Câmara participa do Grupo de Trabalho Smart Grid do MME

Fonte: CCEE News – 31.08.2010

A CCEE está coordenando, a convite do Ministério de Minas e Energia (MME), o subgrupo “Medição de Fronteira e Microgeração” do Grupo de Trabalho Smart Grid. Criado pelo MME em 15 de abril, o GT tem como principais objetivos analisar e identificar ações necessárias para subsidiar o estabelecimento de políticas públicas para a implantação de um programa brasileiro de smart grid – rede elétrica inteligente que prevê, dentre várias funcionalidades, a troca de medidores eletromecânicos por eletrônicos.

O subgrupo coordenado pela Câmara tem como atribuição estudar meios de flexibilização das exigências para medição das microgerações e geração distribuída. Conta com a participação de representantes do MME, da EPE, do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), da Aneel, do ONS e da própria da CCEE.

Outros dois subgrupos, “Estudos Econômicos” e “Legislação”, integram as frentes de trabalho do GT Smart Grid, que tem o prazo de até 180 dias – a partir da data de sua criação – para conclusão das suas atividades, e de até mais 30 dias para apresentação de relatório técnico contemplando os estudos, análises e propostas a serem adotadas.

Andamento dos trabalhos – No dia 18 de agosto ocorreu a segunda reunião do subgrupo “Medição de Fronteira e Microgeração”.Na ocasião, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) demonstrou o aplicativo para mapeamento de cobertura de comunicação. A ECIL e a EDP Bandeirante Energia também apresentaram seu projeto piloto para desenvolvimento de medidores inteligentes, a serem implantados em 13 mil domicílios.

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A Nansen Apresenta Solução com Tecnologia Zig Bee para Rede Inteligente

Fonte: Nansen

MIB Nansen (Meter Interface Box)

Tecnologia de ponta para controle preciso da energia: A Nansen possui posição de destaque no mercado de medição de energia elétrica da América Latina, com experiência consolidada no monitoramento, na gestão e no combate a furtos.

Precisão e controle da energia, à distância: O MIB é um equipamento de comunicação e comando que recebe e envia os dados de medidores monofásicos e polifásicos de energia elétrica para serem analisados remotamente. As informações são disponibilizadas através de interface de comunicação como RF Mesh, BlueTooth, ZigBee, PLC, dentre outros, que garantem o controle preciso do consumo da energia elétrica consumida. O MIB é ainda capaz de realizar corte e religamentos remotamente e gerenciar o consumo e problemas na rede, melhorando também o atendimento ao cliente final.

Outros benefícios do MIB são:

  • Telemedição dos dados do medidor;
  • Partida para a tecnologia SmartGrid;
  • Corte e religamento remotos;

Além disso, só a Nansen oferece uma plataforma única que admite diferentes tecnologias para transmissão dos dados e total integração (lógica e física) com os medidores.

MIB e SIM Nansen: União de tecnologias Nansen para maior controle da energia.

O MIB, quando utilizado juntamente com o SIM Nansen (conjunto de medição centralizada), permite atender a diferentes perfis de consumidores com um único sistema de gestão. As informações do perfil de consumo que são enviadas para a concessionária possibilitam que sejam ofertadas tarifas diferenciadas ao consumidor final.

Interface de Comunicação ZigBee Mesh

O ZigBee é uma tecnologia wireless desenvolvida como um padrão global aberto para atender as necessidades únicas de baixo custo, baixa potência em redes sem fio “machine to machine”. O padrão ZigBee opera sob a especificação IEEE 802.15.4 de rádio e opera em bandas não licenciadas, incluindo 2,4 GHz, 900 MHz e 868 MHz. A especificação dita um protocolo de rádio baseado em pacotes destinados ao baixo custo, para dispositivos operados com baterias, em sua grande maioria. O protocolo permite que dispositivos se comuniquem em uma variedade de topologias de rede e a vida útil da bateria pode chegar a vários anos.

Características do ZigBee

  • Suporte a múltiplas topologias de rede, tais como ponto-a-ponto, ponto-multiponto e redes mesh (malha)
  • Baixo ciclo de operação – oferece bateria de longa duração (dispositivos entram em modo “sleep” sem fechar conexão)
  • Baixa latência
  • Espalhamento espectral de sequência direta – Direct Sequence Spread Spectrum (DSSS)
  • Até milhares de nós por rede
  • Encriptação 128-bit AES para conexões de dados seguras
  • Anticolisão, tentativas e reconhecimentos

Rede Mesh

Uma funcionalidade chave do protocolo ZigBee é a capacidade de suporte às redes mesh. Em uma rede mesh, os nós estão interligados para haver múltiplos caminhos até o ponto de concentração. As ligações entre nós são atualizadas e otimizadas através de uma sofisticada tabela de roteamento construída em malha.

Redes Mesh são descentralizadas por natureza, cada nó é capaz de auto-descoberta na rede. Além disso, como os nós saem da rede, a topologia mesh permite que eles reconfigurem seus caminhos de roteamento baseado na nova estrutura de rede. As características da topologia de rede e roteamento proporcionam uma maior estabilidade na mudança das condições ou falhas em um nó único.

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GE testa eficiência energética de casas inteligentes

Fonte: CNET News – 24.08.2010

GE apresenta software Nucleus que mostra consumo em tempo real e histórico de utilização.

Estados Unidos – A General Electric oferecerá tecnologia de energia digital para um projeto de pesquisa que testará o quanto as casas podem se tornar eficientes energeticamente com produtos de smart grid. O programa de 5 milhões de dólares do Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos equipará residências no oeste do país com o sistema residencial de gestão elétrica Nucleus, da GE, com iluminação LED e com eletrodomésticos conectados. As casas também serão equipadas com painéis solares. O projeto avaliará se a combinação de produção local de eletricidade através do sol e tecnologia de gestão energética podem reduzir em 70% o consumo de energia tanto nas casas novas quanto nas já construídas. Com base em cálculos gerais de média de consumo de 11 mil kWh de energia elétrica por ano e uma taxa de 11,33 cents por kWh, as economias provenientes da redução de 70% do consumo seriam de mais de 850 dólares por ano.

O Nucleus, da GE, que estará disponível no mercado a partir do ano que vem, é um pequeno dispositivo, do tamanho aproximado de um aparelho celular, que age como um hub de rede e armazena dados. Ele se conecta ao medidor inteligente, a um termostato sem fio e a qualquer outro aparelho ligado à rede, como eletrodomésticos inteligentes ou equipamentos ligados a uma tomada inteligente. O Nucleus coleta as informações e oferece aos consumidores um painel detalhado sobre a eletricidade, como consumo em tempo real e tarifação, armazenando dados da energia residencial por até três anos. Os executivos da GE disseram que pretendem disponibilizar uma página na internet, que pode ser acessada pelo computador ou por um smart phone, gratuitamente.

Com o monitoramento da informação e a programação do termostato, os consumidores podem encontrar formas de reduzir o uso da eletricidade, desligando os aparelhos eletrônicos em inatividade ou operando os eletrodomésticos fora do horário de pico, quando as taxas da eletricidade são mais baratas. A GE estima que possa reduzir o consumo da eletricidade em até 30%, com programas de monitoramento e resposta da demanda que incentivam os consumidores a conservar energia durante os horários de pico. A geração de eletricidade por meio de painéis solares pode reduzir em mais de 40% o consumo. O projeto, que deve durar três anos, é parte da Aliança de Pesquisas da Indústria de Construção (BIRA, na sigla em inglês) do DOE, e inclui a participação de universidades e cinco distribuidoras da Califórnia e do Arizona. As companhias envolvidas se responsabilizarão por 20% ou 30% dos custos.

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Aneel Publica Chamada de Projeto Estratégico de Rede Inteligente

A Aneel estabeleceu na reunião ordinária de diretoria do dia 17 de agosto 2010, os critérios para a elaboração de propostas de Pesquisa e Desenvolvimento estratégicos, sendo seu aviso publicado no d.o.u de 24 de agosto de 2010.

Os projetos devem ser baseados nos seguintes temas: aplicação de novas tecnologias em sistemas de transmissão; efeitos de mudanças climáticas no regime hidrológico de bacias hidrográficas e na energia assegurada de aproveitamentos hidroelétricos, e programa brasileiro de rede elétrica inteligente.

Ao contrário do que ocorre em relação aos demais projetos de P&D, as propostas de projetos estratégicos terão avaliação inicial obrigatória e presencial, além de acompanhamento da execução do projeto através de reuniões periódicas. A aprovação do projeto ocorrerá somente após a sua conclusão, quando os resultados alcançados, os recursos empregados e os investimentos realizados serão avaliados.

As chamadas foram publicadas hoje (26/08) no site do Programa de P&D da Aneel no seguinte link:

http://www.aneel.gov.br/visualizar_texto.cfm?idtxt=1849

Em especial a chamada nº 011/2010 que trata do Programa Brasileiro de Rede Elétrica Inteligente trás a seguinte apresentação:

De acordo com o Manual do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica, aprovado pela Resolução Normativa nº 316, de 13 de maio de 2008, (Manual de P&D, versão 2008), um projeto estratégico compreende estudos e desenvolvimentos que coordenem e integrem a geração de novo conhecimento tecnológico em subtema de grande relevância para o setor elétrico brasileiro, exigindo um esforço conjunto e coordenado de várias empresas de energia elétrica e entidades executoras. Historicamente, os países que largam na frente no desenvolvimento de tecnologias de base têm mais chance de se tornar as novas potências econômicas. Essa percepção transforma os gastos com pesquisas e mudanças nas matrizes energéticas em investimentos estratégicos.

A ANEEL reconhece que a tendência mundial de substituição da tradicional infraestrutura do sistema de energia elétrica por uma configuração associada às recentes tecnologias de informação e comunicação irá proporcionar importantes mudanças na forma de relacionamento entre regulador e concessionária de energia e entre esta e seus consumidores. São, portanto, de interesse do regulador as questões decorrentes dessa tendência, que vêm acompanhadas por uma demanda promissora e, de certa forma, iminente.

Grandes empresas do setor elétrico mundial têm migrado de uma topologia de redes unidirecional e constituída pelas grandes fontes de geração para outra multidirecional e mais interativa com os consumidores. Este movimento prevê alterações no modelo de negócios associado ao setor e afetará todos os seus protagonistas (empresas de energia, reguladores, provedores de tecnologia e serviços e consumidores). A “nova” rede será mais eficiente e segura, adaptativa, interativa, capaz de gerar novas oportunidades de negócios, operada com foco na qualidade e de menor impacto ambiental.

Antes de se pensar quais são os desafios no Brasil em Rede Inteligente (RI) ou “Smart Grid”, no termo em inglês, questiona-se a conveniência/necessidade de uma rede de distribuição flexível, acessível, confiável e econômica, como se observa em algumas localidades nos Estados Unidos e em países da Europa. É certo que é necessária e conveniente, mas provavelmente as motivações brasileiras são diferentes. Além de contribuir para a melhoria da qualidade do serviço prestado ao consumidor final, a RI tem o potencial de melhorar a confiabilidade do sistema elétrico nacional e reduzir os desperdícios. As perdas não técnicas anuais calculadas pela ANEEL (principalmente devido ao furto de energia) correspondem a cerca de 8,7% da energia produzida no país, o equivalente à produção da futura Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira.

Por meio do Projeto de Lei no 630, de 2003, o legislador prevê incentivos à produção de energia a partir de fontes alternativas renováveis e biocombustíveis. Prevê, também, o fomento às pesquisas relacionadas a essas fontes, aos veículos elétricos e híbridos, ao armazenamento de energia elétrica e ao uso do hidrogênio e do ar comprimido para fins energéticos. Contempla-se, portanto, a possibilidade de as residências instalarem geração distribuída e comercializarem a energia excedente, o que irá demandar a definição de uma tarifa adequada para essa forma de comercialização de energia. Ainda, segundo o Plano Nacional de Energia (PNE) 2030 [1], prevê-se redução no consumo final de energia elétrica da ordem de 5% em 2030, por meio de iniciativas baseadas em medidas indutoras de eficiência energética, potencializadas com a adoção de tecnologias de RI.

Atualmente, os consumidores têm exigido cada vez mais confiabilidade e qualidade da energia elétrica, fato que ficou bastante evidente no blecaute ocorrido em novembro de 2009. A implantação de RI atenderia a esta demanda e permitiria o estabelecimento de um canal de aferição da qualidade da energia elétrica para a ANEEL, diminuindo a assimetria de informação.

Para tanto, tem-se como desafios para a implantação de uma RI no país:

      • Integração de Geração Distribuía (GD) e Fontes Renováveis de Energia (FRE) às redes de distribuição;
      • Desenvolvimento e padronização de tecnologias associadas a RI, como por exemplo, na conexão de GD e FRE e nas formas de comunicação através da rede;
      • Utilização de Gerenciamento pelo Lado da Demanda (GLD), baseada em inteligência centralizada ou distribuída, como forma de se obter sustentabilidade e eficiência energética das redes de distribuição de energia;
      • Desenvolvimento de tecnologias de mercado tais como, por exemplo, plataformas de software adequadas; Tecnologias de resposta da demanda como, por exemplo, permitindo resposta a sinais de preço, frequência ou tensão;
      • Análise socioeconômica e tarifária objetivando a modicidade;
      • Testes de laboratório e certificação para as diferentes novas tecnologias;
      • Iniciativas de projetos demonstrativos como, por exemplo, demonstrando operações integradas de eletricidade e mercado;
      • Capacitação, treinamento e qualificação profissional;
      • Definição de fontes de recursos;
      • Infraestrutura de telecomunicação;
      • Conscientização da sociedade.

A implantação de RI está acontecendo de forma mais intensa na Europa e nos Estados Unidos. Na Europa o principal motivador para essa instalação é a utilização de fontes distribuídas e renováveis de energia, com o estabelecimento da agenda ambiental 20-20-20 para o ano de 2020: 20% de redução de emissões, 20% de geração renovável na matriz, 20% de economia de energia (Eficiência Energética). Além disso, observa-se a adoção de programas voltados para o desenvolvimento sustentável de longo prazo, incentivos a fontes renováveis em larga escala, incentivos à geração distribuída, liberalização do mercado de energia e regulação ambiental restritiva. Os grandes exemplos são Itália, que já instalou medição eletrônica em praticamente todo o país, Suécia, Portugal e Espanha, sendo que a instalação de RI se inicia normalmente com a implantação de medição eletrônica e sistemas de comunicação associados. Vários outros países membros da União Européia já iniciaram a instalação de medidores eletrônicos, o que permitirá posteriormente criar uma plataforma para funcionalidades avançadas que irão concretizar a RI.

Nos EUA, com o ato do presidente Barack Obama de investir aproximadamente US$ 4,5 bilhões em RI por todo o país, iniciou-se um amplo programa em que as empresas de distribuição de energia elétrica, fabricantes de equipamentos, empresas de telecomunicações e grandes empresas de tecnologia da informação se uniram ao Departamento de Energia (DOE) e ao National Institute of Standards (NIST), órgão de padronização americano, para definirem padrões para a RI de forma a garantir interoperabilidade de protocolos e equipamentos em diversas áreas meio, como telecomunicações, tecnologia da informação e energia. Cerca de 80 padronizações foram escolhidas em setembro de 2009 para definição, conforme NIST Framework and Roadmap for Smart Grid Interoperability Standards [2].

O recurso disponibilizado pelo governo dos EUA já começou a ser distribuído entre várias empresas de energia [3] para começarem a realizar projetos demonstrativos como meio de experimentar as várias tecnologias disponíveis, e medir a resposta do consumidor a essa nova forma de fornecimento de energia elétrica. Os principais motivadores do programa americano são a obsolescência dos ativos de distribuição, vulnerabilidade do sistema a ataques (terroristas, hackers, desastres naturais), falhas mecânicas, riscos de blecaute, a crise energética, o aumento da geração distribuída, a preocupação ambiental e a criação de empregos.

Em outros países os motivos para implantação da RI são semelhantes ao caso americano e europeu, com pequenas diferenças, como é o caso da Austrália, China e Coréia. No Brasil, o custo inferior do equipamento eletrônico foi o principal motivador para a migração tecnológica. Apesar de eletrônicos, os medidores que vêm sendo adotados não são dotados de funcionalidades adicionais que permitiriam um pleno desenvolvimento de RIs, e podem se tornar obsoletos em poucos anos. Isso ocorre devido a uma falta de incentivos e de coordenação dessa migração, fazendo com que as distribuidoras adotem soluções individuais, voltadas aos problemas de suas áreas de atuação, tais como o furto de energia ou a medição de reativos.

A ANEEL vem desde 2008 buscando formas de viabilizar a implantação da RI no Brasil como forma de desenvolver uma rede de distribuição com mais funcionalidades possíveis. Com esse objetivo, cabe à ANEEL estabelecer a regulação para implantação da medição eletrônica no país, já que o medidor de energia passa a ser, na RI, o portal de comunicação entre a empresa de energia e o consumidor.

Em setembro de 2008, a ANEEL promoveu o Seminário Internacional Sobre Medição Eletrônica e, posteriormente, instaurou a Consulta Pública nº 015/2009 para obter subsídios e informações para implantação da medição eletrônica em baixa tensão. Esta consulta foi amplamente respondida pelos interessados, principalmente fabricantes mundiais de equipamentos, as maiores empresas de tecnologia da informação no mundo e associações e empresas do setor de energia elétrica do Brasil.

A ANEEL pretende instaurar uma Audiência Pública para que a sociedade possa apreciar uma proposta de regulamento que estabeleça os requisitos mínimos dos sistemas de medição, como base para a RI.

Com base no exposto, a Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética (SPE), a Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição (SRD), a Superintendência de Regulação Econômica (SRE), a Superintendência de Regulação da Comercialização da Eletricidade (SRC), e a Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração (SRG), tornam público, com esta Chamada, as características do projeto, os critérios para participação e os procedimentos para a elaboração de proposta de projeto estratégico “Programa Brasileiro de Rede Elétrica Inteligente” e convoca os interessados a apresentarem proposta nos termos aqui estabelecidos.

Ressalta-se que, embora não se exclua a possibilidade de projetos isolados, dar-se-á preferência a projetos cooperativos, buscando uniformizar critérios, somar esforços e evitar possíveis redundâncias e lacunas no desenvolvimento dos projetos.

A Chamada tráz ainda premissas básicas para realização do projeto e o que se espera com seus resultados:

Pelo exposto, considera-se de grande relevância para o setor elétrico brasileiro a realização de estudos e pesquisas para elaboração de uma proposta para um Plano Nacional de migração tecnológica do setor elétrico brasileiro, contendo:

      • Indicação das funcionalidades e dos requisitos associados ao conceito no Brasil, com ênfase na medição inteligente;
      • Indicação de padronização das tecnologias e metodologias a serem adotadas;
      • Indicação de políticas públicas de P&D, industrial e de financiamento associadas a esta migração, incluindo o desenvolvimento da cadeia de equipamentos e serviços e estabelecendo direcionamento ou linhas tecnológicas a serem seguidas;
      • Necessidades de adequação da legislação e da regulamentação;
      • Recomendação de ações para solução das deficiências da atual estrutura, sob os aspectos técnico, tecnológico e da cadeia de suprimento, que deverão ser tratadas como premissas para a adoção do conceito de RI;
      • Elaboração de um Programa de Capacitação de Mão de obra para o Setor Elétrico brasileiro;
      • Indicação do papel do consumidor e das formas de sua efetiva integração como ponto final na complexa cadeia da rede elétrica em modernização, visando comprometimento, apoio e motivação para participação em programas de redução do desperdício.

Espera-se que os resultados deste projeto possam:

Identificar, na forma de prospecção tecnológica, do levantamento da relação de tecnologias inovadoras e das atividades de suporte necessárias para promover o desenvolvimento tecnológico sustentável da RI, fronteiras a serem superadas;

Fornecer respostas que subsidiem a regulação e legislação das várias questões que se levantam dentro da implantação de RI, como por exemplo, GD, tarifas, medição inteligente, padronização, veículos elétricos, etc.;

Traçar um Roadmap, um roteiro para migração tecnológica do setor elétrico brasileiro da atual condição para uma infraestrutura de RI;

Subsidiar os estudos realizados pelo Grupo de Trabalho, criado pela Portaria MME nº 440, de 15 de abril de 2010, publicada no D.O.U. de 16/04/2010.

Deverão constar dos resultados deste projeto:

a) Abordagem da medição, desde os equipamentos em si até os impactos da sua implantação nos procedimentos internos das empresas de energia elétrica e na relação com os clientes;

b) Abordagem da automação da distribuição focando as principais linhas de pesquisa para a definição de arquitetura, funcionalidades, tecnologias de informação e telecomunicações e cenários para a Automação da Distribuição no âmbito da RI;

c) Abordagem das fontes de geração e sistemas de armazenamento distribuídas na rede e veículos elétricos plugáveis;

d) Abordagem das necessidades de telecomunicações, tecnologia da informação (TI) e dentro delas interoperabilidades de protocolos e equipamentos;

e) Abordagem das políticas públicas voltadas para a RI;

f) Abordagem da perspectiva do consumidor às mudanças proporcionadas pela RI.

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Smart Grid Information Clearinghouse: Versão beta publicada

Fonte: SGIC – 24.08.2010

A Virginia Tech publicou uma versão beta do portal web Smart Grid Information Clearinghouse (http://www.sgiclearinghouse.org/) e convida para comentários e sugestões de usabilidade de ambos consumidores e comunidade smart grid. A versão completa do site será lançada neste outono. O Virginia Tech Advanced Research Institute (ARI) na National Capital Region foi premiada com um contrato de cinco anos no valor de US$1,25 milhões do Department of Energy (DOE) em outubro de 2009 para desenvolver o portal de conteúdo com a ajuda do IEEE PES (IEEE Power & Energy Society) e da EnerNex Corporation.

O portal é uma plataforma de informações relacionadas com as tecnologias smart grid, padrões, normas, regras e regulamentos, casos de uso na indústria e estudos de caso, a sensibilização e educação do público, formação e oportunidades para a força de trabalho. Ele facilita o compartilhamento direto e divulgação de informações sobre smart grid entre vários interessados em ganhar conhecimentos sobre lições aprendidas e melhores práticas. Ele também foi projetado para servir como uma ferramenta de apoio à decisão para o estado e reguladores federais em suas deliberações na criação de regras de decisão e para avaliarem o impacto de seus investimentos nas tecnologias e softwares de smart grid.

O Smart Grid Information Clearinghouse oferece uma gama de informações básicas sobre Smart Grid para os consumidores que apenas estão aprendendo sobre smart grid, e estudos de caso e normas para profissionais do setor que estão incumbidos de implementar novas tecnologias buscando conhecimento técnico e especificações compartilhadas por aqueles que têm a mais tempo desenvolvido a tecnologia smart grid, disse Saifur Rahman (http://www.ece.vt.edu/faculty/rahman.php), Joseph R. Loring Professor de Engenharia Elétrica, diretor da ARI, e investigador principal (PI) para o portal SGIC. Ao longo dos próximos meses, estamos esperando obter o maior número de comentários e sugestões possível, de todos esses grupos de modo que o portal oficial lançado no outono terá grande apelo e tanta eficácia quanto possível.

Qualquer pessoa que visitar o portal é convidada a contatar a SGIC com comentários e sugestões, clicando em “Contact SGIC Team na Caixa Contact Us localizada na parte inferior central da home page.

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GE quer ampliar vendas de soluções na área de energia no Brasil

Fonte: Valor Online – 24.08.2010 Por Vanessa Dezem

SÃO PAULO – A General Eletric (GE) quer aproveitar o momento de discussão regulatória pelo qual passa o setor energético brasileiro para oferecer soluções de “smart grid”, as chamadas redes inteligentes, para o governo. Com isso, a empresa espera duplicar o braço de energia digital no país em dois anos.

O presidente global da unidade de energia digital da GE, Bob Gilligan, terá nesta quarta-feira encontro com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e com o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, para apresentar as soluções que a GE tem para o sistema energético do país.

“Queremos mostrar comprometimento. Queremos fazer parte ativa dos padrões nacionais para o setor”, afirmou o executivo em entrevista ao Valor. A importância que o segmento ganha para a multinacional se reflete justamente na presença do executivo no país, cuja última visita ocorreu há dez anos.

A divisão, que fica debaixo do guarda-chuva da unidade de energia da multinacional, é pouco representativa dentre os negócios globais da GE. No ano passado, a receita da GE Digital Energy totalizou US$ 2 bilhões, sendo que o faturamento global da GE somou US$ 170 bilhões.

No Brasil o negócio também é pequeno: os ganhos da área no país não são revelados, mas dos 1.000 funcionários atuantes no segmento na América Latina, apenas 70 estão no Brasil. “Vamos duplicar nosso tamanho aqui nos próximos dois anos”, afirmou o presidente da GE Digital Energy para a América Latina, Roberto Vengoechea.

O filão que a GE quer aproveitar está relacionado com as políticas que o governo brasileiro tem adotado para o setor, como a parceria entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério da Ciência e Tecnologia, firmada no início do ano, para desenvolver uma ação conjunta na criação de um padrão para medidores digitais de energia.

A ideia é substituir os quase 65 milhões de medidores existentes no Brasil pelo medidor inteligente, o que permite que consumidores, distribuidoras e governo tenham mais controle sobre onde estão concentrados os gastos de energia e possam, deste modo, aumentar a eficiência energética do sistema.

“Mas nosso foco é mais do que os medidores. Queremos fazer parte do grupo que vai ajudar o governo na melhoria da eficiência energética. Nosso foco são as perdas de energia como um todo e temos diversas soluções para isso”, afirmou Vengoechea.

Neste ano, a GE já assinou um memorando de entendimento voltado para as soluções de redes inteligentes com o governo do Chile. Essas tecnologias também já estão em andamento em Miami, nos EUA, e em Londres, na Inglaterra.

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Concessionárias brasileiras testam smart grids e avaliam resultados

Fonte: Jornal da Energia – 24.08.2010 Por Paulo Silva Junior

O III Fórum Latino-Americano de Smart Grid terminou nesta terça-feira (24/08) com os especialistas longe de uma solução definitiva sobre a implantação das redes inteligentes de forma uniforme e massificada no País. Num debate que contou com representantes de distribuidoras nacionais, foram expostos os projetos experimentais que vêm sendo mantidos em alguns locais isolados do Brasil. Junto deles, as sugestões para mercado e agência reguladora, além da constatação de alguns gargalos para o segmento.

O assistente do presidente das empresas de distribuição da Eletrobrás, Luiz Fernando Arruda, colocou como principal cuidado a ser tomado o fato de que a migração da rede parece ser muito lucrativa, mas que depende de um sincronismo com os ciclos tarifários. “Se os ganhos demoram, vão para a modicidade antes que o projeto se pague. Minha proposta para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de que os projetos de smart grid fiquem fora da revisão tarifária”, sugeriu. A ideia é fazer uma espécie de “congelamento” do projeto relacionado à rede inteligente, com orçamento e retornos que independem do balanço geral da companhia.

No caso da empresa estatal, Arruda destacou os investimentos que estão sendo feitos na região de Manaus. Um projeto de automação de medição será implantado na região. “Temos que começar a automatizar os nichos, se não o assunto não vai sair dos seminários”, completou.

Nesse sentido, o diretor de tecnologia e serviços da Eletropaulo, Ricardo Van Erven, também apresentou o cronograma do experimento da distribuidora da cidade de São Paulo. “Temos muita automatização, mas entendemos que o projeto precisa de integração”, afirmou. O local escolhido foi o bairro do Ipiranga, onde quase 2 mil consumidores, entre baixa e média tensão, receberão a tecnologia a ser testada. Até novembro, a estrutura da região será montada e as instalações devem acontecer até fevereiro de 2011. As análises que devem durar um ano, com previsão de avaliação de resultados para fevereiro de 2012. “Ainda assim, temos problemas: falta de padrão de interoperabilidade, poucas opções de sistemas já homologados e o elevado custo da solução existente”, opinou.

Cidade do Futuro

Tanto a Cemig quanto a Copel têm projetos parecidos que servem como amostra para a implantação do smart grid na área de concessão. Enquanto os mineiros escolheram a cidade de Sete Lagoas, próxima a Belo Horizonte, os paranaenses desenvolvem o trabalho em Fazenda do Rio Grande, na região de Curitiba – ambas as áreas foram determinadas por terem um perfil de consumidores que se parece com os respectivos Estados.

“Nosso projeto é massificar o smart grid em 2020. Daqui dez anos, queremos reduzir nossos índices de DEC e FEC (hoje na casa, respectivamente, de 10 e 11 horas) para 5 horas”, introduziu o superintendente de engenharia de distribuição da Copel, Jacir Carlos Paris. A programação consiste numa meta ousada. Na Copa do Mundo de 2014, a concessionária espera fazer de Curitiba a primeira capital brasileira com uma rede elétrica inteligente. “A nossa prioridade ao pensar em smart grid é melhorar o fornecimento. Além disso, as perdas técnicas podem cair de 6,5% para 4%, e as comerciais de 1,5% para 0,5%. Ainda este ano, com 22 recomposições e 104 transferências automáticas em subestações, já demos início à inserção de inteligência no sistema”, completou.

Pelo lado dos mineiros, a projeção inicial é de instalar 4,5 mil medições em Sete Lagoas até 2011. Depois, tudo dependerá da possibilidade financeira. “No médio e longo prazo, queremos ter 90 mil. Os 4,5 mil de início tudo bem, podemos fazer com esse custo mais elevado, mas 90 mil já seria demais”, avaliou o superintendente de desenvolvimento e engenharia da distribuição da Cemig, Denys Claudio Cruz de Souza.

Outras iniciativas foram ainda mostradas pelo coordenador do segmento smart grid da Siemens, Davi Bisinotto Gomes. Para o especialista, a evolução está no caminho certo. “A rede inteligente começa nesses exemplos. Isso é smart grid. Tenho certeza que a implantação de medidores vai alcançar a todos”, comentou. Por outro lado, Arruda, da Eletrobrás, admitiu que teme a falta de sincronia nas instalações no país. “Não dá para dividir isso. Não adianta colocar o medidor e fazer um P&D para a comunicação. Depois faz outro estudo para o software. Assim não adianta, tem de ter tudo pronto e testado para colocar em funcionamento”, concluiu.

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