Investimento em redes elétricas inteligentes avança na Ásia

Fonte: Reuters - 08.03.2010 - Por Cho Mee-young e Leonora Walet

Japão, Coreia do Sul e China estão investindo cerca de nove bilhões de dólares este ano em infraestrutura e tecnologia de informação, a fim de tornar mais eficientes as redes de eletricidade, criando oportunidades lucrativas para tecnologias de nicho e fornecedores de equipamentos.

O sistema de “rede inteligente”, por meio da monitoração computadorizada da eletricidade que flui por uma rede elétrica, permite que as empresas de energia administrem automaticamente o uso de eletricidade, de maneira mais confiável e flexível.

O investimento da Ásia em redes inteligentes deve ultrapassar o dos Estados Unidos, e a China sozinha pretende investir 7,3 bilhões de dólares nesse setor em 2010, de acordo com a Zpryme, uma companhia de pesquisa de mercado de Austin, Texas.

“Os chineses estão investindo em redes elétricas inteligentes de maneira tão agressiva quanto, ou até mais agressiva que, qualquer outro país do mundo, no momento,” disse Brad Gammons, vice-presidente da divisão de energia e infraestrutura setorial mundial da IBM, em entrevista à Reuters.

“Eles têm um foco muito firme e assumiram um forte compromisso naquele sentido,” disse.

A IBM, em companhia de empresas como Cisco e Microsoft, está investindo no mercado de redes elétricas inteligentes chinês.

O foco nas redes inteligentes beneficiará empresas em todo o setor de distribuição de energia, dos fabricantes de transformadores para redes públicas aos fabricantes de relógios de eletricidade e fornecedores de software, passando pelos fabricantes de baterias de armazenagem.

A Osaki Electric, que produz aparelhos de medição de eletricidade no Japão, e a sul-coreana LS Industrial Systems, que controla tecnologias de transmissão e distribuição de energia, são exemplos de empresas que podem ser favorecidas pelo desenvolvimento das redes elétricas inteligentes.

“A Osaki Electric está desenvolvendo um relógio inteligente de eletricidade que servirá como catalisador positivo para os preços de suas ações no futuro,” afirmaram analistas da Japaninvest em relatório.

(Reportagem adicional de Chikako Mogi em Tóquio e Suilee Wee em Hong Kong)

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David Basset, do IEEE: Redes Inteligentes ou Redes Verdes?

Fonte: CanalEnergia – 25/02/2010 - David Basset

Atualmente, existem muitas discussões sobre o que é o conceito “smart grid” (rede inteligente). Pensamos o “smart grid” como um conjunto de equipamentos que permite o funcionamento de uma rede de energia elétrica de forma mais econômica e funcional, possibilitando ainda a rápida restauração de energia aos consumidores em situações anormais ou de emergência. Nesse sentido, a “rede verde” surge como consequência de uma operação mais eficiente da rede, colaborando para a geração de recursos e para o controle de carga.

A implementação inicial de uma rede inteligente que, normalmente, possibilita um melhor funcionamento de nossa rede elétrica, em termos de controle de voltagem, controle de reação e alocação eficiente de energia residual, resulta em “rede mais verde”, com economias energéticas e menores emissões de dióxido de carbono, isto é, a rede verde de energia elétrica. Por exemplo, a concessionária PPL Electric possui um projeto de rede inteligente que deverá implementar este tipo de controle e, com isso, estima-se uma economia de 2,5% no uso de energia para os consumidores.

A PPL Electric solicitou e ganhou US$19 milhões do Departamento de Energia Federal dos Estados Unidos, concedidos pelo American Recovery and Reinvestment Act (Stimulus Bill). O prêmio, considerado uma oportunidade de financiamento, foi oferecido pela Smart Grid Investment Grant, DE-FOA-0000058. A concessionária anunciou ainda uma parceria com a Universidade de Drexel e com líderes em tecnologia da GE Energy, a Lockheed Martin Corporation e da Alcatel-Lucent para projetar e instalar o projeto.

Nossa implantação oficial deverá automatizar o funcionamento da rede, de modo que as falhas não impactarão como queda de energia. Elas deverão ser isoladas, permitindo a rápida restauração da energia elétrica aos consumidores, sem falhas nas seções em linha. A smart grid possibilitará detectar o status de todo o sistema, permitindo a transferência de seções sem falhas na linha para fontes alternativas. Isso requer uma comunicação bi-direcional para a concessionária de controle e para a proprietária do equipamento, assim a coleta de dados poderá ser realizada em tempo real, ainda durante a operação. Esse processamento de dados levará à maior otimização da rede.

As informações e os equipamentos de controle adicionais reunidos na rede permitirão um controle dinâmico da voltagem do sistema. Isto permite uma voltagem do serviço eficiente para todos os consumidores e, consequentemente, uma economia de energia. Atualmente, a voltagem tende a ser determinada durante a instalação da linha, com reajustes periódicos, à medida que haja alteração significativa de carga. Isso pode levar alguns consumidores a alcançarem uma voltagem maior do que a necessária, enquanto outros alcançariam níveis inferiores ao ideal. Em ambos os casos, pode resultar em desperdício de energia. Os projetos atuais tendem a possuir equipamentos de regulagem com funcionamento de forma independente. Esta operação independente, geralmente eficiente, não é a ideal.

A implementação inicial de uma rede inteligente irá fornecer informações aos consumidores e, como cabe a eles usarem esta informação, a geração inicialmente prevista de economia pode não se realizar. Por exemplo, sem o controle direto do equipamento do consumidor, ele é quem deve tomar as medidas que afetam a sua economia de energia. Houve um caso recente em que foi fornecido aos consumidores sistema para indicar o custo da energia e como reduzir o gasto. Entretanto, o sistema não funcionou muito bem, provavelmente porque muitos clientes estavam no trabalho no período que deveriam fazer o ajuste e outros simplesmente não quiseram ajustar manualmente sua utilização elétrica ou alterar seus níveis de conforto.

Há uma grande oportunidade de aumentar a comunicação com consumidores, que permitirá o controle direto de cada equipamento em suas casas. Alguns consumidores perceberão que esse controle automático é mais conveniente se optarem pela tecnologia do tipo “ajuste e esqueça”. Esta opção vai permitir um aumento significativo da eficiência operacional da rede. Durante períodos de carga elevada, determinadas cargas poderão ser desligadas, ocasionando uma redução de custo de cada rede, menos emissão de dióxido de carbono e um uso mais eficiente das facilidades existentes. Por exemplo, desligar a carga por 15 minutos ou por 45 minutos pode gerar uma redução de 25%.

Muitas concessionárias vão explorar taxas diferenciadas, para diferentes horários do dia, em que o custo da eletricidade era estabelecido de acordo com seu valor real. Por exemplo, durante as horas de pico, entre 7h e 19h, a eletricidade pode ter um custo duas vezes maior que fora do horário 7h-19h. Com o uso das taxas diferenciadas, espera-se que diminua o uso da energia elétrica durante o horário de pico. Isto deverá diminuir o montante de geração requerida para operar o sistema. Este procedimento leva benefícios para a concessionária, que diminui sua necessidade de carga, e para o consumidor que por sua vez recebe uma conta menor.

À medida que vamos em frente com uma nova infraestrutura de rede, teremos inovações em hardware, comunicações e em toda a implantação de um sistema inteligente. Com este nível de otimização do sistema elétrico, serão abertas possibilidades de novas tecnologias para diminuir o impacto ambiental e o custo da conta de energia para o consumidor.

David Bassett é membro sênior e do Comitê de Normas da IEEE – Institute of Electrical and Electronic Engineers

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A eletricidade do Futuro

Fonte: OBV- 11.02.2010

A empresa norte-americana Silver Spring Networks (SSN), líder em soluções de rede de energia inteligente nos Estados Unidos, acaba de anunciar parceria com a empresa mineira Axxiom, especializada em sistemas de integração e gestão. As duas companhias estão trabalhando juntas para desenvolver um plano de implementação de sistemas de rede inteligente (smart grid) no Brasil.

O Brasil conta com 63 concessionárias, que são responsáveis pela distribuição de energia tanto para casas quanto para empresas de todo o país. Entretanto, estas concessionárias utilizam sistema analógico de medição e tecnologia antiga. A atualização para a rede inteligente irá transformar todo o sistema de eletricidade em uma rede moderna, que permitirá que consumidores e concessionárias revolucionem o modo como a energia é distribuída e controlada.

A rede de energia inteligente é uma plataforma única e unificada, que pode ser utilizada por uma concessionária para atender novas necessidades, como medição inteligente e automação da distribuição instantânea e inclusão de novas aplicações, como o gerenciamento da energia doméstica ou dos veículos elétricos. No Brasil, essa plataforma pode ser especialmente importante, já que há uma perda não técnica (“gato”) de aproximadamente R$ 7,6 bilhões em energia por ano. A rede de energia inteligente irá capacitar os consumidores a entenderem seu consumo de energia em tempo real e a gerenciar a integração com outras fontes de energia renováveis, como energia solar, por exemplo.

“O Brasil tem inúmeras e sofisticadas concessionárias de energia elétrica, muitas delas maiores do que a maior concessionária dos Estados Unidos”, diz John O’Farrell. vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios da Silver Spring Networks. “A Silver Spring Networks, em parceria com a Axxiom, espera trabalhar com essas companhias para fazer com que o Brasil seja também líder mundial em redes de energia inteligente”.

“A Axxiom acredita que esta parceria com a Silver Spring Networks é a solução de tecnologia de ponta que nos faltava, permitindo-nos ter um leque completo de soluções para a Gestão da Distribuição das Concessionárias. Acreditamos que a solução da Silver Spring Networks é de longe a melhor solução no mercado, seja em preço como em tecnologia e, que ao ser adotada, permitirá que as concessionárias criem as suas redes inteligentes e obtenham os inúmeros benefícios que esta rede pode trazer. A rede inteligente irá colocar o Brasil numa posição de destaque internacional”, afirma Miguel Sarmento, diretor comercial da Axxiom.

A SSN oferece uma solução completa em smart grid, incluindo hardware, software e serviços, que permite que as concessionárias se conectem com seus consumidores por uma rede de comunicação sem fio. A empresa também desenvolve aplicativos que podem se usados para medição inteligente, monitoramento e detecção de quedas de energia e liga-desliga do serviço elétrico de forma remota, por exemplo, quando os moradores de uma casa se mudam de endereço. A SSN tem trabalhado em parceria com concessionárias dos Estados Unidos, como a Pacific Gas & Electric, uma das maiores concessionárias dos EUA, que planeja que todos os seus 5,5 milhões de usuários estejam conectados à rede inteligente nos próximos anos.

Em abril de 2009, a FPL, a Prefeitura de Miami, General Electric e a SSN anunciaram o plano Energy Smart Miami, para instalação de 1 milhão de medidores inteligentes, assim como redes domésticas, carros elétricos e painéis de energia elétrica, nos próximos dois anos, tudo com base na plataforma de rede inteligente da Silver Spring Networks.

No Brasil, a substituição do atual sistema analógico pela rede de energia inteligente requer aprovação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que abriu consulta pública sobre o assunto no inicio deste ano.

Sobre a Silver Spring

A Silver Spring Networks é uma das principais empresas do mundo em soluções para rede inteligente, que permite que as concessionárias aumentem sua eficiência operacional, reduzam a emissão de carbono, além de capacitar o consumidor a novas formas de monitoramento e gerenciamento do seu consumo de energia. SSN oferece uma solução completa, incluindo hardware, software e serviços, que permite que as concessionárias empreguem e executem um número ilimitado de aplicações avançadas, incluindo medição inteligente – Resposta à Demanda, Automação de Distribuição e Geração Distribuida, com base numa única e unificada rede.

A rede de energia inteligente da SSN é baseada em padrões abertos de Protocolo de Internet (IP), permitindo comunicação continua em duas vias entre a concessionária e todo e qualquer dispositivo ligado à rede. A Silver Spring Networks tem trabalhado em parcerias com concessionárias nos Estados Unidos como Pacific Gas & Electric, a Florida Power and Light (FPL), Oklahoma Gas & Electric, Pepco Holdings, Inc (Washington, Delaware, Maryland e New Jersey), Commonwealth Edison (Chicago), assim como empresas australianas como Jemena Electricity Network, United Energy Distribution e Citipower/Powercor Em 2008, o Fórum Mundial Econômico premiou a SSN como Pioneira em Tecnologia. Para outras informações sobre a empresa, acesse www. silverspingnetworks.com.

Sobre a Axxiom

A Axxiom é uma empresa de Serviços e TI constituída por importantes players do setor elétrico brasileiro, destacando-se entre elas a CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais, a Nansen, a Leme Engenharia e a FIR Capital, entre outras. A Axxiom atua principalmente nos segmentos de Desenvolvimento e Implantação de Sistemas de Gestão para a Rede de Distribuição (Sistemas Georeferenciados), Desenvolvimento de Sistemas de Gestão de Ativos, Sistemas Scada, Sistemas de Vídeo Vigilância Patrimonial e Operacional e agora com Smart Grid.

Esta parceria com a Silver Spring Networks, para redes inteligentes, vai permitir à Axxiom fazer a integração dos Sistemas de TI georeferenciados das diversas concessionárias com as redes de distribuição em todos os níveis, ou seja, até ao consumidor, através do seu medidor, além de todos os equipamentos da rede, como transformadores, religadores, banco de capacitores, reguladores de tensão, etc. Para mais informações www.axxiom.com.br.

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Visões da Rede Inteligente

Selecionei seis vídeos (em inglês não muito difícil) bastante assistidos no You Tube, que monstram diferentes pontos de vista e tecnologias demonstrativas da rede inteligente:

A Smart Grid for Intelligent Energy Use (Uma Rede Inteligente para o Uso Inteligente de Energia)

O primeiro vídeo foi produzido pelo IEEE  e tem a seguinte descrição: A Rede Inteligente envolve o uso de tecnologias de comunicações e computação para transmitir e distribuir energia de forma mais eficiente. Este vídeo descreve a rede inteligente e como ela irá reduzir nossa pegada de carbono através da eficiência energética e a integração de fontes renováveis de energia. (Acesso: 01:10 -- 11.02.2010; Exibições: 42725; Duração: 8min53s)

Smart Grid: Virtual Power Plant (Rede Inteligente: Planta Virtual de Potência)

Através do projeto piloto McAlpine Smart Energy na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, a Duke Energy está criando uma planta virtual de potência usando fontes distribuídas de energia tais como painéis solares, baterias e sistemas residenciais de gerenciamento de energia. (Acesso: 01:17 -- 11.02.2010; Exibições: 6787; Duração: 3min44s)

CISCO Smart Grid (Rede Inteligente CISCO)

Rede Inteligente é o nome para um sistema de energia inteligente. Cisco a define como uma rede conectava, eficiente e segura de ponta-a-ponta que integra todas as fontes e demandas de energia. Integração ponta-a-ponta significa comunicação e gerenciamento ponta-a-ponta de enormes fluxos de dados em tempo real. Assim como na Internet, só que ao invés do roteamento de fluxos de informação, a rede inteligente precisa rotear fluxos de eletricidade da forma mais eficiente possível. (Acesso: 01:28 -- 11.02.2010; Exibições: 5717; Duração: 4min38s)

Duke Energy: Envision Smart Energy (Duke Energy: Visionando a Energia Inteligente)

Como se parece um futuro possível com uma rede inteligente? E o que isso significa para os consumidores? Neste vídeo, a Duke Energy oferece uma visão. Ele foi vislumbrado em uma locação na companhia Envision Center próxima à cidade de Cincinnaty, no estado de Ohio. (Acesso: 01:34 -- 11.02.2010; Exibições: 2504; Duração: 8min43s)

Killers Apps for the Smart Grid (Aplicações Matadoras para a Rede Inteligente)

Scott McGaraghan, diretor de desenvolvimento de negócios para a EnerNoc, Inc., discute tecnologias atuais e em desenvolvimento que maximizam os potenciais benefícios de economia de energia em nível local e nacional de sistemas de rede inteligente. O encontro Seminário em Energia acontece durante o ano acadêmico às quartas-feiras, na Universidade de Stanford, de 4h15 às 5h15 da tarde. Para uma listagem dos apresentadores que virão no Seminário em Energia, por favor visite a listagem de eventos no sítio web do Woods Institute for the Environment. (Acesso: 01:43 -- 11.02.2010; Exibições: 2355; Duração: 49min34s)

Smart Grid Animation (Animação de Rede Inteligente)

Vídeo da IBM mostrando de forma animada para qualquer criança entender, como funciona a rede inteligente, quais são seus benefícios e o que ela permite. (Acesso: 01:46 -- 11.02.2010; Exibições: 2125; Duração: 1min58s)

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Explode o custo da Rede Inteligente no Colorado

Fonte: dailycamera – 06/02/2010

A Xcel Energy começou a cobrar os consumidores pelo estado do Colorado para compensar parte dos custos, que não param de subir, que a empresa investiu no desenvolvimento do seu projeto de rede inteligente na cidade de Boulder.

Em resposta, a Comissão de Utilitárias Públicas do Colorado (Colorado Public Utilities Comission – CPUC), o órgão regulador de serviços públicos do estado, decidiu participar mais ativamente na regulação da Xcel “SmartGridCity”, o que os reguladores disseram que irá resultar em aumento da transparência do projeto.

A rede inteligente também permite que a Xcel leia os medidores em Boulder remotamente, redirecione o fluxo de potência para desviar de linhas com defeito e detecte desligamentos de energia sem que as pessoas precisem ligar para a empresa. Em última análise, o sistema finalizado também irá permitir que os consumidores vejam em tempo real os dados que refletem seu uso de energia e então tomem decisões de conservação de energia sobre como os dispositivos domésticos consomem energia e quando.

Quando Boulder foi escolhida para o projeto de rede inteligente em março de 2008, Xcel Energy projetou que o capital que seria gasto para a SmartGridCity era em torno de $ 15,3 milhões de dólares. Em maio de 2009, Xcel mudou o custo do seu projeto para $27,9 milhões de dólares, e agora a companhia acredita que a conta total será de $42,1 milhões, não incluindo os custos de operação e manutenção da nova rede.

Uma grande parte do aumento do preço alvo está associada com a dificuldade não prevista de construção do sistema de fibras óticas.

“A companhia tem que instalar mais fibra enterrada do que o inicialmente projetado, substancialmente aumentando o custo…” num documento oficial escrito pela Xcel e entregue em maio último à comissão. “Nós também nos encontramos em condições inesperadas de construção tal como ter de perfurar granito com brocas de diamante e remover grandes pedras com gruas e caminhões…”

Em 4 de dezembro, a CPUC aprovou o pedido da Xcel Energy para aumentar o preço para os consumidores em 6,5 %. A maior parte do aumento será usada para pagar Comanche 3, uma nova unidade da Xcel de queima de carvão na sua planta de geração fora de Pueblo.

Mas $ 11 milhões do aumento da taxa – que passou a valer em 1 de janeiro – é destinada a cobrir os custos associados com a rede inteligente de Boulder, incluindo o capital de investimento, impostos e salários de operação e manutenção para 2009 e 2010, de acordo com Karen Hyde, vice-presidente da Xcel para assuntos de tarifas e regulatório.

E embora a comissão tenha aprovado o aumento de tarifa, o fato de a Xcel estar pedindo permissão para onerar todos os seus consumidores do Colorado por parte dos custos da rede inteligente – o que não era parte do plano original da companhia – foi uma bandeira vermelha para alguns reguladores. Eles ficaram preocupados de que a Xcel não tinha claramente delineado todas as fontes de financiamento para o projeto, entre outras coisas.

Desde o começo, a Xcel planejou trazer parceiros da indústria que poderiam compartilhar o custo do projeto, que irá exceder $ 100 milhões, incluindo operação e manutenção. Agora, a Xcel tem sete “membros do consórcio”, mas não está claro qual será a contribuição financeira deles.

“Com respeito ao co-investimento de parceiros estratégicos, restam questões sobre o percentual de contribuição desses parceiros,” disse Harry DiDomenico, um analista de tarifas da comissão de utilitárias, sobre o pedido de aumento de tarifa da Xcel em uma audiência da Comissão no outono passado. “Sem saber o nível de participação como em relação aos custos do projeto, é difícil saber qual a parte dos contribuintes, se houver. Além disso, está claro que nem todas as fontes de financiamento para o projeto têm sido acessadas.”

Em 24 de dezembro, os reguladores, por insistência da cidade de Boulder, decidiram requerer à Xcel um Certificado de Conveniência e Necessidade Pública. Normalmente, estes tipos de certificados são fornecidos pelas empresas de serviços públicos antes de construírem nova infraestrutura, como por exemplo, plantas de geração e linhas de transmissão, para provar que o investimento seria necessário e prudente.

Requerendo um Certificado de Conveniência e Necessidade Pública para a rede inteligente poderia dar à CPUC a capacidade de regular o projeto.

“Os contribuintes poderiam ganhar o benefício de uma estrutura regulatória que criaria um ambiente onde, além de outras coisas, custos são conhecidos e mensuráveis, e o benefício desses custos para o contribuinte podem ser apurados,” DiDomenico disse.

Reguladores disseram que sua decisão de requerer um certificado não significa que eles são contra o projeto de rede inteligente.

“Nós acreditamos que o conceito de rede inteligente detém grande promessa e nós desejamos encorajar inovação e eficiência energética das empresas de serviço público que nós regulamos,” os reguladores escreveram na sua decisão de 24 de dezembro.

Jonathan Koehn, coordenador regional de sustentabilidade de Boulder, disse que a cidade também apóia tanto o projeto de rede inteligente e o Certificado de Conveniência e Necessidade Pública.

“Nós acreditamos que isso é apropriado para a comissão para ver como será tratado o projeto em termos de cronograma e futuro financeiro,” disse Koehn em um e-mail. “Nós estamos muito otimistas sobre o potencial capital de investimento na SmartGridCity. Contudo, a cidade também acredita que questões importantes sobre o projeto SmartGridCity permanecem sem respostas.”

Por exemplo, Koehn disse que a cidade nunca obteve uma resposta sobre quem deveria pagar pelo projeto e se o custo final é justificado em termos de economias operacionais e ambientais.

A Xcel apelou da decisão da comissão de solicitar um certificado à companhia – isto poderá expor muitas decisões futuras sobre a rede inteligente a um longo processo burocrático – mas a comissão negou o pedido na semana passada.

“Nós não percebemos que o Certificado de Conveniência e Necessidade Pública seria necessário porque nós vemos isto como um curso normal de negócio e realização de melhorias no sistema,” disse o porta-voz da Xcel Tom Henley.

Henley também disse que o aumento no custo previsto da rede inteligente não é motivo para alarme.

“SmartGridCity sempre foi um processo de pesquisa e desenvolvimento,” ele disse. “É um laboratório vivo e respirando, e nós sempre dissemos ao longo da sua existência que existem partes que irão funcionar e partes que não irão.”

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Smart grid 4G: variedade de serviços para utilities

Fonte: e-thesis – 04.02.2010

Qualquer smart grid é uma rede de telecomunicações para utilities e para as comunidades onde atua. As tecnologias 4G proporcionam o serviço público de energia de modo mais rentável, no monitoramento da rede de produção e para o consumo de energia. Uma smart grid não apenas ‘lê’ os kWh, mas também pode fornecer variedade de serviços para redução de custos do serviço público e da comunidade como um todo.

Uma rede Smart Grid 4G pode ser implantada pela metade do custo de uma rede em banda larga em Power Line (BPL), através de uma solução off-the-shelf. Fluxos de receita incremental podem advir de serviços de telecomunicações por atacado suportados pelas aplicações 4G em smart grid. Estas soluções permitem, por exemplo, a oferta de serviços públicos com economia de custos nas operações internas (pedidos de força de trabalho móvel etc.); e serviços ubíquos de banda larga que podem ser prestados através da implantação de 4G no mercado de empresas de energia, prevendo maior eficiência dos subsídios em smart grid.

A Mind Commerce divulgou sua nova pesquisa com título “Smart Grid: Enabling Access, Applications and Affordability proposes WiMAX as a Last Mile or Access“. No relatório, a Mind Commerce indica que, diante do dilema entre a concessão de bilhões de dólares em subsídios para smart grid pelo Departamento de Energia dos EUA e o esforço em dotar a indústria com novos padrões, o setor de energia deve olhar para as melhores e mais recentes normas de telecomunicações (Internet Protocol e tecnologias 4G, como WiMAX) para tirar vantagem dos dólares federais disponíveis, poupando dinheiro em despesas operacionais. Além disso, a implantação de uma rede 4G permitiria uma utility oferecer serviços de telecomunicações por atacado e varejo, atraindo novos fluxos de receita e encurtando o tempo do Retorno sobre o Investimento (ROI).

Qualquer gerente de uma concessionária de energia que avalia, neste momento, suas opções de smart grid está sem dúvida preocupado com a segurança de uma rede inteligente (quando parte da energia é fornecida de fora do país há o risco de retaliações por corte), questões de Qualidade de Serviço (QoS), confiabilidade da tecnologia e quanto ao potencial de interferência prejudicial que possa derrubar as redes inteligentes.

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IEEE lança seu potal web para rede inteligente (smart grid)

Fonte: IEEE Smart Grid – 19.01.2010

IEEE Smart Grid trás a expertise multidisciplinar e coordenação do esforço global.

PISCATAWAY, NJ, USA, JANUARY 19, 2010 – IEEE, a maior associação mundial de profissionais técnicos, lançou hoje o IEEE Smart Grid Web Portal (http://smartgrid.ieee.org), um portal de entrada que integra inteligência, educação e informações sobre Smart Grid do IEEE e de outras fontes especializadas. O Portal Web foi projetado para fabricantes, políticos, educadores, acadêmicos, governantes, engenheiros, cientistas de computação, pesquisadores e outros interessados das indústrias de potência e energia, tecnologia da informação (IT), e comunicações.

O Portal Web IEEE Smart Grid é a primeira fase do IEEE Smart Grid, criado para reunir a ampla gama de recursos do IEEE para proporcionar especialização e orientação àqueles envolvidos no Smart Grid pelo mundo.

“Contribuições vindas das indústrias globais de potência e energia, comunicações e TI, bem como do governo e academia, são necessárias para assegurar a implementação bem sucedida do Smart Grid pelo mundo. O Portal Web IEEE Smart Grid é projetado para ser uma fonte essencial para qualquer um envolvido em Smart Grid, qualquer que seja sua indústria ou disciplina técnica,” disse Wanda Reder, presidente da Sociedade IEEE de Potência & Energia (IEEE Power & Energy Society) no período 2008-09 e presidente da Força Tarefa IEEE Smart Grid. “Com nossa incomparável diversidade de especializações, riqueza de programas e capacidade comprovada de desenvolvimento de padrões, IEEE é a entidade global evidente para assumir um papel unificador na arena mundial do Smart Grid.”

O termo “Smart Grid” refere-se à próxima geração no gerenciamento de sistemas elétricos de potência que aproveita o incrível uso de comunicações e tecnologia da informação na geração, distribuição e consumo de energia elétrica. A nova iniciativa IEEE Smart Grid irá organizar, coordenar, aproveitar e construir encima da força de várias entidades, dentro e fora do IEEE, com interesses e especialidades em Smart Grid.

“O Smart Grid é um empreendimento revolucionário, o que implica novas capacidades para comunicações e controle, integração de novas fontes de energia, geração distribuída e adoção de uma estrutura regulatória,” disse Erich Gunther, Presidente e CTO (Chief Technology Officer – Gerente de Tecnologia) na EnerNex e membro do Conselho GridWise Architecture do Departamento de Energia (DOE) dos EUA. “Implantação bem sucedida requer diversidade fenomenal de especialidade e experiência, capacidade comprovada de desenvolvimento de padrões e de visão compartilhada.”

Acrescentou Steve Diamond, membro do Conselho de Administração do IEEE e ex-presidente da Sociedade IEEE de Computação (IEEE Computer Society): “Dando a isso representação global através do espectro tecnológico, IEEE está idealmente posicionado de forma a ter liderança e coordenação do Smart Grid.”

IEEE Smart Grid aproveita o compromisso de longo prazo do IEEE para a modernização global e otimização da rede de potência para torná-la mais confiável, eficiente, segura e ambientalmente neutra. IEEE aproveita sua forte fundamentação técnica para desenvolver padrões, melhores práticas, publicações, conferências e oportunidades educacionais em Smart Grid:

  • Padrões – O IEEE tem mais de 100 padrões publicados e em desenvolvimento que são cruciais para a Smart Grid, alcançando tecnologia de controles e informação digitais, redes, segurança, confiança, avaliação, interconexão de fontes distribuídas incluindo fontes renováveis de energia para a rede, sensores, medição elétrica, Banda Larga sobre Rede Elétrica (Broadband over Power Line – BPL) e engenharia de sistemas.
  • Por exemplo, o IEEE C37.118 é o padrão que especifica como unidades de medição fasorial (phasor measurement units – PMUs) são interconectadas para ajudar o gerenciamento de sistemas de transmissão. De acordo com o DOE, $ 348 milhões de dólares do fundo de estímulo americano somados aos fundos de contrapartida totalizam $ 877 milhões de dólares que serão investidos em 11 projetos envolvendo a instalação de PMUs. Isso significa que mais de 668 PMUs usando o padrão IEEE C37.118 serão usados para melhorar interoperabilidade. Também, o grupo de trabalho IEEE P2030 está criando um guia para entendimento e definição de interoperabilidade para aplicações de usuário final em sistemas elétricos de potência, e o trabalho está em andamento para o reconhecimento formal do Protocolo de Rede Distribuída (Distributed Network Protocol – DNP3) como um padrão IEEE projetado para promover interoperabilidade em Smart Grid e outras aplicações. Mais informação em padrões aprovados IEEE Smart Grid e padrões em desenvolvimento podem ser encontrados em http://smartgrid.ieee.org/standards.
  • Conferências – o IEEE anualmente promove mais de 850 conferências pelo mundo onde informação e melhores práticas são trocadas. Nos últimos quatro anos, mais de 100 sessões técnicas sobre Smart Grid foram oferecidas. A Conferência Tecnologias Inovadoras em Smart Grid continua hoje, dia 21 de Janeiro/2010, no NIST em Gaithersburg, Md. Participantes estão discutindo aplicações de potência e sistemas de energia, segurança física e cibernética de sistemas, proteção de áreas em sistemas de energia, sensores inteligentes e infraestrutura avançada de medição (advanced metering infrastructure) e padrões Smart Grid.
  • Publicações – Próximo de 2500 artigos focando Smart Grid foram publicados em mais de 40 jornais IEEE, e o IEEE este ano irá lançar dois novos jornais multidisciplinares, “IEEE Transactions on Smart Grid” e “IEEE Transactions on Sustainable Energy.”
  • Programas educacionais – Os cursos IEEE, webinars e fóruns públicos em tecnologia e política pública em Smart Grid levam em conta as necessidades de vários públicos pelo mundo, incluindo profissionais técnicos e não-técnicos e estudantes.

Para se envolver com o IEEE Smart Grid e aprender mais sobre os aspectos técnicos e de política pública sobre Smart Grid e energia renovável, por favor visite http://smartgrid.ieee.org/get-involved.

Sobre o IEEE

O IEEE é a maior associação global de profissionais técnicos. Através dos seus mais de 375.000 membros em 160 países, IEEE é a autoridade líder em uma variedade de áreas indo de sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações a engenharia biomédica, potência elétrica e eletrônicos. Dedicado ao avanço da tecnologia, o IEEE publica 30 por cento da literatura mundial em engenharia elétrica e eletrônica e no campo da ciência da computação, e desenvolveu próximo de 900 padrões em uso na indústria. A organização anualmente apóia mais de 850 conferências mundiais. Informação adicional sobre o IEEE pode ser encontrada em http://www.ieee.org/.

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Smart Grid depende de regulação

Fonte: Portal EnergiaHoje – 29.01.2010 – Anna Carolina Rodrigues

As redes inteligentes de energia – Smart Grid – no Brasil são viáveis mas deve haver um impulso da regulação, defende o chefe da Industry Business Unit Utilities da empresa alemã SAP, Stefan Engelhardt, que falou com exclusividade ao EnergiaHoje. Diversas distribuidoras brasileiras como Cemig, Light e Eletropaulo estão buscando a companhia para trocar informações sobre o tema, mas não há grandes negociações concluídas.

O executivo conta que na Suécia 100% do sistema já é smart grid pois a agência reguladora daquele país determinou que as distribuidoras deveriam visitar cada residência para fazer relatórios bimestrais sobre o consumo de energia no país. A instalação dos medidores eletrônicos acabou sendo a alternativa economicamente mais vantajosa.

Na Alemanha, a tecnologia acirrou a competitividade entre as distribuidoras. Lá, as empresas ofereceram os medidores inteligentes como bônus para atrair clientes. Vale lembrar, que na Alemanha o consumidor pode escolher seu fornecedor de energia.

No Brasil, o cenário regulatório ainda não é animador. No final do ano passado, havia expectativa que a Aneel publicasse as regras para a instalação de medidores eletrônicos residenciais, o que poderia dar um impulso neste mercado. Mas a resolução acabou não sendo publicada, e não existe uma data certa para isso, embora o mercado aguarde-a para este ano. A expectativa é que 63 milhões de medidores sejam substituídos nos próximos dez anos. A agência estima investimentos de R$ 12,6 bilhões na substituição dos equipamentos, com custo médio de R$ 200 por peça.

Luz para alguns

O fato de ainda milhares de brasileiros não terem energia não desanima o executivo. Ele cita o exemplo de países como a Índia, em que o fornecimento de energia é precário, mas que já adota a tecnologia em algumas regiões do país.

Engelhardt ressalta que os medidores eletrônicos podem ainda combater um dos principais problemas do setor elétrico brasileiro, os furtos de energia. Além disso, permitem o armazenamento centralizado de dados do sistema elétrico.

O maior obstáculo atualmente para implementação do smart grid no Brasil é o custo. As empresas temem repassar os gastos para o consumidor. Engelhardt acha que se houver resultados e benefícios, o consumidor não se incomodará em pagar mais, mas é preciso pensar a longo prazo.

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Investimento necessário para instalação de rede inteligente de energia poderá chegar a R$ 30 bilhões

Fonte: Blog do Guillherme Barros – 28/01/2010

O Brasil terá de investir até R$ 30 bilhões para implantar uma rede de energia elétrica inteligente com maior eficiência do sistema e menor risco de panes. A estimativa é da consultoria Andrade & Canellas, especializada no setor elétrico.

Para o presidente da empresa, João Carlos Mello, a tendência mundial é na direção de redes de transmissão inteligentes, que atuem de acordo com as necessidades dos consumidores.

“O caminho é longo e depende de muitos atores. O primeiro passo é a instalação de medidores eletrônicos, atualmente em fase de aprovação pela Aneel”, afirmou.

Depois, segundo Mello, o País precisa elaborar um plano de negócios para dar continuidade à modernização do sistema.

“O smart grid vai ser calmamente instalado no Brasil, alterando a relação varejo e atacado. No cenário ideal, o consumidor, assim como na telefonia, poderá escolher vários tipos de tarifas”, disse.

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O que vai alimentar os carros do futuro?

Fonte: Inovação Tecnológica – Elisabeth Jeffries – 22/01/2010

Indo direto ao ponto: as baterias de hoje são inadequadas para uso nos carros elétricos. Mas cientistas e engenheiros não estão parados à beira do caminho. (Imagem: Green Car Initiative)

A deficiência das baterias

O lançamento do primeiro carro híbrido, o Toyota Prius, em 2001, já é um fato histórico. A história agora se renova com a estreia no mercado dos primeiros carros elétricos esportivos Tesla.

Mas esses sucessos não podem encobrir um “detalhe” nada desprezível: a tecnologia das baterias que estes carros utilizam ainda necessita de melhorias significativas para atender às exigências que os veículos encaram no dia a dia.

O fato é que as baterias de íons de lítio (Li-Ion) dos melhores laptops permitem que eles funcionem por uma hora e meia antes de exigirem uma recarga, que dura duas horas ou mais. E um computador portátil, mesmo podendo ser carregado, funciona parado, é um equipamento estacionário – portanto, com fácil acesso a uma tomada. Já um carro é projetado para cumprir suas funções em total mobilidade.

Indo direto ao ponto: as baterias de hoje são inadequadas para aplicações automotivas.

Baterias tão caras quanto o carro

Ainda há muito trabalho a fazer para que as baterias de lítio tornem-se capazes de alimentar carros urbanos a preços razoáveis. Como o porta-voz da Daimler AG, Matthias Brock, faz questão de salientar, “a questão dos custos é primordial e a bateria é uma parte importante do preço de um carro [elétrico]. Para sermos competitivos, precisamos reduzir o preço das baterias, mas isso ainda vai levar alguns anos.”

De acordo com Paul Nieuwenhuis, especialista em indústria automotiva na Universidade de Cardiff, no Reino Unido, a bateria de um carro híbrido padrão custa cerca de 17.000 euros (cerca de US$25 mil ou R$43 mil), o mesmo montante necessário para construir todo o restante do carro.

“Pode-se supor que, por volta de 2020 e com produção em massa, o custo das baterias terá caído pela metade. Essa produção em massa vai começar com os híbridos plug-in – carros híbridos recarregáveis através de uma tomada elétrica comum -, mas veículos elétricos a bateria “puros” também vão se beneficiar,” diz ele.

Células de combustível de óxido sólido. Pesquisadores já conseguiram reduzir a temperatura de funcionamento dessas células a hidrogênio em 100 ° C. (Imagem: CNRS Photothèque/François Jannin)

Baterias confiáveis

Antes disso, esses veículos devem ganhar velocidade, potência e autonomia. Neste momento, poucos veículos elétricos são capazes de viajar mais do que 60 km com uma única carga. Além disso, muitos desses modelos usam baterias de hidreto metálico de lítio (NiMH).

“Estas são as baterias convencionais para os carros elétricos e são perfeitamente funcionais”, insiste Saiful Islam, da Universidade de Bath, também no Reino Unido. O que é verdade, já que é nelas que se baseiam o Mercedes-Benz Smart Car ou o próprio Toyota Prius.

Neste momento, as baterias NiMH são mais confiáveis e mais baratas do que as baterias de íons de lítio.

No entanto, como explica Saiful Islam, “as baterias de íons de lítio oferecem outros benefícios, particularmente em termos de densidade de energia, que é muito maior para a mesma massa.” Esta capacidade pode ter um impacto significativo sobre o peso das baterias e sobre a capacidade de armazenamento de cada uma das pequenas células que as compõem.

De acordo com Peter Bruce, um especialista em armazenamento de energia na universidade escocesa de St. Andrews, uma bateria Li-ion produz de três a quatro volts por célula, contra um pouco mais de dois volts por célula nos outros tipos. Isto permite reduzir o número de células na bateria e aumentar a densidade de energia. Mas adaptar esse potencial para o uso em massa exige também a melhoria do desempenho de vários outros componentes das baterias.

Contudo, as atuais baterias de íons de lítio têm um grande problema: a falta de confiabilidade. Alguns fabricantes viram seus produtos explodirem em notebooks e telefones celulares. Esse cenário deve ser evitado a todo custo no caso de um veículo em movimento. “Novos materiais são a chave para o progresso nesta área,” prevê Saiful Islam.

Separadores de cerâmica

O Separion é formado parcialmente por compostos de cerâmica, que são duros, mas ainda suficientemente flexíveis para permitir a perfuração de pequenos poros através dos quais os elétrons podem fluir. (Imagem: Evonik Degussa)

A empresa química alemã Evonik Degussa GmbH está tentando resolver este problema através do projeto Li-Tec, o resultado de uma parceria comercial com a Daimler AG.

Os engenheiros da Evonik desenvolveram um novo material chamado Separion® para produzir o filme separador, que é um dos principais componentes das baterias. Como o próprio nome sugere, ele separa os dois eletrodos, o anodo (+) e o catodo (-), através dos quais circula o fluxo de íons de lítio, e, portanto, a corrente elétrica. Uma das funções do separador é evitar curtos-circuitos, sendo ao mesmo tempo suficientemente permeável e poroso para permitir a passagem dos íons em movimento.

Os separadores são geralmente compostos de membranas de polímeros semipermeáveis, à base de polietileno ou polipropileno. Mas estes materiais são inflamáveis e só são estáveis até 140 °C. No caso de um excesso de carga, o separador pode superaquecer, derreter e provocar um curto-circuito, eventualmente ocasionando uma explosão.

A inovação da Evonik foi a introdução de separadores formados parcialmente por compostos de cerâmica, que são duros, mas ainda suficientemente flexíveis para permitir a perfuração de pequenos poros através dos quais os elétrons podem fluir.

A ideia não é nova, mas a Evonik resolveu algumas de suas limitações. “As cerâmicas eram muito frágeis e, portanto, era difícil usar um separador exclusivamente composto por este material”, diz Volker Hennige, diretor do projeto Li-Tec. Os engenheiros então inventaram um novo material compósito no qual um polímero não-tecido serve como substrato de apoio e é misturado com pó de cerâmica.

“Em células pequenas, como as de um laptop, você pode usar 100% membranas de polímeros, já que não há nenhum problema sério de segurança. Este problema surge apenas com as células maiores, que são essenciais para fabricar carros elétricos a preços competitivos,” diz Volker Hennige.

Novas tecnologias das baterias de lítio

Diagrama da bateria a ar tipo STAIR. O oxigênio do ar reage com íons de lítio no interior do material poroso de carbono para liberar as cargas elétricas. (Imagem: University of St Andrews)

O atual modelo do novo Roadster, o carro elétrico esportivo da Tesla, um fabricante localizado na Califórnia (EUA) também contém milhares de pequenas células, em vez de um pequeno número de células maiores, principalmente para reduzir o risco de uma explosão nas baterias. Esta preocupação com a segurança reflete-se parcialmente no preço do carro: mais de US$120.000,00.

“Os materiais usados até agora para o catodo impedem a produção de baterias em grande escala,” diz Saiful Islam. Um dos objetivos das pesquisas é projetar catodos capazes de armazenar mais energia por meio do aumento do seu teor de lítio. E isso exigirá a utilização de novos materiais.

Em uma bateria Li-ion, quando os dois eletrodos são conectados ao circuito, libera-se energia química. Os íons de lítio fluem do catodo para o anodo quando a bateria estiver sendo carregada, e do anodo para o catodo durante a descarga.

Quando o anodo é feito de grafite, o catodo é composto principalmente por uma camada de óxido metálico, como o óxido de lítio-cobalto, ou de materiais baseados em poliânions, como o fosfato de ferro-lítio ou espinelas de óxido de magnésio e lítio. Desses materiais, o óxido de lítio-cobalto é o mais comum.

No entanto, como salienta Saiful Islam, “o cobalto traz problemas de preço e toxicidade”.

Para substituir o óxido de cobalto e permitir o desenvolvimento em grande escala de baterias para aplicações automotivas, os cientistas têm concentrado seus esforços nos óxidos à base de ferro, níquel ou manganês, assim como nos catodos de fosfato de ferro-lítio (LiFePO4). Este último apresenta uma maior resistência ao calor e às correntes elétricas de alta intensidade.

Pesquisas ainda mais futuristas estão tentando livrar-se totalmente do catodo de cobalto, em uma bateria de lítio-ar na qual o lítio entra no eletrodo e reage com o oxigênio para formar óxido de lítio.

Os primeiros resultados sugerem que esta abordagem torna possível armazenar mais energia do que com as baterias tradicionais de íons de lítio. Peter Bruce fala em até 5 ou 10 vezes mais – veja detalhes em Bateria a ar pode durar 10 vezes mais que baterias de lítioBateria de ar-silício é a mais nova opção para armazenamento de energia.

Investimentos nos carros elétricos

Deverá levar mais uma década até que a tecnologia dos veículos elétricos possa competir com as vantagens da tecnologia dos motores de combustão interna. (Imagem: Green Car Initiative)

As pesquisas atuais parecem promissoras, ainda que leve mais uma década até que a tecnologia dos veículos elétricos possa competir com as vantagens da tecnologia dos motores de combustão interna. Mas os esforços estão agendados.

Em março de 2009, a Comissão Europeia destinou um bilhão de euros para o desenvolvimento de carros verdes como parte do Green Cars Initiative, que é parte integrante do seu plano de recuperação econômica pós crise financeira. Uma parcela desses recursos foi destinada para as pesquisas de baterias de alta densidade, motores elétricos, redes de distribuição de eletricidade inteligentes e sistemas de recarga de veículos.

Segundo um estudo realizado pelo banco HSBC, governos de todo o mundo estão fornecendo € 12 bilhões em estímulos para veículos com baixas emissões de carbono. A maior parte desse montante foi destinada à pesquisa e desenvolvimento de baterias mais leves e carros híbridos plug-in, bem como em créditos ou restituições de impostos para consumidores que comprarem veículos novos e de baixa emissão.

Mas é preciso fazer ainda mais. Segundo Lew Fulton, especialista da Agência Internacional de Energia (AIE), se conseguirmos reduzir o custo das baterias para € 380 por kilowatt/hora, um carro híbrido conectado à rede elétrica, com um alcance de 50 km, custaria apenas cerca de € 3.000 a mais do que um modelo híbrido não-conectado – no qual a bateria é recarregada pelo motor a combustão e pela energia regenerativa dos freios.

“Colocar na estrada 2 milhões de carros híbridos conectados ao ano até 2020 exigiria, portanto, um custo adicional de € 8 bilhões por ano. As pesquisas de baterias e veículos elétricos em geral deverão custar outras várias centenas de milhões de euros por ano se pretendermos desenvolver também carros elétricos puros,” disse Lew Fulton.

O desafio da eletricidade para os carros elétricos

Desenvolver sistemas de transmissão e distribuição de eletricidade adaptados à era dos carros elétricos e híbridos é outro desafio.

Será necessário aumentar a capacidade de produção de energia? Poderia o desenvolvimento de uma rede inteligente de distribuição de energia – usando a tecnologia da computação para monitorar o consumo minuto a minuto – ser suficiente para abrir o caminho para uma utilização ampla dos veículos elétricos?

Recarregar carros acionados por energia elétrica irá, certamente, aumentar a demanda de energia. Mas estes carros também poderão ser utilizados para injetar eletricidade de volta na rede. Uma vez que isto já é possível com as baterias de chumbo, seria fácil estabelecer uma interligação entre a rede de eletricidade e a frota de carros elétricos.

Três rotas paralelas

A inovação tecnológica, combinada com o crescimento a longo prazo nos preços do petróleo, sem dúvida anuncia mudanças à frente nas tecnologias automotivas. (Imagem: Green Car Initiative)

Qualquer que seja a perspectiva que se adote, o desenvolvimento futuro dos veículos elétricos é uma meta muito ambiciosa e vai exigir, em primeiro lugar, enormes investimentos.

Na Europa, uma parte do financiamento para o Green Cars Initiative é também dedicada a criar motores a combustão mais limpos e eficientes, o que é, sem dúvida, um caminho mais fácil de seguir. Mesmo assim, muitos fabricantes de automóveis abraçaram o conceito dos carros elétricos.

Matthias Brock, da Daimler AG prevê a criação de três rotas: “Os carros elétricos poderiam ser usados na cidade, dada a sua autonomia mais limitada. Para distâncias maiores, os motores de combustão interna continuarão sendo a forma mais popular de transporte. Mas também estamos dando atenção às células de combustível por causa de sua neutralidade total de emissões de carbono.”

A General Motors também adotou a ideia de carros elétricos. Apesar da crise, a empresa está planejando lançar na Europa um novo veículo híbrido, chamado Opel Ampera, já em 2011. “A produção do Ampera irá em frente aconteça o que acontecer”, diz Craig Cheetham, porta-voz da montadora americana.

O aumento das vendas e a melhoria da imagem da Toyota desde o lançamento do Prius certamente deu água na boca da GM. Este ingrediente inovador, que está atraindo a atenção em todos os salões de automóveis ao redor do mundo, combinado com o crescimento a longo prazo nos preços do petróleo, sem dúvida, anuncia mudanças à frente.

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GE irá construir um centro demonstrativo de Smart Grid na China

Fonte: UPI – 12.01.2010

Beijing, Jan. 12 (UPI) – GE anunciou na última sexta-feira que se juntará com a cidade Chinesa de Yangzhou para construir um centro demonstrativo de rede inteligente.

A GE disse que a fase inicial de demonstração – a qual incluirá medidores inteligentes habilitados para redes sem fio (wireless), sistemas de gerenciamento doméstico de energia e aplicações inteligentes ocupando um laboratório de 9290,3 metros quadrados – está sendo projetada para mostrar como as tecnologias da GE podem “ajudar a China a melhorar a segurança, eficiência e pegada de carbono na sua distribuição de energia.”

Infraestrutura de rede e tecnologias de controle a serem usadas na demonstração incluem identificação automática de desligamento e software de restauração, sistemas de desenvolvimento e automação de campo de força e software de gerenciamento de grandes redes.

“Enquanto os engenheiros chineses projetam novas cidades e melhoram a infraestrutura existente, nós iremos mostrar a eles como a tecnologia da GE pode ajudar a construir um modelo de classe mundial para segurança e eficiência em cada ponto dos processos de transmissão, distribuição e consumo,” conforme Mark Norbom, presidente e CEO dos negócios da GE na China, disse em relatório.

“A iniciativa de Yangzhou será um mostruário de como a China pode alcançar a energia de que precisa e reduzir o impacto ambiental da energia ao mesmo tempo,” disse Norbom.

Yangzhou, localizada no Rio Yangtze na província de Jiangsu, tem uma população urbana de 1,5 milhões de pessoas e outros três milhões nas áreas ao redor.

“Nós apreciamos a visão de infraestrutura como um todo da GE e o fato de que eles estão fornecendo tecnologias já comprovadas como confiáveis e econômicas,” disse Zhengyi Xie, o prefeito da cidade de Yangzhou, no lançamento da GE. “Nós esperamos que a tecnologia avançada em Smart Grid da GE irá melhorar a infraestrutura local e toda a indústria relevante como um todo.”

State Grid Corp., o monopólio de distribuição de energia da China que controla a rede cobrindo 80% da China continental, anunciou em Maio seu objetivo de construir uma rede inteligente até 2020 para melhorar a eficiência e tornar a distribuição de energia mais flexível.

O segundo maior consumidor de energia do mundo, a China pode gastar mais do que $ 100 bilhões por ano por volta de 2020 para construir uma rede moderna, Huang Shouhong, um analista da Essence Securities Ltd., disse à Bloomberg em seguida ao anúncio da Rede Estadual.

Em 2008 o investimento da China nas redes excedeu o investimento em geração, conforme a China Electricity Council.

Fora a GE, Hewlett-Packard, Cisco, Westinghouse e ABB estão também estão competindo por um pedaço do mercado de rede da China, reportou a Business Week. IBM, a revista disse, espera receitas da ordem de $ 400 milhões em rede inteligente na China para os próximos quatro anos.

A China atualmente opera 1,18 milhões de km de linhas de transmissão em sua maioria antigas. O país transmitia cerca de 3 milhões de GWh de eletricidade através da sua rede em 2008, com perdas de 6,6 % durante essa transmissão, conforme o noticiário Shanghai Daily. A demanda de potência da China é esperada mais do que dobrar em 2020.

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Relatório: O investimento global em smart grid alcançará $ 200 bilhões até 2015

Fonte: Pike Research

De acordo com um novo relatório da consultoria Pike Research, é esperado que gastos com tecnologias smart grid alcancem $ 200 bilhões de dólares entre 2008 e 2015 à medida que governos e indústria lideram uma atualização da infraestrutura de rede pelo mundo.

No relatório, os principais motivadores que guiam a realização de redes inteligentes concentram-se em quatro categorias: melhorar confiabilidade e segurança, melhorar eficiências de operação e custos, equilibrar produção e demanda de energia elétrica, e reduzir o impacto total de sistemas elétricos na mudança climática.

Barreiras para essa transformação vão além de questões puramente técnicas e econômicas, incluindo um atraso de visão e padrões, modelos ultrapassados e fragmentados de regulação e de negócio da energia, e falta de consciência (e frequentemente confiança) do consumidor. Contudo, governo e indústria estão se juntando com urgência para guiarem o avanço do setor, diz o relatório.

Conforme Clit Wheelock, diretor chefe da Pike: “Medidores inteligentes são atualmente o componente mais importante da rede inteligente, mas são apenas realmente a ponta do iceberg.

Nossa análise mostra que as empresas de energia irão encontrar o melhor retorno sobre o investimento (roi), e portanto irão dedicar o maior aporte de capital, em projetos de infraestrutura de rede incluindo atualização da rede de transmissão, automação da distribuição, e automação de subestações.”

A Pike Research faz previsões de que essas iniciativas de automação da rede irão capturar 84% do investimento global em smart grid por volta de 2015, comparado com apenas 14% em infraestrutura avançada de medição (AMI) e dois por cento para sistemas de gerenciamento de veículos elétricos.

A empresa de inteligência de mercado de tecnologia limpa também antecipa que as receitas advindas de redes inteligentes alcançará seu máximo em 2013 após vários anos de apoio forte dos principais governos, e então será um mercado menor embora ainda muito substancial.

O relatório ‘Smart Grid Technologies‘, analisa as oportunidades do mercado global para tecnologias e aplicações de rede inteligente, e examina modelos de negócio de empresas de energia, fatores regulatórios, questões tecnológicas, e a dinâmica da demanda no uso final.

Um sumário executivo do relatório está disponível para download no seguinte sítio: http://www.pikeresearch.com/research/smart-grid-technologies

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O que é um Engenheiro de Rede Inteligente

engenheiroderi

Ser um Engenheiro de Rede Inteligente (Engenheiro de RI) demora um tempo para ser alcançado, mas chegando lá, esse é um trabalho que paga extremamente bem e tem muitos benefícios. Sendo esta uma nova área, há várias formas de se crescer, e existirá uma demanda por muitos indivíduos qualificados para formarem essa força de trabalho.

A visão de carreira para um engenheiro de rede inteligente é boa. Eles recebem em média de 52 a 62 mil dólares por ano.

O Engenheiro de RI monitora a infraestrutura de sistema de potência e de distribuição de energia. Quando surgem questões a serem resolvidas, lá estarão os Engenheiros de RI para tomarem conta disso. E existem muitos problemas complexos ainda sem solução definitiva que podem surgir num sistema de potência, e que precisam da especialidade de Engenheiros de RI para serem resolvidos.

Muito conhecimento é necessário para ser um Engenheiro de RI. Você pode se tornar um candidato adquirindo uma vasta experiência de trabalho, ou através de um Mestrado em Engenharia de Potência ou em algum assunto similar. Se você puder fazer um estágio em uma companhia de energia elétrica, e aprender sobre o sistema enquanto estiver na graduação, você se colocará em uma boa posição para ser promovido ao status de Engenheiro de RI.

Antes de ser um Engenheiro de RI, você também precisará ter de 2 a 5 anos de experiência trabalhando com redes de potência. Ser capaz de mostrar que você sabe sobre os aspectos técnicos de sistemas de potência e redes inteligentes irá demonstrar que você tem o conhecimento em mãos que é requerido em trabalhos de engenharia.

Engenheiro de RIBons candidatos ao emprego de Engenheiro de RI terão a habilidade para trabalhar com temas eletrotécnicos e mecânicos. Será necessário pegar as ideias rápido para poder lidar com a constante evolução da indústria de energia elétrica. Muitos dos problemas que surgirão em redes inteligentes estarão ligados à modernização e novos programas, assim é necessário saber como tratar com esses problemas tão cedo quanto eles apareçam.

Outro importante traço é ter a habilidade de trabalhar sozinho ou com outras pessoas. Será necessário ser motivado, e ser capaz de trabalhar sem supervisão. Além disso, será necessário ter capacidade de se comunicar bem com outros e levar a informação de forma fácil a qualquer um.

Se você leitor achar que pode fazer um bom trabalho na área de tecnologia e solução de problemas em redes inteligentes, vá atrás de um trabalho como Engenheiro de RI. Em breve haverá muitas vagas abertas nesta área, e se você começar a trabalhar nisso agora, você estará em uma posição de pegar uma delas quando elas aparecerem.

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