. Os desvios ilegais de energia, popularmente conhecidos como “gatos”, estão na mira das principais operadoras do sistema energético brasileiro. Sucesso na África do Sul, onde conta com mais de quatro milhões de usuários, um inovador projeto de venda de energia elétrica pré-paga deve chegar ao Brasil ainda em 2010. Sua missão é caçar os gatos que, segundo a Aneel, órgão regulador do setor, causam prejuízos de R$ 10 bilhões por ano às distribuidoras. Em tese, esse valor poderia ser convertido em forma de receita para as próprias companhias que atuam no setor. Desenvolvido pela empresa de TI Elucid Solutions, o modelo segue os mesmos padrões do sistema sul-africano. A ideia é trazer os consumidores de baixa renda – principais adeptos dos “puxadinhos” de energia – para a formalidade e impedir que eles caiam na tentação de roubar luz. Funciona a ssim: como forma de atrair o consumidor para o sistema formal, ele tem o direito de utilizar, gratuitamente, até 50 megawatts/hora por mês, quantidade suficiente para atender uma família de quatro pessoas da classe D. Quando a cota é atingida, o sistema interrompe o fornecimento até que o cliente carregue um cartão com um determinado valor que assegure o reabastecimento de energia. “O modelo é muito parecido com o da telefonia celular pré-paga”, diz Michael Wimet, presidente da Elucid Solutions.

Pode parecer contraditório, mas, mesmo com o fornecimento gratuito de parte da energia utilizada, as empresas têm a ganhar com o novo modelo. A experiência sul-africana prova isso. “O consumidor informal não tem preocupação com a conta de energia, por isso tende a desperdiçar”, diz Wimet, lembrando que já viu casos de moradores de favelas, usuários de gatos, que utilizavam geladeiras sem portas como uma espécie de ar-condicionado. Num caso como esse, o consumo pode chegar a 500 megawatts por hora, ou dez vezes acima do limite mensal que seria fornecido gratuitamente pelas companhias. “Por mim, o modelo pré-pago entra em operação amanhã”, diz Sidney Simonaggio, vice-presidente de operações da Rede Energia, uma das maiores distribuidoras de energia do Brasil, que já vem testando o sistema desde o ano passado. “O fato de tirarmos os consumidores da informalidade é bom para todos. Até o consumidor comum sai ganhando, já que o prejuízo com os gatos é repassado para aqueles que pagam suas contas normalmente.” Já existe inclusive um projeto de lei, do senador Gim Argello (PTBDF), que regula o modelo de energia pré-paga no Brasil. Em fase final de avaliação na comissão de infraestrutura, o projeto deve ser votado nos próximos meses. “A ideia é que a lei seja aprovada ainda em 2010″, diz Argello.

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Estação de abastecimento doméstico de hidrogênio

Fonte: motonline – José Luiz Vieira – 21.02.2010

A Honda iniciou a operação de seu primeiro posto de abastecimento solar de hidrogênio em seu centro de pesquisas solares nos Estados Unidos em 2001, com a criação de um sistema de três unidades e armazenamento de hidrogênio em julho daquele ano.

Em outubro, iniciou seu trabalho com um sistema bi-unitário com um eletrolisador original de seu próprio projeto, mais um conjunto solar utilizando protótipos de células solares CIGS (cobre, índio, gálio e selênio), oferecendo maior eficiência do sistema.

Em agosto de 2008 um conjunto solar dotado de células CIGS de produção seriada da Honda Soltec Co., reduziu o tamanho do conjunto em 20% e aumentou muito a eficiência energética fotovoltaica (PV).

Agora, um novo sistema inicia sua operação, ampliando ainda mais a eficiência do melhor sistema anterior conhecido, aumentada mais de 25% (valores calculados em simulações), chegando ao mais alto nível até hoje existente.

O posto solar de abastecimento de hidrogênio da Honda, instalado no centro de pesquisas americano em Los Angeles, utiliza o mesmo conjunto de 48 painéis e 6 kW de células solares finíssimas CIGS de primeira geração. A estratégia da Honda ao criar uma estação doméstica, foi criar um novo estilo de vida com reabastecimento conveniente, limpo, eficiente e sustentável, através de uma infra-estrutura que possa avançar o uso cada vez maior de veículos elétricos a células de combustível.

A Honda agora inicia os trabalhos de um protótipo solar menor instalado na garagem de uma casa, capaz de recarregar veículos a células de combustível durante a noite, produzindo 0,5 kg de hidrogênio num período de 8 horas.

No posto anterior, havia um eletrolisador e um compressor separado para criar hidrogênio a alta pressão. O compressor era o componente maior, mais caro e que reduzia muito a eficiência do sistema. Com a criação de um novo eletrolisador de grande pressão diferencial, os engenheiros da Honda conseguiram eliminar o compressor – a primeira vez que isso foi feito num sistema para uso doméstico. Esta inovação reduziu o tamanho de outros componentes, fazendo do novo posto o sistema mais compacto existente – e aumentando sua eficiência em mais de 25%. A unidade fica muito mais adequada para pessoas com garagens menores ou que têm de compartilhá-las com outros proprietários, como em apartamentos.

O posto foi projetado para trabalhar em conjunção com o veículo Honda FCX Clarity e é compatível com um sistema de energia Smart Grid (rede inteligente). A recarga do veículo será feita em horários de baixa demanda, sem necessidade de armazenamento de hidrogênio, o que diminui também as emissões de CO2. Durante os horários (diurnos) de máxima demanda, o posto pode -exportar- eletricidade renovável à rede, tornando a energia usada neutra e de baixíssimo custo para o dono do posto. A quantidade de hidrogênio produzido é praticamente a mesma que o motorista comum precisará durante seu dia de trabalho – e a pureza do hidrogênio estará dentro das mais estritas especificações SAE (J2719) e ISO (14687).

A Honda espera que a combinação de um veículo a células de combustível e o posto de hidrogênio doméstico ajudará no estabelecimento de uma sociedade de hidrogênio baseada em energia renovável, que resultará numa forte redução de emissões de CO2 e maior sustentabilidade energética. A Honda, porém, ainda não fala em tempo de testes em larga escala ou em disponibilidade.

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Nova tecnologia de baterias armazenará energia na lataria dos carros

Fonte: Inovação Tecnológica – 17/02/2010

O material compósito é feito com uma mistura de fibras de carbono e uma resina polimérica e é capaz de armazenar eletricidade e liberar grandes quantidades de energia mais rapidamente do que as baterias convencionais. (Imagem: Greenhalgh Lab)

Se o estágio tecnológico atual das baterias não é suficiente para fazer deslanchar a indústria dos carros elétricos, talvez a solução esteja em transformar a carroceria dos automóveis em uma gigantesca bateria.

Esta é a proposta de um grupo de engenheiros europeus que está investindo € 3,4 milhões para construir os primeiros protótipos de uma tecnologia que poderá revolucionar a concepção e a fabricação de carros híbridos e elétricos.

Bateria estrutural

Reunidos no Imperial College, de Londres, e apoiados pela fabricante Volvo, os pesquisadores estão desenvolvendo as primeiras amostras de um material capaz de armazenar e liberar energia elétrica e que também é forte e leve o suficiente para ser usado para a fabricação de peças estruturais de automóveis.

Além dos automóveis, os pesquisadores acreditam que seu material inovador, ainda cercado de mistério, mas já patenteado, poderá ser usado na fabricação dos gabinetes da maioria dos equipamentos eletroeletrônicos, como telefones celulares e computadores, que não precisariam mais de uma bateria separada. Isso tornaria esses equipamentos menores, mais leves e mais portáteis.

Pneu de estepe

Na primeira etapa, os cientistas estão usando o novo material compósito para construir o piso do porta-malas do carro, onde é normalmente colocado o pneu de estepe e que hoje é feito de aço.

O local foi escolhido por exigir rigidez do material mas sem comprometer qualquer aspecto de segurança. A Volvo irá usar a peça em carros de testes para avaliação. Somente depois de aprovado o material será usado em outras partes dos carros.

Bateria sem reação química

O material compósito é feito com uma mistura de fibras de carbono e uma resina polimérica e, segundo os pesquisadores, é capaz de armazenar a eletricidade e liberar grandes quantidades de energia muito mais rapidamente do que as baterias convencionais, aproximando-se do rendimento dos supercapacitores.

Além disso, o material não utiliza processos químicos para armazenar a energia, o que o torna mais rápido de recarregar do que as baterias convencionais. A ausência de reações químicas reduz drasticamente a degradação do material pelos constantes ciclos de carga e descarga, o que hoje é o maior responsável pela curta vida útil das baterias.

Carros mais leves

Os carros híbridos atuais possuem um motor de combustão interna, usado principalmente quando o motorista acelera o carro, e um motor elétrico alimentado por baterias, que é acionado quando o carro está em velocidade constante ou de cruzeiro.

O grande número de baterias exigido para dar uma autonomia razoável a esses carros também os torna mais pesados, o que significa que o carro consome mais energia e as baterias precisam ser recarregadas em intervalos menores.

Ao formar também a parte estrutural do carro, o novo material compósito capaz de armazenar energia ajudará a reduzir o peso do veículo. Os pesquisadores calculam que seu uso permitirá uma redução de 15 por cento no peso total do carro, o que deverá melhorar significativamente a autonomia dos futuros carros híbridos.

O novo material permitirá a construção de celulares tão finos quanto um cartão de crédito e laptops que extrairão energia de seu próprio gabinete, podendo funcionar por mais tempo sem recarga. (Imagem: Greenhalgh Lab)

Na primeira fase do projeto, os cientistas estão planejando aprimorar seu material compósito para aumentar sua densidade de energia, ou seja, sua capacidade de armazenar mais energia.

As propriedades mecânicas do material serão aprimoradas através do crescimento de nanotubos de carbono na superfície das fibras de carbono, o que também aumentará a área superficial do material, com um ganho adicional na sua capacidade de armazenar energia.

“Estamos realmente animados com o potencial desta nova tecnologia. Acreditamos que o carro do futuro poderá extrair energia do seu teto, do capô ou até mesmo das portas, graças ao nosso novo material compósito,” diz o Dr. Emile Greenhalgh, coordenador do projeto.

“As aplicações futuristas para este material não param por aí – você poderá ter um celular tão fino quanto um cartão de crédito, porque ele já não precisará de uma bateria volumosa, ou um laptop que poderá extrair energia de seu próprio gabinete, podendo funcionar por mais tempo sem recarga. Estamos na primeira fase deste projeto e há um longo caminho a percorrer, mas acreditamos que o nosso material compósito é de fato promissor,” conclui Greenhalgh.

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O poder dos ventos

Fonte: Valor Econômico – 18.02.2010 – Alan Charlton

O Reino Unido anunciou recentemente a aprovação de concessões de nove zonas costeiras para desenvolvimento de projetos de parques eólicos offshore até 2020. Isso poderá gerar um adicional de 32 GW de energia limpa aos 8 GW já concedidos em rodadas anteriores. O potencial de eletricidade a ser gerado equivale a quase três vezes o da hidrelétrica de Itaipu e poderá suprir quase toda a demanda residencial britânica, ratificando sua posição de liderança mundial de energia eólica offshore.

O recente anúncio faz parte de um plano do governo britânico para aumentar substancialmente o uso de energia renovável, não apenas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mas para recuperar, em parte, sua auto-suficiência energética. O Reino Unido se comprometeu a produzir 15% da sua energia a partir de fontes renováveis até 2020, o que representará o aumento de quase sete vezes do que se tinha em 2008, ou seja, 2,25% de energias renováveis na matriz energética do país. Esse compromisso faz parte de uma ampla ação da União Europeia para aumentar o uso de energia renovável.

Investimentos altos serão necessários para se criar um setor de energia renovável robusto e próspero. Dessa forma, o governo vem buscando alternativas para maximizar as oportunidades econômicas e de geração de emprego. Acredita-se que a indústria eólica do Reino Unido poderá criar até 70 mil empregos e gerar 75 bilhões de libras para a economia. Atualmente, existem oito parques eólicos offshore em operação produzindo em torno de 700 MW e outros quatro parques em construção.

A expectativa é que, com o desenvolvimento dessas novas fontes de energia, a importação de gás seja reduzida entre 20% e 30% do que se espera para 2020. Isso significa aumentar a geração de eletricidade por fontes renováveis dos atuais 5,5% para mais de 30%. Acredita-se que mais de dois terços dessa geração virá da energia eólica, mas outras fontes como hidráulica, bioenergia, ondas e mares também terão a sua importância.

A energia eólica offshore é a fonte de energia renovável que mais cresce no Reino Unido e tem benefícios sobre outras fontes de baixo carbono. O país tem o maior potencial eólico na Europa, 33% do total. Com menores restrições de espaço, turbinas de até 10 MW podem ser instaladas, mesmo que o tamanho médio de uma turbina seja 5 MW. Quando comparada à turbina onshore, cujo tamanho médio é 2 MW, a energia eólica offshore se mostra mais confiável. Mesmo com os custos de instalação e operação significativamente mais altos, a energia eólica offshore compensa por ter um melhor resultado.

O governo tem implementado mudanças na legislação para facilitar o estabelecimento de parques eólicos offshore de grande escala. O Reino Unido se destaca na construção de parques offshore devido à sua expertise em construção marítima para a indústria de petróleo e gás natural.

Essas medidas são complementadas por mecanismos financeiros criados especialmente para fomentar a geração de eletricidade de fontes renováveis, como, por exemplo, os certificados verdes (ROC – Renewable Obligation Certificate). Recentemente esses certificados ganharam um peso maior para geração de energia eólica offshore de larga escala. O certificado que valia um ponto por MW/h gerado passou a valer 2 pontos. Estima-se que essa iniciativa vá gerar um montante de 400 milhões de libras a mais para apoiar o setor offshore. Além disso, o governo deve investir 50 milhões de libras em testes das instalações para energia eólica offshore.

O governo já realizou estudos ambientais para análise de impactos das construções de futuros parques eólicos marítimos e concluiu que não há barreiras para o desenvolvimento desse setor. Entretanto, o país irá tomar uma série de medidas de mitigação para prevenir, reduzir e compensar os impactos adversos ao meio ambiente e a outros usuários do mar. As zonas escolhidas estão localizadas até 20 milhas (32 km) da costa. Cada consórcio irá explorar essas áreas mais detalhadamente antes de submeter ações de planejamento. Outra medida foi a criação de uma diretoria específica no Ministério de Energia e Mudanças Climáticas (DECC) para implementar as metas do governo na área.

O desenvolvimento na área de produção offshore ainda é complementado por ações para garantir conexão mais rápida e inteligente à rede. Para tanto o governo irá investir na rede elétrica para que novas fontes renováveis e outras formas de geração possam ser conectadas adequadamente quando necessário. As ações envolverão incentivos para encorajar companhias de transmissão e distribuição a investir um montante equivalente a 4,7 bilhões de libras. O governo irá também investir em uma nova rede offshore, que deverá trazer oportunidades para investimento de até 15 bilhões de libras. Outro trabalho que vem sendo desenvolvido diz respeito ao acesso à rede para novos geradores de energia.

O conceito de “smart grid” (rede mais inteligente) também está sendo amplamente discutido e o governo já está trabalhando para desenvolver uma rede do futuro que irá automaticamente administrar a variabilidade de fontes renováveis, economizar energia e reduzir custos, com uma visão mais de longo prazo.

Estão em andamento discussões sobre uma rede integrada de energia renovável do Mar do Norte. Quando concluída essa rede irá permitir que o Reino Unido exporte a energia excedente para mercados deficitários ou estoque em usinas hidrelétricas em países como Noruega e Suécia.

Acreditamos que esse anúncio, que significa a maior expansão de energia eólica já vista no mundo, irá contribuir significativamente para as aspirações britânicas de uma mudança para uma economia de baixa emissão de carbono.

Alan Charlton é embaixador britânico no Brasil desde dezembro de 2008.

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SmartGrid.com.br

Desde o dia 10 de fevereiro de 2010 o Blog Smart Grid (www.redeinteligente.com) passou a ter um banner permanente no site brasileiro Smart Grid Forum & Expo (www.smartgrid.com.br) ao final da página.

Juntamente com a RPM Brasil a ECOEE organiza desde 2008 o Forum Latino Americano de Smart Grid, já com duas edições realizadas, ambas na cidade de São Paulo. Participei da última edição que aconteceu nos dias 09 e 10 de novembro (sim, no dia do apagão), e só tenho a dizer que todas as minhas expectativas foram superadas com relação ao evento.

O II Forum Latino Americano de Smart Grid contou com a participação de expoentes mundiais no tema, só para citar alguns participantes, assisti palestra de Michael Oldak, diretor senior do EDISON ELECTRIC INSTITUTE – EEI, no painel de Cenário da Regulação e Transformação Social, de Kurt Yeager sobre a Energia Perfeita (Perfect Power), do diretor executivo do ELECTRIC POWER RESEARCH INSTITUTE – EPRI, Acher Mossé, hoje na ITU, sobre Modernização da Infraestrutura no País, também do EPRI, palestra de Don Von Dollen, gerente do programa IntelliGrid, sobre Tecnologias, Interoperabilidade e Tendências.

No site do Smart Grid Forum & Expo é possível baixar todas as palestras clicando aqui. Para obter um resumo do que cada palestrante falou, bem como o perfil dos apresentadores, basta acessar o link.

Quem tiver a oportunidade de participar da terceira edição, que deve ocorrer provavelmente em 23 e 24 de agosto de 2010, eu recomendo.

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