Panorama sobre a implantação das redes inteligentes

Fonte: Revista Eletricidade Moderna – 07.2010

Brasil – Quando se fala em smart grids (redes inteligentes de energia), é muito recorrente a ideia de um produto pronto, que promete revolucionar a distribuição e o monitoramento do consumo de energia elétrica. Porém, na maioria das vezes, esquece-se que esse conceito tecnológico é bastante amplo e deve ser moldado de forma diferente para cada país, encontrando seu próprio caminho a partir da estrutura, legislação e peculiaridades nacionais.

Atualmente, existe no Brasil uma consulta pública para estipular os novos medidores residenciais de consumo de energia elétrica, que atualmente contabilizam cerca de 64 milhões em todo o País. Esse pode ser o primeiro passo para implantação de um sistema de smart grids, pois o equipamento que faz a medição é também o responsável pela captação e processamento das informações da unidade consumidora.

Mas, para a implantação de fato de um sistema inteligente, existem diversas questões que devem ser levadas em consideração. A mais importante é que o formato escolhido para nós não precisa ser necessariamente igual aos existentes em outros países. O recomendado é que elaboremos um modelo específico que se encaixe no cenário energético brasileiro.

Para isso, deve-se levar em conta também que o conceito de smart grids envolve uma variedade muito grande de possibilidades. Atualmente já existem experiências em desenvolvimento em algumas regiões dos EUA e da Europa, que comprovam a viabilidade das tecnologias de monitoramento em tempo real e a comunicação de mão dupla entre a residência do consumidor e a concessionária.

Percebe-se que essas tecnologias trazem inúmeras possibilidades, como, por exemplo, a detecção e correção de eventuais falhas mais rapidamente, ou o combate a fraudes e ligações clandestinas, como os populares “gatos”. Além disso, por meio da divulgação de dados mais sólidos e detalhados sobre o consumo em cada residência, pode-se também elaborar estratégias de controle de utilização e tarifação e, por conseqüência, modificar o relacionamento das empresas de energia com seus consumidores.

Com todas essas inovações, o principal ponto de discussão sobre as smart grids é que a implantação do serviço demanda grandes investimentos por parte das concessionárias de energia, que precisam incorporar sistemas de telecomunicações em suas estruturas para dar conta do desenvolvimento desses processos. Este talvez seja o principal obstáculo para a implantação do sistema no Brasil, onde as relações custo-benefício ainda não se mostram equilibradas.

Para implantar uma rede inteligente, as empresas de energia precisam construir sua própria rede de telecomunicações ou firmar parcerias com operadoras de telefonia que forneçam o suporte necessário para transmissão das informações. Outra alternativa, considerada bastante viável, é a utilização da própria rede elétrica para a transmissão dos dados, por meio da tecnologia PLC (Power Line Communications), que já foi implantada com sucesso em Portugal e está em fase de testes no Brasil.

Entretanto, os inúmeros benefícios relacionados às smart grids ainda não são suficientes para impulsionar a implantação do sistema em solo brasileiro. Uma das alternativas poderia ser um incentivo por parte do próprio governo, uma vez que as vantagens proporcionadas pela tecnologia favorecem diretamente toda a população.

Para se ter uma ideia, uma smart grid, no topo de suas potencialidades, pode possibilitar, inclusive, a comercialização de energia elétrica a partir das próprias residências, ou mesmo dos carros elétricos, que poderiam acumular eletricidade em períodos onde o valor é mais baixo e devolvê-la em períodos de pico, quando o preço é mais alto. Além disso, também existe a opção de acompanharmos o consumo de energia elétrica de nossas residências em tempo real, por meio de um banco de dados. Esse processo geraria maior controle sobre o consumo, tanto por parte do usuário quanto da concessionária, resultando em menos desperdício e maiores benefícios financeiros e até mesmo ambientais.

Como podemos observar, as smart grids podem ser muito mais do que uma simples solução para distribuição e mensuração do consumo de energia, pois elas podem interferir diretamente junto aos hábitos de consumo da população. Mas o funcionamento de cada sistema vai depender exclusivamente de quanto as concessionárias estão dispostas a investir. No caso do Brasil, essa discussão talvez ainda demore um pouco, mas já demonstra um grande avanço no que diz respeito à busca pelo desenvolvimento energético brasileiro.

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PLC: mais incentivos para avançar

Fonte: CanalEnergia – 26.07.2010

Quase um ano após a regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o uso das instalações de distribuição de energia como meio de transporte para comunicação de sinais pouco avançou na direção da prestação do serviço. Com exceção de empresas que já se estabeleceram neste mercado há alguns anos, a tecnologia PLC (Power Line Communications), aprovada em agosto de 2009, tem sido utilizada na maioria das vezes como projetos piloto das concessionárias. Pela Agência Nacional de Telecomunicações, o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica foi aprovado em abril do ano passado. No entanto, alguns obstáculos relacionados ao preço da tecnologia, o fornecimento de equipamentos e a própria legislação sobre o PLC ainda impedem a entrada das distribuidoras neste ramo.

De acordo com o Plano Nacional de Banda Larga, lançado pelo Ministério das Comunicações no último mês de maio, o Brasil está entre os países que usam mais intensivamente a internet em casa e contabiliza mais de 64 milhões de internautas. Os usuários utilizam cerca de 30 horas e 13 minutos por mês na rede mundial de computadores. No entanto, o índice de penetração domiciliar de microcomputadores é de apenas 31,2% das residências, e a rede de internet (incluindo acessos discado e banda larga) atende a apenas 23,8% das casas. A cada 100 habitantes 35,2 usuários utilizaram a internet no Brasil em 2007 na comparação com países que, sob determinados critérios, apresentam condições semelhantes às brasileiras. No mesmo ano, o Chile registrou percentual foi de 31%, seguido pela Argentina (26%), México (22%), Turquia (16%) e da China (16%).

Em dezembro de 2008, o número de acessos a internet em banda larga fixa no Brasil atingiu aproximadamente 9,6 milhões. Entre 2002 e 2008, a taxa anual média de crescimento dos acessos foi de 49%. Apesar do contínuo crescimento, segundo o Plano, houve uma forte desaceleração da taxa anual a partir de 2004. Enquanto o número de acessos havia crescido 105% naquele ano, em 2008, o aumento foi de apenas 29%.

Ainda segundo o documento, a penetração da banda larga ainda é muito baixa no Brasil, principalmente devido à indisponibilidade da tecnologia na maioria dos municípios brasileiros. O custo de implantação de infraestrutura ainda é alto no país e não existe muita competição entre os fornecedores de banda larga, impactando diretamente nos preços dos serviços. A tecnologia PLC, portanto, poderia ser uma alternativa para levar o acesso à internet a um maior número de pessoas, favorecendo assim a inclusão digital. O uso de redes já existentes para a transmissão de dados evitaria custos com implantação de novas infraestruturas. Com a entrada das concessionárias de energia, a tendência é que haja o aumento da competição neste segmento e, consequentemente, oferta de preços mais atraentes aos usuários.

Legislação restringe atratividade Pedro Jatobá, da Aptel

Com essas vantagens, por que a tecnologia ainda não atraiu as concessionárias a prestarem este tipo de serviço? Para o presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações, Pedro Jatobá, a legislação do setor elétrico é restritiva quanto ao uso dos ativos para outras finalidades que não aquelas referidas no serviço regulado. “A regulamentação determina que a receita gerada de uma atividade não regulada é passível de captura para termos de modicidade tarifária, o que restringe bastante a atratividade. Então, no caso de uma distribuidora vir a explorar este serviço, a companhia correria o risco de ter uma parte significativa da receita capturada pelo órgão regulador e isso praticamente inviabiliza as empresas a fazerem isso”, avalia.

De acordo com a regulamentação da Aneel, 90% da receita das concessionárias com o serviço de locação da rede para transmissão de dados devem ser destinados à modicidade tarifária. Este valor foi um dos principais temas questionados nas contribuições recebidas no período de audiência pública, que aconteceu durante os dias 12 de março e 11 de maio do ano passado. Segundo o superintendente de Regulação e Serviços de Distribuição da Aneel, Paulo Henrique Silvestri Lopes, o princípio do estudo do PLC é que o consumidor de energia elétrica pagou pela infraestrutura, então o seu uso deve ser revertido para reduzir as tarifas. “Na época, as empresas reclamaram um filão maior, mas a Aneel achou que 10% seriam suficientes para incentivar, porque a infraestrutura está lá. Quem oferecer melhor lance para usar a instalação é quem fará todo o investimento para prestar o serviço. Então, a companhia não teria custo, apenas o resultado líquido, que seria o aluguel da rede”, diz.

Parte da receita revertida para modicidade tarifária Paulo Henrique Lopes, da Aneel

O PLC tem sido aplicado na maioria dos casos pelas distribuidoras, segundo Lopes, para fins próprios. Segundo o executivo, ainda não houve uma evolução para fins comerciais. “Com o smart grid, esta é uma das tecnologias que poderiam ser usadas. Isoladamente, para comunicação digital e analógica de sinais, está mais restrita ao uso das próprias distribuidoras”, comenta.

O uso da tecnologia pelas concessionárias é permitido para as atividades relacionadas à distribuição de energia, como serviços de telemedição, corte e religamento à distância, controle de perdas técnicas e comerciais e monitoramento remoto das redes elétricas. De acordo com a Aneel, se a controladora tiver interesse em oferecer diretamente os serviços de internet, a holding poderá criar subsidiária para essa finalidade. Através da subsidiária Copel Telecom, a Copel (PR) iniciou os estudos sobre o PLC em 2001. A companhia realizou um teste na cidade de Curitiba, com 50 usuários. Na ocasião, a tecnologia apresentou problemas em relação a sua aplicabilidade devido a restrições tecnológicas. A velocidade máxima de acesso real conseguido pelo usuário foi de 1 Mbps.

No final do ano passado, a companhia realizou testes com 110 usuários em Santo Antônio da Platina. A velocidade neste caso chegou a 30 Mbps. Apesar de encerrado o projeto, a previsão da companhia é que o sistema continue em funcionamento na cidade até o final deste ano. A ideia inicial do projeto era atingir 300 usuários, mas o número de usuários foi menor devido a alguns problemas . De acordo com a Copel, foi verificado que não há padrão nas instalações elétricas internas. As instalações, em sua maioria, foram feitas de forma precária, desorganizada e subdimensionada. Nas residências testadas, segundo a companhia, o computador fica em um dos quartos, que geralmente está na parte de trás das casas. Consequentemente, a tomada mais perto do computador fica mais ao fim da rede elétrica, e o sinal tem que passar por várias emendas. Assim, a sua potência é dividida por vários circuitos, sofrendo a maior parte das interferências dos equipamentos elétricos instalados pela casa.

Para o gerente do Departamento de Engenharia de Transmissão e Infraestrutura de Telecomunicações da Copel, Antonio Carlos de Melo, a tecnologia PLC funciona, mas tem limitações. “Tivemos que usar mais repetidores do que o número que estava previsto no projeto inicial. Como o sinal não estava presente em algumas casas, isso diminuiu nossa penetração. Não há certeza se vai funcionar nesta ou naquela casa, então vender um serviço em cima disso é complicado”, analisa. O custo elevado do PLC também é um dos obstáculos para a propagação da tecnologia. No caso da Copel, para cada usuário foram investidos cerca de R$ 6 mil com equipamentos e alguns serviços.

De acordo com a cotação de fornecedores, o valor poderia chegar a R$ 2.500 em escala mas, segundo Melo, esta quantia poderia ser utilizada para utilizar rede de fibra ótica. “Seria mais barato fazer em fibra, cujo desempenho é infinitamente superior”. O investimento total da Copel no projeto de Santo Antônio da Platina foi de aproximadamente R$ 1 milhão. Para Melo, ainda há dúvidas sobre as perspectivas relacionadas ao PLC. “Se analisarmos preço, dificuldades de tecnologia, regulamentação, não vemos no futuro o PLC como algo massificado. Deve ser usado em nichos, talvez em uma cidade mais afastada. O PLC é uma solução para quem não tem solução, [onde] o futuro ainda é incerto”.

O valor da tecnologia ainda é alto porque os equipamentos são importados mas, na opinião de Jatobá, da Aptel, é uma questão de escala. “O custo hoje não é atrativo, é feito sob forma experimental, mas à medida em que o mercado começar a surgir, quando os fabricantes se sentirem à vontade para montar estes equipamentos no Brasil, essa questão de custo vai ter um tratamento diferenciado”. O executivo lembrou também que a velocidade do PLC é diretamente dependente das condições da rede local. “Às vezes é necessário trabalhar com algumas reduções de ruído. É preciso analisar a rede e, em condições normais, funciona bem, mas exige uma análise durante o processo de instalação”, diz.

A capilaridade é um dos principais fatores que contribuem para a utilização dessa tecnologia, na opinião do gerente de Engenharia de Redes da Cemig Telecom, Wanderley Filho. “Os sistemas das distribuidoras de energia chegam a 100% das residências. Pelo fato de, em determinadas regiões, não se conseguir chegar com infraestrutura de telecom apropriada para atender a demanda de acesso à internet, por exemplo, o PLC passa a ser mais uma alternativa”. A Cemig (MG), através da Cemig Telecom, vem realizando testes com o PLC desde 1999 para avaliar o desempenho da tecnologia frente a outras como fibra ótica, wireless, ADSL e as dificuldades dos clientes. “Nos primeiros testes, os consumidores encontraram dificuldades que, com a evolução da tecnologia, foram sendo reduzidas. Hoje, em termos de desempenho, o PLC é comparável tecnicamente com ADSL, por exemplo”.

Processo de homologação onera fornecedores Wanderley Filho, da Cemig

Entre os obstáculos para o uso desta tecnologia é a pouca oferta de equipamentos. Na opinião do executivo da Cemig, a regulamentação da Anatel está dificultando a entrada de fornecedores no Brasil. “O processo de homologação de equipamentos onera muito os fornecedores. Então, eles não conseguem ou não querem ter esse gasto grande nesse momento, sem ter a certeza de que o mercado vai realmente utilizar essa tecnologia. Estaríamos com projetos para implementar comercialmente em áreas maiores utilizando essa tecnologia, mas em razão da dificuldade de ter equipamentos disponibilizados no país, não conseguimos seguir com esses projetos”, destaca Filho.

A companhia aguarda uma flexibilização da Anatel para a homologação dos equipamentos. “A expectativa é que tenhamos disponibilidade de equipamentos no Brasil para começarmos a avaliar essa tecnologia nos projetos de expansão da nossa rede. Atualmente utilizamos as tecnologias que estão disponíveis, como fibra ótica e rádio. Se o PLC não estiver disponível, não tiver fornecedor, não tenho como utilizá-lo”.

De acordo com a Anatel, o modelo de serviço de certificação brasileiro sofreu modificações ao longo dos anos. “Na década de 90, não tinha isso [processo de homologação]. Havia um processo similar, mas era o que chamamos de declaração de fornecedor, ou seja, numa declaração o responsável declara o que quiser e quando se detecta uma não conformidade ou um problema, ele já aconteceu. Então houve uma decisão da Anatel, em 1997/98 de transformar o modelo de serviço de certificação. Tivemos dificuldades no início porque, para muitos, representava uma barreira técnica, mas ao longo dos últimos anos conseguimos demonstrar que nós estávamos no caminho certo”, afirmou o gerente de Engenharia de Espectro da Anatel, Marcos Oliveira.

Mudanças no modelo de serviço de certificação Marcos Oliveira, da Anatel

São três as finalidades deste processo. A primeira delas, segundo Oliveira, é proteger o consumidor para que ele tenha o mínimo de garantia de que o que é declarado pelo fornecedor corresponde à realidade; a segunda é a segurança elétrica, a fim de que o produto não submeta o usuário a algum tipo de risco, como acidentes; e o tratamento ambiental, que é a compatibilidade eletromagnética, para evitar que haja interferência em outros produtos similares, que trabalhem no mesmo ambiente ou nas imediações. “Essas três vertentes são trazidas para dentro do aparato regulatório e são verificadas. Então isso gera um custo naturalmente e reconhecemos que há, mas não concordamos que seja um custo exagerado”, diz. Todo o processo de homologação leva, em média, um mês.

No caso do PLC, o equipamento homologado é denominado Master, que é instalado em um ponto próximo ao transformador de energia, a partir do qual o sinal é injetado nos cabos da instalação elétrica. Assim, o sinal PLC fica disponível na estrutura elétrica ligada ao circuito do transformador, de modo que qualquer tomada de energia se transforme em um ponto da rede PLC. Na outra ponta do sistema, um modem PLC é conectado a uma tomada elétrica para receber o sinal transmitido pelo Master. Este modem, então, faz a decodificação dos sinais elétricos para os de informação. Este é conhecido como o padrão PLOC (Power Line Outdoor Communication).

Existe ainda o modelo PLIC (Power Line Indoor Communication). De acordo com um estudo sobre PLC do Departamento de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense, o padrão PLIC consiste em uma caixa comutadora que interliga uma rede de banda larga, Wi-Fi, Cable Modem ou outra qualquer, com a rede elétrica interna de uma casa. Com isso, as tomadas estão habilitadas a transmitir dados além da eletricidade, ou seja, funcionariam também como pontos de conexão de uma rede de dados. Este é o modelo aplicado pela AES Eletropaulo Telecom, que vem testando o uso da internet pela rede elétrica por cerca de dois anos.

Flexibilidade e simetria de banda com tecnologia PLC Emerson Hioki, do grupo AES

Desde março do ano passado, segundo a companhia, a tecnologia é comercializada pela Intelig, em São Paulo, em cerca de 300 condomínios residenciais e comerciais nos bairros de Moema, Pinheiros e Cerqueira Cesar. A velocidade de transmissão pela tecnologia BPL chega a 15 Mbps, tanto para upload quanto para download. De acordo com o diretor de Operações das empresas de telecomunicações do Grupo AES, Emerson Hioki, diversas são as vantagens do PLC. “A tecnologia não oferece desvantagem em seu desempenho, mas sim muitos benefícios, como flexibilidade, já que o usuário pode conectar o modem na tomada que desejar, em qualquer cômodo da casa, simetria de banda e velocidade de até 15Mbps. A simetria proporcionada pela tecnologia facilita aplicações como vídeoconferência, compartilhamento de arquivos, jogos interativos e telemedicina, reduzindo os efeitos de atrasos”, enumera.

Hioki disse ainda que a companhia está investindo em novas tecnologias que atendam às expectativas dos clientes. “A AES Eletropaulo Telecom trabalha para aprimorar a oferta de telecomunicações do país, sempre focada em inovação. Dessa forma, a tecnologia BPL encaixa-se no portfólio das telecomunicações e é oferecida como as outras opções de conectividade”, conta. Já existe um mercado consolidado para a opção indoor, na avaliação de Jatobá, da Aptel. “Essa é uma tecnologia de gestão madura e até competitiva para usar dentro de casa e de condomínios”.

Algumas distribuidoras utilizam ainda o PLC para fins próprios. É o caso da Light (RJ), que estuda a tecnologia há três anos. A companhia utiliza SMI (Serviço de Medição Individual) para recursos de telemetria na rede de baixa tensão, já que trafegar dados na média tensão é muito caro, de acordo com o gerente de Tecnologia e Medição da Light, Luiz Carlos Direito. “Precisaria do acoplador que joga o sinal da baixa para média tensão e esse equipamento ainda é caro. Com isso, nos restringimos a trafegar com dados apenas na baixa tensão, vão até o transformador e chegam, via GPRS, para o centro de medição”, explica.

Telemetria na rede de baixa tensão Luiz Carlos Direito, da Light

Entre as desvantagens de se ter uma rede física de fio de comunicação estão os cortes dessa rede e o seu rompimento devido a roedores, por exemplo. Com o PLC, em vez de se ter a rede física, é possível transitar pelo próprio barramento do prédio ou de um shopping, por exemplo, e utilizar a infraestrutura da rede de distribuição para trafegar com a informação de medição. Portanto, não há cortes. Uma desvantagem, no entanto, é que a rede é suscetível a interferências eletromagnéticas. “As bombas elétricas, quando são ligadas, jogam ruído na rede e dificultam a comunicação com os medidores”, conta o executivo.

Operar comercialmente o serviço de telecomunicações ainda não está nos planos da empresa.”Se quiséssemos explorar o serviço, teríamos que fazer uma associação com uma empresa de telecom ou criar uma subsidiária. Até o momento ainda não temos interesse nessa parceria”. Na opinião de Jatobá, da Aptel, a transferência do direito do uso da infraestrutura para uma empresa de telecomunicações inviabiliza o uso desta tecnologia para uso próprio da concessionária.

“Por questões tecnológicas não dá para se colocar mais de um sistema PLC na rede de distribuição. O sistema trabalha com uma tecnologia de spread spectrum que ocupa todas as faixas, até para poder se acomodar com relação às interferências. “Na hora em que a empresa transferiu a sua rede para uma terceira instalar equipamentos de telecomunicações, e ela então será considerada uma rede que utilizará esses equipamentos exclusivamente para ação comercial de telecomunicações, como empresa de energia elétrica eu não consigo mais enquadrar estes equipamentos como meu uso próprio”, argumenta.

Para Jatobá, as perspectivas sobre o PLC para os próximos anos dependerão da evolução da demanda interna das empresas. “As expectativas estão muito mais concentradas no aumento da demanda por serviços de telecomunicações mais sofisticados associados à adoção do conceito de smart grid do que necessariamente uma flexibilização no sentido de que as companhias entrarão no mercado de telecomunicações e ofertarão seus serviços. Acho que isso está longe ainda”. Para Aneel, ao mesmo tempo em que o PLC evoluiu, outras tecnologias como radiofrequência, GPRS, rede Mesh e Zigbee também avançaram, e se mostraram mais adequadas.

“É difícil dizer qual será o futuro do PLC, mas observando essas tecnologias, o PLC já perdeu espaço, o custo barateou bastante. Alguns fabricantes dizem que o custo para aprovação do modelo de uso do PLC é caro, então outras tecnologias estão conseguindo se manter mais viáveis”, opina Paulo Henrique Lopes, da Aneel. Para Oliveira, da Anatel, falta tempo para que se possa conseguir resultados que sejam significativos em bases comerciais. “Estamos engatinhando. No Brasil ainda é cedo para dizer. A expectativa ainda é muito baseada em esperança do que em algo mais técnico. Acredito que não é uma solução que deve andar sozinha, vai compor soluções com outras. Será uma componente de um sistema maior, principalmente porque nós temos uma capilaridade muito grande nos sistemas de distribuição de energia”, acredita.

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Avanços em favor das redes inteligentes

Fonte: Jornal da Energia – 06.04.2010 – Por Cyro Vicente Boccuzzi*

A instalação de redes inteligentes de energia, ou smart grids, tem avançado significativamente na lista de prioridade dos governos, agências e demais instituições do setor no mundo inteiro. A medição eletrônica começa a se tornar realidade em diversas regiões. Além disso, outras tecnologias relacionadas à redução de perdas, otimização de consumo e descentralização da geração já não são efetivamente novidades. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para transformarmos esse conjunto de avanços isolados efetivamente em smart grids.

O primeiro grande desafio reside na própria estrutura física das redes. A modernização dos ativos, com a instalação de medidores eletrônicos para todos os consumidores de baixa tensão, permitiria um levantamento mais preciso do consumo e seria o passo inicial. A reforma da estrutura tarifária, com a criação de diferentes tarifas para os diferentes perfis de consumo, seria a etapa seguinte e favoreceria um melhor aproveitamento da infraestrutura existente, reduzindo os horários de pico de consumo. Por fim, a simplificação do processo de venda da energia excedente dos microgeradores – unidades geradoras solares e eólicas, por exemplo, instaladas nos próprios consumidores – completaria o processo de modernização.

Não que estejamos parados. Uma série de ações – ainda que isoladas – está em curso para viabilizar essas mudanças. Os principais exemplos podem ser verificados entre as concessionárias de distribuição.

As concessionárias fluminenses vêm tomando a dianteira no uso de medidores eletrônicos em favor do combate às perdas comerciais. A Ampla, por exemplo, instalou cerca de 300 mil unidades entre 2003 e 2009, o equivalente a 12% dos seus clientes. Com isso, foi possível reduzir as perdas em 5 pontos percentuais, de 25% para 20%. Para 2010, a meta é instalar 50 mil aparelhos. Já a Light, com uma perda total de 21%, dos quais 15 pontos percentuais se referiam a perdas comerciais, optou por instalar medidores digitais em locais de alto poder aquisitivo. Até agora já foram instalados 40 mil aparelhos, reduzindo as perdas desses consumidores de 25% para 9%, com metas de chegar a 2%. A ideia é instalar 120 mil medidores em 2010 e mais 100 mil por ano no próximo triênio.

Já a Eletrobrás anunciou investimentos na ordem de R$700 milhões em automação e processos operacionais e comerciais nas distribuidoras do grupo. Pretende implantar um centro de controle de medição com o objetivo de reduzir as perdas. Além disso, quer levar para suas subsidiárias a experiência que vem dando certo no Rio: vai instalar mais de 400 mil medidores eletrônicos em clientes de média e baixa tensão.

A Cemig, por sua vez, está trabalhando num programa de automação da distribuição, o Cidade do Futuro. O projeto será implantado em Sete Lagoas (MG), que possui mais de 80 mil unidades consumidoras. Seguindo a mesma linha, outras empresas importantes do setor como a CPFL e a AES Eletropaulo também anunciaram projetos de testes em grande escala. Por fim, empresas de tecnologia e centros de pesquisa também estão atentos a esse novo cenário e trabalhando em favor de produtos ou projetos relacionados ao smart grid.

Vale observar que esses projetos, de uma maneira geral, se concentram na redução de perdas comerciais das empresas. Afinal, é natural que o processo comece levando em conta as necessidades mais urgentes dos atores envolvidos. No entanto, os benefícios das redes inteligentes de energia podem ir muito além disso.

Ciente desses fatos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu, no ano passado, três passos muito importantes em favor da regulamentação do assunto. Suas preocupações seguem os movimentos das distribuidoras, haja vista a abertura de uma consulta pública sobre a medição eletrônica, mas também outros aspectos fundamentais para o conjunto do smart grid: a publicação, também em consulta pública, da primeira parte de um estudo de aprimoramento das tarifas praticadas no Brasil e a regulamentação da comunicação pela rede elétrica por meio do uso do PLC (Power Line Communications).

A sociedade não está alheia a essa tendência. Prova disso é a criação do Fórum Latino Americano de Smart Grid que, em agosto deste ano, realiza em São Paulo a terceira edição de evento para debater essas questões, bem como experiências internacionais na área. O fórum conta com a participação de concessionárias, grandes consumidores e produtores de energia, governos, agências reguladoras, fabricantes de equipamentos, provedores de sistemas e soluções de medição, controle, automação e entidades de desenvolvimento de P&D de vários países. Em todas essas áreas há muito o que fazer e é fundamental um trabalho conjunto em favor da evolução do setor elétrico consolidada na forma de smart grid.

* Cyro Vicente Boccuzzi é sócio-presidente da ECOee – Expertise, Consultoria e Ordenamento em Energia Eficiente (www.ecoee.com.br) – e presidente do Fórum Latino Americano de Smart Grid (www.smartgrid.com.br).

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Internet e Smart Grid estão na mira da Eletrobrás

Fonte: Convergência Digital – 18.03.2010 – Por Ana Paula Lobo

No planejamento estratégico 2010/2020, divulgado ao mercado nesta quarta-feira, 17/03, a Eletrobrás admite que mudanças estão em curso no setor elétrico. Uma delas é determinada pela convergência tecnológica que permite o acesso à Internet por meio dos cabos da eletricidade.

Nessa área, a estatal tem duas maneiras de explorar o segmento: Pelas fibras da Eletronet, retomadas judicialmente e das quais se define como ‘dona’ e pelo PLC, acesso através da rede de energia.

Apesar de não detalhar como planeja atuar no segmento Internet, a Eletrobrás coloca a área em pontos cruciais do seu planejamento estratégico para os próximos 10 anos. A Internet está ao lado, por exemplo,da integração eletroenergética entre países da América do Sul e Central, dos carros elétricos, queima limpa de energia e de empreendimentos hidrelétricos.

O uso da tecnologia PLC, voltada para a oferta de Internet via tomada da rede elétrica, teve regulamento aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel – em agosto do ano passado. A resolução não permite que o serviço seja ofertado diretamente pelas distribuidoras de energia,mas permite a criação de subsidiárias para a atuação no mercado.

A regra também diz que as distribuidoras que queiram entrar nesse mercado de provimento de acesso terão de compartilhar sua infraestrutura com os demais players do mercado. A distribuidora precisará ainda de uma autorização formal da Anatel. Até o momento, todas as iniciativas com PLC no país ainda estão no campo de testes e pilotos.

O relatório da Eletrobrás não fala diretamente na Eletronet. Mas em fevereiro, diante das polêmicas em torno da rede, principalmente, com as denúncias ligadas ao ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado, José Dirceu, a estatal foi ao mercado para enfatizar que “a rede de fibras ópticas do sistema de transmissão da Eletrobrás pertence e sempre pertenceu, exclusivamente, a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. Eletrobrás”.

Com relação ao Smart Grid, a Eletrobrás admite que a tecnologia é uma tendência consolidada. A Aneel, inclusive, trabalha num projeto de regulamentação do uso da tecnologia – que traz inteligência ao sistema e permite, por exemplo, que se faça cobrança por consumo efetivo – desde novembro do ano passado.

Um dos desafios é a troca de cerca de 63 milhões de relógios de eletricidades nas residências brasileiras. O Smart Grid permitirá ainda que as distribuidoras tenham acesso a facilidades como a detecção de fraudes e a possibilidade de vir a fazer o corte do fornecimento de energia à distância.

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IEEE ISPLC 2010: 14th IEEE International Symposium on Power Line Communications and its Applications

O 14º Simpósio Internacional em Power Line Communications e Suas Aplicações do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos na sigla em inglês) será realizado na cidade do Rio de Janeiro no Hotel Rio Othon Palace, de 28 a 31 de março de 2010.

O Simpósio tem seu foco nos aspectos de pesquisa, aplicação, e comercialização da tecnologia PLC (power line communication), em ambos os campos broadband (banda larga) e narrowband (banda estreita). O evento trará apresentações de autores de artigos originais que tratam, mas não se limitam, dos seguintes aspectos da área de PLC:

  • Caracterização e modelagem de canal;
  • Compatibilidade/interferência e acoplamento eletromagnético;
  • Técnicas de modulação e codificação;
  • Processamento de sinal;
  • Questões cognitivas;
  • Controle de erro;
  • Técnicas de acesso múltiplo e protocolos MAC;
  • Técnicas duplex e de repetição, roteamento, e funções de rede autônomas;
  • Planejamento e otimização de rede;
  • Otimização de cruzamento de camadas e integração de serviços;
  • Co-existência e interoperabilidade;
  • Projeto de modem e LSI;
  • Segurança em PLC;
  • Gerenciamento de rede e de serviço;
  • Arquiteturas e soluções de sistemas;
  • Redes Inteligentes (Smart Grids);
  • Aplicações de banda larga e multimídia;
  • Sistemas experimentais, projetos piloto e redes comerciais;
  • Padronização e regulação;
  • Perspectivas de negócios;
  • Redes de energia veiculares.

Site do simpósio: http://www.ieee-isplc.org/

A conferência ISPLC iniciou-se em 1997 por pesquisadores da área de comunicações da Europa e Ásia como um fórum de discussão de questões associadas com o uso de cabos de distribuição de energia como um canal viável de comunicação. Esses pioneiros se juntaram como um time internacional de pesquisadores acadêmicos e da indústria, bem como reguladores, que fizeram do ISPLC a conferência técnica líder na área de Power Line Communications.

A ISPLC acontece anualmente no verão (tipicamente entre final de Março e início de Abril) em diferentes locais. As contribuições apresentadas na ISPLC cobrem todos os aspectos de comunicações sobre linhas de energia, incluindo acesso, rede residencial, aplicações veiculares, aplicações em empresas de energia, e mais.

Maiores detalhes sobre a história da ISPLC (incluindo Anais de conferências anteriores) podem ser encontrados em http://www.isplc.org.

Desde 2006, a ISPLC é apoiada financeiramente e tecnicamente pela IEEE Communications Society (ComSoc) e se tornou a conferência principal do Comitê Técnico da IEEE ComSoc em Power Line Communications (IEEE TC-PLC).

O Comitê Técnico IEEE ComSoc em Power Line Communications organiza eventos, apoia conferências, contribui para a organização de eventos técnicos sobre a principal conferência da ComSoc, promove a realização de publicações especiais nos principais jornais e revistas, e dá assistência no desenvolvimento de Padrões IEEE na área de Power Line Communications. Qualquer um pode se tornar um membro do Comitê Técnico. Para se tornar um membro, visite a página do Comitê Técnico e siga as instruções contidas em “Membership”.

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Atos Origin Implantará Sistema de Medidores de Energia Inteligentes da França

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Fonte: SEGS.com.br - Cristina Camarena – 30/11/2009

Projeto prevê a troca de 35 milhões de medidores e será o maior projeto do setor de energia elétrica da Europa.

 A ERDF, um dos mais importantes distribuidores de eletricidade da União Européia, inicia na França um programa de substituição de 35 milhões de medidores de eletricidade. O programa começa com um projeto-piloto composto por 300 mil medidores. Para assegurar a implantação em todo o país, a ERDF, filial do grupo de energia francês EDF, contratou a Atos Origin como empresa responsável pela arquitetura do novo sistema de informação e líder do consórcio de empresas de tecnologia responsável pelo projeto inicial. O consórcio é composto por fabricantes de medidores de energia, desenvolvedores especializados em softwares e provedores de infraestrutura.

 Os novos medidores de energia serão capazes de transmitir e receber dados de leituras remotas, além de possibilitar a gestão otimizada da rede. A instalação dos medidores inteligentes possibilitará a transmissão de dados por meio do sistema de gestão automatizado de medidores (AMM – Automated Meter Management). O projeto contempla o protocolo de comunicação Power Line Communication (PLC), desenhado pela Atos Origin, que permite a interoperabilidade entre hardware e equipamentos de medição de distintos fabricantes.

Para garantir a realização deste projeto, as equipes de pesquisa da Atos Origin criaram um laboratório de certificação PLC com o objetivo de comprovar a compatibilidade de qualquer modelo de medidor com o novo sistema para se certificar que o projeto tenha interoperabilidade entre tecnologias.

O projeto com a ERDF está inserido nas estratégias de negócios da Atos Origin de integrar e gerenciar projetos complexos, bem como críticos e de longo prazo em tempo real, como é o caso dos Jogos Olímpicos e do contrato com o governo francês. A empresa presta serviços à EDF desde 1978 para o programa de energia nuclear da França. Com o projeto-piloto de troca dos medidores de energia, a Atos Origin também demonstrará sua capacidade de inovação para projetos de redes inteligentes (Smart Grids), garantindo o rendimento e a evolução do sistema AMM, essencial nas estratégias de negócios da Atos Origin.

De acordo com Philippe Germond, CEO Atos Origin França, a empresa ganhou o contrato da ERDF pela sua experiência em setores industriais e pela sua capacidade de integrar, gerir e modernizar sistemas críticos de longo prazo. “O contrato com a ERDF é um exemplo prático de como capitalizamos nossa experiência e capacidade de inovação para prover excelência em serviços a nossos clientes. Este projeto-piloto com a ERDF também será utilizado na arquitetura de TI dos Jogos Olímpicos de 2016”, informa Germond.

Experiência

Há 30 anos, a Atos Origin atua mundialmente no segmento energético por meio de projetos de diversos mercados. No projeto francês, a empresa contemplará interoperabilidade, segurança e flexibilidade o que possibilitará melhoria contínua, fator importante para uma rede pública de transmissão de energia.

 A expectativa de rendimento do sistema AMM no que se refere ao acompanhamento e tratamento dos dados é o mesmo adotado em uma sala de controle de uma central de comando de uma usina nuclear. Trata-se, portanto, de uma arquitetura de TI robusta que cumpre restritos requerimentos de disponibilidade e confiança necessárias neste tipo de projeto.

Sobre a Atos Origin

 A Atos Origin é uma empresa de serviços internacionais de tecnologia da informação. Seu objetivo é direcionar a visão dos clientes para resultados através da aplicação de consultoria, integração de sistemas e gerência de operações. As receitas anuais da empresa são de EUR 5,8 bilhões e ela emprega mais de 50.000 pessoas em 40 países. A Atos Origin é o Worldwide Partner de Tecnologia da Informação para os Jogos Olímpicos e tem uma clientela internacional de empresas blue-chip em todos os setores. A Atos Origin é cotada na Paris Eurolist Market e negócios como Atos Origin, Atos Worldline e Atos Consulting.

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Curso Smart Grid: conceitos, oportunidades e tendências

Instituto Acende BrasilO Instituto Acende Brasil está com as inscrições abertas para o curso Smart Grid: conceitos, oportunidades e tendências, que acontecerá em São Paulo, no dia 20 de janeiro. O objetivo é oferecer um panorama abrangente e atualizado sobre as tecnologias associadas ao conceito “Smart Grid”, os desafios da regulação, as oportunidades globais e brasileiras, e as tendências de evolução.

O curso terá quatro módulos:

Módulo 1 | O Conceito “Smart Grid”
• Evolução Tecnológica dos Sistemas de Suprimento de Energia
• Definição de Smart Grid e Bases Tecnológicas Habilitadoras (Sensoreamento, Telecom e TI)
• Tecnologias Associadas, Oportunidades e Aplicações (Transporte Eletrificado, Armazenagem de Energia, Geração Distribuída, Gerenciamento da Demanda e Tarifação Dinâmica)
• Funcionalidades, Arquitetura Básica, Normatização e Interoperabilidade
• Benefícios e Impactos

Módulo 2 | Perspectivas e motivadores para a Implantação no Mundo
• Os Estados Unidos e os incentivos do ARRA-2009 (American Recovery and Reinvestment Act)
• A União Européia e a agenda ambiental
• Implantações pioneiras em outros países do mundo
• Desafios e as prioridades do mercado regional da América Latina
• Tendências na Regulação de curto prazo no Brasil (medição eletrônica, regulamentação do PLC e estrutura tarifária para baixa tensão)

Módulo 3 | Avaliação de um Business Case – abordagem empresarial e multidisciplinar
• Conceitos gerais e validação das premissas
• Principais fontes de custos e de benefícios
• Estudo de um caso prático
• Benefícios típicos em empresas do Brasil e do exterior
• Etapas de implementação

Módulo 4 | Desafios da Regulação
• Desacoplamento entre tarifas e vendas: a busca do uso eficiente de energia
• Desenhos de tarifas dinâmicas e seu efeito na otimização do serviço
• Efeitos das tecnologias habilitadoras no gerenciamento da demanda
• Cyber-security
• Mecanismos de proteção dos consumidores e das contas de energia
• Novos negócios e oportunidades

O curso custa R$ 1.090,00, mas quem se inscrever até o dia 31 de dezembro paga R$ 990,00 e R$ 890,00, para as inscrições feitas até 30 de novembro.

Mais informações em www.acendebrasil.com.br

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