Teradata se une com Itron para atender utilities

Fonte: Compter World – 01.03.2010

Atenta às novas oportunidades que serão geradas no mercado com projetos de smart grid, ou redes inteligentes, que serão implantados pelas companhias de utilities, a Teradata acaba de fechar uma parceria com a Itron, norte-americana especializada na coleta e gestão de dados de medição de consumo.

O acordo é global e se estende também para o Brasil e leva em conta a crescente necessidade das concessionárias por informações analíticas referentes ao consumo de energia por seus clientes.

Segundo a country manager da Teradata no Brasil, Katia Vaskys, o acordo faz parte dos planos da Teradata para 2010 para reforçar presença em três setores que vão demandar soluções para data warehouse, que são: utilities, bancos, e telecomunicações. Ela comenta que esses três segmentos estão sendo muito pressionados pelos órgãos reguladores a construírem e integrarem bases de dados inteligentes para se tornarem mais eficientes e atender melhor seus clientes.

A união com a Itron tem o objetivo de entregar às concessionárias soluções integradas para que adquiram mais conhecimentos sobre o consumo dos clientes e aprimorem os planos e serviços. A proposta das duas empresas é munir essas corporações para que automatizem processos, contribuindo para o uso mais racional de energia.

O gerente de marketing e desenvolvimento de negócios para América Latina da Itron Brasil, Mariano Michael Bergman, observa que o volume de dados das concessionárias é cada vez mais elevado. São informações sobre o consumo diário, tensão e corrente, perfil de carga do cliente, etc. Ele destaca que para se manterem competitivas, essas empresas precisarão extrair mais conhecimento dos dados para acelerar a tomada de decisões e ter planos mais adequados ao perfil de cada consumidor.

Solução

O resultado da parceria é a criação do Active SmartGrid Analytics, plataforma analítica de software formada a partir do data warehouse e do modelo de dados da Teradata com o Itron Enterprise Edition Meter Data Management.

A solução vai permitir que empresas do setor acessem informações financeiras, operacionais e sobre os clientes, obtendo análises avançadas para a tomada de decisão, sem impactar as atividades do dia-a-dia das operações.

Todas as informações podem ser integradas e correlacionadas, permitindo avaliações sobre quaisquer cenários, considerando tanto dados históricos quanto de tempo real.

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CELPA APOSTA EM ENERGIA PRÉ-PAGA E GRATUITA PARA REDUZIR PERDAS

Fonte: AGÊNCIA ESTADO – 18.01.2010 Wellington Bahnemann

São Paulo, 18 – O sistema pré-pago de energia promete ser a próxima arma das distribuidoras no combate às perdas comerciais e à inadimplência dos clientes. Inspirado no modelo sul-africano, o Grupo Rede desenvolve um projeto, a ser adotado na concessionária Celpa (PA), que combina o uso da tecnologia pré-paga e a gratuidade de energia aos consumidores para reduzir os índices de perda da empresa, um dos mais elevados do País.

“Não adianta garantirmos ao consumidor o acesso físico à energia elétrica. É importante que também tenha o acesso financeiro”, explica o vice-presidente de Operações do Grupo Rede, Sidney Simonaggio. O tema virou um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. O objetivo é eliminar um dos principais entraves à expansão do serviço, que é a falta de regulamentação. A Ampla(RJ) e a Light(RJ) são empresas que aguardam uma legislação sobre a tecnologia pré-paga para investir no serviço.

O emprego da tecnologia pré-paga foi a solução encontrada pelo Grupo Rede para garantir a adimplência dos consumidores que foram legalizados com a adoção da medição centralizada e a blindagem da rede, medidas que tornam extremamente difícil o furto de energia. Nesse modelo, já adotado pela Celpa e por concessionárias do Rio de Janeiro, a rede elétrica de baixa tensão é deslocada para ficar acima dos fios da média tensão (alta voltagem), a uma distância de 10 metros do chão. Isso inibe o “gato” da rede. Para evitar que os clientes burlem os medidores, as distribuidoras instalam uma caixa no topo do poste com vários medidores digitais.

Com uma perda total de 29,5% (sendo metade disso provocada pelo furto), a Celpa investe na medição centralizada desde março de 2007. Desde essa data até o final de 2008, a empresa investiu mais de R$ 100 milhões na instalação de 96 mil medidores digitais – após um trabalho de homologação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em 2009, a distribuidora foi autorizada a faturar o consumo de energia pelos novos medidores nos últimos dias.

Com a regularização dos consumidores em curso, o desafio que se impôs à companhia foi o de como evitar uma explosão na inadimplência. O entendimento dos executivos da Celpa era de que os clientes furtavam a energia porque não tinham condições de pagar a conta de luz. “Uma vez legalizados, a nossa expectativa era de que a inadimplência dos consumidores fosse aumentar muito”, afirma Simonaggio.

Inspiração sul-africana

Foi durante esse meio tempo que o executivo teve a oportunidade de conhecer a experiência sul-africana, em visita ao país em novembro de 2007. A estatal Eskom, a maior empresa de geração, transmissão e distribuição da África do Sul, iniciou o uso da tecnologia pré-paga em 1988, no âmbito do projeto “Eletricidade para Todos”. A empresa optou por essa solução após constatar que muitos consumidores não possuíam endereços fixos, não tinham empregos, contas bancárias, nem acesso a serviços postais, sem contar que muitos, com baixa escolaridade, não entendiam o pagamento da conta de luz, como consta no site da Eskom.

Simonaggio diz que a simples adoção da tecnologia pré-paga não foi o fator-chave do sucesso do projeto da Eskom. O uso do novo sistema foi acompanhado por um incentivo aos clientes, que é a gratuidade de energia. “A Eskom incorporou a premissa de que os consumidores não tinham condições de pagar a conta de luz. Então, passaram a oferecer um determinado volume de energia grátis por mês, desde que os clientes aderissem ao serviço pré-pago”, explica. De acordo com o executivo, a África do Sul possui mais de 4,5 milhões de medidores pré-pagos.

Regulamentação

A experiência sul-africana inspirou o Grupo Rede a replicar o projeto em suas concessionárias, a começar pela Celpa. Mas o avanço da iniciativa esbarrou na ausência de regulamentação do tema no Brasil. Para solucionar essa questão, a empresa apoiou a elaboração do projeto de lei nº365/09, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF). A proposta altera o artigo n° 13 da Lei 10.438/02, adicionando o inciso VI. Esse dispositivo concede a gratuidade de até 50 kWh por mês aos consumidores da classe residencial baixa renda que aderirem ao serviço pré-pago, em consonância com a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Se o consumidor tiver cuidado, esse volume de 50 kWh é suficiente para o mês inteiro. Se não for, poderá comprar o crédito com volume complementar”, afirma Simonaggio. O projeto já foi apresentado pelo executivo à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e recentemente ao diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner. Hoje, o projeto do senador Argello tramita na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. Para se tornar realidade, o documento ainda passará pelo plenário do Senado e Câmara dos Deputados. “Quando a lei for aprovada, a Aneel poderá regulamentar o serviço”, explica o executivo, que prevê que o projeto seja aprovado em 2010.

As condições gerais de fornecimento de energia elétrica foram sistematizadas pela agência na resolução 456/00. Porém, o serviço pré-pago não foi contemplado nesse documento. “Com a lei, a Aneel poderá elaborar uma resolução n° 456-b, com as regras para a prestação do serviço pré-pago”, diz. Um dos desafios legais do novo serviço é o corte de energia. Nas regras atuais, a interrupção leva até 30 dias para ocorrer, considerando o aviso prévio ao consumidor. Para o executivo, as regras para corte devem ser semelhantes ao dos sistemas pré-pagos de celular.

Impactos positivos

Segundo Simonaggio, os impactos positivos da medição centralizada e da energia pré-paga não se restringem apenas às distribuidoras, mas também aos clientes e ao sistema elétrico do País. O executivo diz que um estudo produzido pela empresa mostra que 12% do consumo de um cliente irregular representam desperdício de eletricidade. “Quando o consumidor está na clandestinidade, ele não se importa com o nível de consumo e deixa tudo ligado. É o que chamamos de desperdício da clandestinidade”, explica o vice-presidente de operações.

Apesar de não faturar a energia concedida gratuitamente, o executivo afirma que o ganho para a concessionária está na redução das despesas, tais como a compra de energia para atender o sistema, o envio de equipes para fiscalização, a disputa judicial com os clientes, entre outros. “Passamos a ter uma relação mais pacífica com os clientes”, justifica.

Isso também beneficia os outros consumidores atendidos pela distribuidora. Como a Aneel reconhece na tarifa boa parte dos prejuízos incorridos com as perdas da rede e com a inadimplência, o menor custo acaba se reflete em menores reajustes tarifários aos consumidores.

Para o sócio da BR Investimentos e ex-diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, a iniciativa do Grupo Rede resolve o dilema se a energia é um direito humano ou um produto. “Ao conceder um volume grátis, a empresa garante um consumo mínimo para as necessidades básicas”, diz o executivo, acrescentando que a Justiça tem pendido a favor dos consumidores na discussão.

Durante os quatro anos em que permaneceu à frente da Aneel até o final de 2008, Kelman foi um dos principais defensores do serviço pré-pago, inclusive autorizando a Ampla a realizar um projeto-piloto da tecnologia. “Vimos nesse sistema uma maneira de permitir que o consumidor tenha condições de pagar a sua conta de luz”, afirma o ex-diretor da agência.

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TIM e GE apostam em grandes e pequenos clientes na área de energia

Fonte: Brasil Econômico Digital – Ed. 05.01.2010

Estratégia das multinacionais é fornecer novas tecnologias de leitura para consumidores corporativos e concessionárias.

O uso de novas tecnologias em energia, desde a geração até o consumo, é ainda muito incipiente no Brasil — não são poucos os locais onde as estruturas usadas atualmente existem há quatro ou mais décadas. Mas a discussão, e novos investimentos, começaram a surgir e despertam a atenção de fornecedoras de equipamentos e soluções mais modernas.

De olho nessa tendência, empresas como a operadora de telefonia TIM e a General Electric estão desenvolvendo novas tecnologias e serviços.

No caso da TIM, a empresa reformula sua área de atendimento a grandes clientes — onde estão as concessionárias de energia. A subsidiária da companhia italiana está em contato com a matriz para trazer ao país soluções que já são utilizadas na Europa. Para isso criou há pouco mais de um mês uma nova área, formada por 40 engenheiros, cuja função é justamente desenvolver novas plataformas e negócios voltados para as redes de energia, presentes na carteira de clientes da TIM no Brasil desde 2004, nos serviços que incluem soluções de telemetria (método que possibilita leitura de dados a distância).

Isso significa que, nos domicílios e demais pontos onde são instalados os chips fornecidos pela TIM, a empresa de energia pode acompanhar os números de consumo daquele usuário diretamente de sua central, em tempo real e de forma detalhada.

Não é mais necessário enviar, todo final de mês, um técnico ao local para recolher o consumo mensal de cada um dos relógios de medição. Eletropaulo (SP), Cemig (MG), Copel (PR) e Celesc (SC) são alguma das concessionárias que já utilizaram o sistema de telemetria da TIM.

Hoje a operadora fornece o chip com o serviço celular, mas a ideia é passar a oferecer a solução completa para toda a cadeia de medição, que vai desde o chip, que é instalado nos medidores e registra os dados, até a plataforma responsável por transferir estes dados para a central da concessionária.

“Na Europa, existe muita coisa nesse sentido. Na TIM Itália já começamos a trabalhar com a plataforma completa, e a tendência é trazer isso para o Brasil em breve. Não queremos fazer só a interconexão, queremos oferecer o serviço todo” explica Leonardo Queiroz, diretor de negócios para grandes clientes da TIM.

Multinacionais atentas

A TIM é apenas uma das muitas empresas que estão de olho no ainda pequeno mas promissor mercado brasileiro de automatização das redes elétricas.

General Electric (GE), Siemens e Alstom são outros exemplos de empresas que estão se mexendo para trazer ao Brasil tecnologias utilizadas fora. Há também aquelas que veem no novo nicho uma oportunidade justamente de entrar no país – caso da americana Silver Springer, uma das líderes nos Estados Unidos em sistemas para redes digitais de energia.

De conta detalhada a controle do ar-condicionado

O que o sistema elétrico está começando a fazer é mais ou menos o que já fazem as empresas de telefonia hoje — por um sistema interligado, as companhias podem saber cada detalhe do consumo, minuto a minuto, e controlá-lo a distância, sem precisar enviar um técnico ao local. Em uma rede automatizada de distribuição e leitura de energia, concessionária e consumidor passam a ter acesso a uma série de regalias. É possível, por exemplo, que a conta de luz chegue detalhada aos domicílios, indicando os horários em que o consumo é mais alto e, em alguns casos, a discriminação deste consumo por equipamento. É a mesma ferramenta que permite descontos nas tarifas em horários alternativos, um dos planos da Aneel para incetivar o consumo fora da faixa de pico, das 18h às 21h. Em alguns casos, como já acontece com clientes industriais, a concessionária é autorizada pelo usuário a regular, da central, a temperatura do ar condicionado, reduzindo o gasto na conta final. Para o Brasil, a maior vantagem está no controle dos “gatos”: com a rede automatizada, o desvio de energia pode ser detectado e combatido na mesma hora pelo sistema. Hoje, a empresa só sabe se os níveis de consumo estão normalizados com a a leitura mensal manual concluída.

Medidores de luz entram na era digital

 Maior parte dos 62 milhões de relógios do país ainda é analógica e deve ser trocada.

As tecnologias de comunicação de redes que vêm sendo desenvolvidas e disponibilizadas à indústria de energia permite uma série de melhorias que vão desde o detalhamento da conta de luz até o controle a distância do ar condicionado de uma casa ou de uma empresa.

Essa interligação da rede, no entanto, depende de um passo básico que ainda falta ao Brasil: o relógio de medição dos usuários deve ser digital. Muito pouco dos 62 milhões de pontos ligados à rede brasileira hoje foram trocados. Eles estão, em maior parte, concentrados em consumidores industriais e comerciais. A esmagadora maioria ainda é composta pelos relógios de ponteiro, muitos deles com mais de 30 anos de existência, que dão apenas uma amostragem do consumo nomês.

Para a General Electric (GE), este potencial é uma das grandes apostas pelos próximos anos no Brasil. Fabricante de equipamentos elétricos, a empresa aguarda apenas a posição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a trazer medidores de energia digital em larga escala para o país.

“Nesse primeiro momento traremos os equipamentos basicamente dos Estados Unidos e da China”, explicou o diretor de marketing da GE Energy na América Latina, Marcelo Prado. “Mas, mais para frente, havendo escala, com certeza teremos interesse em fabricar no Brasil. Haverá uma corrida de empresas para cá”, continua.

A Aneel tem atualmente em estudo a criação de um marco regulatório para o setor que determine a troca gradativa de todos os medidores analógicos por digitais, em um período entre dez e 20 anos. O prazo é esticado para que os investimentos não sejam feitos todos de uma vez e, dessa forma, pressionem as tarifas para cima.

“O grande investimento no Brasil será na troca dos medidores. São 62 milhões de pontos hoje no país, a um custo estimado de R$ 200 cada (valor do relógio digital). Mas esse investimento não será feito enquanto a Aneel não colocar sua posição”, diz Prado. “Ela que irá determinar o ritmo das trocas e as características que deverão ter os equipamentos.”

EMPRESAS ATENTAS

1- Nova divisão da TIM – A operadora celular está reformulando a área voltada para grandes clientes, para poder fornecer a solução completa para leitura e transmissão de dados, o que já faz na Itália.

2- GE quer vender medidores digitais ao mercado nacional – O mercado brasileiro tem um potencial enorme de crescimento. São 62 milhões de pontos no Brasil, e o preço médio para cada medidor, calcula a empresa, é de R$ 200.

3- Economia e precisão para as concessionárias – Ao trabalhar com uma rede automatizada, as concessionárias têm maior controle do consumo e mais precisão de dados. No Brasil, onde o “gato” é frequente, é uma forma de combate-lo com rapidez.

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Sagemcom fornece medidores inteligentes a concessionária de energia espanhola

Fonte: Sagemcom – Denise Fortes – São Paulo – 14.12.2009

Sagemcom

A Sagemcom, multinacional francesa especializada em soluções de comunicação de banda larga e convergência, acaba de fechar um valioso contrato com a concessionária de energia espanhola Iberdrola, para fornecimento de 100 mil smart meters (medidores inteligentes, em português) para a cidade de Castellón, na Espanha. Na Europa, já existe uma legislação que torna obrigatória a substituição dos relógios mecânicos para medição de energia elétrica pelos medidores digitais e Castellón saiu na frente. Ela será a primeira cidade a contar com redes de distribuição inteligente de energia na Espanha e, em 18 meses – prazo para finalização das instalações – beneficiará cerca de 120 mil usuários.

Os smart meters trazem muitas vantagens, tanto aos consumidores como à companhia de energia. Para os usuários, as principais vantagens são verificar, em tempo real, os gastos de energia, os horários em que ela custa mais caro, quais são os aparelhos que mais a consomem, o que ajuda a reduzir ou evitar desperdícios. Com esses aparelhos, também é possível detectar falhas no fornecimento da energia, localizá-las e resolver o problema. O consumidor pode controlar a qualidade do serviço prestado, enquanto as concessionárias de energia elétrica podem impedir furtos ou desvios de energia.

Paralelamente, as operadoras de energia elétrica podem economizar com mão-de-obra, já que não se torna mais necessário enviar um técnico para realizar a medição mensal e, principalmente, contribuir com o meio ambiente. “As redes inteligentes de energia evitam desperdícios do recurso, pois redirecionam a energia em momentos de escassez, tornando-se ainda um sistema mais confiável e seguro”, comenta Leonardo Netto, gerente de vendas da Sagemcom.

Em Castellón além da substituição dos medidores mecânicos por digitais, haverá a automatização avançada em 600 centros de transformação que alimentam a região para melhorar a qualidade e a eficiência da distribuição da energia. Diante dos resultados obtidos, a Sagemcom, em parceria com a Iberdorla, prevê ampliar a comercialização dos smart grids para outras cidades do país.

Atualmente, além da Espanha, a Sagemcom está presente na França por meio da parceria com a concessionária EDF. “Neste país, foi implantado um sistema de gerenciamento de energia integrado com o objetivo controlar e administrar a energia. O sucesso foi imediato”, destaca o gerente.

A expectativa é que o Brasil, em curto prazo, se torne um mercado potencial para esse tipo de produto. “Devemos aguardar a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica sobre o modelo de distribuição de energia elétrica no Brasil para 2010 para iniciarmos as negociações. Por enquanto, só estamos apresentando nosso produto a possíveis clientes” diz Netto.

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Catarinense vence Prêmio Dell de Excelência

Fonte: TISC - 16/09/2009 – Rodrigo Lóssio

Ricardo Grassmann, diretor executivo da Way2

A Way2 Technology, empresa catarinense que atua no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor de energia, foi a vencedora brasileira da terceira edição do Prêmio Dell de Excelência em TI para pequenas empresas, anunciado nesta quarta-feira, dia 16 de setembro, e que já foi destaque aqui no TISC. O objetivo do prêmio, realizado anualmente, é destacar empreendimentos com até 100 funcionários que tenham aprimorado a experiência de seus clientes utilizando a tecnologia de forma inovadora.

A premiação para a primeira colocada envolve R$ 57 mil em produtos das Dell e uma viagem aos Estados Unidos para conhecer as dependências e trocar experiência com especialistas da empresa multinacional, juntamente com as vencedoras do prêmio de outros 12 países. Além disso, os diretores da Way2 participarão de uma reunião com o presidente da companhia, Michael Dell, considerado um dos empreendedores mais bem sucedidos do mercado de tecnologia mundial.

O caso de sucesso que fez a empresa catarinense vencer o Prêmio Dell de Excelência foi a apresentação de uma solução de gestão da medição de energia por companhias geradoras numa modalidade considerada inovadora para este segmento – como serviço.

Ao ofertar nossas soluções em sistemas de informação para o mercado de energia, verificamos que só conseguíamos atender projetos para grandes empresas. Percebemos que havia um mercado não atendido, com problemas na medição de energia e que não dispunha de recursos para investir numa infraestrutura própria tecnológica.

O foco então foi criar uma solução inovadora para que pequenos investidores na geração de energia, principalmente as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), pudessem fazer uso de modernas tecnologias que auxiliam na medição. A alternativa foi oferecer o software da Way2 como serviço para pequenas e médias empresas, com flexibilidade e menor custo de implantação.

Entre os destaques apontados pela Dell e que foram decisivos na conquista estão a possibilidade de os sistemas da Way2 atenderem às exigências e trocarem informações entre a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, órgão ligado a ANEEL e regulador do mercado, e o medidor do cliente. Além disso, a forma de relacionamento com o cliente, em que as equipes da Way2 enviam constantemente mensagens e e-mails aos usuários do sistema quando o cliente se depara com problemas de difícil resolução, e que precisam posteriormente serem reportados ao órgão regulador.

Este foco no atendimento ao cliente, com o respaldo na tecnologia utilizada de forma inovadora foi que diferenciou a Way2 das demais candidatas ao Prêmio Dell de Excelência em TI 2009.

Vencedora da etapa nacional, a empresa catarinense pode ainda levar o prêmio internacional, que disputa com as outras 12 empresas de países como Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Itália, Índia, Japão, México, Espanha, Reino Unido e o próprio Estados Unidos.

Sobre a Way2

Fundada em 2004, a empresa tem sede em Florianópolis e é especializada no desenvolvimento de soluções para o setor de energia, que envolve serviços de automação e atualização de processos como coleta de dados lidos por medidores eletrônicos e a própria gestão de energia gerada. Com apenas 16 funcionários, a empresa tem uma taxa de crescimento anual de 40%, atuação em todo o país e em 2008 iniciou seu processo de internacionalização com a realização de dois projetos na Colômbia. Entre os clientes no Brasil estão grandes empresas como Tractebel Suez, EDP Energias do Brasil, Enertrade, Brascan, Electra Energy, Elektro, entre outras.

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Redes elétricas inteligentes mudarão para sempre o nosso dia a dia tecnológico

Fonte: O Globo – 16/11/2009 – Carlos Alberto Teixeira

Fonte: O Globo – 16/11/2009 – Carlos Alberto Teixeira

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RIO – Nossa rede elétrica em breve será mais inteligente. Os medidores de consumo convencionais, aqueles eletromecânicos com disco e ponteirinho, serão paulatinamente substituídos por medidores inteligentes, que poderão ser lidos eletronicamente pela concessionária, sem necessidade de deslocar pessoal nem alocar recursos adicionais para essa tarefa.

Além disso, num futuro próximo, cada eletrodoméstico será equipado com um chip que permitirá ao usuário saber exatamente quanta energia o aparelho está consumindo, podendo até programá-lo, ligá-lo, desligá-lo ou controlar seu uso à distância, por meio de um computador ou mesmo de um celular.

Numa etapa seguinte, em que estiverem mais disseminadas e baratas as tecnologias domésticas de geração de energia, um usuário poderá ter em casa painéis solares e pequenas torres de captação de energia eólica (dos ventos), podendo revender à concessionária o excedente energético que produzir. No entanto, essa participação do usuário demandará formas mais espertas de quantificar consumo e retorno elétrico, algo que só poderá acontecer por meio de medições bidirecionais, ou seja, no sentido usuário-distribuidora e vice-versa.

Nesse sentido, os países mais ricos, como os EUA e algumas nações da Europa, já estão investindo altas somas na modernização de suas malhas de distribuição elétrica. O Brasil também está entrando na onda, salvaguardadas as proporções.

A grade elétrica de um país é uma mistureba medonha de instalações de geração de energia, linhas de transmissão, estações, subestações, transformadores, diferentes empresas concessionárias e distribuidoras, tudo isso mais ou menos interligado, envolvendo diferentes níveis de comunicação e coordenação. Só que, pelo menos até agora, quase toda essa maçaroca vinha sendo controlada manualmente.

Uma rede elétrica inteligente, vulgo smart grid, aumenta a conectividade, a automação e a coordenação entre todos esses agentes e elementos da grade. E para implementar essa inteligência, é preciso que haja um tráfego controlado e confiável de informações entre os pontos de controle da rede.

Existem algumas possibilidades de estabelecer esse tráfego, dentre as quais duas se destacam. A primeira delas é usar o próprio meio sólido metálico que conduz a energia (os fios) para veicular a troca de dados de comando e controle da grade. As segunda opção utiliza meios independentes da malha elétrica, lançando mão de interconexões sem fio entre os pontos.

No panorama mundial, a segunda tecnologia, a wireless, é a que está emplacando mais rapidamente, com vários projetos já funcionando em regime intenso de produção em alguns países.

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Para traçar um panorama das tendências da modalidade wireless, a DIGITAL entrevistou John O’Farrell, vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios da empresa Silver Spring Networks (SSN), uma integradora de tecnologias de ponta que está estreitando contatos com algumas das principais concessionárias brasileiras do setor elétrico. Casado com uma carioca do Leme, com quem teve trigêmeos hoje com 14 anos de idade, O’Farrell mora com a família em San Francisco e é fluente em português. Ele esclarece que smart grid ainda é algo relativamente novo e que o Brasil faz muito bem em não querer ficar para trás nesse movimento de modernização.

A (longa) entrevista de O’Farrell, da qual destacamos apenas alguns trechos, pode ser lida na íntegra pelo link http://catalisando.com/ofarrell .

Em que estágio se encontra a implantação de SG (smart grid) aqui no Brasil?

O Brasil ainda está numa fase inicial pois, afinal, SG é um fenômeno ainda novo no mundo inteiro. Nos EUA, também ainda estamos começando nessa tecnologia, mas ela está crescendo rapidamente, e no Brasil esperamos uma evolução semelhante, com a SG passando a se expandir bem rapidamente assim que forem tomadas as decisões fundamentais.

Em geral, o que acontece é que o primeiro passo na adoção dessa tecnologia é dado pelas grandes distribuidoras de energia elétrica, com a instalação de medidores inteligentes (smart meters), um tipo de equipamento que substitui os antigos medidores analógicos que vemos em nossas casas e escritórios. Os medidores antigos estão sendo substituídos por uma série de razões. Nos EUA, o principal objetivo é dar ao consumidor mais informações sobre quanta energia ele está consumindo em diferentes horários do dia.

Aqui no Brasil, como é que essa questão dos “gatos” pode ser corrigida com os medidores inteligentes?

Primeiramente, as concessionárias podem tentar legalizar essas conexões, oficializando tarifas razoáveis para esses consumidores de modo que, em contrapartida, cada um consinta em ter um medidor só para si.

Um outro expediente adotado pelas distribuidoras é colocar esses medidores em local mais distante do consumidor, por exemplo, reunindo um conjunto desses aparelhos e posicionando-o no alto de um poste ou outro lugar elevado, bem longe dos “gatos”. E, para se comunicar com esses medidores, a concessionária usaria a tecnologia de radiofrequência.

Qual é a atuação da SSN?

Nós trabalhamos com a comunicação de dados entre os dispositivos da SG, ou seja, trabalhamos em parceria com os fabricantes dos medidores e de outros equipamentos da rede elétrica. Nós temos um “radio mesh system”, ou malha de radiofrequência, um sistema sofisticado de hardware e software que conecta todos os elementos da rede de distribuição elétrica, atingindo desde a concessionária até o usuário final.

E quanto ao custo dessa tecnologia?

A distribuidora de energia pode se beneficiar dessa tecnologia de várias maneiras e isso paga o custo. Nos EUA, por exemplo, o pacote que inclui um medidor inteligente e o software de comunicação custa entre US$ 100 e US$ 150, com tempo de vida útil entre 15 e 20 anos. Ou seja, o custo pode ser espalhado por esse tempo de sobrevida.

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Adesa implantará projeto de fornecimento de energia com faturamento pré-pago para comunidades do Amazonas

Fonte: ANEEL – Boletim de Energia 392 – 06.11.2009

Os consumidores de 13 comunidades isoladas no estado do Amazonas serão atendidos pelo sistema de faturamento pré-pago para obter acesso ao serviço público de energia elétrica. A aprovação foi concedida pela diretoria colegiada da Aneel durante a última reunião pública realizada dia 04 de novembro.
O fornecimento de energia elétrica será adquirido antecipadamente por cada consumidor e os créditos serão carregados em cartões inteligentes, de uso individual, que possibilitará tanto a transferência dos créditos para o medidor como a coleta das informações neles armazenadas. A venda dos créditos deverá ser realizada na própria comunidade onde estiver localizado o sistema pré-pago. Os cartões serão fornecidos gratuitamente pela distribuidora, entretanto, em caso de perda ou dano do cartão por culpa do consumidor, haverá um custo de R$ 5,00 para a sua reposição. O medidor a ser utilizado será do tipo eletrônico e certificado pelo Inmetro.
Com o projeto espera-se reduzir os custos operacionais ao evitar despesas com execução das atividades comerciais, além de diminuir a inadimplência com a compra antecipada da energia e aumentar a satisfação do consumidor com a redução das intervenções da distribuidora. O piloto apresenta ainda como vantagens melhoria do gerenciamento do consumo de energia, controle dos gastos já no momento da compra, maior transparência em relação aos gastos diários por meio de informações via medidor, flexibilidade na aquisição e pagamento da energia, eliminação da cobrança de taxas de corte e religação, eliminação dos inconvenientes gerados por erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo, além da economia no consumo de energia por meio da mudança dos hábitos do consumidor e em função da sua capacidade de pagamento.
Por se tratar de um grande desafio para a universalização dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica, uma vez que as comunidades encontram-se na região Amazônica, essa iniciativa contribuirá para melhorar a avaliação dos modelos de gestão adequados para comunidades isoladas na região.
Todas as unidades consumidoras que serão beneficiadas pelo piloto integram o Programa Luz para Todos. Conheça abaixo as localidades que serão atendidas pelo projeto:

Manaus Distribuidora de Energia - AdesaOs consumidores de 13 comunidades isoladas no estado do Amazonas serão atendidos pelo sistema de faturamento pré-pago para obter acesso ao serviço público de energia elétrica. A aprovação foi concedida pela diretoria colegiada da Aneel durante a última reunião pública realizada dia 04 de novembro.

O fornecimento de energia elétrica será adquirido antecipadamente por cada consumidor e os créditos serão carregados em cartões inteligentes, de uso individual, que possibilitará tanto a transferência dos créditos para o medidor como a coleta das informações neles armazenadas. A venda dos créditos deverá ser realizada na própria comunidade onde estiver localizado o sistema pré-pago. Os cartões serão fornecidos gratuitamente pela distribuidora, entretanto, em caso de perda ou dano do cartão por culpa do consumidor, haverá um custo de R$ 5,00 para a sua reposição. O medidor a ser utilizado será do tipo eletrônico e certificado pelo Inmetro.

Com o projeto espera-se reduzir os custos operacionais ao evitar despesas com execução das atividades comerciais, além de diminuir a inadimplência com a compra antecipada da energia e aumentar a satisfação do consumidor com a redução das intervenções da distribuidora. O piloto apresenta ainda como vantagens melhoria do gerenciamento do consumo de energia, controle dos gastos já no momento da compra, maior transparência em relação aos gastos diários por meio de informações via medidor, flexibilidade na aquisição e pagamento da energia, eliminação da cobrança de taxas de corte e religação, eliminação dos inconvenientes gerados por erros de leitura, faturamentos por estimativa, cortes indevidos e problemas de religação fora do prazo, além da economia no consumo de energia por meio da mudança dos hábitos do consumidor e em função da sua capacidade de pagamento.

Por se tratar de um grande desafio para a universalização dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica, uma vez que as comunidades encontram-se na região Amazônica, essa iniciativa contribuirá para melhorar a avaliação dos modelos de gestão adequados para comunidades isoladas na região.

Todas as unidades consumidoras que serão beneficiadas pelo piloto integram o Programa Luz para Todos. Conheça abaixo as localidades que serão atendidas pelo projeto:

COMUNIDADE

MUNICÍPIO
São Sebastião do Rio Preto Autazes
Democracia Barcelos
Terra Nova Barcelos
Nossa Senhora do Carmo Beruri
Mourão Eirunepé
Santo Antônio Eirunepé
Nossa Senhora de Nazaré Maués
Santa Luzia Maués
Santa Maria Maués
São José Maués
Aracari Novo Airão

Bom Jesus do Puduarí

Novo Airão
Sobrado Novo Airão
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Sagemcom lança medidores digitais no Brasil

Fonte: Site Segs, Autora: Tatiana Vasques – 05-Nov-2009

SAGEMCOMEmpresa se prepara para atender às demandas da tecnologia PLC.

Para acompanhar a tendência da implantação do PLC – Power Line Communications – no Brasil, e o desenvolvimento da rede elétrica inteligente, também chamada “smart grid”, a Sagemcom, multinacional francesa especializada em soluções de comunicação de banda larga e convergência, traz para o Brasil sua linha de medidores digitais.

Ao todo, são 6 modelos – três para o mercado residencial e três para o industrial – com diferentes interfaces: PLC, GPRS, Wi-Fi, 3G, entre outras. O objetivo desses medidores digitais é substituir os relógios mecânicos, que atualmente são utilizados no país para medir o consumo de energia, e prover maior  eficiência e economia ao sistema de geração de energia elétrica.

Para os consumidores, as principais vantagens são verificar, em tempo real, como a energia está sendo gasta, em que horários custa mais caro, quais são os aparelhos que mais a consomem, o que ajuda a reduzir ou evitar desperdícios etc. “Na Africa do Sul, por exemplo, onde o sistema digital foi amplamente adotado, o consumo familiar foi reduzido em 20%”, destaca Leonardo Netto, gerente de vendas da Sagemcom.

Outra novidade proporcionada pelos medidores digitais é a possibilidade de detectar, de forma rápida, falhas no fornecimento da energia, localizá-las e resolver o problema. “Nesse caso, o consumidor pode controlar a qualidade do serviço prestado, enquanto as concessionárias de energia elétrica podem impedir furtos ou desvios de energia”, explica o gerente. Paralelamente, essas operadoras podem economizar com mão-de-obra, já que não será mais necessário enviar um técnico para realizar a medição mensal.

Diante desses benefícios, na Europa, os medidores digitais da Sagemcom já foram adotados pelas companhias de energia elétrica da França, Espanha, Portugal, Holanda e Alemanha. “A expectativa é que o mesmo sucesso seja repetido aqui em curto prazo”, enfatiza Netto.

Para atingir essa meta, a Sagemcom aposta no apoio dos órgãos reguladores. No Brasil, a implantação do PLC foi recentemente aprovada pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica -, que também publicou sua regulamentação. E os medidores digitais já estão sendo substituídos em alguns pontos de grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. “Isso já é um início, embora a adesão seja ainda muito tímida, quando comparada à imensidão do território nacional. O maior problema é a carência de estrutura, as limitações técnicas e a falta de cultura da população. Será preciso reforçar as vantagens do produto para obter uma adesão maior”, comenta Leonardo Netto.

Uma dessas vantagens será a contribuição que o medidor digital proporcionará ao meio ambiente: quanto menos energia for desperdiçada, menos recursos naturais serão esgotados e, consequentemente, todos serão beneficiados. “Se essa mensagem for difundida, a aceitação será imediata”, aposta Netto.

Sobre a Sagemcom

Uma empresa francesa de alta tecnologia de nível internacional, a Sagemcom está trabalhando para se estabelecer como líder em terminais de comunicação de alto valor agregado, especializando-se em comunicações de banda larga, telecomunicações e energia, além dos setores de gestão de documentos: terminais de impressão profissional e de clientes, melhores caixas de TV digital, terminais de banda larga e residenciais, soluções de gestão de comunicação, gestão de energia e sistemas, parcerias em telecomunicação e convergência. Com uma movimentação de vendas de mais de 1,3 bilhões de euros, a Sagemcom emprega 6.570 pessoas em cinco continentes, e tem sua sede em Rueil, na França. O compromisso com a política de desenvolvimento sustentável da Sagemcom começa desde o estágio de projeto do produto. Isso se aplica a todo o processo industrial de eco-design, de acordo com os padrões ISO, reduzindo o consumo de energia de seus produtos, tudo no contexto de um código de ética e prática aplicáveis para todos os seus fornecedores. A Sagemcom foi a vencedora na Categoria de Produto de Telecomunicação de do Prêmio de Serviço ao Consumidor de 2009.

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Energia elétrica sob medida

Fonte: Gazeta do Povo – Publicado em 30/08/2009 | Por André Lückman

Tecnologia permite acesso à internet pela rede de energia e criação de pacotes personalizados conforme o gasto de cada casa.

Fábrica da Landis+Gyr em Curitiba: primeiro aparelho brasileiro que controla eletronicamente o fluxo de energia elétrica

Hoje toda operadora de telefonia oferece pacotes personalizados para cada tipo de cliente, cobrando tarifas diferentes de acordo com seu perfil, horário de uso e adesão aos serviços complementares. No setor brasileiro de energia elétrica esse tipo de facilidade ainda não está disponível em larga escala, mas já existem exemplos pontuais de implantação e testes sendo realizados em várias regiões, inclusive no Paraná. Isso significa que, em um futuro não muito distante, os consumidores poderão ter acesso à internet por meio da rede elétrica, medir seu consumo de luz em tempo real e, mais tarde, a tendência é que possam também personalizar seus pacotes de uso de acordo com o que for mais conveniente – tudo em nome da economia.

“Hoje a energia elétrica é uma commodity sem cor nem cheiro, da qual a gente só tem informações quando chega a conta no fim do mês. A partir do momento em que se agrega informação a este produto, muda a qualidade do consumo e estima-se que mude o preço também”, diz o presidente da Asso­ciação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e Sistemas Pri­vados de Telecomunicações (Aptel), Pedro Jatobá. Ele acredita que, a partir da implantação da medição eletrônica, a energia poderá ser “rotulada” tanto para a origem quanto para o consumo: o consumidor residencial pode assumir uma bandeira pessoal e comprar apenas energia vinda de fontes renováveis, por exemplo; ou pode comprar um pacote básico de energia para abastecer seus eletrodomésticos principais, e adquirir energia extra – sem desconto – para o ar condicionado no verão. “São apenas possibilidades”, diz Jatobá. Mas a partir do momento em que a distribuidora de energia conseguir ler as informações, detectar o tipo de consumo e puder cortar os abusos fora de contrato, a potencialidade de novos usos vai crescer exponencialmente.
Copel está fazendo testes no Paraná

Como a medição eletrônica já é usada em vários países e testes já estão sendo feitos no Brasil, ele diz que nova regulação do setor é urgente. “A cada dia que passa aumenta o risco de ter um setor desorganizado pelas leis. Nosso objetivo é que se possa tirar o melhor proveito do novo sistema em nível nacional”, diz. Segundo Jatobá, a Aptel está elaborando para o governo – em parceria com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) – um projeto de planejamento do novo sistema “para que a regulamentação não seja espontânea e desorganizada”. “As discussões sobre o novo sistema elétrico serão de igual ou até maior magnitude do que ocorreu durante a definição do padrão de sistema de televisão digital”, defende.

O prazo para a implantação do sistema em nível nacional é estimado em dez anos, levando em conta que o Brasil tem 60 milhões de medidores de consumo de energia elétrica. “É uma grande oportunidade para desenvolver a indústria nacional, especialmente considerando que há outros 60 milhões na América Latina, onde o Brasil tem boas condições para exportar a tecnologia desenvolvida.” O parâmetro usado para estimar o prazo brasileiro é a Itália, que tem 30 milhões de pontos de leitura e levou quatro anos para implantar o sistema eletrônico de medição.

Além do furto

A maior parte dos testes de medição eletrônica remota no Brasil ainda tem fins econômicos imediatos porque reduz ou até mesmo elimina o furto de energia, o popular “gato”. No entanto, segundo Jatobá, países mais desenvolvidos – que não têm problema com furtos – estão mais voltados para o gerenciamento otimizado da energia elétrica e as funcionalidades que ela proporciona. O simples fato de o presidente dos Estados Unidos Barack Obama ter colocado o gerenciamento energético entre as bases do governo, de acordo com ele, irá agilizar o desenvolvimento mundial de tecnologias com esse fim.

Hoje no Brasil o sistema elétrico obedece praticamente à mesma lógica de quando a energia foi descoberta, de uma fonte de produção (geração) distante, ligada pelas linhas transmissoras até os consumidores. O sistema “smart grid”, como está sendo chamado atualmente, passa a contar com a geração de energia também de pequenas fontes, até então inimagináveis: os painéis solares de uma residência, por exemplo, contribuiriam com outras casas do mesmo bairro em momentos ociosos. “Nas cidades, pequenas estações eólicas e o próprio carro híbrido elétrico poderão ser fontes descentralizadas de energia, enquanto Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) podem cumprir essa função no campo”, destaca Jatobá.

Já a internet via rede elétrica, que ganhou projeção ao ser apresentada como futuro da web, é um nicho à parte de tudo isso, e segundo Jatobá representa uma oportunidade de democratizar a comunicação. “A rede elétrica hoje alcança 98% das residências brasileiras. A rede telefônica fixa, que oferece internet, é a segunda maior, presente em 50% das casas. Se eu me obrigo a universalizar o novo sistema energético, eu estou chegando lá naqueles 48% onde não existe alternativa ou competitividade para ter telefone, dados ou televisão. Estou democratizando a informação”, afirma.

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7º Metering, Billing/CRM Latin America e Water Meter Summit

MEGA- EVENTO de medição e gerenciamento de cliente para concessionárias INTELIGENTES de água, gás e energia elétrica!

METERING LATIN AMERICA

Data de início: 19/10/2009
Data de término: 21/10/2009
Local: Hotel Transamérica, Av. Nações Unidas, 18.591 São Paulo Brasil Tel: +55 (11) 5693-4050
Tipo: Conferência e Exposição
Organizador: METERING.COM
Website: spintelligent-events

Enquanto o medidor sempre foi um elemento útil na infra-estrutura das concessionárias, a funcionalidade adicional dos medidores dos dias modernos tem aumentado a importância do seu papel para o ponto onde medidores são um componente integrante da provisão cas concessionárias modernas. Os medidores já não mais se limitam a medir, eles tornaram-se uma ferramenta que permite um maior controle. Eles podem estar ligados a uma rede inteligente e se comunicar de volta na fonte. Para as concessionárias na região latino-americana, que estão centradas na construção de sua capacidade de geração, o medidor pode oferecer uma solução não só para uma maior eficiência e uma redução de perdas na transmissão e distribuição, mas também um instrumento de gestão da demanda que seja inviolável.

A sétima edição anual da conferência e exposição Metering, Billing/CRM Latin America irá analisar a importância das novas tecnologias inteligentes – de pré-pagamento a AMI e smart grids, e permitirá aos líderes das concessionárias traçarem estratégias em soluções inteligentes que irão transformar o cenário futuro das concessionárias na América Latina.

O Smart Grids Latin America irá identificar as estratégias de implementação, oportunidades e escolhas de tecnologia que irão permitir às concessionárias fazer a transição do atual sistema de distribuição/medição de energia para um sistema de próxima geração. Palestrantes de elite irão também analisar os benefícios adicionais que poderiam ser realizados a partir deste – tais como uma melhor proteção das receitas, uma melhor manutenção da rede, gestão de energia, etc

O Water Meter Summit fará parte do Metering Latin America. Este fórum exclusivo é o único evento adaptado especificamente para as concessionárias de água no Brasil. O escopo do evento varia de tecnologias de medição a conservação de água e seus desafios, gerenciamento de dados de medidor, gerenciamento de demanda, soluções AMR, AMI e serviço ao cliente.

Além disso, a revista Metering International América Latina será a anfitriã e irá anunciar o inaugural Prêmios Metering International Excellence para a América Latina. Este prêmio será votado por um painel independente de especialistas do setor e terá como base nomeações feitas a partir da indústria.

Por que participar?

  • Nós reunimos um grupo de elite da indústria com pessoas que realmente fazem a diferença para compartilharem de suas experiências.
  • Obtenha retorno sobre o investimento com as soluções e tecnologias apresentadas.
  • Treinamento na prática para os participantes. Descubra mais sobre as técnicas e soluções testadas através dos experts líderes da indústria.
  • Obtenha respostas dos principais fabricantes da indústria durante horários dedicados da exposição, que não irão coincidir com as sessões da conferência.
  • Oportunidades de networking imperdíveis – convidados, participantes, expositores e palestrantes estarão todos reunidos para fazerem negócios.
  • Novas informações direto da fonte: nenhum outro evento traz tantas oportunidades comprovadas na rápida convergência dos sistemas e estratégias de medição, faturamento e CRM
  • Site técnico: veja em primeira mão sobre do que se trata! Conheça as tecnologias em campo na prática, em diferentes formatos e ambientes.

Público-alvo/Quem deve participar?

Profissionais que preencham funções de medição e gerenciamento de clientes nas concessionárias, prefeituras e cooperativas de água, gás e energia elétrica, incluindo:

  • Diretores/ gerentes/ supervisores de projetos de medição e medição smart/ telemedição/ pré-pagamento
  • Diretores/ gerentes/ supervisores de AMI
  • Diretores/ gerentes/ supervisores de dados e MDM
  • Diretores/ gerentes/ supervisores de segurança e proteção da receita
  • Profissionais de TI dentro das concessionárias (gerenciamento médio e senior)
  • Pessoas envolvidas com serviços ao cliente dentro das concessionárias (gerenciamento médio e senior)
  • Pessoas envolvidas na área comercial dentro das concessionárias
  • Consultores
  • CEOs, CIOs, CTOs

Fabricantes e Representantes que desejem vender seus produtos e serviços a concessionárias, prefeituras e cooperativas, incluindo:

  • Fabricantes de produtos e soluções de medição
  • Fabricantes de produtos e soluções de CRM/CIS
  • Prestadores de serviços de medição
  • Consultores

Profissionais que preencham funções regulatórias e de planejamento de projetos dentro das concessionárias, prefeituras e cooperativas, assim como dentro de agências governamentais, incluindo:

Reguladores

  • Diretores/ gerentes/ supervisores de demand response
  • Diretores/ gerentes/ supervisores de finanças
  • Diretores/ gerentes/ supervisores de assuntos regulatórios
  • Profissionais de formação de preços/tarifas dentro das concessionárias e reguladores

Outras funções, incluindo:

  • Acadêmicos com interesse em medição e/ou TI de concessionárias
  • Associações e mídia
  • Prestadores de serviço de energia / marketers de energia
  • Investidores de risco
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