A luta do “Smart Grid”

Fonte: Forbes – 13.08.2010

Estados Unidos – A Comissão de Serviços Públicos de Maryland rejeitou em junho o aumento de uma tarifa como parte de um plano de 835 milhões de dólares proposto pela Baltimore Gas and Eletric para instalar medidores inteligentes e uma nova rede de comunicação. A decisão inicial colocou em risco um empréstimo de 200 milhões de dólares do Departamento de Energia Norte- Americano (DOE, na sigla em inglês).

Outros aumentos de tarifa similares em outras distribuidoras foram negados em outros estados. Todos os acionistas concordam que as melhorias nas redes de abastecimento são de extrema necessidade, mas existem controvérsias consideráveis sobre se as metodologias propostas pelas distribuidoras beneficiam os consumidores ou se agem como um impedimento estrutural para outras reformas fundamentais. Atualmente os sistemas de energia do norte do país enfrentam diversos desafios como distribuição, transmissão e o alto custo das energias renováveis, além da dificuldade de encontrar uma forma de balancear um sistema altamente dinâmico de rede inteligente da maneira mais eficiente economicamente.

Para resolver os desafios enfrentados pelo sistema de energia existente, informações devem ser trocadas entre os sistemas partipantes para que seja criada uma rede de transações. Para que as redes inteligentes beneficiem os consumidores, é preciso que transformem-se em uma plataforma e-commerce como a internet e não apenas em uma rede de informações. Para que as redes inteligentes funcionem bem, o sistema como um todo deve estar apto a facilitar a comunicação hierárquica e direta e o mecanismo de autorização de transações para a rede inteligente deve refletir as melhores práticas adaptadas a cada escala. Além disso, a comunicação entre consumidores e distribuidoras deve ser igual à comunicação entre as próprias distribuidoras.

O atual modelo de comando e controle das distribuidoras tende a prejudicar a viabilidade a longo prazo dos esforços do smart grid. Se as regulamentações permitirem às distribuidoras manterem seus sistemas fechados, oportunidades econômicas podem ser perdidas. Na maioria das vezes, os consumidores se beneficiam com políticas que incentivam os investimentos que reduzem os custos das transações, mas isso só será possível com sistemas de controle descentralizados e com novos modelos de indústrias de serviço de energia.

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Siemens entra na corrida para atender nova forma de pagamento

Fonte: Brasil Econômico – 11.08.2010 Por João Paulo Freitas e Priscila Machado

A alemã Siemens é uma das empresas que aguardam um sinal positivo do governo brasileiro para avançar na distribuição e produção local de equipamentos para smart grid, isto é, rede elétrica inteligente. De acordo com Guilherme Mendonça, gerente geral de vendas da Siemens Energia, a companhia tem forte atuação no mercado europeu e quer trazer ao Brasil as mesmas soluções para redes inteligente que já vende por lá. “Isso já está acordado com a nossa matriz. Poderemos produzir localmente a estrutura necessária, sozinho ou por meio de parceiros” diz.

Entre as soluções que a companhia pretende trazer ao país estão equipamentos que possibilitariam da cobrança antecipada — isto é, a venda de energia por um modelo pré-pago — e a diferenciação de tarifas conforme a hora do dia. “São aplicativos que permitirão ao cliente das distribuidoras acompanhar, pela internet, em quais horários ele está consumindo mais e em que ele está gastando”, afirma. “Já as companhias poderão oferecer novos planos de pagamento e ligar e desligar o fornecimento sem a necessidade de ir até a casa do consumidor, além de se protegerem contra fraudes”, diz Mendonça.

Segundo o executivo, a grande questão sobre o tema gira em torno de quem arcará com as despesas na implementação do novo sistema. “O principal desafio é obter fontes de financiamento para isso. Como fornecedores, estamos na expectativa.”

Cyro Boccuzzi, presidente da consultoria Eco EE e do Fórum Latino Americano de Smart Grid, acredita que o consumidor não deverá pagar diretamente pela substituição dos medidores residenciais analógicos por outros mais modernos e capazes de operar na rede inteligente, já que a instalação desses equipamentos é de responsabilidade das concessionárias. Mas ele observa que o processo de troca não será simples. “Existem 63 milhões de medidores no Brasil. Levará um tempo considerável até os novos medidores estarem operando”, avalia.

Devido aos custos desse processo, o especialista acredita também que a nova tecnologia chegará primeiro aos grandes clientes. “Os gastos serão primeiramente direcionados aos consumidores capazes de gerar mais benefícios ao sistema elétrico com o uso da rede inteligente, como as grandes instalações residenciais e principalmente as comerciais e industriais de maior porte”, diz Boccuzzi. Apesar da avaliação de que inicialmente apenas os grandes clientes devem ser beneficiados, Boccuzzi observa que o novo modelo acabará beneficiando também os consumidores de menor rendimento.

Se, por um lado, a implantação de um sistema de distribuição de energia no formato pré-pago não depende da existência de uma rede inteligente, esse modelo se tornaria popular com ela, já que o consumidor poderia controlar melhor a energia que comprou com antecedência. “Da mesma forma que as pessoas de baixa renda sabem como usar o celular pré-pago, elas poderão adquirir uma quantidade de energia que cabe no seu bolso e procurar os melhores horários para utilizá-la”, afirma.

A brasileira Treetech, desenvolvedora de sensores inteligentes para subestações de energia elétrica e de um software de monitoramento — soluções voltadas ao atendimento da base das redes inteligentes —, também aguarda com ansiedade as definições da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa avalia que o novo sistema de distribuição impulsionará seus negócios. “Será necessário modernizar a rede e isso deve gerar um aumento significativo da demanda por sistemas que possam ajudar as empresas a cuidar e proteger seus ativos elétricos”, diz Gilberto Moura, diretor de marketing da Treetech.

Enquanto o Brasil não ingressa no mundo das redes inteligentes, a Treetech avança mundo afora. Em2009, 15% do seu faturamento foi proveniente de vendas para o exterior. A previsão da empresa é que esse percentual passe dos 50% em três anos.

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Microsoft amplia portal Hohm para melhorar monitoramento de energia

Fonte: IDGNOW! – 28.07.2010

Blue Line PowerCost Monitor e PowerCost Monitor WiFi

Estados Unidos – A Microsoft decidiu expandir o seu portal de monitoramento de energia, conhecido como Hohm. A partir de agora, os proprietários de uma residência nos Estados Unidos poderão acompanhar, de seus computadores pessoais, a quantidade de energia consumida na casa.

De acordo com um comunicado da Microsoft, emitido na última terça-feira, dia 27, o serviço agora pode receber dados a partir de um aparelho de rastreamento de energia, oferecido pela Blue Line Innovations, e que leva o nome de PowerCost Monitor. A combinação oferece gráficos sobre o consumo, mostrando um resumo longitudinal, minuto a minuto, de quais são os principais gastos.

O PowerCost Monitor é um dispositivo wireless que, quando acoplado ao medidor elétrico da casa, lê o consumo de energia, e envia os dados para um computador que, por sua vez, retransmite as informações para o portal Hohm, onde podem ser agregados e analisados.

Prestando atenção nos momentos de maiores gastos e sabendo quais aparelhos são usados, os consumidores podem entender melhor quais equipamentos utilizam mais energia.

No blog sobre o Hohm, o gerente geral da divisão, Troy Batterberry, declarou que a parceria com a Blue Line é um passo importante nos planos da companhia para criar todo um “ecossistema”, com equipamentos e dispositivos de energia, como lâmpadas, aparelhos inteligentes e carros elétricos.

“Nós vemos um futuro em que – através do Hohm – todas essas coisas podem funcionar, simultaneamente, para proporcionar a todos ferramentas para entender, gerenciar e reduzir seu uso de energia”, escreveu ele.

Ainda no blog, Batterberry mostrou, com o uso de um gráfico, o efeito dramático que um ar condicionado pode ter sobre o consumo por hora de uma casa.

“Obviamente, isso não significará o fim deste aparelho, mas aumentará a conscientização das pessoas sobre o quanto de energia ele consome, para então tomar decisões mais inteligentes”, disse o gerente geral.

Ainda como serviço beta, o portal Hohm analisa a energia consumida com base em informações fornecidas pelo próprio usuário.

No futuro, a Microsoft planeja trabalhar com empresas prestadoras de serviços públicos, para que os dados sejam enviados diretamente para o site, quando solicitado pelo usuário. Segundo a empresa, esse método pode ajudar as pessoas a economizar dinheiro e conhecer melhor seu consumo de energia.

Apesar de gratuito, serviço beta é, até o momento, exclusivo para as residências norte-americanas, de acordo com um porta-voz da Microsoft. O PowerCost Monitor custa cerca de 268 dólares.

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Redes inteligentes de energia vão beneficiar pequenos negócios

Fonte: Agência Sebrae de Notícias – 28.07.2010 Por Beth Matias

São Paulo – Um projeto da multinacional norte-americana Cisco com a General Eletric e a Florida Power & Light (companhia de energia elétrica) deverá colocar Miami, na Flórida, no centro das discussões mundiais sobre consumo de energia em 2011. Estão sendo investidos na cidade US$ 200 milhões para conectar em redes inteligentes de energia (smart grid) cerca de 1 milhão de pessoas.

O projeto começou no final de 2009 e serão instalados medidores inteligentes em cerca de 1.000 residências registradas em um estudo avançado que irá transformá-las em residências inteligentes, com painéis de controle e termostatos que irão ajudar a gerenciar as cargas elétricas e reduzir o consumo de energia durante períodos de pico.

A companhia de energia elétrica irá utilizar 300 veículos movidos à energia elétrica, com 50 estações de abastecimento em toda a cidade de Miami. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (27) por Fernando Rodrigues, gerente de vendas de redes inteligentes da GE no Brasil, durante o 8º Congresso Internacional Brasil Competitivo 2010, promovido pelo Movimento Brasil Competitivo.

“Hoje as grandes empresas já têm tarifas diferenciadas. O grande beneficiado deste sistema será o consumidor final e as pequenas empresas, que poderão vender energia solar excedente acumulada em suas propriedades por meio de painéis solares”, explicou Rodrigues. No Painel, ‘Redes Inteligentes: desenvolvimento, regulação e competitividade no Brasil’, três grandes empresas (IBM, GE Energy e CPFL Energia) abordaram a importância da renovação da matriz energética mundial, com aproveitamento inteligente da energia nos países.

“Acreditamos que os próximos 20 anos trarão transformações determinantes para o setor. Temos que motivar a inovação”, explicou o executivo de consultoria para Energia e Utilidades da IBM, Dario Soares de Almeida. Segundo ele, o Brasil deve aprender com o que já existe e construir um modelo próprio de redes tecnológicas no Brasil. “O mundo está cada vez mais estruturado e inteligente, viabilizando os programas de smart grid. A energia é infraestrutura básica de desenvolvimento e competitividade”.

Segundo Almeida, há seis grandes motivos para a mudança na geração e distribuição de energia no mundo: mudanças climáticas e preocupações ambientais; crescimento das energias renováveis, novas tecnologias disruptivas (carros elétricos e armazenamento de energia), envelhecimento da infraestrutura e desejo do consumidor pela administração da própria energia.

Entre os principais beneficiados, estarão os consumidores e as micro e pequenas empresas. que terão mais poder sobre seu próprio consumo de eletricidade. Com liberdade para escolher a fonte, eles poderão, também, gerar energia para o sistema. Além disso, as distribuidoras deixarão de ser meras fornecedoras de energia, para se tornarem prestadoras de serviço, como acontece com as empresas de telefonia.

No Brasil

O Brasil possui 65 milhões de consumidores de energia elétrica. Apenas 7,4% dos 63 milhões de medidores do País são eletrônicos. O restante ainda é eletromecânico, o que requer leitura presencial e é mais suscetível a fraudes, segundo a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel).

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, em parceria com a Aptel e mais 32 distribuidoras no País, estão elaborando uma proposta para um Plano Brasileiro de Redes Inteligentes. “A idéia é elaborar de um relatório com os possíveis cenários para a migração do setor elétrico brasileiro em direção à adoção do conceito de rede inteligente que será entregue ao governo federal”, disse o gerente de Inovação e Tecnologia da CPFL Energia.

Estão sendo pesquisados, segundo ele, medição inteligente, automação da distribuição e da transmissão e geração e armazenamento e veículos elétricos. O documento deverá ficar pronto até fevereiro de 2011.

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Consumidores dão mais atenção a redes inteligentes

Fonte: CNET News – 02.07.2010

Estados Unidos – O papel dos consumidores – o ponto final na complexa cadeia da rede elétrica – está entrando no foco de discussão, enquanto o país tenta modernizar sua infraestrutura elétrica. Como parte do programa de estímulo do governo, milhões de medidores inteligentes serão instalados pelos próximos três anos, oferecendo uma conexão de via dupla entre a distribuidora e seus clientes. Mas, apesar do foco no hardware do programa multibilionário de smart grid, tanto as distribuidoras quando os grupos de defesa começam a valorizar as virtudes de envolver os consumidores.

O Conselho Norte-Americano de Economia e Eficiência Energética (ACEEE, na sigla em inglês) lançou na última terça-feira, 29 de junho, resultados de um estudo que conclui que ferramentas de retorno sobre o consumo da energia são mais importantes que os medidores inteligentes na redução do consumo de energia dos consumidores. Analisando 57 programas de retorno residencial desde 1974, o ACEEE concluiu que nenhuma distribuidora tem ferramentas de uso final suficientes, assim como faturamento mais detalhado ou divulgação de consumo em tempo real através de monitores instalados nas residências ou através da internet.

“Iniciativas de medição avançada sozinhas não são suficientes para oferecer aos usuários residenciais de energia o retorno necessário que precisam para alcançar economias de energia. No entanto, eles oferecem oportunidades importantes”, de acordo com o diretor de Análises Sociais e Econômicas do ACEEE, John Laitner, em nota. “Para realizar o potencial de economias induzidos pelo retorno, os medidores inteligentes devem ser utilizados em conjunto com monitores online ou domésticos, e programas bem projetados que informem, comprometam, apoiem e motivem pessoas de maneira bem sucedida”, afirmou.

Programas que dão às pessoas mais controle sobre o seu uso de eletricidade e assim ajudam a reduzir desperdícios podem em último caso cortar o consumo de 4 a 12 por centro, de acordo com a ACEEE, que diz que as economias podem chegar a US$35 bilhões em 20 anos.

A companhia de consultoria e pesquisa SBI Energy esta semana liberou um estudo onde diz que perto de 80 por cento do dinheiro investido em smart grid está do lado da empresa de energia, tais como atualizações dos equipamentos da rede elétrica e tecnologia de computação para lidar com a grande quantidade de dados. Mas essa divisão irá mudar, à medida que mais equipamentos, incluindo medidores inteligentes, são instalados no lado do consumidor, diz o analista David Cappello.

J.D. Energia e Associados liberou um estudo na terça-feira onde mostra que as empresas distribuídoras têm um longo caminho a percorrer em educar os consumidores em tecnologias smart grid, particularmente em certas regiões. Em muitos casos, reguladores, também, precisam mudar as regras em como as empresas recuperam seus investimentos em tecnologia. Mas programas smart grid apresentam também uma oportunidade para as empresas melhorarem suas relações com os consumidores.

“À medida que os governos estaduais e empresas de distribuição desenvolvem infraestrutura e implementam estratégias para smart grid e medidores inteligentes, será crucialmente importante para eles incorporarem a voz do consumidor em seus planos,” disse Jeff Conklin, diretor senior de energia da J. D. Power.

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Medição Inteligente: O gabinete do medidor como central de medição e comunicação

Fonte: ABB Brasil – Por Peter Christ

A preocupação do consumidor com o ambiente e os custos com energia cresceram nos últimos anos. O debate atual sobre a proteção ao clima e os custos elevados de energia é um incentivo para reduzir o seu próprio consumo de energia. Como experiências em outros países mostraram, isso é possível através da introdução da tecnologia conhecida como “tecnologia de medição inteligente”. Na Feira de Hannover em 2009, a ABB apresentou medidores eletrônicos de fornecimento doméstico que, combinados a um gateway de dados, permitem que os clientes “vejam” onde estão consumindo energia. Na “casa do futuro”, o medidor incorporará um monitor para ajudar a visualizar o consumo de energia. Com um monitor gráfico simples de entender, os consumidores podem ler facilmente o medidor e otimizar imediatamente o uso de energia. Os consumidores também podem ver, imediatamente, os resultados das medidas de economia de energia ao comprarem um refrigerador com eficiência energética, por exemplo.

Seguindo a discussão sobre proteção ao clima, o Governo Federal Alemão se mobilizou para introduzir os medidores inteligentes na Alemanha, que passarão a ser obrigatórios a partir de 2010. Com a introdução do medidor eletrônico de fornecimento doméstico (EDSM) e do dispositivo integrado de contato e suporte (BKE-I), a ABB oferece soluções inovadoras para as tecnologias de medição e distribuição. Essa tecnologia de medição torna possível a construção de novas placas de medidor ainda mais compactas. Além disso, as placas de medidores existentes podem, também, ser aperfeiçoadas com um adaptador (BKE-A) para o medidor eletrônico de fornecimento doméstico da ABB.

É fácil de instalar e define novos padrões para medidores domésticos que apontam o caminho para o futuro. Ele é a base para a medição inteligente e possibilita não somente a eficiência energética como também economiza dinheiro em um mercado de energia desregulamentado. Em conjunto com um gateway de dados, ele é uma solução completa para a medição inteligente, que também possibilita a leitura e visualização de dados de consumo de outras unidades (água, gás, aquecimento). O gateway de dados coleta os dados medidos de todas as unidades e pode encaminhá-los ao fornecedor. Os dispositivos adicionais necessários para fazer isso estão igualmente abrigados no gabinete do medidor.

Com os medidores eletrônicos de fornecimento doméstico, não é mais necessário efetuar as leituras do medidor no local e todo o consumo de energia da casa é exibido de maneira transparente. O fornecedor de energia é capaz de calcular o consumo em um tempo adequado através de leituras remotas do medidor eletrônico, ajudando o consumidor a controlar suas necessidades de energia com muito mais antecedência. Cálculos de energia detalhados podem até mesmo ajudar a revelar qualquer dano à rede ou “devoradores de energia” escondidos.

No futuro, os consumidores serão capazes de combinar livremente o fornecedor de energia e os provedores de serviços para registro de dados de consumo e também, mais tarde, o faturamento. Com a solução do medidor inteligente, é possível desligar instantaneamente o consumo de energia do consumidor através de controle remoto quando ele cancela sua conta. Os fornecedores de energia começarão a oferecer taxas baseadas em horários quando a tecnologia estiver totalmente difundida. Os consumidores serão, então, encorajados a usar os eletrodomésticos que consomem muita energia, como máquinas de lavar, nos horários em que a taxa é menor. Não menos importante, as taxas baseadas em horários levarão a uma distribuição mais nivelada de consumo de energia durante o dia e a semana, reduzindo a necessidade da corrente de carga de pico e, consequentemente, aliviando o trabalho de gerenciamento da rede elétrica para os fornecedores de energia ao passo que mais e mais fontes de energia reutilizáveis como a solar, a eólica e a hidroelétrica são integradas.

Atualmente, a ABB já oferece tecnologia de medição inteligente doméstica nessas áreas que incorporam módulos suplementares correspondentes para medidores eletrônicos. Há também painéis de comunicação disponíveis para a expansão do gabinete do medidor para, por exemplo, encaminhar dados medidos através de outros dispositivos, como medidores de gás, aquecimento e água, a qualquer hora do dia. Isso transforma o gabinete do medidor na central de comunicação da casa.

Fatos sobre os medidores eletrônicos de fornecimento doméstico para a medição de energia ativa com objetivos de leitura de medidores (faturamento):

  • Projetado de acordo com a especificação VDN “Elektronische Haushaltszähler”, Versão 1.02.
  • Instalação simples e substituição do medidor.
  • Medidores de taxa simples ou dupla.
  • Com relógio interno
  • de tempo real.
  • Altamente resistente a campos magnéticos.
  • Pronto para a medição inteligente.

Medidor eletrônico de fornecimento doméstico para medição de energia ativa com objetivos de leitura do medidor (faturamento).
Este gabinete do medidor torna-se a central de comunicação da casa.

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Tecnologias do futuro: Domótica e Internet das Coisas

Fonte: Inovação Tecnológica – 05/02/2010

A plataforma foi pensada para não sufocar a inovação tecnológica, não impondo restrições sobre as tecnologias do futuro, que ainda não foram sequer imaginadas.

Casas inteligentes pressupõem equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos que, mesmo não sendo um primor em termos de QI, sejam capazes pelo menos de conversar uns com os outros.

Isto começa a se tornar possível, graças ao trabalho de um consórcio de empresas e instituições de pesquisas da Europa.

Eles construíram uma camada intermediária de software e hardware – um middleware – que permite que sensores e equipamentos de diversos fabricantes troquem dados e funcionem de forma cooperativa.

Tecnologias do futuro

A maioria das propostas de casas e edifícios inteligentes pressupõe a existência de capacidades embutidas nos aparelhos domésticos – da TV e da geladeira até os sistemas de aquecimento, iluminação e ar condicionado – que os tornem capazes de se comunicar uns com os outros, de preferência por meio de redes sem fio.

Essa interconexão permitirá uma operação em conjunto que aumente o conforto e o bem-estar dos moradores e, sobretudo, economize energia ao máximo.

Mas como aparelhos diferentes, utilizando diferentes tecnologias, fabricados por empresas diferentes, em momentos diferentes, poderiam comunicar-se uns com os outros?

Uma forma seria a de insistir em que todos os dispositivos sejam fabricados em conformidade com algum padrão acordado, nacional ou internacionalmente. Mas isso seria complexo e demorado demais, além de se aplicar somente aos aparelhos novos.

Isso também poderia sufocar a inovação tecnológica, ao impor restrições sobre tecnologias do futuro, que ainda não foram sequer imaginadas.

Internet das coisas

Uma forma muito melhor, afirmam os pesquisadores do projeto Hydra, é desenvolver uma camada de middleware, orientada para o serviço a ser prestado, e que possa ser utilizada de forma flexível pelos fabricantes.

“Isso vai ajudar os fabricantes, desenvolvedores de software e integradores de sistemas a construir aparelhos e equipamentos que possam ser ligados em rede com facilidade e flexibilidade através de serviços web, criando soluções de alto desempenho e com ótimas relações entre custo e eficiência,” explica Markus Eisenhauer, gerente do projeto.

Com a camada Hydra, todos os tipos de aparelhos, incluindo os medidores de eletricidade, água ou gás, e não apenas os aparelhos de uso interno da casa inteligente, poderão ser interconectados sem que se necessite saber o que acontece dentro deles.

Em princípio, qualquer dispositivo Hydra pode se conectar a qualquer outro, trazendo tão propalada “internet das coisas” um pouco mais próximo da realidade.

Assistência técnica remota

O middleware fornece acesso a todos os sensores e dispositivos embarcados. Com isto, um desenvolvedor de software não precisa se preocupar com os tipos de sensores que estão instalados na casa.

“Se você deseja obter um valor de temperatura, você pode simplesmente pedir ao middleware semanticamente – ‘Eu quero a temperatura desta sala’ – e a camada Hydra irá interpretar o pedido e fornecer acesso aos sensores correspondentes,” explica ele.

Os aparelhos atuais podem ser adaptados para funcionar com o mesmo sistema. “Estamos distribuindo um kit de desenvolvimento onde você poderá integrar o middleware nos aparelhos,” diz Eisenhauer, “mas você pode utilizá-lo com os aparelhos já existentes e habilitá-los para o padrão Hydra, desde que eles tenham algum poder de processamento.

A tecnologia não facilitará apenas o uso e controle dos aparelhos, mas também sua manutenção e assistência técnica. Colocando sensores dentro dos seus produtos, como máquinas de lavar ou qualquer outro eletrodoméstico, os fabricantes poderão acessá-los e diagnosticar os problemas remotamente, sem precisar de fazer uma visita ao local.

Saúde em casa

Qualquer dispositivo Hydra pode se conectar a qualquer outro, trazendo tão propalada "internet das coisas" um pouco mais próximo da realidade.

E a automação doméstica – ou domótica – é apenas um exemplo do que se pode fazer com a plataforma Hydra.

Outra aplicação importante será na área da saúde, especialmente no acompanhamento de pacientes em suas próprias casas. Os parceiros do projeto criaram uma demonstração utilizando sensores de rede de medição de peso corporal, pressão arterial, glicemia e saturação de oxigênio. Um sensor muscular é capaz até mesmo de emitir avisos de um ataque epiléptico.

“Nós temos alguns protótipos e demonstradores já em funcionamento, onde temos usado um Playstation 3 comum funcionando como uma central de controle de uma casa”, diz Eisenhauer.

“Então nós temos diferentes tipos de tecnologias – ZigBee, Bluetooth e outras – tudo coberto por nosso gerenciamento de rede dentro da plataforma Hidra,”, diz Eisenhauer. “E então, só para mostrar que também podemos usar aparelhos de prateleira, nós usamos um acessório do Wii como balança e o ligamos ao nosso PlayStation 3.”

O console PlayStation 3, que já está em muitas casas, pode facilmente executar o middleware Hydra e, segundo os engenheiros, proporcionando total privacidade aos dados dos pacientes.

“Não é um sistema de telemedicina completo, mas tem todos os ingredientes necessários de um sistema desse tipo e, nesse momento, está funcionando com hardware diverso e heterogêneo,” diz Eisenhauer.

Tecnologia agropecuária

A agropecuária também poderá se beneficiar da plataforma Hydra.

Em um experimento, porcos foram equipados com etiquetas RFID para que seus movimentos pudessem ser monitorados. “Nós podemos localizar cada porco no barracão ou fora dele, e podemos usar isso para controlar o sistema de aquecimento e ventilação. Se o galpão ficar muito lotado, a temperatura sobe e então o sistema de aquecimento reage de acordo,” explica o engenheiro.

Em outro experimento, sensores sem fio ZigBee monitoram a umidade do solo em um campo, ajudando os agricultores a decidir o melhor momento para semear as suas culturas.

Inteligência ambiente

Para Eisenhauer, a plataforma Hydra traz para mais perto da realidade um mundo de inteligência ambiente, ou computação ubíqua, onde a inteligência artificial se torna parte do nosso ambiente cotidiano.

“É um viabilizador da visão que Mark Weiser, o fundador da computação ubíqua, tinha do ‘computador que desaparece’. A plataforma Hydra é uma tecnologia que poderá fazer este sonho se tornar uma realidade,” diz ele.

Toda a plataforma Hydra está sendo desenvolvida como código aberto (open source) e está disponível no repositório SourceForge. Mais informações podem ser obtidas no site www.hydramiddleware.eu.

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