IBM anuncia POWER7 para gerenciar o crescente volume de transações das empresas

Fonte: IBM – 08.02.2010

A IBM anuncia novos sistemas POWER7™ desenvolvidos para gerenciar uma alta variedade de aplicativos, desde redes elétricas inteligentes até ferramentas de análise de dados em tempo real. As novas tecnologias são indicadas para empresas que trabalham com um elevado volume de transações simultâneas, como prestadores de serviços de utilidade pública, seguradoras ou cadeias de suprimento, e que necessitam de análises e gerenciamento precisos de suas informações.

O Brasil será um dos países a fabricar o Power 7, o que demonstra o comprometimento e investimento da IBM em mercados emergentes. A produção acontecerá nas instalações da Flextronics, parceira internacional da IBM para manufatura de equipamentos. As máquinas fabricadas localmente serão destinadas ao mercado nacional, mas eventualmente poderão ser exportadas para outros países da América Latina.

“Ao trazer para o Brasil a manufatura do Power 7 pretendemos otimizar o custo do produto final e o tempo de importação destes equipamentos, tornando-os mais acessíveis ao mercado, além de reforçar nosso compromisso com o mercado brasileiro”, afirma Maurício Conceição, Executivo de Power Systems da IBM Brasil. A produção terá início com as famílias de produtos High-End e Midrange a partir do segundo trimestre de 2010.

Os novos sistemas POWER7 são capazes de gerenciar milhões de transações simultâneas em tempo real, tecnologia necessária, por exemplo, à implementação de redes elétricas inteligentes que necessitam de dados atualizados a cada minuto. Uma empresa de energia que apresenta dados de medição de consumo para seus clientes na Web pode integrar um conjunto de sistema de servidores POWER7 aos seus medidores conectados à internet, monitorando o uso de energia de milhões de lares por minuto em uma rede inteligente.

A IBM anuncia quatro novos sistemas POWER7 com inovações tecnológicas que proporcionam redução no consumo de energia das máquinas e aumento no poder de processamento. Em relação ao seu antecessor, o Power 6, os novos sistemas podem oferecer um desempenho até quatro vezes maior e capacidade de virtualização expandida – suporta 1.000 servidores virtuais ou “partições” em um único sistema. Na prática, isso permite que um único servidor de maior porte faça o trabalho de até mil servidores menores com equilíbrio de carga entre eles, aumentando o desempenho e utilização dos servidores virtualizados. Os novos sistemas Power 7 incluem os servidores IBM Power® 780, Power 770, Power 755 e Power 750 Express. São tecnologias de servidores de ponta e sistemas de médio porte de 64 núcleos (Power 780 e Power 770) e 32 núcleos (Power 755) capazes de otimizar as cargas de trabalho. O Power 770, por exemplo, utiliza até 70% menos energia que seu antecessor, o IBM Power 570. As ofertas também incluem o novo software de gerenciamento IBM Systems Director Express (edições standard e enterprise) que oferece capacidades avançadas para gestão de virtualização do VMControl – tecnologia que permite que um conjunto de servidores Power sejam gerenciados em um único sistema, proporcionando redução da complexidade e custos com gerenciamento.

Sobre os sistemas IBM Power

O processador Power é a plataforma líder em eficiência para virtualização e consolidação de servidores do mercado – ferramentas inteligentes que reduzem espaço físico e os custos de energia do data Center. O movimento do mercado comprova a liderança da plataforma Power no segmento de servidores Unix – inúmeros clientes em todo o mundo têm migrado suas aplicações Unix para a plataforma Power. Na última década, cerca de 10% do total investido em servidores passou das mãos da SUN e HP para a tecnologia IBM Power Systems. Nos últimos três anos, mais de 1750 empresas em todo o mundo utilizaram o serviço do Migration Factory para migrarem suas tecnologias para plataforma Power.

Os sistemas IBM Power rodam em sistemas operacionais AIX, Linux e IBM i. Para mais informações, visite: http://www.ibm.com/systems/power/

Sobre a IBM

Para mais informações sobre a IBM, visite http://www.ibm.com/br

IBM no Twitter: http://twitter.com/ibmbrasil

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Redes elétricas inteligentes e a racionalização do uso de energia. Entrevista especial com Ricardo Baitelo

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – 05.03.2010

Uma rede de transmissão de energia que utiliza um sistema de monitoramento do fluxo a partir de tecnologia digital. Esta é a proposta das redes elétricas inteligentes, assunto da entrevista, realizada por e-mail, com Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace. Explicando o conceito desta prática de transmissão, Baitelo afirma que as redes inteligentes possibilitam a integração de fontes energéticas descentralizadas, além do controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios. A partir da proposta de uma ferramenta virtual capaz de medir o consumo residencial e disponibilizar a informação aos consumidores em tempo quase real, a forma de interação entre consumidor e concessionária deve aumentar. “O acesso à informação de consumo de energia repercute na utilização mais racional de energia e no melhor planejamento da expansão de redes”, garante.

A entrevista foi concedida por telefone à IHU On-Line.

Sobre as fontes de energia renovável no Brasil e também sobre as questões climáticas, Baitelo destaca. “No Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria uma oferta confiável de energia, complementada com o que já existe de geração hidrelétrica, sem a necessidade de se construir novas usinas em locais extremamente delicados do ponto de vista ambiental e social”.

Ricardo Baitelo é formado em engenharia elétrica pela Escola Politécnica da USP. Na mesma universidade, concluiu o mestrado na área de eficiência energética. Atualmente, é coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O que podemos entender por redes elétricas inteligentes?

Ricardo Baitelo – Redes inteligentes enviam a eletricidade dos pontos de geração até os consumidores, utilizando um sistema de monitoramento completo do fluxo de energia, a partir de tecnologia digital, que permite o rastreamento tanto da energia que entra no sistema, gerada em diferentes pontos, quanto da energia consumida por residências, edifícios e indústrias.

IHU On-Line – Como a energia renovável é utilizada nessas redes elétricas inteligentes?

Ricardo Baitelo – As redes possibilitam a integração de fontes energéticas descentralizadas, como solar e eólica, assimilando sua entrada no sistema quando esta geração ocorre, nos períodos de maior vento e sol. Esta integração faz com que a geração distribuída contribua, não apenas para o atendimento de demandas individualizadas, mas também com uma oferta estável de energia para todo o país.

IHU On-Line – Qual a relação entre redes elétricas inteligentes e Internet?

Ricardo Baitelo – As redes inteligentes permitirão o controle não apenas da geração descentralizada, realizada em milhares de pontos, como também o controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios. A proposta de pulverizar o sistema elétrico em uma rede de microgeradores e a revolução provocada por isto guardam semelhanças com a grande pulverização de informação provocada pela Internet.

Adicionalmente a isto, já estão sendo propostas ferramentas via Internet capazes de medir o consumo residencial e disponibilizar a informação aos consumidores em tempo quase real.

IHU On-Line – Quais os principais caminhos para garantir o fornecimento de energia no futuro de forma amigável com o clima do planeta e com a velocidade do consumo de energia?

Ricardo Baitelo – Intensificar investimentos em eficiência energética é a forma mais barata e efetiva de reduzir a demanda energética do planeta. Estas medidas se estenderiam desde a cadeia de transmissão e distribuição de energia até a revisão de hábitos dos consumidores finais.

Em seguida, o atendimento e a demanda restante seriam feitos com tecnologias renováveis, cuja geração intermitente seria solucionada pela complementaridade entre as mesmas e pelo auxílio das redes inteligentes no gerenciamento de cada tipo de energia na hora em que ela seria produzida.

IHU On-Line – Em que sentido a transformação energética proposta pelo novo estudo do Greenpeace pode se tornar uma oportunidade de negócio para empresas de tecnologia e permitir cortes nas emissões de gases do efeito estufa?

Ricardo Baitelo – O reforço de redes e o estabelecimento de redes inteligentes devem aumentar a interação entre consumidores e concessionárias, além do acesso à informação de consumo de energia, repercutindo na utilização mais racional de energia e no melhor planejamento da expansão de redes.

As empresas de tecnologia poderão fazer um trabalho integrado nesta cadeia, junto às concessionárias e aos consumidores, na provisão de medidores inteligentes e na transmissão de dados de geração e consumo para ambas as partes.

IHU On-Line – Qual o papel do Brasil nessa transformação energética, considerando o potencial de fontes renováveis de energia do país?

Ricardo Baitelo – O estudo do Greenpeace explica como redes elétricas inteligentes, locais e regionais poderiam ser conectadas de forma eficiente com uma super-rede de alta voltagem, para garantir um fornecimento ininterrupto e confiável de eletricidade, sem ativar usinas térmicas a carvão ou nucleares. Embora tenha sido feito para o cenário Europeu, no Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria uma oferta confiável de energia, complementada com o que já existe de geração hidrelétrica, sem a necessidade de se construir novas usinas em locais extremamente delicados do ponto de vista ambiental e social.

IHU On-Line – Que políticas públicas deveriam ser pensadas para que essa transformação seja efetivada mais rapidamente?

Ricardo Baitelo – Devem ser aprovadas as regras para a mudanças das redes de energia a fim de implementar os smart grids (rede inteligente, em inglês). Este cronograma já foi feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Adicionalmente, deve ser deixada clara uma legislação para garantir a transição dos relógios de medição de eletricidade para a medição eletrônica em todas as residências. Esta medição poderia originar uma mudança na tarifação, taxando de forma diferente o uso de eletricidade de acordo com a hora do dia, mecanismo aplicado apenas a grandes consumidores no país.

A Aneel já tem um cronograma para implementar mudanças na rede de energia para transformá-la no que se convencionou chamar de smart grid. O primeiro passo foi a aprovação, em agosto, das regras do PLC (comunicação pela rede de energia). O próximo já está em análise pelo Conselho Diretor da agência: a adoção da medição eletrônica.

IHU On-Line – Qual a previsão de implantação das redes elétricas inteligentes no Brasil e no mundo?

Ricardo Baitelo – No Brasil, a medição eletrônica vem sendo implementada, como, por exemplo, no Rio, com a previsão da instalação de 120 mil medidores inteligentes em 2010, no Pará (72 mil medidores) e no Distrito Federal, onde 1800 grandes consumidores já foram automatizados. Pretende-se substituir 63 milhões de medidores atuais por medidores inteligentes em um prazo de dez anos.

No mundo, o processo já está mais avançado. Até 2012, 70% da rede americana já deverá ter medição inteligente e, na Europa, quase todos os países já possuem aplicações de redes inteligentes.

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Teradata se une com Itron para atender utilities

Fonte: Compter World – 01.03.2010

Atenta às novas oportunidades que serão geradas no mercado com projetos de smart grid, ou redes inteligentes, que serão implantados pelas companhias de utilities, a Teradata acaba de fechar uma parceria com a Itron, norte-americana especializada na coleta e gestão de dados de medição de consumo.

O acordo é global e se estende também para o Brasil e leva em conta a crescente necessidade das concessionárias por informações analíticas referentes ao consumo de energia por seus clientes.

Segundo a country manager da Teradata no Brasil, Katia Vaskys, o acordo faz parte dos planos da Teradata para 2010 para reforçar presença em três setores que vão demandar soluções para data warehouse, que são: utilities, bancos, e telecomunicações. Ela comenta que esses três segmentos estão sendo muito pressionados pelos órgãos reguladores a construírem e integrarem bases de dados inteligentes para se tornarem mais eficientes e atender melhor seus clientes.

A união com a Itron tem o objetivo de entregar às concessionárias soluções integradas para que adquiram mais conhecimentos sobre o consumo dos clientes e aprimorem os planos e serviços. A proposta das duas empresas é munir essas corporações para que automatizem processos, contribuindo para o uso mais racional de energia.

O gerente de marketing e desenvolvimento de negócios para América Latina da Itron Brasil, Mariano Michael Bergman, observa que o volume de dados das concessionárias é cada vez mais elevado. São informações sobre o consumo diário, tensão e corrente, perfil de carga do cliente, etc. Ele destaca que para se manterem competitivas, essas empresas precisarão extrair mais conhecimento dos dados para acelerar a tomada de decisões e ter planos mais adequados ao perfil de cada consumidor.

Solução

O resultado da parceria é a criação do Active SmartGrid Analytics, plataforma analítica de software formada a partir do data warehouse e do modelo de dados da Teradata com o Itron Enterprise Edition Meter Data Management.

A solução vai permitir que empresas do setor acessem informações financeiras, operacionais e sobre os clientes, obtendo análises avançadas para a tomada de decisão, sem impactar as atividades do dia-a-dia das operações.

Todas as informações podem ser integradas e correlacionadas, permitindo avaliações sobre quaisquer cenários, considerando tanto dados históricos quanto de tempo real.

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Energia inteligente

Fonte: ISTOÉ Dinheiro Ed. 635 – Rodrigo Caetano – 04/12/2009

Já existe uma tecnologia que pode amenizar os apagões. Essa é a boa notícia. A má: ela ainda custa muito caro

Rede de Distribuição

O brasileiro voltou a conviver com apagões desde o início de novembro quando 18 Estados brasileiros ficaram às escuras. No Rio de Janeiro, os habitantes da cidade ainda enfrentavam miniapagões diários na semana passada. De 2009 até 2013, 62% do crescimento da capacidade energética no Brasil virá de usinas térmicas, consideradas uma fonte mais cara e ambientalmente incorreta. Mas há uma forma mais simples para ajudar a resolver os problemas de distribuição do País. É a tecnologia chamada de redes inteligentes de energia (smart grid, do termo em inglês). A tecnologia é o principal pilar do plano de renovação do setor elétrico que está sendo conduzido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

As redes inteligentes prometem um sistema elétrico mais eficiente e confiável. Elas são capazes de redirecionar distribuição de energia.

Este é o caso da Ampla, empresa pertencente ao grupo espanhol Endesa, responsável pelo abastecimento de 73% do Estado do Rio de Janeiro. A companhia investiu R$ 300 milhões para instalar medidores eletrônicos de consumo em áreas com alto índice de fraudes. “Começamos o projeto em 2005 para inibir o roubo de energia”, afirma o diretor de relações institucionais da empresa, André Moragas. Dos 2,5 milhões de clientes da companhia, 300 mil contam com os novos equipamentos. O índice de ligações clandestinas caiu de 26%, em 2003, para 20%, após o início do projeto. De acordo com Moragas, cada ponto percentual reduzido significa uma recuperação financeira de R$ 40 milhões.

O grupo Rede Energia, que atua em sete Estados brasileiros, também investe em medidores eletrônicos em algumas localidades. Segundo o vicepresidente de operações da companhia, Sidney Simonaggio, estão sendo trocados a energia em momentos de escassez. Uma casa ou região com baixo consumo pode, em um determinado horário, ter a energia desviada, por exemplo, para um hospital que necessite com urgência da eletricidade. O consumidor pode também armazenar a sua própria energia, evitando os apagões em momento de desabastecimento. Hoje, o sistema brasileiro não tem desligamento seletivo e foi justamente este fator que provocou o blecaute em cadeia em 18 Estados brasileiros. O primeiro passo para criar redes inteligentes é trocar os medidores. Cada casa precisa ter um e eles passam a se comunicar com outros medidores de uma rede. Juntos, definem as prioridades de os equipamentos nos Estados de Mato Grosso e do Pará, que passarão a contar com um sistema de medição centralizada, no qual é possível, inclusive, desligar remotamente a transmissão de energia. Simonaggio calcula em R$ 700 por cliente o custo para implantar uma rede inteligente no Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atualmente são 63 milhões de unidades consumidoras de energia no País, o que resultaria em um custo total de mais de R$ 44 bilhões.

A estrutura tarifária também precisa mudar. Hoje, o sistema não permite cobranças diferenciadas conforme o horário de consumo, o que poderia ser feito com as redes inteligentes. Segundo a Aneel, até o final do primeiro semestre de 2010 será realizada uma audiência pública para definir as propostas de alteração da estrutura tarifária. A pressa se justifica: segundo especialistas, a transição para o novo modelo leva entre cinco e sete anos.

As Vantagens das Redes Inteligentes

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Padrão para tecnologia de comando e controle da smart grid no Brasil permanece indefinido

Fonte: O Globo – 16/11/2009 – Carlos Alberto Teixeira
RIO – Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), não existe ainda um padrão para tecnologia de comando e controle em redes elétricas inteligentes. Na verdade, cada distribuidora provavelmente usará um “mix” de tecnologias, de modo a não guardar todos os ovos no mesmo cesto. A Agência até agora regulamentou apenas a tecnologia PLC (Power Line Communication), que usa os fios elétricos para trafegar dados. Mas a agência não exige que somente ela seja usada.
No caso do PLC, a Aneel reconhece que é uma tecnologia que funciona muito bem em espaços fechados, o que não significa que não funcione em outros ambientes. Mas existem vários problemas, especialmente de custo. Para que a rede seja um ambiente limpo (leia-se, sem ruído) para tráfego de dados, é necessário instalar muitos equipamentos, o que onera excessivamente o sistema.
A escolha da tecnologia a ser empregada em medidores inteligentes entrará em consulta pública em dezembro.
Uma das abordagens iniciais e mais urgentes para dar mais inteligência à rede é a implantação de uma tarifa horária, ou seja, tarifas de energia elétrica diferenciadas ao longo do dia para os consumidores residenciais, pois os clientes industriais já têm essa diferenciação de horários.
A ideia da tarifa horária é aliviar a carga sobre a rede das 18h às 21h, horário de pico. De acordo com a Aneel, em algumas cidades, o consumo elétrico simplesmente triplica nesse período. Para diminuir essa carga, as distribuidoras precisam investir muito, e apenas por causa de três horas no dia.
Todavia, com o incentivo econômico da tarifa horária, o próprio consumidor passará a inserir inteligência na rede. O que no futuro será controlado graças a chips instalados nos eletrodomésticos, em breve, aqui no Brasil, será controlado inicialmente pelo próprio consumidor usando sua inteligência financeira, ou seja, qual uso de energia elétrica doerá menos no seu bolso.
Segundo a Aneel, o próprio consumidor se beneficiará ao realocar seus horários de consumo, suavizando a carga na rede. Com esse refresco, a concessionária não precisará mais investir tanto para evitar apagões, o que refletirá sobre a própria tarifa, fechando o ciclo.
Indagada sobre a possibilidade de o próprio consumidor poder gerar energia elétrica (via coletor solar ou eólico, por exemplo) e vender excedente energético de volta para a distribuidora, a Aneel informou que ainda não divulgou essas modalidades de interação com o mercado, já que está aguardando a regulamentação. Só depois, então, apresentará essas novas formas de relacionamento entre as distribuidoras e seus clientes. A implantação dos medidores inteligentes será lenta. Afinal, são 63 milhões de consumidores no Brasil inteiro, o que significa um número igual de aparelhos. As distribuidoras já vêm incluindo uma parcela nas tarifas de energia referente ao custo desses medidores.
Quanto ao “gato”, o furto de energia, a Aneel estima que o prejuízo anual reconhecido é da ordem de R$ 7,5 milhões, fora os gatos não reconhecidos ou não identificados. Os medidores inteligentes virão em parte diminuir esse problema, pois conseguirão determinar com precisão maior que a atual a área exata onde está havendo o furto energético, incentivando as distribuidoras a coibirem tal prática.

Fonte: O Globo – 16/11/2009 – Carlos Alberto Teixeira

PLC?

RIO – Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), não existe ainda um padrão para tecnologia de comando e controle em redes elétricas inteligentes. Na verdade, cada distribuidora provavelmente usará um “mix” de tecnologias, de modo a não guardar todos os ovos no mesmo cesto. A Agência até agora regulamentou apenas a tecnologia PLC (Power Line Communication), que usa os fios elétricos para trafegar dados. Mas a agência não exige que somente ela seja usada.

No caso do PLC, a Aneel reconhece que é uma tecnologia que funciona muito bem em espaços fechados, o que não significa que não funcione em outros ambientes. Mas existem vários problemas, especialmente de custo. Para que a rede seja um ambiente limpo (leia-se, sem ruído) para tráfego de dados, é necessário instalar muitos equipamentos, o que onera excessivamente o sistema.

A escolha da tecnologia a ser empregada em medidores inteligentes entrará em consulta pública em dezembro.

Uma das abordagens iniciais e mais urgentes para dar mais inteligência à rede é a implantação de uma tarifa horária, ou seja, tarifas de energia elétrica diferenciadas ao longo do dia para os consumidores residenciais, pois os clientes industriais já têm essa diferenciação de horários.

A ideia da tarifa horária é aliviar a carga sobre a rede das 18h às 21h, horário de pico. De acordo com a Aneel, em algumas cidades, o consumo elétrico simplesmente triplica nesse período. Para diminuir essa carga, as distribuidoras precisam investir muito, e apenas por causa de três horas no dia.

Todavia, com o incentivo econômico da tarifa horária, o próprio consumidor passará a inserir inteligência na rede. O que no futuro será controlado graças a chips instalados nos eletrodomésticos, em breve, aqui no Brasil, será controlado inicialmente pelo próprio consumidor usando sua inteligência financeira, ou seja, qual uso de energia elétrica doerá menos no seu bolso.

Segundo a Aneel, o próprio consumidor se beneficiará ao realocar seus horários de consumo, suavizando a carga na rede. Com esse refresco, a concessionária não precisará mais investir tanto para evitar apagões, o que refletirá sobre a própria tarifa, fechando o ciclo.

Indagada sobre a possibilidade de o próprio consumidor poder gerar energia elétrica (via coletor solar ou eólico, por exemplo) e vender excedente energético de volta para a distribuidora, a Aneel informou que ainda não divulgou essas modalidades de interação com o mercado, já que está aguardando a regulamentação. Só depois, então, apresentará essas novas formas de relacionamento entre as distribuidoras e seus clientes. A implantação dos medidores inteligentes será lenta. Afinal, são 63 milhões de consumidores no Brasil inteiro, o que significa um número igual de aparelhos. As distribuidoras já vêm incluindo uma parcela nas tarifas de energia referente ao custo desses medidores.

Quanto ao “gato”, o furto de energia, a Aneel estima que o prejuízo anual reconhecido é da ordem de R$ 7,5 milhões, fora os gatos não reconhecidos ou não identificados. Os medidores inteligentes virão em parte diminuir esse problema, pois conseguirão determinar com precisão maior que a atual a área exata onde está havendo o furto energético, incentivando as distribuidoras a coibirem tal prática.

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Setor elétrico lamenta ter sido excluído do plano de banda larga

Fonte: Telecomonline | Marineide Marques | 06.11.2009

LamentávelDono de 30 mil quilômetros de fibras, o segmento reclama sua vocação como gestor de infraestrutura.

Enquanto o governo e as operadoras trabalham na elaboração de um plano nacional de banda larga, o setor elétrico se ressente de ter sido excluído das discussões. Donas de mais de 30 mil quilômetros de fibras ópticas, as concessionárias de distribuição e transmissão de energia acreditam que poderiam dar uma forte contribuição ao projeto da banda larga, mas não participam dos debates. “Quem deveria estar sentado à mesa é quem tem a infraestrutura”, diz o presidente da Aptel (Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações), Pedro Jatobá.

Ele traça um paralelo entre as empresas do setor elétrico e de telecomunicações, lembrando que há 30 anos elas eram muito semelhantes: detinham infraestrutura para oferta de um único serviço ao consumidor final. De lá para cá, o setor elétrico intensificou suas ações como gestor de infraestrutura, ao passo que telecom que é cada vez mais gestor de serviços. “Isso significa que o setor elétrico é cada vez mais eficiente para gerir macroestruturas”, defende Jatobá.

Por enquanto, a participação do setor elétrico no plano nacional de banda larga está fortemente concentrada no possível uso da rede da Eletronet (são 13 mil quilômetros de fibras ópticas) e das empresas do sistema Eletrobrás. “O setor elétrico é muito maior do que a Eletrobrás”, pondera o presidente da Aptel.

Ele destaca que a evolução das redes do setor elétrico está sendo completamente ignorada na elaboração do plano nacional de banda larga. Essa evolução seria baseada na adoção do conceito de redes inteligentes, ou smart grid, um projeto estratégico para a Aptel e para a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee). O projeto prevê um salto tecnológico nas atuais redes de distribuição de energia elétrica, que chegariam à casa do cliente aptas à oferta de um número elevado de serviços, que vão muito além da energia elétrica, tais como banda larga, telemetria e medição inteligente. O processo deve mais do que duplicar o volume de fibras ópticas controlado hoje pelas empresas do setor elétrico, com a vantagem de levar a fibra até a casa do assinante, a chamada última milha. “Tem se falado muito da Eletronet para banda larga, mas a rede não alcança o usuário final”, pondera Jatobá.

A Aptel e a Abradee trabalham para apresentar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas próximas semanas o projeto estratégico para adoção do smart grid pelas empresas brasileiras. Com o aval do órgão regulador, as entidades devem contratar um consórcio – envolvendo consultorias, centros de pesquisa e universidades – para elaboração do plano, a ser concluído no prazo de 90 a 120 dias. O documento deve trazer uma proposta de migração para o smart grid, incluindo o montante de investimento projetado e a necessidade de mudança no que diz respeito à regulamentação.

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Abradee elabora plano nacional para redes inteligentes

Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Tecnologia - 16/09/2009

Projeto Estratégico em Redes Inteligentes

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, em parceria com a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), estão elaborando uma proposta para um Plano Brasileiro de Redes Inteligentes. De acordo com Luiz Carlos Guimarães, presidente da Abradee, esse será um projeto estratégico que já foi encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica.

“A Aneel desenvolve, além dos projetos de P&D das empresas, os chamados projetos estratégicos. Esses projetos têm um interesse mais amplo e são compartilhados por diversas empresas”, explicou Guimarães em entrevista à Agência CanalEnergia, durante o Seminário Nacional de Telecomunicações, que acontece entre os 14 e 16 de setembro, no Rio de Janeiro. A ideia, de acordo com ele, é organizar um programa na área de redes inteligentes, com a adesão de diversas empresas, tanto geradoras, quanto distribuidoras e transmissoras. “Todas essas empresas estarão envolvidas na implementação desse projeto”, ressaltou Guimarães.

O executivo disse ainda que a proposta que está sendo elaborada pela Abradee e pela Aptel tem como objetivo fazer um plano diretor, que tem como meta final focar na implantação de redes inteligentes. “A nossa primeira proposta é estabelecer um plano de desenvolvimento do smart grid, o que vai demorar algum tempo”, salientou. Segundo ele, outras decisões, que tem como pano de fundo o desenvolvimento das redes inteligentes, já vêm sendo discutidas pela Aneel, como a medição eletrônica e o PLC, que inclusive já foi regulamentado pela agência.

“Todas essas decisões que vem sendo tomadas, fundamentalmente elas tem que ter um pano de fundo, para se saber a direção que se deve caminhar. E no nosso entendimento e no entendimento internacional é que hoje necessariamente estamos caminhando para ter redes inteligentes, que interagem com o consumidor”, declarou. Para Guimarães, esse é um projeto que tem várias fases, começando com a medição eletrônica e depois passando para as redes inteligentes, seguida pelos carros híbridos e pela geração distribuída.

A medição eletrônica, de acordo com Guimarães, deverá ser implementada no curto prazo. “No entanto, as redes inteligentes, onde se teria a automação da rede, com sensores, de forma que se possa operar a rede a distância automaticamente, isso só deverá acontecer mais pra frente”, avaliou o executivo.

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Joísa Campanher Dutra Saraiva, da Aneel: tarifas diferenciadas para consumidores residenciais

Da Agência CANAL ENERGIA – 15/09/2009 por Carolina Medeiros, Entrevistas
Em entrevista de 14/09/2009, dada pela nossa diretora Joísa, que também participou da abertura do Seminário Nacional de Telecomunicações, ela falou sobre a metodologia em estudo pela agência engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e PLC. Segue entrevista:
Uma nova metodologia para a estrutura tarifária está sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Essa nova metodologia engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e o PLC, que utiliza a rede de distribuição para a transmissão de sinais. De acordo com a diretora da Aneel, Joisa Campanher Dutra Saraiva, uma das modificações dessa metodologia diz respeito aos consumidores residenciais, que assim como os grandes consumidores, teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia.
“O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica”, explicou Joísa, durante entrevista à Agência CanalEnergia. Segundo ela, as concessionárias também seriam beneficiadas com a nova metodologia pois poderiam fazer o gerenciamento da carga dos seus consumidores e assim otimizar a utilização das redes, postergando investimentos.
A Aneel ainda não tem uma data definida para a aprovação dessa nova metodologia. No entanto, de acordo com Joísa, a intenção é estabelecer já algumas melhorias na estrutura tarifária para serem aplicadas no terceiro ciclo de revisão tarifária. Confira abaixo a entrevista na íntegra com a diretora da Aneel, Joísa Campanher Dutra Saraiva.
Agência CanalEnergia – O que é o processo da nova metodologia da estrutura tarifária que está em análise na Aneel?
Joísa Campanher Dutra Saraiva – Estrutura tarifária é simplesmente a definição de como é que as tarifas são distribuídas para diferentes grupos de consumidores. A Aneel, na verdade, já tem uma demanda, um desafio de mais de três anos, que é estabelecer aperfeiçoamentos nessa estrutura tarifária. Então, recentemente, em junho desse ano, foi feito um seminário em que já é parte desse processo de aperfeiçoamento. Alguns itens vem sendo trabalhados, mas agora, a nossa intenção, é de que possamos introduzir aperfeiçoamentos mais expressivos. Esse é um  processo complexo. A Aneel ainda não tem grandes desenvolvimentos, por enquanto, ela tem aperfeiçoamentos pontuais. Tecnologias como o PLC, propostas de medição inteligente e redes inteligentes vão permitir maiores aperfeiçoamentos nesse sentido, que é a tarifa chamada “time of use”.  Então, na verdade, a partir de uma sofisticação na forma de medição, certamente vai se poder estender a consumidores de níveis de tensão mais baixos, como consumidores tipo residencial, mecanismos que já existem hoje para grupos de alta tensão e mesmo para esses grupos de alta tensão vai se poder oferecer o que chamamos de um menu de tarifas, que são tarifas diferenciadas ao longo do dia.
ACE – Isso quer dizer que os consumidores residenciais também teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia?
JCDS – O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica.
ACE – Além dessa mudança para o consumidor residencial, o que mais estaria englobado nessa proposta?
JCDS – O que existe agora é um aperfeiçoamento nos procedimentos de rede de distribuição e esses aperfeiçoamentos vão tratar também de formas de disseminação de metodologias de sistemática de medição. Eu creio que esses elementos conjuntamente vão permitir à Aneel trabalhar de forma diferente a sua estrutura tarifária. Se a medição puder ser mais precisa ou seja, se o consumidor tiver a possibilidade de conhecer como é que se comporta o seu perfil de consumo ao longo do dia e a concessionária tiver acesso a esses dados, certamente vai se poder propor ao consumidor essas tarifas e o consumidor se benefiar. Todas essas questões estão de certo modo relacionadas com PLC, medição, rede inteligente, estrutura tarifária, todos esses são desenvolvimentos que vão ocorrer de modo paralelo.
ACE – Para o consumidor, o benefício seria uma redução na tarifa porque ele poderia escolher melhor o horário de uso da energia.
JCDS – Existem várias evidências que mostram que é possível alcançar através dessas metodologias redução na conta de energia por parte do consumidor.
ACE – Mas isso só seria possível após a implementação das redes inteligentes ou poderia acontecer até antes dessa implementação?
JCDS – Até antes. Existem desenvolvimentos que são possíveis até antes da disseminação dessas redes inteligentes.
ACE – Para as empresas de energia, qual seria o benefício dessa nova metodologia?
JCDS – Gerenciamento da carga dos seus consumidores e com isso elas podem otimizar suas redes. Na verdade, elas podem fazer investimentos de modo mais eficientes do ponto de vista de custos e benefícios. As empresas poderiam até postergar investimentos, porque se elas conseguirem distribuir melhor o consumo ao longo do dia, então pode-se ter investimentos mais eficientes.
ACE – Essas modificações poderão ser utilizadas já no terceiro ciclo da revisão tarifária?
JCDS – A intenção da Aneel é estabelecer já melhorias na estrutura tarifária para o próximo ciclo de revisão tarifária. Isso é uma meta.
ACE – Quando a Aneel pretende aprovar essa nova metodologia da estrutura tarifária?
JCDS – Ainda não temos uma data para a aprovação da metodologia, mas deverá ser mais para a frente. Na verdade, ainda não temos todos os elementos necessários para o estabelecimento dessa estrutura tarifária.
ACE – E quanto ao PLC e a medição eletrônica?
JCDS – A medição, nós estamos trabalhando uma proposta de plano para a disseminação de medição eletrônica. O PLC nós já regulamentamos e a Anatel também fez a regulamentação do ponto de vista de qualidade. Nós estabelecemos critérios que devem ser atendidos pelas concessionárias de distribuição, para que elas disponibilizem as suas redes para as empresas interessadas e que com isso seja usada essa tecnologia.
ACE – Que benefícios as empresas de energia teriam com essa tecnologia?
JCDS – Do ponto de vista do consumidor vai existir mais uma oportunidade de acesso para serviços de transmissão de voz, dados e internet. Então, isso traz também o benefício da inclusão digital, já que as redes de distribuição alcançam 100% dos municípios e 95% das unidades consumidoras. Mas para além da inclusão digital, as próprias concessionárias podem fazer uso dessa tecnologia para os seus recursos próprios e essas soluções de medição costumam contar com esse tecnologia do PLC. Então, isso costuma trazer soluções mais interessantes em termos de custos para as concessionárias implementarem as redes inteligentes. O PLC é uma parte dessas redes inteligentes, assim como a medição.
ACE – Existe alguma data para a medição eletrônica ser aprovada pela Aneel?
JCDS – A Aneel está trabalhando em um plano olhando os impactos do ponto de vista tarifário e os benefícios para o consumidor. A própria indústria de equipamentos também precisa ser capaz de acompanhar esse plano. A intenção é que seja adotado proximamente um plano agressivo. A nossa expectativa é que as diretrizes para esse plano saiam ainda esse ano. Essa é uma meta da área técnica

Da Agência CANAL ENERGIA – 15/09/2009 por Carolina Medeiros, Entrevistas

Em entrevista de 14/09/2009, dada pela nossa diretora Joísa, que também participou da abertura do Seminário Nacional de Telecomunicações, ela falou sobre a metodologia em estudo pela agência que engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e PLC. Segue matéria com a entrevista:

Estrutura Tarifária x Redes Inteligentes

Uma nova metodologia para a estrutura tarifária está sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Essa nova metodologia engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e o PLC, que utiliza a rede de distribuição para a transmissão de sinais. De acordo com a diretora da Aneel, Joisa Campanher Dutra Saraiva, uma das modificações dessa metodologia diz respeito aos consumidores residenciais, que assim como os grandes consumidores, teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia.

“O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica”, explicou Joísa, durante entrevista à Agência CanalEnergia. Segundo ela, as concessionárias também seriam beneficiadas com a nova metodologia pois poderiam fazer o gerenciamento da carga dos seus consumidores e assim otimizar a utilização das redes, postergando investimentos.

A Aneel ainda não tem uma data definida para a aprovação dessa nova metodologia. No entanto, de acordo com Joísa, a intenção é estabelecer já algumas melhorias na estrutura tarifária para serem aplicadas no terceiro ciclo de revisão tarifária. Confira abaixo a entrevista na íntegra com a diretora da Aneel, Joísa Campanher Dutra Saraiva.

Agência CanalEnergia – O que é o processo da nova metodologia da estrutura tarifária que está em análise na Aneel?

Joísa Campanher Dutra Saraiva – Estrutura tarifária é simplesmente a definição de como é que as tarifas são distribuídas para diferentes grupos de consumidores. A Aneel, na verdade, já tem uma demanda, um desafio de mais de três anos, que é estabelecer aperfeiçoamentos nessa estrutura tarifária. Então, recentemente, em junho desse ano, foi feito um seminário em que já é parte desse processo de aperfeiçoamento. Alguns itens vem sendo trabalhados, mas agora, a nossa intenção, é de que possamos introduzir aperfeiçoamentos mais expressivos. Esse é um  processo complexo. A Aneel ainda não tem grandes desenvolvimentos, por enquanto, ela tem aperfeiçoamentos pontuais. Tecnologias como o PLC, propostas de medição inteligente e redes inteligentes vão permitir maiores aperfeiçoamentos nesse sentido, que é a tarifa chamada “time of use”.  Então, na verdade, a partir de uma sofisticação na forma de medição, certamente vai se poder estender a consumidores de níveis de tensão mais baixos, como consumidores tipo residencial, mecanismos que já existem hoje para grupos de alta tensão e mesmo para esses grupos de alta tensão vai se poder oferecer o que chamamos de um menu de tarifas, que são tarifas diferenciadas ao longo do dia.

ACE – Isso quer dizer que os consumidores residenciais também teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia?

JCDS – O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica.

ACE – Além dessa mudança para o consumidor residencial, o que mais estaria englobado nessa proposta?

JCDS – O que existe agora é um aperfeiçoamento nos procedimentos de rede de distribuição e esses aperfeiçoamentos vão tratar também de formas de disseminação de metodologias de sistemática de medição. Eu creio que esses elementos conjuntamente vão permitir à Aneel trabalhar de forma diferente a sua estrutura tarifária. Se a medição puder ser mais precisa ou seja, se o consumidor tiver a possibilidade de conhecer como é que se comporta o seu perfil de consumo ao longo do dia e a concessionária tiver acesso a esses dados, certamente vai se poder propor ao consumidor essas tarifas e o consumidor se benefiar. Todas essas questões estão de certo modo relacionadas com PLC, medição, rede inteligente, estrutura tarifária, todos esses são desenvolvimentos que vão ocorrer de modo paralelo.

ACE – Para o consumidor, o benefício seria uma redução na tarifa porque ele poderia escolher melhor o horário de uso da energia.

JCDS – Existem várias evidências que mostram que é possível alcançar através dessas metodologias redução na conta de energia por parte do consumidor.

ACE – Mas isso só seria possível após a implementação das redes inteligentes ou poderia acontecer até antes dessa implementação?

JCDS – Até antes. Existem desenvolvimentos que são possíveis até antes da disseminação dessas redes inteligentes.

ACE – Para as empresas de energia, qual seria o benefício dessa nova metodologia?

JCDS – Gerenciamento da carga dos seus consumidores e com isso elas podem otimizar suas redes. Na verdade, elas podem fazer investimentos de modo mais eficientes do ponto de vista de custos e benefícios. As empresas poderiam até postergar investimentos, porque se elas conseguirem distribuir melhor o consumo ao longo do dia, então pode-se ter investimentos mais eficientes.

ACE – Essas modificações poderão ser utilizadas já no terceiro ciclo da revisão tarifária?

JCDS – A intenção da Aneel é estabelecer já melhorias na estrutura tarifária para o próximo ciclo de revisão tarifária. Isso é uma meta.

ACE – Quando a Aneel pretende aprovar essa nova metodologia da estrutura tarifária?

JCDS – Ainda não temos uma data para a aprovação da metodologia, mas deverá ser mais para a frente. Na verdade, ainda não temos todos os elementos necessários para o estabelecimento dessa estrutura tarifária.

ACE – E quanto ao PLC e a medição eletrônica?

JCDS – A medição, nós estamos trabalhando uma proposta de plano para a disseminação de medição eletrônica. O PLC nós já regulamentamos e a Anatel também fez a regulamentação do ponto de vista de qualidade. Nós estabelecemos critérios que devem ser atendidos pelas concessionárias de distribuição, para que elas disponibilizem as suas redes para as empresas interessadas e que com isso seja usada essa tecnologia.

ACE – Que benefícios as empresas de energia teriam com essa tecnologia?

JCDS – Do ponto de vista do consumidor vai existir mais uma oportunidade de acesso para serviços de transmissão de voz, dados e internet. Então, isso traz também o benefício da inclusão digital, já que as redes de distribuição alcançam 100% dos municípios e 95% das unidades consumidoras. Mas para além da inclusão digital, as próprias concessionárias podem fazer uso dessa tecnologia para os seus recursos próprios e essas soluções de medição costumam contar com esse tecnologia do PLC. Então, isso costuma trazer soluções mais interessantes em termos de custos para as concessionárias implementarem as redes inteligentes. O PLC é uma parte dessas redes inteligentes, assim como a medição.

ACE – Existe alguma data para a medição eletrônica ser aprovada pela Aneel?

JCDS – A Aneel está trabalhando em um plano olhando os impactos do ponto de vista tarifário e os benefícios para o consumidor. A própria indústria de equipamentos também precisa ser capaz de acompanhar esse plano. A intenção é que seja adotado proximamente um plano agressivo. A nossa expectativa é que as diretrizes para esse plano saiam ainda esse ano. Essa é uma meta da área técnica

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Seminário Nacional de Telecomunicações aptel 2009

O Seminário Nacional de Telecomunicações da APTEL é o maior evento realizado no Brasil e focado em Telecomunicações, Automação e TI para empresas de energia elétrica, petróleo, água, gás e infraestruturas correlatas.
Data de início: 14/09/2009
Data de término: 16/09/2009
Local: Rio Othon Palace Hotel
Tipo: Seminário
Organizador: APTEL
Website: http://www.sntaptel.com.br/
As empresas citadas acima utilizam Telecomunicações, Automação e TI como parte de seus processos operativos críticos e possuem corpo técnico especializado nestas disciplinas.
O X SNT APTEL 2009 fornece informações atualizadas sobre aspectos tecnológicos, regulatórios, de P&D, bem como estratégicos sobre TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações).
O Tema Principal será: Telecomunicações e TI para Empresas de Utilidades do Futuro
Temas Associados:
| Smartgrid (Redes Elétricas Inteligentes)
| Segurança das Informações em Processos Operacionais (Produção)
| Convergências Tecnológicas em Ambientes IP
| Integração na Gestão de Telecomunicação, Informação e Automação Operacional (TIAO)
| Redes Sem Fio (Wireless) para Comunicação de Voz, Dados e Imagens em Ambientes Industriais
| Soluções para Sistemas Ópticos em Longas Distâncias (ou Especiais)
| Impactos em Telecomunicações Associados às Novas Outorgas para o Setor Elétrico
| Teleproteção para LTs: Aplicações com Circuitos Digitais, Interfaces C37.94 e/ou IEC 61850
| Aspectos Regulatórios: Expectativas e Desdobramentos para as Empresas
| Experiências em O&M e Contingências: Apresentação de “Estudos de Casos”
| Inovações Tecnológicas: Aplicações e Serviços para Utilities
Este evento organizado pela APTEL é o principal fórum de discussăo para gestores das áreas de Telecomunicaçőes e TI.
Responsável pelas áreas de Tecnologia e Serviços Corporativos da Cleco Corp., uma empresa privada de distribuiçăo de energia elétrica de Louisiana (Estados Unidos) e que tem mais de 275 mil clientes residenciais, comerciais e industriais, Troy West é um dos principais palestrantes do Seminário.
Engenheiro eletricista formado pela Louisiana State Univeristy, West que gerencia o planejamento, projeto e operaçăo de sistemas de TI, Telecomunicaçőes, viagens, prédios e ativos patrimoniais da Cleco irá discorrer no X SNT APTEL, na segunda-feira (14/09), às 12 horas, sobre Smart Grid in the U.S. today and beyond. West ainda é vice charmain do board da UTC (Utilities Telecom Council).

O Seminário Nacional de Telecomunicações da APTEL é o maior evento realizado no Brasil e focado em Telecomunicações, Automação e TI para empresas de energia elétrica, petróleo, água, gás e infraestruturas correlatas.

STNAPTEL2009

Data de início: 14/09/2009

Data de término: 16/09/2009

Local: Rio Othon Palace Hotel

Tipo: Seminário

Organizador: APTEL

Website: http://www.sntaptel.com.br/

As empresas citadas acima utilizam Telecomunicações, Automação e TI como parte de seus processos operativos críticos e possuem corpo técnico especializado nestas disciplinas.

O X SNT APTEL 2009 fornece informações atualizadas sobre aspectos tecnológicos, regulatórios, de P&D, bem como estratégicos sobre TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações).

O Tema Principal será: Telecomunicações e TI para Empresas de Utilidades do Futuro

Temas Associados:

  • Smartgrid (Redes Elétricas Inteligentes)
  • Segurança das Informações em Processos Operacionais (Produção)
  • Convergências Tecnológicas em Ambientes IP
  • Integração na Gestão de Telecomunicação, Informação e Automação Operacional (TIAO)
  • Redes Sem Fio (Wireless) para Comunicação de Voz, Dados e Imagens em Ambientes Industriais
  • Soluções para Sistemas Ópticos em Longas Distâncias (ou Especiais)
  • Impactos em Telecomunicações Associados às Novas Outorgas para o Setor Elétrico
  • Teleproteção para LTs: Aplicações com Circuitos Digitais, Interfaces C37.94 e/ou IEC 61850
  • Aspectos Regulatórios: Expectativas e Desdobramentos para as Empresas
  • Experiências em O&M e Contingências: Apresentação de “Estudos de Casos”
  • Inovações Tecnológicas: Aplicações e Serviços para Utilities

Este evento organizado pela APTEL é o principal fórum de discussăo para gestores das áreas de Telecomunicaçőes e TI.

Responsável pelas áreas de Tecnologia e Serviços Corporativos da Cleco Corp., uma empresa privada de distribuiçăo de energia elétrica de Louisiana (Estados Unidos) e que tem mais de 275 mil clientes residenciais, comerciais e industriais, Troy West é um dos principais palestrantes do Seminário, com presença já confirmada.

Engenheiro eletricista formado pela Louisiana State University, West que gerencia o planejamento, projeto e operaçăo de sistemas de TI, Telecomunicaçőes, viagens, prédios e ativos patrimoniais da Cleco irá discorrer no X SNT APTEL, na segunda-feira (14/09), às 12 horas, sobre “Smart Grid in the U.S. today and beyond”. West ainda é vice charmain do board da UTC (Utilities Telecom Council).

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