Um Mapa do Mundo em Medição Inteligente

Você como eu, está tendo dificuldade para se manter a par dos projetos pelo mundo em medição inteligente? Sendo assim, estou contente em passar para vocês uma dica do nosso leitor Roberto Falco que trás o Mapa de Projetos em Smart Metering (Medição Inteligente), que é gerido pela Associação de Energia de Varejo (Energy Retail Association) no Reino Unido.

Clique nos símbolos do mapa para ver a descrição de um dos projetos. Para ir para cima ou para baixo, clique no mapa (não em um dos símbolos) e arraste. Para dar zoom clique no mais ou no menos:


Veja O Mapa de Projetos em Medição Inteligente em um mapa maior

O mapa aponta essencialmente projetos de medição inteligente em toda a Europa, América do Norte, Oceania, Ásia e algumas iniciativas na América do Sul e África, em um mapa do Google com capacidade de zoom. Se você clicar em um dos símbolos, alguns parágrafos em uma caixa explicando o escopo e a finalidade daquele projeto irão aparecer. Stadtwerke, por exemplo, está instalando em 1000 consumidores, do final de 2008 até 2010, medição inteligente da Landis+Gyr com displays residenciais, na cidade de Dusseldorf no oeste da Alemanha. O projeto utilizará 10 concentradores PLC.

Nos EUA, em Worcester, Albany, Syracuse, Newport, Jamestown, Portsmouth a empresa National Grid, irá realizar um projeto piloto com 42 mil consumidores. Cada instalação contemplará comunicações de via dupla, conexão e desconexão remotas, alarme de violação e equipamentos Smart Grid. Eles irão testar também comunicações via Rádio Mesh, WiMax e ZigBee.

Na América do Sul aparecem apenas três projetos, sendo dois no Brasil e um na Argentina. No Brasil o projeto da AMPLA e um projeto mais recente, de junho de 2009 na cidade de Campinas – SP, com duração de dois anos, a ser realizado pela KNBS – Knowledge Newtworks & Business Solution. É um projeto piloto financiado pela FINEP, com instalação inicial em 50 residências para coleta de hábitos de consumo de energia e água usando rede baseada em PLC.

Não há projetos, no entanto, de acordo com o mapa, na África, mas há propostas em obras para a África do Sul.

Os projetos apresentados não são apenas em energia elétrica, mas também na medição de água e gás, incluindo detalhes da tecnologia usada, dados, volumes, valores de investimento, etc.

A atualização é regular, e agora com os grandes investimentos já previstos, será mais frequente ainda. O site aceita  submissão de informações sobre novos projetos para inclusão no mapa.

Os símbolos no mapa seguem a seguinte codificação:
vermelho = eletricidade
verde = gás
azul = água
triângulo = teste ou piloto
círculo = projeto

Apesar de constar do mapa, e de ser atualizado frequentemente, o site não garante precisão das informações.

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A inovação na indústria de energia

A inovação na indústria de energia
Por Eduardo A. Paiva de Almeida em Arena Tecnológica (http://www.arenatecnologica.com/)
(Economista, professor da UFPE e Coordenador do SoftexRecife)
Com o uso do smart meter, o consumidor poderá saber, a qualquer instante, o preço da energia fornecida, o quanto já consumiu de kW e em termos financeiros
A revista inglesa The Economist, na sua edição de 6 – 12 de junho de 2009, traz um estudo especial sobre novos avanços tecnológicos. Dentre as novas tecnologias ali tratadas, chama a atenção uma que está sendo gerada dentro da indústria da eletricidade. Na matéria divulgada, informa que a grande inovação na indústria da eletricidade [que existe há mais de 120 anos] será a implantação daquilo que está sendo conhecida smart grid ou, em Português, rede de distribuição inteligente.
Trata-se, sem dúvida, de uma inovação capaz de revolucionar todo um setor que se imaginava não fosse capaz de inovar. Segundo a revista o smart grid está para a indústria de eletricidade como a internet está para os computadores. O smart grid destina-se tornar a operação das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica mais transparente, mais eficiente e ecologicamente correta. O smart grid, segundo ainda a revista, está centrado na aplicação do poder do computador, juntamente com sensores remotos digitais, ao sistema de transporte e distribuição de eletricidade, fornecendo em tempo real e numa velocidade até então não imaginada, informações sobre a situação das linhas.
Um dos instrumentos inovadores do smart grid é o medidor inteligente. Trata-se de um medidor que vai muito mais além da simples mensuração do consumo, como os atualmente em uso pelas companhias de eletricidade. O medidor inteligente [smart meter] permite a troca de informação em tempo real e de forma bidirecional entre o produtor [empresa de eletricidade] e o usuário final. Isso torna os atuais medidores de consumo em instrumentos da idade da pedra.
Com o uso do smart meter, o consumidor poderá saber, a qualquer instante, o preço da energia fornecida, o quanto já consumiu de kW e em termos financeiros, e também a origem da energia que está sendo consumindo, se hidroelétrica, de fontes alternativas, nuclear etc. Com essas informações será também possível ao consumidor estabelecer a melhor hora para ligar os seus eletrodomésticos de modo a otimizar a sua a renda, poupando energia e contribuindo para a redução do aquecimento global. Do lado das empresas de eletricidade, o uso do smart meter tornaria desnecessário, dentre tantas outras coisas por exemplo, a equipe encarregada de medir localmente o consumo para embasar cobrança. Isso seria feito em tempo real e o consumidor receberia sua conta por e-mail.
Do lado do administrador do grid os ganhos são incomensuráveis. Segundo a matéria publicada na The Economist, os sistemas hoje em uso fornecem ao gerenciador da rede informações sobre o estado de transmissão nas linhas a cada 4 segundos. Com essa inovação, ele fornecerá ao gerenciador essas informações 30 vezes por segundo permitindo assim um gerenciamento muito mais acurado e seguro, prevenindo quedas [black out]de energia com danosas conseqüências sobre a produção. Essa otimização permite ademais balancear oferta e demanda e distribuir de forma “ótima” ao longo do tempo a construção de novas usinas geradoras.
É evidente que o smart grid tem um custo. E esse custo não é baixo. O medidor inteligente custa algo como US 125 (a unidade) e centenas de dólares a mais para fazê-lo funcionar. Estima-se que fornecer smart meter para a totalidade dos consumidores americanos custaria algo como US 50 bilhões. Esse custo parece compensar, pois se estima que o uso do smart meter seria capaz de reduzir a demanda por energia nos EUA entre 5%, que representa uma conta de US 66 bilhões em 20 anos, e 25% que, em se atingindo redundaria numa economia de US 325 bilhões nesse mesmo tempo. Segundo um especialista consultado pela revista “é caro usar essa tecnologia, mas não usá-la é ainda mais caro”. No pacote de estímulo à economia americana implementado pelo Governo Obama foram destinados US 4 bilhões a serem aplicados em smart grid.
Na matéria citada há uma importante informação que, no entanto, não está explicitamente posta. Trata-se das oportunidades de negócios que serão abertas por essa inovação. O maior custo do smart grid se concentra na área de software que precisa ser desenvolvido, posto que ele [o smart grid] depende criticamente da eficiência na troca de informações entre as partes componentes do sistema. Adicionalmente há todo um espaço para empresas desenvolverem aplicações web daí derivadas. E face ao volume da demanda do projeto, com certeza uma parte dessa demanda por desenvolvimento deverá ser “comprada” fora dos EUA e isso abre perspectivas às nossas empresas de TI. É bom ficar de olho e acompanhar.

A inovação na indústria de energia

Por Eduardo A. Paiva de Almeida em Arena Tecnológica

(Economista, professor da UFPE e Coordenador do SoftexRecife)

Com o uso do smart meter, o consumidor poderá saber, a qualquer instante, o preço da energia fornecida, o quanto já consumiu de kW e em termos financeiros

A revista inglesa The Economist, na sua edição de 6 – 12 de junho de 2009, traz um estudo especial sobre novos avanços tecnológicos. Dentre as novas tecnologias ali tratadas, chama a atenção uma que está sendo gerada dentro da indústria da eletricidade. Na matéria divulgada, informa que a grande inovação na indústria da eletricidade [que existe há mais de 120 anos] será a implantação daquilo que está sendo conhecida smart grid ou, em Português, rede de distribuição inteligente.

Trata-se, sem dúvida, de uma inovação capaz de revolucionar todo um setor que se imaginava não fosse capaz de inovar. Segundo a revista o smart grid está para a indústria de eletricidade como a internet está para os computadores. O smart grid destina-se tornar a operação das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica mais transparente, mais eficiente e ecologicamente correta. O smart grid, segundo ainda a revista, está centrado na aplicação do poder do computador, juntamente com sensores remotos digitais, ao sistema de transporte e distribuição de eletricidade, fornecendo em tempo real e numa velocidade até então não imaginada, informações sobre a situação das linhas.

Um dos instrumentos inovadores do smart grid é o medidor inteligente. Trata-se de um medidor que vai muito mais além da simples mensuração do consumo, como os atualmente em uso pelas companhias de eletricidade. O medidor inteligente [smart meter] permite a troca de informação em tempo real e de forma bidirecional entre o produtor [empresa de eletricidade] e o usuário final. Isso torna os atuais medidores de consumo em instrumentos da idade da pedra.

Com o uso do smart meter, o consumidor poderá saber, a qualquer instante, o preço da energia fornecida, o quanto já consumiu de kW e em termos financeiros, e também a origem da energia que está sendo consumindo, se hidroelétrica, de fontes alternativas, nuclear etc. Com essas informações será também possível ao consumidor estabelecer a melhor hora para ligar os seus eletrodomésticos de modo a otimizar a sua a renda, poupando energia e contribuindo para a redução do aquecimento global. Do lado das empresas de eletricidade, o uso do smart meter tornaria desnecessário, dentre tantas outras coisas por exemplo, a equipe encarregada de medir localmente o consumo para embasar cobrança. Isso seria feito em tempo real e o consumidor receberia sua conta por e-mail.

Do lado do administrador do grid os ganhos são incomensuráveis. Segundo a matéria publicada na The Economist, os sistemas hoje em uso fornecem ao gerenciador da rede informações sobre o estado de transmissão nas linhas a cada 4 segundos. Com essa inovação, ele fornecerá ao gerenciador essas informações 30 vezes por segundo permitindo assim um gerenciamento muito mais acurado e seguro, prevenindo quedas [black out]de energia com danosas conseqüências sobre a produção. Essa otimização permite ademais balancear oferta e demanda e distribuir de forma “ótima” ao longo do tempo a construção de novas usinas geradoras.

É evidente que o smart grid tem um custo. E esse custo não é baixo. O medidor inteligente custa algo como US$ 125 (a unidade) e centenas de dólares a mais para fazê-lo funcionar. Estima-se que fornecer smart meter para a totalidade dos consumidores americanos custaria algo como US 50 bilhões. Esse custo parece compensar, pois se estima que o uso do smart meter seria capaz de reduzir a demanda por energia nos EUA entre 5%, que representa uma conta de US$ 66 bilhões em 20 anos, e 25% que, em se atingindo redundaria numa economia de US$ 325 bilhões nesse mesmo tempo. Segundo um especialista consultado pela revista “é caro usar essa tecnologia, mas não usá-la é ainda mais caro”. No pacote de estímulo à economia americana implementado pelo Governo Obama foram destinados US$ 4 bilhões a serem aplicados em smart grid.

Na matéria citada há uma importante informação que, no entanto, não está explicitamente posta. Trata-se das oportunidades de negócios que serão abertas por essa inovação. O maior custo do smart grid se concentra na área de software que precisa ser desenvolvido, posto que ele [o smart grid] depende criticamente da eficiência na troca de informações entre as partes componentes do sistema. Adicionalmente há todo um espaço para empresas desenvolverem aplicações web daí derivadas. E face ao volume da demanda do projeto, com certeza uma parte dessa demanda por desenvolvimento deverá ser “comprada” fora dos EUA e isso abre perspectivas às nossas empresas de TI. É bom ficar de olho e acompanhar.

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GE | Plug Into The Smart Grid

A General Electric Company – GE – possui um site dedicado ao Smart Grid chamado Plug Into The Smart Grid, com animações que mostram como a aplicação de Smart Grid poderia mudar o mundo no século XXI.

ge-ecomagination

Uma das animações mostra a aplicação de Medidores Inteligentes, os Smart Meters. Através deles seria possível obter informações de consumo conforme o horário do dia, permitindo que se gaste menos energia nos horários de pico.

ge-smartmeters

Outra animação fala sobre Fontes Alternativas de Energia afirmando que uma Rede Inteligente permite que fontes alternativas de energia, como solar, eólica e biogás, sejam colocadas em qualquer lugar da rede, incluindo as residências.
ge-alternativeenergyUma terceira animação afirma que os Estados Unidos têm 38% de sua emissão de CO2 decorrente da geração de energia e sugere a redução de emissões de carbono através do gerenciamento de energia de forma mais eficiente utilizando-se Smart Grid.

ge-littleefficiencyAinda faz parte do site uma página que mostra um holograma digital da tecnologia Smart Grid em funcionamento. Esse holograma acompanha os movimentos de uma folha de papel impressa por você a partir desse site. O sistema consegue captar seus movimentos na webcam e seu sopro no microfone e com isso controlar uma animação holográfica de turbinas eólicas e painéis solares. Um exemplo de como seria esse efeito pode ser visto no vídeo abaixo.

Além dessa parte de animações o site trás também uma coleção de vídeos mostrando de forma cômica como seria a aplicação de Redes Inteligentes como forma de alcançar a rede do século XXI. Seguem um desses vídeos:

Ouvir o Smart Grid

Esse site da GE faz parte da iniciativa ecomagination, que é uma estratégia de negócio projetada para guiar inovação e crescentes soluções ligadas ao meio ambiente enquanto envolve interessados. A GE investe em inovação através de seus próprios esforços de P&D e através de investimentos em venture capital (capital de risco). Permitindo que os produtos resultantes habilitem a GE e seus consumidores a reduzirem as emissões enquanto gera rendimentos em suas vendas. Combinando lucros e economia de energia, eles criam um ciclo de investimento em soluções ambientalmente corretas.

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