IEEE ISPLC 2010: 14th IEEE International Symposium on Power Line Communications and its Applications

O 14º Simpósio Internacional em Power Line Communications e Suas Aplicações do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos na sigla em inglês) será realizado na cidade do Rio de Janeiro no Hotel Rio Othon Palace, de 28 a 31 de março de 2010.

O Simpósio tem seu foco nos aspectos de pesquisa, aplicação, e comercialização da tecnologia PLC (power line communication), em ambos os campos broadband (banda larga) e narrowband (banda estreita). O evento trará apresentações de autores de artigos originais que tratam, mas não se limitam, dos seguintes aspectos da área de PLC:

  • Caracterização e modelagem de canal;
  • Compatibilidade/interferência e acoplamento eletromagnético;
  • Técnicas de modulação e codificação;
  • Processamento de sinal;
  • Questões cognitivas;
  • Controle de erro;
  • Técnicas de acesso múltiplo e protocolos MAC;
  • Técnicas duplex e de repetição, roteamento, e funções de rede autônomas;
  • Planejamento e otimização de rede;
  • Otimização de cruzamento de camadas e integração de serviços;
  • Co-existência e interoperabilidade;
  • Projeto de modem e LSI;
  • Segurança em PLC;
  • Gerenciamento de rede e de serviço;
  • Arquiteturas e soluções de sistemas;
  • Redes Inteligentes (Smart Grids);
  • Aplicações de banda larga e multimídia;
  • Sistemas experimentais, projetos piloto e redes comerciais;
  • Padronização e regulação;
  • Perspectivas de negócios;
  • Redes de energia veiculares.

Site do simpósio: http://www.ieee-isplc.org/

A conferência ISPLC iniciou-se em 1997 por pesquisadores da área de comunicações da Europa e Ásia como um fórum de discussão de questões associadas com o uso de cabos de distribuição de energia como um canal viável de comunicação. Esses pioneiros se juntaram como um time internacional de pesquisadores acadêmicos e da indústria, bem como reguladores, que fizeram do ISPLC a conferência técnica líder na área de Power Line Communications.

A ISPLC acontece anualmente no verão (tipicamente entre final de Março e início de Abril) em diferentes locais. As contribuições apresentadas na ISPLC cobrem todos os aspectos de comunicações sobre linhas de energia, incluindo acesso, rede residencial, aplicações veiculares, aplicações em empresas de energia, e mais.

Maiores detalhes sobre a história da ISPLC (incluindo Anais de conferências anteriores) podem ser encontrados em http://www.isplc.org.

Desde 2006, a ISPLC é apoiada financeiramente e tecnicamente pela IEEE Communications Society (ComSoc) e se tornou a conferência principal do Comitê Técnico da IEEE ComSoc em Power Line Communications (IEEE TC-PLC).

O Comitê Técnico IEEE ComSoc em Power Line Communications organiza eventos, apoia conferências, contribui para a organização de eventos técnicos sobre a principal conferência da ComSoc, promove a realização de publicações especiais nos principais jornais e revistas, e dá assistência no desenvolvimento de Padrões IEEE na área de Power Line Communications. Qualquer um pode se tornar um membro do Comitê Técnico. Para se tornar um membro, visite a página do Comitê Técnico e siga as instruções contidas em “Membership”.

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Atos Origin Implantará Sistema de Medidores de Energia Inteligentes da França

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Fonte: SEGS.com.br - Cristina Camarena – 30/11/2009

Projeto prevê a troca de 35 milhões de medidores e será o maior projeto do setor de energia elétrica da Europa.

 A ERDF, um dos mais importantes distribuidores de eletricidade da União Européia, inicia na França um programa de substituição de 35 milhões de medidores de eletricidade. O programa começa com um projeto-piloto composto por 300 mil medidores. Para assegurar a implantação em todo o país, a ERDF, filial do grupo de energia francês EDF, contratou a Atos Origin como empresa responsável pela arquitetura do novo sistema de informação e líder do consórcio de empresas de tecnologia responsável pelo projeto inicial. O consórcio é composto por fabricantes de medidores de energia, desenvolvedores especializados em softwares e provedores de infraestrutura.

 Os novos medidores de energia serão capazes de transmitir e receber dados de leituras remotas, além de possibilitar a gestão otimizada da rede. A instalação dos medidores inteligentes possibilitará a transmissão de dados por meio do sistema de gestão automatizado de medidores (AMM – Automated Meter Management). O projeto contempla o protocolo de comunicação Power Line Communication (PLC), desenhado pela Atos Origin, que permite a interoperabilidade entre hardware e equipamentos de medição de distintos fabricantes.

Para garantir a realização deste projeto, as equipes de pesquisa da Atos Origin criaram um laboratório de certificação PLC com o objetivo de comprovar a compatibilidade de qualquer modelo de medidor com o novo sistema para se certificar que o projeto tenha interoperabilidade entre tecnologias.

O projeto com a ERDF está inserido nas estratégias de negócios da Atos Origin de integrar e gerenciar projetos complexos, bem como críticos e de longo prazo em tempo real, como é o caso dos Jogos Olímpicos e do contrato com o governo francês. A empresa presta serviços à EDF desde 1978 para o programa de energia nuclear da França. Com o projeto-piloto de troca dos medidores de energia, a Atos Origin também demonstrará sua capacidade de inovação para projetos de redes inteligentes (Smart Grids), garantindo o rendimento e a evolução do sistema AMM, essencial nas estratégias de negócios da Atos Origin.

De acordo com Philippe Germond, CEO Atos Origin França, a empresa ganhou o contrato da ERDF pela sua experiência em setores industriais e pela sua capacidade de integrar, gerir e modernizar sistemas críticos de longo prazo. “O contrato com a ERDF é um exemplo prático de como capitalizamos nossa experiência e capacidade de inovação para prover excelência em serviços a nossos clientes. Este projeto-piloto com a ERDF também será utilizado na arquitetura de TI dos Jogos Olímpicos de 2016”, informa Germond.

Experiência

Há 30 anos, a Atos Origin atua mundialmente no segmento energético por meio de projetos de diversos mercados. No projeto francês, a empresa contemplará interoperabilidade, segurança e flexibilidade o que possibilitará melhoria contínua, fator importante para uma rede pública de transmissão de energia.

 A expectativa de rendimento do sistema AMM no que se refere ao acompanhamento e tratamento dos dados é o mesmo adotado em uma sala de controle de uma central de comando de uma usina nuclear. Trata-se, portanto, de uma arquitetura de TI robusta que cumpre restritos requerimentos de disponibilidade e confiança necessárias neste tipo de projeto.

Sobre a Atos Origin

 A Atos Origin é uma empresa de serviços internacionais de tecnologia da informação. Seu objetivo é direcionar a visão dos clientes para resultados através da aplicação de consultoria, integração de sistemas e gerência de operações. As receitas anuais da empresa são de EUR 5,8 bilhões e ela emprega mais de 50.000 pessoas em 40 países. A Atos Origin é o Worldwide Partner de Tecnologia da Informação para os Jogos Olímpicos e tem uma clientela internacional de empresas blue-chip em todos os setores. A Atos Origin é cotada na Paris Eurolist Market e negócios como Atos Origin, Atos Worldline e Atos Consulting.

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Curso Smart Grid: conceitos, oportunidades e tendências

Instituto Acende BrasilO Instituto Acende Brasil está com as inscrições abertas para o curso Smart Grid: conceitos, oportunidades e tendências, que acontecerá em São Paulo, no dia 20 de janeiro. O objetivo é oferecer um panorama abrangente e atualizado sobre as tecnologias associadas ao conceito “Smart Grid”, os desafios da regulação, as oportunidades globais e brasileiras, e as tendências de evolução.

O curso terá quatro módulos:

Módulo 1 | O Conceito “Smart Grid”
• Evolução Tecnológica dos Sistemas de Suprimento de Energia
• Definição de Smart Grid e Bases Tecnológicas Habilitadoras (Sensoreamento, Telecom e TI)
• Tecnologias Associadas, Oportunidades e Aplicações (Transporte Eletrificado, Armazenagem de Energia, Geração Distribuída, Gerenciamento da Demanda e Tarifação Dinâmica)
• Funcionalidades, Arquitetura Básica, Normatização e Interoperabilidade
• Benefícios e Impactos

Módulo 2 | Perspectivas e motivadores para a Implantação no Mundo
• Os Estados Unidos e os incentivos do ARRA-2009 (American Recovery and Reinvestment Act)
• A União Européia e a agenda ambiental
• Implantações pioneiras em outros países do mundo
• Desafios e as prioridades do mercado regional da América Latina
• Tendências na Regulação de curto prazo no Brasil (medição eletrônica, regulamentação do PLC e estrutura tarifária para baixa tensão)

Módulo 3 | Avaliação de um Business Case – abordagem empresarial e multidisciplinar
• Conceitos gerais e validação das premissas
• Principais fontes de custos e de benefícios
• Estudo de um caso prático
• Benefícios típicos em empresas do Brasil e do exterior
• Etapas de implementação

Módulo 4 | Desafios da Regulação
• Desacoplamento entre tarifas e vendas: a busca do uso eficiente de energia
• Desenhos de tarifas dinâmicas e seu efeito na otimização do serviço
• Efeitos das tecnologias habilitadoras no gerenciamento da demanda
• Cyber-security
• Mecanismos de proteção dos consumidores e das contas de energia
• Novos negócios e oportunidades

O curso custa R$ 1.090,00, mas quem se inscrever até o dia 31 de dezembro paga R$ 990,00 e R$ 890,00, para as inscrições feitas até 30 de novembro.

Mais informações em www.acendebrasil.com.br

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Padrão para tecnologia de comando e controle da smart grid no Brasil permanece indefinido

Fonte: O Globo – 16/11/2009 – Carlos Alberto Teixeira
RIO – Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), não existe ainda um padrão para tecnologia de comando e controle em redes elétricas inteligentes. Na verdade, cada distribuidora provavelmente usará um “mix” de tecnologias, de modo a não guardar todos os ovos no mesmo cesto. A Agência até agora regulamentou apenas a tecnologia PLC (Power Line Communication), que usa os fios elétricos para trafegar dados. Mas a agência não exige que somente ela seja usada.
No caso do PLC, a Aneel reconhece que é uma tecnologia que funciona muito bem em espaços fechados, o que não significa que não funcione em outros ambientes. Mas existem vários problemas, especialmente de custo. Para que a rede seja um ambiente limpo (leia-se, sem ruído) para tráfego de dados, é necessário instalar muitos equipamentos, o que onera excessivamente o sistema.
A escolha da tecnologia a ser empregada em medidores inteligentes entrará em consulta pública em dezembro.
Uma das abordagens iniciais e mais urgentes para dar mais inteligência à rede é a implantação de uma tarifa horária, ou seja, tarifas de energia elétrica diferenciadas ao longo do dia para os consumidores residenciais, pois os clientes industriais já têm essa diferenciação de horários.
A ideia da tarifa horária é aliviar a carga sobre a rede das 18h às 21h, horário de pico. De acordo com a Aneel, em algumas cidades, o consumo elétrico simplesmente triplica nesse período. Para diminuir essa carga, as distribuidoras precisam investir muito, e apenas por causa de três horas no dia.
Todavia, com o incentivo econômico da tarifa horária, o próprio consumidor passará a inserir inteligência na rede. O que no futuro será controlado graças a chips instalados nos eletrodomésticos, em breve, aqui no Brasil, será controlado inicialmente pelo próprio consumidor usando sua inteligência financeira, ou seja, qual uso de energia elétrica doerá menos no seu bolso.
Segundo a Aneel, o próprio consumidor se beneficiará ao realocar seus horários de consumo, suavizando a carga na rede. Com esse refresco, a concessionária não precisará mais investir tanto para evitar apagões, o que refletirá sobre a própria tarifa, fechando o ciclo.
Indagada sobre a possibilidade de o próprio consumidor poder gerar energia elétrica (via coletor solar ou eólico, por exemplo) e vender excedente energético de volta para a distribuidora, a Aneel informou que ainda não divulgou essas modalidades de interação com o mercado, já que está aguardando a regulamentação. Só depois, então, apresentará essas novas formas de relacionamento entre as distribuidoras e seus clientes. A implantação dos medidores inteligentes será lenta. Afinal, são 63 milhões de consumidores no Brasil inteiro, o que significa um número igual de aparelhos. As distribuidoras já vêm incluindo uma parcela nas tarifas de energia referente ao custo desses medidores.
Quanto ao “gato”, o furto de energia, a Aneel estima que o prejuízo anual reconhecido é da ordem de R$ 7,5 milhões, fora os gatos não reconhecidos ou não identificados. Os medidores inteligentes virão em parte diminuir esse problema, pois conseguirão determinar com precisão maior que a atual a área exata onde está havendo o furto energético, incentivando as distribuidoras a coibirem tal prática.

Fonte: O Globo – 16/11/2009 – Carlos Alberto Teixeira

PLC?

RIO – Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), não existe ainda um padrão para tecnologia de comando e controle em redes elétricas inteligentes. Na verdade, cada distribuidora provavelmente usará um “mix” de tecnologias, de modo a não guardar todos os ovos no mesmo cesto. A Agência até agora regulamentou apenas a tecnologia PLC (Power Line Communication), que usa os fios elétricos para trafegar dados. Mas a agência não exige que somente ela seja usada.

No caso do PLC, a Aneel reconhece que é uma tecnologia que funciona muito bem em espaços fechados, o que não significa que não funcione em outros ambientes. Mas existem vários problemas, especialmente de custo. Para que a rede seja um ambiente limpo (leia-se, sem ruído) para tráfego de dados, é necessário instalar muitos equipamentos, o que onera excessivamente o sistema.

A escolha da tecnologia a ser empregada em medidores inteligentes entrará em consulta pública em dezembro.

Uma das abordagens iniciais e mais urgentes para dar mais inteligência à rede é a implantação de uma tarifa horária, ou seja, tarifas de energia elétrica diferenciadas ao longo do dia para os consumidores residenciais, pois os clientes industriais já têm essa diferenciação de horários.

A ideia da tarifa horária é aliviar a carga sobre a rede das 18h às 21h, horário de pico. De acordo com a Aneel, em algumas cidades, o consumo elétrico simplesmente triplica nesse período. Para diminuir essa carga, as distribuidoras precisam investir muito, e apenas por causa de três horas no dia.

Todavia, com o incentivo econômico da tarifa horária, o próprio consumidor passará a inserir inteligência na rede. O que no futuro será controlado graças a chips instalados nos eletrodomésticos, em breve, aqui no Brasil, será controlado inicialmente pelo próprio consumidor usando sua inteligência financeira, ou seja, qual uso de energia elétrica doerá menos no seu bolso.

Segundo a Aneel, o próprio consumidor se beneficiará ao realocar seus horários de consumo, suavizando a carga na rede. Com esse refresco, a concessionária não precisará mais investir tanto para evitar apagões, o que refletirá sobre a própria tarifa, fechando o ciclo.

Indagada sobre a possibilidade de o próprio consumidor poder gerar energia elétrica (via coletor solar ou eólico, por exemplo) e vender excedente energético de volta para a distribuidora, a Aneel informou que ainda não divulgou essas modalidades de interação com o mercado, já que está aguardando a regulamentação. Só depois, então, apresentará essas novas formas de relacionamento entre as distribuidoras e seus clientes. A implantação dos medidores inteligentes será lenta. Afinal, são 63 milhões de consumidores no Brasil inteiro, o que significa um número igual de aparelhos. As distribuidoras já vêm incluindo uma parcela nas tarifas de energia referente ao custo desses medidores.

Quanto ao “gato”, o furto de energia, a Aneel estima que o prejuízo anual reconhecido é da ordem de R$ 7,5 milhões, fora os gatos não reconhecidos ou não identificados. Os medidores inteligentes virão em parte diminuir esse problema, pois conseguirão determinar com precisão maior que a atual a área exata onde está havendo o furto energético, incentivando as distribuidoras a coibirem tal prática.

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Sagemcom lança medidores digitais no Brasil

Fonte: Site Segs, Autora: Tatiana Vasques – 05-Nov-2009

SAGEMCOMEmpresa se prepara para atender às demandas da tecnologia PLC.

Para acompanhar a tendência da implantação do PLC – Power Line Communications – no Brasil, e o desenvolvimento da rede elétrica inteligente, também chamada “smart grid”, a Sagemcom, multinacional francesa especializada em soluções de comunicação de banda larga e convergência, traz para o Brasil sua linha de medidores digitais.

Ao todo, são 6 modelos – três para o mercado residencial e três para o industrial – com diferentes interfaces: PLC, GPRS, Wi-Fi, 3G, entre outras. O objetivo desses medidores digitais é substituir os relógios mecânicos, que atualmente são utilizados no país para medir o consumo de energia, e prover maior  eficiência e economia ao sistema de geração de energia elétrica.

Para os consumidores, as principais vantagens são verificar, em tempo real, como a energia está sendo gasta, em que horários custa mais caro, quais são os aparelhos que mais a consomem, o que ajuda a reduzir ou evitar desperdícios etc. “Na Africa do Sul, por exemplo, onde o sistema digital foi amplamente adotado, o consumo familiar foi reduzido em 20%”, destaca Leonardo Netto, gerente de vendas da Sagemcom.

Outra novidade proporcionada pelos medidores digitais é a possibilidade de detectar, de forma rápida, falhas no fornecimento da energia, localizá-las e resolver o problema. “Nesse caso, o consumidor pode controlar a qualidade do serviço prestado, enquanto as concessionárias de energia elétrica podem impedir furtos ou desvios de energia”, explica o gerente. Paralelamente, essas operadoras podem economizar com mão-de-obra, já que não será mais necessário enviar um técnico para realizar a medição mensal.

Diante desses benefícios, na Europa, os medidores digitais da Sagemcom já foram adotados pelas companhias de energia elétrica da França, Espanha, Portugal, Holanda e Alemanha. “A expectativa é que o mesmo sucesso seja repetido aqui em curto prazo”, enfatiza Netto.

Para atingir essa meta, a Sagemcom aposta no apoio dos órgãos reguladores. No Brasil, a implantação do PLC foi recentemente aprovada pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica -, que também publicou sua regulamentação. E os medidores digitais já estão sendo substituídos em alguns pontos de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. “Isso já é um início, embora a adesão seja ainda muito tímida, quando comparada à imensidão do território nacional. O maior problema é a carência de estrutura, as limitações técnicas e a falta de cultura da população. Será preciso reforçar as vantagens do produto para obter uma adesão maior”, comenta Leonardo Netto.

Uma dessas vantagens será a contribuição que o medidor digital proporcionará ao meio ambiente: quanto menos energia for desperdiçada, menos recursos naturais serão esgotados e, consequentemente, todos serão beneficiados. “Se essa mensagem for difundida, a aceitação será imediata”, aposta Netto.

Sobre a Sagemcom

Uma empresa francesa de alta tecnologia de nível internacional, a Sagemcom está trabalhando para se estabelecer como líder em terminais de comunicação de alto valor agregado, especializando-se em comunicações de banda larga, telecomunicações e energia, além dos setores de gestão de documentos: terminais de impressão profissional e de clientes, melhores caixas de TV digital, terminais de banda larga e residenciais, soluções de gestão de comunicação, gestão de energia e sistemas, parcerias em telecomunicação e convergência. Com uma movimentação de vendas de mais de 1,3 bilhões de euros, a Sagemcom emprega 6.570 pessoas em cinco continentes, e tem sua sede em Rueil, na França. O compromisso com a política de desenvolvimento sustentável da Sagemcom começa desde o estágio de projeto do produto. Isso se aplica a todo o processo industrial de eco-design, de acordo com os padrões ISO, reduzindo o consumo de energia de seus produtos, tudo no contexto de um código de ética e prática aplicáveis para todos os seus fornecedores. A Sagemcom foi a vencedora na Categoria de Produto de Telecomunicação de do Prêmio de Serviço ao Consumidor de 2009.

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CPFL Energia estuda o smart grid, mas vê uso limitado da tecnologia

Fonte: Último Segundo em 25/09

O smart grid deve revolucionar a forma de gerar e distribuir energia para os consumidores, e a CPFL Energia já participa do desenvolvimento de estudos visando a adoção da tecnologia em suas redes de distribuição. Mas o diretor de Engenharia da empresa, Rubens Bruncek, avalia que é limitado o potencial de curto prazo para o uso dessa tecnologia no País, sendo factível sua aplicação, no momento, para a redução das perdas comerciais e para a melhoria da qualidade do fornecimento de energia.

“Estamos acompanhando as experiências internacionais sobre o tema, porque essa área evolui constantemente,” afirmou o executivo.

CPFL EnergiaA CPFL Energia foi a primeira empresa da América Latina a aderir na Global Intelligent Utility Network Coalition, criada pela IBM em 2007. Esse grupo conta com empresas de várias partes do mundo, como Estados Unidos, Dinamarca, Índia e Austrália, com o objetivo de desenvolver estudos que permitam a aplicação do smart grid nas redes. “O grande estímulo ao uso dessa tecnologia nesses países é a necessidade de redução da emissão dos gases de efeito estufa”, explica o executivo, lembrando que, na União Europeia, há uma regra, a 20/20/20, que prevê a diminuição das emissões de gás carbônico (CO2) em 20%, a redução do consumo de energia de 20% e a participação das energias renováveis em 20% até 2020.

Segundo Bruncek, é justamente esse apelo inicial que limite o potencial de uso, no curto prazo, do smart grid no Brasil. O executivo lembra que o País já possui uma matriz elétrica altamente limpa e renovável por conta da geração de energia a partir das hidrelétricas. “Nesse contexto, o uso da tecnologia no País tem como principal argumento agregar ganhos de produtividades às concessionárias”, explica o diretor da CPFL Energia. É sob este aspecto que a companhia, a maior holding privada do setor elétrico brasileiro, acompanha os estudos feitos no grupo.

O executivo aponta dois usos em que o smart grid pode prover ganhos às concessionárias: combate às perdas comerciais e automação das redes elétricas. Mas mesmos nesses casos os benefícios variam para cada distribuidora. Bruncek diz que a instalação de medidos eletrônicos para a redução dos furtos e fraudes de energia só é vantajosa para as concessionárias com elevados índices de perdas comerciais – como na Light, na Ampla e Celpa. “Em empresas com taxas elevadas, vale a pena. Mas em casos com índices baixos, como o nosso, a redução obtida não compensa o investimento na substituição dos medidores”, justifica.

A substituição dos medidores, inclusive, é um dos entraves para tornar viável a aplicação de tarifas de energia diferenciadas por horário, como almeja a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “O Brasil possui 65 milhões de medidores. A troca em massa poderia encarecer as tarifas. Até porque muitos equipamentos não foram nem amortizados”, justifica. Além disso, o custo de um novo medidor eletrônico é muito superior aos modelos atuais, que são analógicos. O diretor da CPFL afirma que a empresa vem acompanhando as discussões em curso na Aneel, mas considera inviável a adoção de tarifas diferenciadas no curto prazo.

No caso da automação das redes, o executivo avalia que as tecnologias smart grid permitirão as concessionárias otimizar a operação de suas malhas de distribuição. Hoje, uma parcela dos equipamentos já é operada remotamente pelas empresas em seus centros de operação. Mas Bruncek conta que muitos itens da rede, como as chaves, poderão ser automatizados.

Além de ampliar a produtividade das distribuidoras, os consumidores também terão ganhos porque as empresas terão condições de atender mais rapidamente os problemas na rede. Isso porque muitos procedimentos feitos manualmente pelas equipes de manutenção poderão ser feitos pelos centros de operação remotamente. “Se tudo estivesse automatizado, o centro de operações teria condições de reconfigurar a rede em questão de segundos, reduzindo os prejuízos aos clientes”, disse. Bruncek pondera que o grande desafio para a automação das redes elétricas está na confiabilidade dos equipamentos, dado que os investimentos são extremamente elevados.

O executivo, porém, não se mostra otimista com outras aplicações do smart grid, como a fatura remota da conta de luz dos consumidores. Bruncek explica que o procedimento atual, no qual os leituristas efetuam a medição do consumo nas casas dos clientes e enviam os dados para as concessionárias, é extremamente econômico. “O custo disso fica abaixo de R$ 0,50 por consumidor”, justifica. Para que o faturamento remoto seja viável, o sistema de comunicação entre os medidores e as distribuidoras deve ser barato, o que ainda não é. “Não queremos aumentar os nossos custos. Precisamos, sim, obter ganhos de performance”, justifica.

Nem a transmissão de dados via rede elétrica, a chamada Power Line Communication (PLC), desperta muito interesse da CPFL Energia. O executivo afirma que essa tecnologia demanda uma série de adaptações na rede elétrica para que o sinal seja transmitido pelos fios, e que as empresas de telecomunicação já possuem sua própria infraestrutura de cabos para chegar aos clientes. “As operadoras já possuem infraestrutura para fornecer o acesso à internet aos clientes. Por que deixarão isso de lado para usar as nossas redes?”, questiona Bruncek.

O diretor da CPFL explica que o PLC pode ser atrativo para alguns nichos de mercado. Como exemplo, cita prédios residenciais antigos em que os cabos de telecomunicação não puderam ser instalados. “Em uma situação como essa, pode compensar. Mas é algo secundário. As tecnologias emergentes são fibra óptica e as redes sem fio”, conclui.

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Distribuidoras reagem à proposta do medidor digital

Mal anunciamos as novidades sobre a nova regulamentação de medição inteligente, no SNT (Seminário Nacional de Telecomunicações Aptel 2009), a ser colocada ao grande público no próximo mês, as empresas de distribuição de energia elétrica já estão reagindo:

Medidor Eletrônico

Valor Econômico – 17/09/2009
Por Ana Paula Grabois, do Rio

As distribuidoras de energia do país estão contrárias à iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de colocar em audiência pública no mês que vem a substituição dos medidores de energia por outros “inteligentes”, com funcionalidades que permitam o gerenciamento do consumo por usuários e empresas. Atualmente, os medidores utilizados em novas residências ou em substituição aos analógicos são digitais, mas não têm tais funcionalidades. O monitoramento pelo consumidor será possivel ao combinar o uso do medidor digital com uma tecnologia remota de dados. Segundo a ANEEL, a troca traria economia para as empresas pois deixaria a rede mais eficiente no gerenciamento da carga de energia, reduzindo até a necessidade de investimentos.

Na avaliação do diretor técnico e regulatório da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Fernando Maia, é preciso prazo maior para colocar o assunto em audiência. “As empresas precisam de tempo para traçar um plano de uma rede inteligente própria. A experiência mundial mostra que simplesmente trocar não se justifica economicamente, é um investimento elevado nos novos medidores e na rede.”

O diretor da Abradee questionou a recente regulamentação da internet pela rede elétrica ou Power Line Communications (PLC, na sigla em inglês) que impede que a distribuidora explore os serviços de dados. A distribuidora é obrigada a alugar a rede a uma empresa de telecomunicações, pois, no entender da ANEEL, trata-se de serviço que não está contemplado no contrato de concessão. Para o diretor da Abradee, a rede PLC não vai comportar a rede própria necessária e os serviços oferecidos pela empresa de telecomunicações. “Como a nossa operação vai depender de um terceiro que vai operar na nossa rede para outros fins? Na nossa percepção, o PLC é inerente da concessão de energia se o uso for destinado à automação da rede de energia”, afirmou.

Segundo a ANEEL, a tecnologia utilizada para gerenciar a rede pode ser outra, além da PLC, como rádio ou celular, mas na avaliação das distribuidoras, é preciso que a implementação da rede de comunicação e a troca de medidores ocorram ao mesmo tempo.

O segundo passo da agência, após a implementação gradual dos novos medidores, será a adoção de tarifas diferenciadas de acordo com os horários de maior ou menor uso, como já ocorre nas telefonia fixa. “Mesmo que tenha o faturamento para pagar a cada 30 dias, o consumidor vai saber como o consumo está mudando a cada dia”, diz a diretora da ANEEL Joísa Campanher. Ela, contudo, diz que o plano de troca de medidores não vai criar problemas para as empresas. “Precisamos garantir que essa solução não coloque a concessionária em desequilíbrio. Se a concessionária puder gerenciar a sua carga, é possível que ela possa adiar investimentos e otimizar a sua rede”, afirmou.

Maia, da Abradee, diz, por exemplo, que a troca de um medidor comum por um “inteligente” significa um gasto oito vezes maior, o que pode causar aumento de tarifa se não houver planejamento prévio. “É preciso um planejamento maior do governo, o objetivo é ter tarifa mais barata e serviço melhor. Caso contrário, é melhor deixar do jeito que está. Não queremos mexer só para dizer que é moderno”, afirmou o diretor da Abradee.

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Joísa Campanher Dutra Saraiva, da Aneel: tarifas diferenciadas para consumidores residenciais

Da Agência CANAL ENERGIA – 15/09/2009 por Carolina Medeiros, Entrevistas
Em entrevista de 14/09/2009, dada pela nossa diretora Joísa, que também participou da abertura do Seminário Nacional de Telecomunicações, ela falou sobre a metodologia em estudo pela agência engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e PLC. Segue entrevista:
Uma nova metodologia para a estrutura tarifária está sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Essa nova metodologia engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e o PLC, que utiliza a rede de distribuição para a transmissão de sinais. De acordo com a diretora da Aneel, Joisa Campanher Dutra Saraiva, uma das modificações dessa metodologia diz respeito aos consumidores residenciais, que assim como os grandes consumidores, teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia.
“O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica”, explicou Joísa, durante entrevista à Agência CanalEnergia. Segundo ela, as concessionárias também seriam beneficiadas com a nova metodologia pois poderiam fazer o gerenciamento da carga dos seus consumidores e assim otimizar a utilização das redes, postergando investimentos.
A Aneel ainda não tem uma data definida para a aprovação dessa nova metodologia. No entanto, de acordo com Joísa, a intenção é estabelecer já algumas melhorias na estrutura tarifária para serem aplicadas no terceiro ciclo de revisão tarifária. Confira abaixo a entrevista na íntegra com a diretora da Aneel, Joísa Campanher Dutra Saraiva.
Agência CanalEnergia – O que é o processo da nova metodologia da estrutura tarifária que está em análise na Aneel?
Joísa Campanher Dutra Saraiva – Estrutura tarifária é simplesmente a definição de como é que as tarifas são distribuídas para diferentes grupos de consumidores. A Aneel, na verdade, já tem uma demanda, um desafio de mais de três anos, que é estabelecer aperfeiçoamentos nessa estrutura tarifária. Então, recentemente, em junho desse ano, foi feito um seminário em que já é parte desse processo de aperfeiçoamento. Alguns itens vem sendo trabalhados, mas agora, a nossa intenção, é de que possamos introduzir aperfeiçoamentos mais expressivos. Esse é um  processo complexo. A Aneel ainda não tem grandes desenvolvimentos, por enquanto, ela tem aperfeiçoamentos pontuais. Tecnologias como o PLC, propostas de medição inteligente e redes inteligentes vão permitir maiores aperfeiçoamentos nesse sentido, que é a tarifa chamada “time of use”.  Então, na verdade, a partir de uma sofisticação na forma de medição, certamente vai se poder estender a consumidores de níveis de tensão mais baixos, como consumidores tipo residencial, mecanismos que já existem hoje para grupos de alta tensão e mesmo para esses grupos de alta tensão vai se poder oferecer o que chamamos de um menu de tarifas, que são tarifas diferenciadas ao longo do dia.
ACE – Isso quer dizer que os consumidores residenciais também teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia?
JCDS – O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica.
ACE – Além dessa mudança para o consumidor residencial, o que mais estaria englobado nessa proposta?
JCDS – O que existe agora é um aperfeiçoamento nos procedimentos de rede de distribuição e esses aperfeiçoamentos vão tratar também de formas de disseminação de metodologias de sistemática de medição. Eu creio que esses elementos conjuntamente vão permitir à Aneel trabalhar de forma diferente a sua estrutura tarifária. Se a medição puder ser mais precisa ou seja, se o consumidor tiver a possibilidade de conhecer como é que se comporta o seu perfil de consumo ao longo do dia e a concessionária tiver acesso a esses dados, certamente vai se poder propor ao consumidor essas tarifas e o consumidor se benefiar. Todas essas questões estão de certo modo relacionadas com PLC, medição, rede inteligente, estrutura tarifária, todos esses são desenvolvimentos que vão ocorrer de modo paralelo.
ACE – Para o consumidor, o benefício seria uma redução na tarifa porque ele poderia escolher melhor o horário de uso da energia.
JCDS – Existem várias evidências que mostram que é possível alcançar através dessas metodologias redução na conta de energia por parte do consumidor.
ACE – Mas isso só seria possível após a implementação das redes inteligentes ou poderia acontecer até antes dessa implementação?
JCDS – Até antes. Existem desenvolvimentos que são possíveis até antes da disseminação dessas redes inteligentes.
ACE – Para as empresas de energia, qual seria o benefício dessa nova metodologia?
JCDS – Gerenciamento da carga dos seus consumidores e com isso elas podem otimizar suas redes. Na verdade, elas podem fazer investimentos de modo mais eficientes do ponto de vista de custos e benefícios. As empresas poderiam até postergar investimentos, porque se elas conseguirem distribuir melhor o consumo ao longo do dia, então pode-se ter investimentos mais eficientes.
ACE – Essas modificações poderão ser utilizadas já no terceiro ciclo da revisão tarifária?
JCDS – A intenção da Aneel é estabelecer já melhorias na estrutura tarifária para o próximo ciclo de revisão tarifária. Isso é uma meta.
ACE – Quando a Aneel pretende aprovar essa nova metodologia da estrutura tarifária?
JCDS – Ainda não temos uma data para a aprovação da metodologia, mas deverá ser mais para a frente. Na verdade, ainda não temos todos os elementos necessários para o estabelecimento dessa estrutura tarifária.
ACE – E quanto ao PLC e a medição eletrônica?
JCDS – A medição, nós estamos trabalhando uma proposta de plano para a disseminação de medição eletrônica. O PLC nós já regulamentamos e a Anatel também fez a regulamentação do ponto de vista de qualidade. Nós estabelecemos critérios que devem ser atendidos pelas concessionárias de distribuição, para que elas disponibilizem as suas redes para as empresas interessadas e que com isso seja usada essa tecnologia.
ACE – Que benefícios as empresas de energia teriam com essa tecnologia?
JCDS – Do ponto de vista do consumidor vai existir mais uma oportunidade de acesso para serviços de transmissão de voz, dados e internet. Então, isso traz também o benefício da inclusão digital, já que as redes de distribuição alcançam 100% dos municípios e 95% das unidades consumidoras. Mas para além da inclusão digital, as próprias concessionárias podem fazer uso dessa tecnologia para os seus recursos próprios e essas soluções de medição costumam contar com esse tecnologia do PLC. Então, isso costuma trazer soluções mais interessantes em termos de custos para as concessionárias implementarem as redes inteligentes. O PLC é uma parte dessas redes inteligentes, assim como a medição.
ACE – Existe alguma data para a medição eletrônica ser aprovada pela Aneel?
JCDS – A Aneel está trabalhando em um plano olhando os impactos do ponto de vista tarifário e os benefícios para o consumidor. A própria indústria de equipamentos também precisa ser capaz de acompanhar esse plano. A intenção é que seja adotado proximamente um plano agressivo. A nossa expectativa é que as diretrizes para esse plano saiam ainda esse ano. Essa é uma meta da área técnica

Da Agência CANAL ENERGIA – 15/09/2009 por Carolina Medeiros, Entrevistas

Em entrevista de 14/09/2009, dada pela nossa diretora Joísa, que também participou da abertura do Seminário Nacional de Telecomunicações, ela falou sobre a metodologia em estudo pela agência que engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e PLC. Segue matéria com a entrevista:

Estrutura Tarifária x Redes Inteligentes

Uma nova metodologia para a estrutura tarifária está sendo elaborada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Essa nova metodologia engloba, além da implantação das redes inteligentes, tecnologias como a medição eletrônica e o PLC, que utiliza a rede de distribuição para a transmissão de sinais. De acordo com a diretora da Aneel, Joisa Campanher Dutra Saraiva, uma das modificações dessa metodologia diz respeito aos consumidores residenciais, que assim como os grandes consumidores, teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia.

“O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica”, explicou Joísa, durante entrevista à Agência CanalEnergia. Segundo ela, as concessionárias também seriam beneficiadas com a nova metodologia pois poderiam fazer o gerenciamento da carga dos seus consumidores e assim otimizar a utilização das redes, postergando investimentos.

A Aneel ainda não tem uma data definida para a aprovação dessa nova metodologia. No entanto, de acordo com Joísa, a intenção é estabelecer já algumas melhorias na estrutura tarifária para serem aplicadas no terceiro ciclo de revisão tarifária. Confira abaixo a entrevista na íntegra com a diretora da Aneel, Joísa Campanher Dutra Saraiva.

Agência CanalEnergia – O que é o processo da nova metodologia da estrutura tarifária que está em análise na Aneel?

Joísa Campanher Dutra Saraiva – Estrutura tarifária é simplesmente a definição de como é que as tarifas são distribuídas para diferentes grupos de consumidores. A Aneel, na verdade, já tem uma demanda, um desafio de mais de três anos, que é estabelecer aperfeiçoamentos nessa estrutura tarifária. Então, recentemente, em junho desse ano, foi feito um seminário em que já é parte desse processo de aperfeiçoamento. Alguns itens vem sendo trabalhados, mas agora, a nossa intenção, é de que possamos introduzir aperfeiçoamentos mais expressivos. Esse é um  processo complexo. A Aneel ainda não tem grandes desenvolvimentos, por enquanto, ela tem aperfeiçoamentos pontuais. Tecnologias como o PLC, propostas de medição inteligente e redes inteligentes vão permitir maiores aperfeiçoamentos nesse sentido, que é a tarifa chamada “time of use”.  Então, na verdade, a partir de uma sofisticação na forma de medição, certamente vai se poder estender a consumidores de níveis de tensão mais baixos, como consumidores tipo residencial, mecanismos que já existem hoje para grupos de alta tensão e mesmo para esses grupos de alta tensão vai se poder oferecer o que chamamos de um menu de tarifas, que são tarifas diferenciadas ao longo do dia.

ACE – Isso quer dizer que os consumidores residenciais também teriam tarifas diferenciadas ao longo do dia?

JCDS – O consumidor residencial também poderia se beneficiar de horários diferenciados e, com isso, distribuindo seu consumo ao longo do dia, ele poderia experimentar uma redução na conta de energia elétrica.

ACE – Além dessa mudança para o consumidor residencial, o que mais estaria englobado nessa proposta?

JCDS – O que existe agora é um aperfeiçoamento nos procedimentos de rede de distribuição e esses aperfeiçoamentos vão tratar também de formas de disseminação de metodologias de sistemática de medição. Eu creio que esses elementos conjuntamente vão permitir à Aneel trabalhar de forma diferente a sua estrutura tarifária. Se a medição puder ser mais precisa ou seja, se o consumidor tiver a possibilidade de conhecer como é que se comporta o seu perfil de consumo ao longo do dia e a concessionária tiver acesso a esses dados, certamente vai se poder propor ao consumidor essas tarifas e o consumidor se benefiar. Todas essas questões estão de certo modo relacionadas com PLC, medição, rede inteligente, estrutura tarifária, todos esses são desenvolvimentos que vão ocorrer de modo paralelo.

ACE – Para o consumidor, o benefício seria uma redução na tarifa porque ele poderia escolher melhor o horário de uso da energia.

JCDS – Existem várias evidências que mostram que é possível alcançar através dessas metodologias redução na conta de energia por parte do consumidor.

ACE – Mas isso só seria possível após a implementação das redes inteligentes ou poderia acontecer até antes dessa implementação?

JCDS – Até antes. Existem desenvolvimentos que são possíveis até antes da disseminação dessas redes inteligentes.

ACE – Para as empresas de energia, qual seria o benefício dessa nova metodologia?

JCDS – Gerenciamento da carga dos seus consumidores e com isso elas podem otimizar suas redes. Na verdade, elas podem fazer investimentos de modo mais eficientes do ponto de vista de custos e benefícios. As empresas poderiam até postergar investimentos, porque se elas conseguirem distribuir melhor o consumo ao longo do dia, então pode-se ter investimentos mais eficientes.

ACE – Essas modificações poderão ser utilizadas já no terceiro ciclo da revisão tarifária?

JCDS – A intenção da Aneel é estabelecer já melhorias na estrutura tarifária para o próximo ciclo de revisão tarifária. Isso é uma meta.

ACE – Quando a Aneel pretende aprovar essa nova metodologia da estrutura tarifária?

JCDS – Ainda não temos uma data para a aprovação da metodologia, mas deverá ser mais para a frente. Na verdade, ainda não temos todos os elementos necessários para o estabelecimento dessa estrutura tarifária.

ACE – E quanto ao PLC e a medição eletrônica?

JCDS – A medição, nós estamos trabalhando uma proposta de plano para a disseminação de medição eletrônica. O PLC nós já regulamentamos e a Anatel também fez a regulamentação do ponto de vista de qualidade. Nós estabelecemos critérios que devem ser atendidos pelas concessionárias de distribuição, para que elas disponibilizem as suas redes para as empresas interessadas e que com isso seja usada essa tecnologia.

ACE – Que benefícios as empresas de energia teriam com essa tecnologia?

JCDS – Do ponto de vista do consumidor vai existir mais uma oportunidade de acesso para serviços de transmissão de voz, dados e internet. Então, isso traz também o benefício da inclusão digital, já que as redes de distribuição alcançam 100% dos municípios e 95% das unidades consumidoras. Mas para além da inclusão digital, as próprias concessionárias podem fazer uso dessa tecnologia para os seus recursos próprios e essas soluções de medição costumam contar com esse tecnologia do PLC. Então, isso costuma trazer soluções mais interessantes em termos de custos para as concessionárias implementarem as redes inteligentes. O PLC é uma parte dessas redes inteligentes, assim como a medição.

ACE – Existe alguma data para a medição eletrônica ser aprovada pela Aneel?

JCDS – A Aneel está trabalhando em um plano olhando os impactos do ponto de vista tarifário e os benefícios para o consumidor. A própria indústria de equipamentos também precisa ser capaz de acompanhar esse plano. A intenção é que seja adotado proximamente um plano agressivo. A nossa expectativa é que as diretrizes para esse plano saiam ainda esse ano. Essa é uma meta da área técnica

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Ninguém quer deixar a banda passar

Não estou falando do conjunto musical formado por instrumentistas, especialmente o que executa marchas militares, marchinhas populares etc. Estou falando da banda de frequência de 2,5 GHz, hoje em disputa pelas empresas de celular e TV por assinatura e brevemente também pelas empresas distribuidoras de energia elétrica, agora com a possibilidade de poderem explorar o PLC (Power Line Communications), conforme a Resolução Normativa nº 375/2009 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Resolução nº 527/2009 da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Do ponto de vista das operadoras de celular é compreensível. Conforme análise do engenheiro eletrônico Newton Scartezini, é vergonhoso que o Brasil, um dos maiores do mundo no acesso à Internet, tenha mais de  150 milhões de celulares com potencial uso da Internet 3G (banda larga) e apenas pouco mais de 6 milhões de acessos de banda larga fixa. Mas isso exige uso da famosa banda de 2,5 GHz de frequência que está “sobrando”. Para entender melhor veja o artigo do Scartezini.
Desde 1994 nas mãos de algumas operadoras de TV por assinatura e apenas em algumas localidades, a utilização da banda de 2,5 GHz para TV conseguiu reunir apenas 390 mil assinantes desse serviço.
Mas o potencial mercado não se limita à banda larga 3G, ou a TV por assinatura, ou mesmo banda larga através do PLC, o problema é maior do que aparenta.
É sabido que o Smart Grid irá necessitar de ampla infra-estrutura de telecomunicações para trafegar todos os seus dados de medições de energia e de possíveis aplicações sobre essas medições. O Smart Grid irá requerer redes fixas e móveis e fará uso de várias tecnologias de telecomunicações e com o PLC já regulado pelas agências a concorrência irá se acirrar por largura de espectro de frequência.
Conforme palestra que assisti nessa segunda-feira 14/09, no 10º Seminário Nacional de Telecomunicações Aptel 2009, do vice-chairman do UTC (Utilities Telecom Council), Troy West, o espectro de frequência de 2,5 GHz no mundo está sendo pleiteado como o padrão para utilização do Smart Grid, principalmente nos EUA e na União Européia. Tendo uma banda dedicada o Smart Grid pode permitir que seja explorado ao máximo todo o seu potencial.
E, além disso, por ser um novo mercado onde os padrões estão sendo definidos agora, a adoção rápida do que pode vir a ser um padrão internacional irá tornar os eletrônicos fabricados no Brasil, tanto para 3G quanto para Smart Grid, mais competitivos, ou seja, seria interessante manter essa mesma faixa aqui para essa aplicação.
No final das contas toda essa disputa vai tocar como música nos ouvidos dos consumidores de banda larga e de serviços de automatização inteligente, os custos tenderão a baixar e velocidades de acesso cada vez mais altas custarão cada vez menos.

Banda de 2,5GHz

Não estou falando do conjunto musical formado por instrumentistas, especialmente o que executa marchas militares, marchinhas populares etc. Estou falando da banda de frequência de 2,5 GHz, hoje em disputa pelas empresas de celular e TV por assinatura e brevemente também pelas empresas distribuidoras de energia elétrica, agora com a possibilidade de poderem explorar o PLC (Power Line Communications), conforme a Resolução Normativa nº 375/2009 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Resolução nº 527/2009 da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Do ponto de vista das operadoras de celular é compreensível. Conforme análise do engenheiro eletrônico Newton Scartezini, é vergonhoso que o Brasil, um dos maiores do mundo no acesso à Internet, tenha mais de  150 milhões de celulares com potencial uso da Internet 3G (banda larga) e apenas pouco mais de 6 milhões de acessos de banda larga. Mas isso exige uso da famosa banda de 2,5 GHz de frequência que está “sobrando”. Para entender melhor veja o artigo do Scartezini.

Desde 1994 nas mãos de algumas operadoras de TV por assinatura e apenas em algumas localidades, a utilização da banda de 2,5 GHz para TV conseguiu reunir apenas 390 mil assinantes desse serviço. Mas o potencial mercado não se limita à banda larga 3G, ou a TV por assinatura, ou mesmo banda larga através do PLC, o problema é maior do que aparenta.

É sabido que o Smart Grid irá necessitar de ampla infra-estrutura de telecomunicações para trafegar todos os seus dados de medições de energia e de possíveis aplicações sobre essas medições. O Smart Grid irá requerer redes fixas e móveis e fará uso de várias tecnologias de telecomunicações e com o PLC já regulado pelas agências a concorrência irá se acirrar por largura de espectro de frequência.

Conforme palestra que assisti nessa segunda-feira 14/09, no 10º Seminário Nacional de Telecomunicações Aptel 2009, do vice-chairman do UTC (Utilities Telecom Council), Troy West, o espectro de frequência de 2,5 GHz no mundo está sendo pleiteado como o padrão para utilização do Smart Grid, principalmente nos EUA e na União Européia. Tendo uma banda dedicada será possível explorar ao máximo todo o potencial das redes inteligentes.

E, além disso, por ser um novo mercado onde os padrões estão sendo definidos agora, a adoção rápida do que pode vir a ser um padrão internacional irá tornar os eletrônicos fabricados no Brasil, tanto para 3G quanto para Smart Grid, mais competitivos, ou seja, seria interessante manter essa mesma faixa aqui para essas aplicações.

No final das contas toda essa disputa vai tocar como música nos ouvidos dos consumidores de banda larga e de serviços de automatização inteligente, os custos tenderão a baixar e velocidades de acesso cada vez mais altas custarão cada vez menos.

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Rede de energia elétrica fica mais inteligente

Apesar do título dessa matéria do site Monitor Mercantil, do dia 11/09/2009, ela trata mais sobre PLC.

A tecnologia que permite o acesso à Internet rápida pela tomada, que teve o regulamento aprovado no mês passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é somente o primeiro passo de uma revolução que nasce do encontro dos setores de energia, telecomunicações e informática. A rede elétrica está prestes a se tornar mais inteligente, numa tendência chamada smart grid
Nos Estados Unidos, o governo Barack Obama destinou US$ 5 bilhões para projetos nessa área. No entanto, a banda larga pela tomada não tem conquistado destaque no mercado americano. Lá, as distribuidoras de energia viram na tecnologia – chamada de Powerline Communications (PLC) ou Broadband Over Power Lines (BPL) – como uma solução voltada mais para áreas rurais.
“É uma ótima opção, apesar de o mercado não a ter abraçado”, disse Meredith Baker, integrante da Federal Communications Commission (FCC), a agência reguladora de comunicações do EUA, que participou na quarta-feira do evento TIC 2020, em São Paulo. Segundo ela, isso se deveu mais a uma posição conservadora das distribuidoras americanas de eletricidade do que a problemas com a tecnologia, que tem preço e performance comparáveis ao ADSL (que usa os fios telefônicos comuns) ou cabo. “Ela é muito competitiva.”
Nem todos compartilham desse entusiasmo. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou esta semana que a tecnologia ainda vai demorar três ou quatro anos para decolar no país. John O”Farrell, vice-presidente da Silver Spring Networks, disse que as distribuidoras dos EUA testaram e desistiram, por causa do custo e por causa de interferências.
Nicolas Maheroudis, diretor de Projetos de BPL da Eletropaulo Telecom, disse que a empresa encontrou poucos problemas de interferências nos testes que fez. Desde novembro, a empresa tem o sistema instalado em 300 prédios nos bairros de Cerqueira César, Pinheiros e Moema, em São Paulo. Os testes incluíram 150 apartamentos, e a velocidade do acesso chega a dez megabits por segundo (Mbps). Agora, a Eletropaulo Telecom negocia com operadoras de telecomunicações que queiram usar a sua rede para prestar o serviço de banda larga.
“O terminal ainda é um pouco caro, custando por volta de R$ 300, comparado a R$ 80 do ADSL.”, reconheceu Maheroudis. “Mas, com aumento da escala e fabricação local, esse preço deve cair.” Para Elton Tiepolo, executivo de Utilities da IBM Brasil, a banda larga via energia elétrica se aplica bem a dois extremos: edifícios com grande concentração de pessoas, onde é difícil passar cabos, e áreas rurais, onde outras redes não chegam.
O BPL é só o começo. A rede elétrica inteligente tem um potencial muito grande. As distribuidoras poderão, por exemplo, oferecer pacotes diferenciados, com desconto fora do horário de pico, ou até planos pré-pagos. “No Brasil, dispositivos como medidores eletrônicos podem reduzir muito a fraude”, disse o professor Antonio Marcos Ferraz de Campos, do Mackenzie.

rede_eletrica1

A tecnologia que permite o acesso à Internet rápida pela tomada, que teve o regulamento aprovado no mês passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é somente o primeiro passo de uma revolução que nasce do encontro dos setores de energia, telecomunicações e informática. A rede elétrica está prestes a se tornar mais inteligente, numa tendência chamada smart grid.

Nos Estados Unidos, o governo Barack Obama destinou US$ 5 bilhões para projetos nessa área. No entanto, a banda larga pela tomada não tem conquistado destaque no mercado americano. Lá, as distribuidoras de energia viram na tecnologia – chamada de Powerline Communications (PLC) ou Broadband Over Power Lines (BPL) – como uma solução voltada mais para áreas rurais.

“É uma ótima opção, apesar de o mercado não a ter abraçado”, disse Meredith Baker, integrante da Federal Communications Commission (FCC), a agência reguladora de comunicações do EUA, que participou na quarta-feira do evento TIC 2020, em São Paulo. Segundo ela, isso se deveu mais a uma posição conservadora das distribuidoras americanas de eletricidade do que a problemas com a tecnologia, que tem preço e performance comparáveis ao ADSL (que usa os fios telefônicos comuns) ou cabo. “Ela é muito competitiva.”

Nem todos compartilham desse entusiasmo. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou esta semana que a tecnologia ainda vai demorar três ou quatro anos para decolar no país. John O”Farrell, vice-presidente da Silver Spring Networks, disse que as distribuidoras dos EUA testaram e desistiram, por causa do custo e por causa de interferências.

Quer conectar à Internet? Plugue na tomada.

Nicolas Maheroudis, diretor de Projetos de BPL da Eletropaulo Telecom, disse que a empresa encontrou poucos problemas de interferências nos testes que fez. Desde novembro, a empresa tem o sistema instalado em 300 prédios nos bairros de Cerqueira César, Pinheiros e Moema, em São Paulo. Os testes incluíram 150 apartamentos, e a velocidade do acesso chega a dez megabits por segundo (Mbps). Agora, a Eletropaulo Telecom negocia com operadoras de telecomunicações que queiram usar a sua rede para prestar o serviço de banda larga.

“O terminal ainda é um pouco caro, custando por volta de R$ 300, comparado a R$ 80 do ADSL.”, reconheceu Maheroudis. “Mas, com aumento da escala e fabricação local, esse preço deve cair.” Para Elton Tiepolo, executivo de Utilities da IBM Brasil, a banda larga via energia elétrica se aplica bem a dois extremos: edifícios com grande concentração de pessoas, onde é difícil passar cabos, e áreas rurais, onde outras redes não chegam.

O BPL é só o começo. A rede elétrica inteligente tem um potencial muito grande. As distribuidoras poderão, por exemplo, oferecer pacotes diferenciados, com desconto fora do horário de pico, ou até planos pré-pagos. “No Brasil, dispositivos como medidores eletrônicos podem reduzir muito a fraude”, disse o professor Antonio Marcos Ferraz de Campos, do Mackenzie.

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PLC Internet Pela Rede Elétrica

Após mais de dois anos a Aneel aprovou enfim uma resolução específica para tratar do tema PLC (Power Line Communications).

hotsite_PLC

Segue release para a imprensa do próprio site da Aneel:

Nota à imprensa
25 de agosto de 2009

ANEEL REGULAMENTA O USO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA PARA A COMUNICAÇÃO DE SINAIS
Nova tecnologia permitirá o acesso à internet pela rede elétrica

A diretoria colegiada da Aneel aprovou hoje (25/08), em reunião pública, a Resolução que define as regras para o uso da tecnologia Power Line Communications (PLC). O regulamento determina as condições para a utilização da infra-estrutura das empresas distribuidoras de energia elétrica para implantação do sistema que permite a transmissão de dados por meio da rede de distribuição.

A regulamentação delimita o uso das redes elétricas de distribuição para fins de telecomunicações, garantindo a qualidade, confiabilidade e adequada prestação dos serviços de energia elétrica, gerando incentivos econômicos ao compartilhamento do sistema e zelando pela modicidade tarifária.

O prestador do serviço de PLC deverá seguir os padrões técnicos da distribuidora, o disposto nesta Resolução da Aneel e na regulamentação de serviços de telecomunicações e de uso de radiofrequências da Anatel. A implantação e exploração do PLC não poderão comprometer a qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.

O emprego da tecnologia possibilita novos usos para as redes de distribuição de energia elétrica, sem que haja necessidade de expansão ou adequação da infra-estrutura já existente. A economia representa a redução de custos aos consumidores que serão beneficiados com a apropriação de parte dos lucros adicionais obtidos por meio da cessão das instalações de distribuição, em benefício da modicidade das tarifas.

A Agência prevê que a apuração da receita obtida pelas concessionárias de energia com o aluguel dos fios para as empresas de internet será revertida para a redução de tarifas de eletricidade, nos termos da legislação específica estabelecida pela ANEEL. Esse critério já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos da telefonia.

Embora seja utilizado o mesmo meio físico (as redes de distribuição de energia elétrica), a tecnologia permite o uso independente dos serviços e, portanto, a concessionária poderá também utilizar a infra-estrutura do prestador de serviço de PLC para atender às suas necessidades e interesses.

Ao disponibilizar a sua rede de distribuição, a concessionária deverá dar ampla publicidade por um prazo mínimo de 60 dias para a manifestação dos interessados. O comunicado deverá ser divulgado por três dias com informações sobre a infra-estrutura e condições para uso das instalações de distribuição de energia elétrica em pelo menos três jornais, sendo dois de circulação nacional. A escolha do prestador do serviço deverá ser divulgada em até 90 dias após o pedido.

Os pedidos registrados neste período só poderão ser negados em função de limitação da capacidade, segurança, confiabilidade ou violação de requisitos de engenharia. Neste caso, a distribuidora deverá apresentar a justificativa da negativa em até 60 dias após a manifestação do interessado.

O assunto esteve em audiência pública de 12 de março a 13 de maio de 2009. Neste período, o Órgão Regulador recebeu 163 contribuições de agentes do setor elétrico e de telecomunicações, associações de classe e consumidores.

Em reportagem do Jornal das 10, da Globo News, a nossa diretora predileta da ANEEL deu entrevista:

A ANEEL criou um hotsite muito interessante sobre o tema que pode ser acessado clicando aqui.

Como já citei anteriormente esse era o gap que faltava ser superado para que a tecnologia Smart Grid pudesse finalmente deslanchar e começar sua curva de crescimento (apesar de ser possível utilizando outras tecnologias de telecomunicações). Associada à resolução de medição eletrônica que deve sair até meados de 2010 as empresas de energia elétrica se tornarão na meca da convergência dos três maiores mercados atuais do mundo, quais sejam, energia elétrica (que já é o negócio delas), telecomunicações (internet, telefone, TV a cabo, etc.) e, sobre tudo isso, aplicações de TI (Tecnologia da Informação), como por exemplo, curva em tempo real do consumo de energia, controle residencial automatizado e por aí vai. Com essa concentração de tecnologias elas têm todo o potencial de se tornarem as maiores empresas do mundo (só com energia elétrica estima-se que movimentam só no Brasil 300 bilhões de reais por ano).

Estatísticas internacionais mostram que apenas 25% da população mundial têm acesso à Internet, trazendo isso para a realidade brasileira, com o PLC será possível atender a praticamente os 75% restantes da população sem acesso, principalmente aliado ao programa Luz Para Todos do governo federal, que permitiu levar redes de energia elétrica a mais de 98% dos consumidores.

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Rede Inteligente: por que, como, quem, quando, onde?

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Como meus estudos nesse tema ainda estão começando mas tenho um bom conhecimento dos “antigos” sistemas de distribuição de energia (os atualmente em uso) e agora como escritor do Blog Smart Grid eu vejo dezenas de notícias e fóruns circulando pela internet todos os dias sobre o tema, sendo assim eu vou tentar aqui separar o joio do trigo e deixar mais claro sobre o que é esse tópico. Sinta-se livre, quando ler este artigo, para postar seu comentário ou me enviar um e-mail me corrigindo (a menos que você me chame de nomes feios não irei censurar).
Sei que a wikipedia não é a melhor fonte mas vamos começar com a sua definição para smart grid. O verbete não existe em português mas em inglês sua definição ocupa um bom espaço. Vamos a uma tradução de pratileira:
Uma rede inteligente distribui eletricidade dos fornecedores aos consumidores usando tecnologia digital para economizar energia, reduzir custos e melhorar a confiabilidade e a transparência. Uma rede de energia tão modernizada estã sendo promovida por muitos governos como uma forma de lidar com a independência energética, aquecimento global e questões emergentes de elasticidade. Como qualquer iniciativa extramamente promovida, muitas propostas semelhantes têm nomes semelhantes, incluindo rede elétrica inteligente (smart electric grid), rede de potência inteligente, rede inteligente (ou intelligrid), Rede do Futuro (FutureGrid), e a mais moderna interrede e intrarede (intergrid e intragrid).
Bem impressionante… mas permanece um pouco vago sobre o que a idéia é atualmente e o que ela faz. Que tal se eu aplicar a metodologia de engenharia e quebrar a idéia em um formulário.
A “rede” como ela é hoje.
Por que ela precisa ficar “inteligente”
Como fazer para que ela fique “inteligente”
Quem irá torná-la “inteligente”
Quando ela se tornará “inteligente”
Que outras coisas pode fazer uma Rede Inteligente?
A “rede” como ela é hoje
Abaixo segue imagem simplificada de como é o atual sistema de distribuição de energia elétrica no Brasil.
http://oncor.com/tech_reliable/smarttexas/smartgrid.aspx
http://www.q1productions.com/eventPages/event_PECONF-100.php
Este é o diagrama básico simplificado da rede elétrica existente antes das fontes de energia alternativa serem adicionadas recentemente. Realmente muito simples de se entender. Grandes usinas de geração injetam eletricidade num sistema de fios que a transporta para casas e empresas. Precisando-se de mais energia… basta apenas aumentar a geração. O sistema é tão grande que pequenas flutuações na demanda local são meras pedras lançadas no oceano, assim não causam grandes mudanças no todo. Como você pode imaginar, aumentar ou diminuir a geração de grandes usinas é provavelmente consideravelmente ineficiente e muito inedaquado para a atual demanda. Mas quando o óleo, carvão etc. eram baratos… e nós não nos importávamos em lançar carbono na atmosfera… o sistema era muito bom… contudo ineficiente e poluente.
Por que precisa ficar “Inteligente”
Nos dias de hoje nós temos vários desafios a enfrentar que são do interesse da humanidade em geral e mundo ocidental em particular. Não penso que eu preciso repeti-los aqui mas basicamente eles são em sua natureza ambientais e geopolíticos. Assim, a antiga geração térmica baseada em óleo e carvão precisa ser repensada de forma que nós fiquemos muito mais eficientes na geração e distribuição de eletricidade para os usuãrios finais ou os custos se tornarão extraordinários.
As geradoras decidiram atacar este problema em várias frentes de uma vez… o que é uma boa ideia… finalmente.
Obviamente a primeira ideia a considerar… como em qualquer sistema de engenharia… é eficiência. Isso mesmo, muito pode ser alcançado em fazer as velhas usinas mais eficientes porque elas são justamente isso.. usina muito velhas.
Pode-se ganhar mais eficiência pelo caminho melhorando a eficiência de transmissão e presumivelmente isso está sendo feito enquanto falamos. Como esperado uma parte dos fundos para infra-estrutura serão gastos nesta área. Iniciativas de eficiência energética que recompensam consumidores e empresas para redução do uso de de eletricidade e gás pode resultar em economias nas contas da ordem de $168,6 Bilhões, conforme um relatório feito pelo American council for an Energy-Efficient Economy (ACEEE).
Preços crescentes para a energia tendem a fazer com que os usuários finais busquem eficiências… mas sem terem mais informação para se basearem, isso é o que faz uma grande diferença. Assim, o que nós precisamos é alguma forma de monitorar cada uso individual da energia, assim eles podem ver o que está lhes custando mais dinheiro… o que os permite assim alterar seus ambientes se necessário.
A próxima solução parcial para o nosso problema de energia é a adição de fontes alternativas de energia tais como solar, eólica, marés etc. Como essas fontes tendem a depender da localização geográfica (i.e. energia das marés precisam ser nos oceanos e painéis solares precisam de um local ensolarado para funcionar) nós precisamos estar hábeis a conecta-los na rede existente, assim a eletricidade que eles geram pode fluir para os usuários finais. Eventualmente desejaríamos ser possível desconectar totalmente essas grandes usinas e usar apenas fontes pequenas, mais eficientes e amigas da Terra.
Apesar de isso soar muito simples quanto ao conceito, tem-se alguns problemas básicos que precisam ser levados em conta para que funcione. Como muitas dessas fontes alternativas de energia são intermitentes (i.e. o sol não brilha à noite) nós precisamos ter alguma forma de manter a quantidade e eletricidade nos fios igual o montante que estamos usando em qualquer instante. Para fazer isso nós precisamos ser capazes de acompanhar o que cada um está usando… e balancear com as fontes de energia disponíveis.
Como nós fazemos ele “Inteligente”
Entra o primeiro elemento de uma Rede Inteligente… chamado Medidor Inteligente (Smart Meter). Esse dispositivo irá substituir o velho medidor que é utilizado apenas para medir mensalmente o consumo para que a concessionária envie a fatura. Aqui tem uma foto de como um se parece um Medidor Inteligente:
O que faz esses medidores inteligentes é que eles podem se comunicar eletronicamente com um sistema central via linha de energia (powerline communication – PLC) ou internet ou talvez outra rede eletrônica. Isso significa que a companhia de energia pode instantâneamente saber quanto de eletricidade você está usando. O que permite então o balanço de cargas e assim aumento da eficiência da rede. Isso permite também que a empresa gere sua fatura de energia sem que um leiturista precise ir até sua casa… o que teoricamente pode fazer você economizar dinheiro. Não apenas isso, o consumo de energia pode ser acessado baseado na hora do dia, períodos de carga baixa etc.
Segue algumas coisas que um medidor e uma rede inteligentes permitirão:
Para a empresa de energia:
- Gerenciamento do pico de carga;
- Controle preciso sobre dispositivos de gerenciamento de carga para oferecer programas superiores de resposta da demanda;
- Em conjunto com tecnologias de armazenamento distribuído de energia e de energias renováveis, permitindo que as empresas despachem geração limpa e eficiente de energia pela rede elétrica durante períodos de pico.
Baseicamente elas poderão aumentar a eficiência de suas operações existentes e terão a habilidade de adicionar geração de energia intermitente (renovável).
Para o usuário final:
- Para usuários comerciais e industriais haverá uma multidão de oportunidades de economia de energia disponíveis com essa tecnologia. A habilidade de programar o uso de cargas não essenciais para horários fora de pico por exemplo poderá economizar energia e dinheiro.
- Sabendo quanta energia você está usando em qualquer instante… e quanto isso está custando para você baseado na hora do dia etc. dá a você um meio de cortar custos se você desejar por meio da programação ou cortando o uso. Com um medidor inteligente e uma rede inteligente você poderá ver exatamente o que está acontecendo em qualquer instante. Permitindo também enconomia de energia e dinheiro.
Quem a fará “Inteligente”
Os motivadores primários na adoção das Redes Inteligentes são é claro as companhias de energia. Elas se beneficiarão muito por extenderem a vida de suas usinas e infra-estrutura e aumentar a eficiência dos seus sistemas.
O governo está presente e pronto para fornecer fundos para esses projetos. Como vimos recentemente… há um movimento mundial nessa direção… finalmente.
Muitas empresas estã entrando na batalha agora que parece que voltamos ao caminho e precisamos implementar isto da forma correta. Elas serão as que projetarão sistemas, criarão equipamentos, financiarão projetos, instalará e monitorá os equipamentos e sistemas. Ao longo do caminho precisaremos de treinamento e educação também. Praticamente todo segmento da economia pode se beneficiar com esse movimento.
Em uma convensão recente (Retech 2009) eu disse em uma apresentação do Google nenhum menos… quem tem planejado permitir a qualquer ter um log de medição inteligente no serviço e ver como é o seu consumo de energia. Veja em www.google.org/powermeter para ver o que eles estão fazendo. Isso é coisa boa.
Quando se tornará “Inteligente”
Isso já está acontecendo pelo país e eu tenho certeza que empurrará outros a fazerem as suas tão possível quanto possa. Na fronteira existe uma companhia chamada Xcel Energy com seu projeto SmartGridCity em Boulder no Colorado. Esse sistema avançado e integrado de rede inteligente – quando totalmente implementando dentro de cinco anos – fornecerá aos consumidores um portifólio de tecnologias emergentes projetadas para fornecer benefícios ambientais, financeiros e operacionais.
Também, MEREGIO (Minimum Emissions Region), é um projeto de rede inteligente atualmente em desenvolvimento numa planta piloto na região de Karlsruhe-Suttgart  no sul da Alemanha, uma das áreas mais densas e populosas do país e amplamente considerada o maior local da Europa de fábricas de alta-tecnologia. O objetivo do projeto é criar uma rede otimizada e sustentável que reduzirá as emissões de CO2 tão próximas de zero quanto é tecnicamente e humanamente factível.
Com o governo dos EUA jogando $8.3B no desenvolvimento de redes inteligentes, eu penso que se terá um grande aumento de negócios nos próximos cinco anos. Obviamente se gastará um certo tempo para se fazer os projetos de redes inteligentes pelo mundo… mas o desejo e esperançosamente os fundos de investimentos estão envolvidos agora e assim deixe que tenhamos esperança de que a bola continuará rolando.
Quais outras coisa pode fazer uma Rede Inteligente?
Vá como eu fiz atrás de Tecnologias Residenciais (visite HomeToys.cmo para ver o que eu quero dizer). Eu posso dizer a você que estar apto a monitorar a energia é apena um aspecto da visão smart grid… e ao final, pode não ser a força princial que leva a se instalar redes inteligentes na maioria dos lares.
O que acha se uma companhia de energia pudesse fornecer entretenimento e comunicações na sua casa através da rede inteligente, assim você se livrará das conexões a cabo e telefone e terá apena um conjunto de fios pela casa. Ligue aparelhos e tenha comunicação um com o outro. Faça uma ligação ou navegue pelo sistema residencial e ligue sua banheira e ela estará quente quando você chegar em casa ou desligue as lâmpadas que esqueceu. Ligue uma caixa de multimídia (set top box) e tenha ela conectada na internet e assim assista vídeo sob demanda… ou sintonize sua rede de TV favorita. Ligue um telefone e se comunique com seus amigos como se estivesse em um telefone convencional. Conecte seu carro e tenha ele fornecendo energia para sua casa… ou venda o excesso devolta para a companhia de energia.
Isso não é um sonho e eu penso que você concordará que as Companhias de Energia acharão esse cenário muito mais rentável no longo prazo do que simplesmente poder aumentar a eficiência dos seus sistemas de energia.
A HomePlug Alliance é uma organização que vem trabalhando por anos para fazer tornar esse sonho realidade e eles também têm várias companhias participantes com produtos no mercado que irão fazer exatamente o que eu estou falando acima.
Em qualquer caso, o futuro parece brilhante para aquelas companhias que se alinharem com a construção e manutençÃo do Smart Grid… não apenas nos EUA, mas ao redor do mundo. Se isso for feito corretamente… os princípios beneficiários serão você e eu.

Todo lugar para onde volto meu olhar ultimamente vejo Smart Grid isso e Smart Grid aquilo. Deve ser algo ligado ao meio-ambiente ou mais uma rede de bandidos para ser citado com tanta frequência pela imprensa.

Meus estudos nesse tema ainda estão começando, mas tenho um bom conhecimento dos “antigos” sistemas de distribuição de energia (os atualmente em uso). Agora como escritor do Blog Smart Grid eu vejo dezenas de notícias e fóruns circulando pela internet todos os dias sobre o tema, sendo assim eu vou tentar aqui separar o joio do trigo e deixar mais claro sobre o que é esse tópico. Sinta-se livre, quando ler este artigo, para postar seu comentário ou me enviar um e-mail me corrigindo (a menos que você me chame de nomes feios, não irei censurar).

Sei que a wikipedia não é a melhor fonte, mas vamos começar com a sua definição para Smart Grid. O verbete não existe em português, mas em inglês sua definição ocupa um bom espaço. Vamos a uma “tradução de prateleira”:

“Uma rede inteligente distribui eletricidade dos fornecedores aos consumidores usando tecnologia digital para economizar energia, reduzir custos e melhorar a confiabilidade e a transparência. Uma rede de energia tão modernizada está sendo promovida por muitos governos como uma forma de lidar com a independência energética, aquecimento global e questões emergentes de elasticidade. Como qualquer iniciativa extremamente promovida, muitas propostas semelhantes têm nomes semelhantes, incluindo rede elétrica inteligente (Smart Electric Grid), rede de potência inteligente, rede inteligente (ou Intelligrid), Rede do Futuro (FutureGrid), e a mais moderna interrede e intrarede (Intergrid e Intragrid).”

Bem impressionante… mas permanece um pouco vago sobre o que a idéia é atualmente e o que ela faz. Que tal se aplicarmos a metodologia dedutiva de engenharia e quebrar a idéia em um questionário a ser respondido:

  • Como a “rede” é hoje?
  • Como será a “rede inteligente” do futuro?
  • Por que ela precisa ficar “inteligente”?
  • Como fazer para que ela fique “inteligente”?
  • Quem irá torná-la “inteligente”?
  • Quando ela se tornará “inteligente”?
  • Que outras coisas pode fazer uma Rede Inteligente?

Como a “rede” é hoje?

Abaixo segue imagem simplificada de como é o atual sistema de distribuição de energia elétrica no Brasil.

sistema de distribuição

Este é o diagrama básico simplificado da rede elétrica existente antes das fontes de energia alternativa serem adicionadas recentemente. Realmente muito simples de se entender. Grandes usinas de geração injetam eletricidade num sistema de fios que a transporta para casas e empresas. Precisando-se de mais energia… basta apenas aumentar a geração. O sistema é tão grande que pequenas flutuações na demanda local são meras pedras lançadas no oceano, assim não causam grandes mudanças no todo. Como você pode imaginar, aumentar ou diminuir a geração de grandes usinas é provavelmente consideravelmente ineficiente e muito inadequado para a atual demanda.

Como será a “rede inteligente” do futuro?

Como visão de futuro segue uma imagem simplificada do que será o Smart Grid:

Smart Grid Vision

Agora ao invés de um diagrama unidirecional tem-se um multidirecional, com a energia fluindo pela rede em todas as direções, das usinas para os consumidores, das fontes renováveis distribuídas pela rede para os consumidores, da geração residencial para a rede etc. Segue detalhamento:

  1. Central de Operação do Sistema na concessionária;
  2. Grandes usinas estado-da-arte em geração eficiente de energia;
  3. Residências (consumidores e/ou fornecedores);
  4. Subestações;
  5. Comércio, indústria e governo (consumidores e/ou fornecedores);
  6. Geração renovável de energia em pequena-escala;
  7. Geração distribuída tradicional;
  8. Armazenador distribuído de energia;
  9. Geração distribuída renovável de energia;
  10. Equipamentos eficientes energeticamente;
  11. Veículos elétricos;
  12. Informação de consumo em tempo real;
  13. Programas de gerenciamento de energia pelo lado da demanda;
  14. Medidores inteligentes;
  15. Linhas de transmissão;
  16. Linhas de distribuição.

Por que ela precisa ficar “Inteligente”?

Nos dias de hoje nós temos vários desafios a enfrentar que são do interesse da humanidade em geral e do mundo ocidental em particular. Não penso que preciso repeti-los aqui, mas basicamente eles são em sua natureza ambientais e geopolíticos. Só para constar houve um aumento de 37,9% da participação de fontes não renováveis na produção de energia elétrica no Brasil em apenas um ano, de 2007 para 2008, e diminuição de 1,5% das fontes de energia renovável, conforme dados recentes da EPE, e que essas fontes não renováveis são as principais fontes para geração de eletricidade no mundo… tais sistemas que lançam carbono na atmosfera e são ineficientes e poluentes devem ser repensados para serem substituídos por fontes de energia distribuídas e renováveis e assim ficarmos muito mais eficientes na geração e distribuição de eletricidade para os usuários finais.

As geradoras decidiram atacar este problema em várias frentes de uma vez… o que é uma boa ideia… finalmente.

Obviamente a primeira ideia a considerar… como em qualquer sistema de engenharia… é eficiência. Isso mesmo, muito pode ser alcançado em fazer as velhas usinas tanto hidráulicas quanto térmicas pelo mundo mais eficientes porque elas são justamente isso.. usinas muito velhas.

Pode-se ganhar mais eficiência pelo caminho melhorando a eficiência da transmissão e presumivelmente isso está sendo feito enquanto falamos. A anos a Eletrobrás e a Petrobrás desenvolvem programas de eficiência energética, o Procel e o Conpet e além disso o governo federal irá implantar plano de eficiência energética mais amplo, com possibilidade de que residências que implantem geração distribuída possam vender energia excedente para a rede elétrica. Essas iniciativas de eficiência energética podem resultar em economias nas contas da ordem de bilhões de reais, a exemplo do que aconteceu no apagão de 2001/02 no Brasil.

Sabe-se ainda que preços crescentes para a energia tendem a fazer com que os usuários finais busquem eficiências, seria o caso de ter-se uma tarifa diferenciada para o consumo no horário de ponta, uma tarifa amarela, como a ANEEL já vem divulgando estar estudando essa possibilidade… mas sem terem mais informação para se basearem, o que faz uma grande diferença, o consumidor não poderá decidir desligar o chuveiro no período de ponta. Assim, o que nós precisamos é alguma forma de monitorar cada uso individual da energia, assim eles podem ver o que estará lhes custando mais dinheiro… o que os permite assim alterar seus ambientes e hábitos se necessário.

A próxima solução parcial para o nosso problema de energia é a adição de fontes alternativas de energia tais como solar, eólica, marés etc. Como essas fontes tendem a depender da localização geográfica (i.e. energia das marés precisam ser nos oceanos e painéis solares precisam de um local ensolarado para funcionar) nós precisamos estar hábeis a conectá-los na rede existente, assim a eletricidade que eles geram pode fluir para os usuários finais. Eventualmente desejaríamos ser possível desconectar totalmente essas grandes usinas e usar apenas fontes pequenas, mais eficientes e amigas da Terra.

Apesar de isso soar muito simples quanto ao conceito, têm-se alguns problemas básicos que precisam ser levados em conta para que funcione. Como muitas dessas fontes alternativas de energia são intermitentes (i.e. o sol não brilha à noite) nós precisamos ter alguma forma de manter a quantidade de eletricidade nos fios igual ao montante que estamos usando em cada instante. Para fazer isso nós precisamos ser capazes de acompanhar o que cada um está usando… e balancear com as fontes de energia disponíveis.

Além de todos esses motivos outro motivo pelo qual as instalações de redes inteligentes está crescendo no Brasil é o combate às perdas não-técnicas, ou em bom português, combate ao furto de energia, o famoso “gato”. Monitorando o consumo em tempo real é possível saber exatamente quando houve um aumento repentino de consumo e analisar se deve-se fazer uma visitinha ao consumidor.

Como fazer para que ela fique “Inteligente”?

Entra o primeiro elemento de uma Rede Inteligente… chamado Medidor Inteligente (Smart Meter). Esse dispositivo irá substituir o velho medidor que é utilizado apenas para medir mensalmente o consumo para que a concessionária envie sua fatura. Segue uma foto de como se parece um Medidor Inteligente.

Medidor Eletrônico

O que faz esses medidores serem inteligentes é que eles podem se comunicar eletronicamente com um sistema central via linha de energia (powerline communication – PLC) ou internet ou talvez outra rede eletrônica (celular etc.). Isso significa que a companhia de energia pode instantaneamente saber quanto de eletricidade você está usando. O que permite então o balanço de cargas e assim aumento da eficiência da rede. Isso permite também que a empresa gere sua fatura de energia sem que um leiturista precise ir até sua casa… o que teoricamente pode fazer você economizar dinheiro. Não apenas isso, o consumo de energia pode ser acessado baseado na hora do dia, períodos de carga etc.

Seguem algumas coisas que um medidor e uma rede inteligentes permitirão:

Para a empresa de energia:

  • Gerenciamento do pico de carga;
  • Controle preciso sobre dispositivos de gerenciamento de carga para oferecer programas superiores de resposta da demanda;
  • Em conjunto com tecnologias de armazenamento distribuído de energia e de energias renováveis, permitindo que as empresas despachem geração limpa e eficiente de energia pela rede elétrica durante períodos de pico.

Basicamente elas poderão aumentar a eficiência de suas operações existentes e terão a habilidade de adicionar geração de energia intermitente (renovável).

Para o usuário final:

  • Para usuários comerciais e industriais haverá uma multidão de oportunidades de economia de energia disponíveis com essa tecnologia. A habilidade de programar o uso de cargas não essenciais para horários fora de pico, por exemplo, poderá economizar energia e dinheiro.
  • Sabendo quanta energia você está usando em qualquer instante… e quanto isso está custando para você baseado na hora do dia etc. dá a você um meio de cortar custos se você desejar por meio de programação ou cortando o uso. Com um medidor inteligente e uma rede inteligente você poderá ver exatamente o que está acontecendo em qualquer instante. Permitindo também economia de energia e dinheiro.

A ANEEL realizou consulta pública sobre o tema de medição eletrônica buscando subsídios para elaboração de resolução específica para o tema. Nada está definido ainda quanto a quais funcionalidades os medidores inteligentes deverão ter obrigatoriamente, mas esse é um caminho sem volta, várias empresas de energia no Brasil já estão realizando a substituição dos velhos medidores eletromecânicos por medidores eletrônicos e com a possibilidade de poderem utilizar a tecnologia PLC em benefício próprio, as redes inteligentes estão a um passo de se tornarem realidade e terem todo o seu potencial explorado.

Quem irá torná-la “Inteligente”?

Os principais interessados na adoção das Redes Inteligentes são, é claro, as companhias de energia. Elas se beneficiarão muito por estenderem a vida útil de suas usinas e de suas infra-estruturas e aumentar a eficiência dos seus sistemas.

Diferentemente de outros países o governo no Brasil ainda não criou um fundo específico para desenvolver esses tipos de projetos, como fez para o Luz para Todos, para o Programa de Troca de Geladeiras etc. e a ANEEL ainda está analisando as consequências na tarifa, pois todo investimento realizado pelas distribuidoras tem seu valor reconhecido na tarifa, se for um investimento prudente, conforme decisão da Agência. Mas como vimos recentemente… há um movimento mundial nessa direção… finalmente.

Muitas grandes empresas pelo mundo estão entrando na batalha, como por exemplo GE, IBM, Google, MicroSoft e outras, e assim parece que se está no caminho para implementar isto da forma correta. Elas serão as que projetarão sistemas, criarão equipamentos, financiarão projetos, instalarão e monitorarão os equipamentos e sistemas. Ao longo do caminho precisaremos de treinamento e educação também para vários profissionais a começar pelos Engenheiros Eletricistas e muitos outros. Praticamente todo segmento da economia pode se beneficiar com esse movimento.

Um exemplo do que estar por vir é a possibilidade pelo Google de se ter um log de medição inteligente no serviço e ver como é o seu consumo de energia. Veja em Google Powermeter para ver o que eles estão fazendo. Isso é coisa boa.

Quando ela se tornará “Inteligente”?

Isso já está acontecendo pelo Brasil e pelo mundo e eu tenho certeza que impulsionará outros a fazerem as suas tão rápido quanto possível. Fora do Brasil, na dianteira  existe uma companhia chamada Xcel Energy com seu projeto SmartGridCity em Boulder no Colorado, EUA. Esse sistema avançado e integrado de rede inteligente – quando totalmente implementando dentro de cinco anos – fornecerá aos consumidores um portfólio de tecnologias emergentes projetadas para fornecer benefícios ambientais, financeiros e operacionais.

Também, MEREGIO (Minimum Emissions Region), é um projeto de rede inteligente atualmente em desenvolvimento numa planta piloto na região de Karlsruhe-Suttgart  no sul da Alemanha, uma das áreas mais densas e populosas do país e amplamente considerada o maior local da Europa em fábricas de alta-tecnologia. O objetivo do projeto é criar uma rede otimizada e sustentável que reduzirá as emissões de CO2 tão próximas de zero quanto é tecnicamente e humanamente factível.

Há ainda o projeto Málaga SmartCity lançado recentemente na Espanha. O projeto de € 31 milhões envolvendo onze empresas sob a liderança da companhia energética espanhola Endesa está sendo realizado em Playa de la Misericordia uma seção de Málaga, envolvendo 300 clientes industriais, 900 prestadores de serviços e 11.000 famílias, durante um período de quatro anos. Fontes de energia renováveis serão ligadas à rede mais próximas dos clientes casando geração com consumo, sendo instalando painéis foto-voltaicos em edifícios públicos, utilizando micro-geração em alguns hotéis e instalando micro sistemas eólicos na região.

Nos EUA o governo Obama  liberou pacote de investimentos de $8,3 bilhões para o desenvolvimento de redes inteligentes, o que com certeza provocará um grande aumento de negócios nos próximos cinco anos. Obviamente se gastará certo tempo para se fazer os projetos de redes inteligentes pelo mundo, até se explorar todo o seu potencial, mas não há quem pare isso mais, redes inteligentes serão para a energia elétrica o que os sistemas celulares foram para as telecomunicações.

No Brasil quem está à frente são as concessionárias de energia, como ELETROPAULO, CEMIG, CPFL, e outras em conjunto com associações como a Aptel, Abradee e outros representantes do setor elétrico, bem como empresas produtoras de equipamentos, como por exemplo, a Landis Gyr que conseguiu recentemente homologação pelo Inmetro do seu sistema de medição eletrônica. A principal dificuldade é qual modelo utilizar no desenvolvimento das redes inteligentes, o que precisa do apoio da ANEEL com regulamentos adequados a essas várias possibilidades que se apresentam com a utilização de Smart Grid.

Que outras coisas pode fazer uma Rede Inteligente?

Eu posso dizer a você que estar apto a monitorar a energia é apenas um aspecto da visão Smart Grid… e ao final, pode não ser a força principal que levará a se instalar redes inteligentes na maioria dos lares.

O que acha se uma companhia de energia pudesse fornecer entretenimento e comunicações na sua casa através da rede inteligente, assim você se livrará das conexões a cabo e telefone e terá apena um conjunto de fios pela casa. Ligue aparelhos e tenha comunicação um com o outro. Faça uma ligação ou navegue pelo sistema residencial e ligue sua banheira e ela estará quente quando você chegar em casa ou desligue as lâmpadas que esqueceu ligadas. Ligue na tomada uma caixa de multimídia (set top box) e tenha ela conectada na internet e assim assista vídeo sob demanda… ou sintonize sua rede de TV favorita. Plugue um telefone e se comunique com seus amigos como se estivesse em um telefone convencional. Conecte seu carro e tenha ele fornecendo energia para sua casa… ou venda o excesso de volta para a companhia de energia.

Isso tudo não é um sonho e eu penso que você concordará que as companhias de energia acharão esse cenário muito mais rentável no longo prazo do que simplesmente poder aumentar a eficiência dos seus sistemas de energia ou combater o furto de energia.

Já existem no mundo sistemas de automatização de residências, desenvolvidos por empresas que vêm trabalhando por anos para fazer tornar esse sonho realidade e existem várias companhias já hoje com produtos no mercado que irão fazer exatamente o que eu estou falando acima.

Em qualquer caso, o futuro parece brilhante para aquelas companhias que se alinharem com a construção e manutenção do Smart Grid… não apenas no Brasil, mas ao redor do mundo. Se isso for feito corretamente… os principais beneficiários serão você e eu.

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Distribuidoras não poderão explorar serviço de Internet via rede elétrica

Será dada hoje a largada para a exploração das redes de distribuição de energia elétrica para além de simplesmente fornecerem energia. Leia a notícia abaixo, e baseado no que o Smart Grid promete, analise as possibilidades, como por exemplo, concentrar todos os serviços de internet, TV a cabo e energia numa só rede dentro da sua casa e com apenas uma instalação de fios, ou seja, vão desaparecer vários cabos, e todos sabem que a velocidade final do PLC para acesso à internet é muito maior, da ordem de 100 MBPS no mínimo.

Distribuidoras não poderão explorar serviço de Internet via rede elétrica
JORNAL DA ENERGIA – São Paulo, 10 de Agosto de 2009
Por Milton Leal

Aneel vai votar nesta terça-feira (11/08) resolução sobre a regulamentação do PLC.

PLC-ANEEL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve aprovar nesta terça-feira (11/08) a resolução que regulamenta a utilização das redes de distribuição de energia elétrica como meio de transporte para a Internet. Com isso, a tecnologia chamada de Power Line Communications (PLC) passará a ser realidade para os consumidores.

A proposta de resolução, que já está disponível para consulta, contemplou 168 contribuições de diversos agentes e determina que as distribuidoras não poderão oferecer o serviço de banda larga via rede elétrica e deverão emprestar suas redes para que empresas terceiras explorem o serviço. Contudo, nada impede que as concessionárias de distribuição criem subsidiárias de telecomunicações para prestarem o serviço.

A distribuidora terá liberdade para o uso privativo da tecnologia PLC nas atividades de distribuição de energia elétrica, ou sua aplicação em projetos sociais, com fins científicos ou experimentais.

Em contrapartida, as distribuidoras receberão uma espécie de aluguel das companhias prestadoras do serviço, mas terão que destinar essa receita para reduzir as tarifas de energia elétrica dos consumidores. Na resolução, ainda não consta o quanto será destinado à modicidade tarifária. Os contratos serão livremente negociados entre as partes.

A gestão e manutenção da rede, segundo a resolução, ficarão a cargo da distribuidora. Segundo a Aneel, os serviços de fornecimento de eletricidade não poderão sofrer alterações com a entrada em operação da nova tecnologia. O prestador de serviço PLC não poderá ceder a terceiros seu direito de utilização das redes.

Para disponibilizar suas instalações para o uso da tecnologia PLC, a distribuidora deverá dar publicidade antecipada em, pelo menos, dois jornais de circulação nacional e um jornal de circulação local, durante três dias, sobre a infraestrutura e respectivas condições para uso das instalações de distribuição de energia elétrica.

A distribuidora somente poderá negar a solicitação do pretendente devido à limitação na capacidade, segurança, confiabilidade ou violação de requisitos de engenharia. A distribuidora deve escolher o prestador de serviço considerando o interessado que atenda a todos os requisitos técnicos e apresente o maior valor a ser pago pelo contrato de uso comum.

Clique aqui para ler a proposta de resolução que será votada.

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