Cinco bilhões de dispositivos ligados à Internet

Fonte: tek – 18.08.2010

Agosto será o mês em que o número de máquinas ligadas à Internet irá ultrapassar a marca dos cinco bilhões. As previsões são de uma consultora que calcula também que, se o ritmo de crescimento se mantiver nos próximos anos, haverá 22 bilhões de máquinas ligadas à grande rede em 2020.

O crescimento previsto pela IMS Research tem em conta o cada vez maior número de dispositivos móveis conectados, não tanto pelos computadores tradicionais, e nomeadamente por máquinas ligadas a outras máquinas por redes inteligentes, por exemplo, para fornecimento da energia elétrica.

Para a consultora o número de ligações à Internet teve duas ondas de crescimento. A primeira, relacionada com os computadores e com os notebooks, responde atualmente por um bilhão de ligações, mas já atingiu uma certa maturidade e apresenta taxas de crescimento estáveis.

A segunda onda de crescimento foi impulsionada pelos celulares e pelos novos dispositivos portáteis, onde se incluem tablets e leitores de ebooks, que mostram ritmos de crescimento muito mais elevados e serão os grandes responsáveis pela subida dos valores.

Televisores e carros serão outro exemplo da diversidade de dispositivos que contribuirão para que em 2020 existam mais de 22 bilhões de máquinas ligadas à grande rede.

O aumento do número de conexões leva a que o protocolo de Internet tenha que ser renovado periodicamente. Os dados mais recentes dão conta de que o espaço reservado à atribuição de novos endereços de Internet sob o atual protocolo (IPv4) poderá esgotar-se até Abril de 2012.

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Internet dos carros promete fim da irritação no trânsito

Fonte: Inovação Tecnológica – 17.08.2010

Tecnologias cooperativas vão permitir que cada elemento do sistema de trânsito - carros, motoristas, semáforos, placas de sinalização - coopere proativamente para criar um trânsito mais eficiente e mais seguro.(Imagem: CVIS)

Imagine um trânsito onde todos cooperam e ninguém precisa ficar irritado. E, mais do que isso, um trânsito no qual um sistema computadorizado inteligente impede o “efeito manada”, virtualmente acabando com os famosos “congestionamentos por excesso de veículos”.

Engenheiros acreditam que isto não apenas é possível, como já está ao alcance da tecnologia. Tudo o que é necessário fazer é criar a “internet dos carros”.

Embora não possa controlar diretamente a irritação dos motoristas, a internet dos carros promete um sistema viário projetado a partir de tecnologias cooperativas, permitindo que cada elemento do sistema de trânsito – carros, motoristas, semáforos, placas de sinalização – coopere proativamente para criar um trânsito mais eficiente e mais seguro.

Cenários da internet dos carros

Os cenários planejados pelos pesquisadores são entusiasmantes.

Tudo pode começar antes de você pegar o carro pela manhã, com seu celular acordando-o 10 minutos mais cedo porque a chuva está tornando o trânsito mais lento.

Indo para o trabalho, antes que você esteja vendo ou ouvindo qualquer sirene, o painel de instrumentos do seu carro começa a emitir um aviso: “Veículo de emergência de passagem no próximo cruzamento!”

Você imediatamente tira o pé do acelerador, porque o semáforo à sua frente muda a programação, passa para o amarelo e, em seguida, para o vermelho. O carro de bombeiros passa velozmente porque sabe que encontrará uma sequência de sinais verdes à sua frente até chegar ao local do acidente.

Mas você também não fica na mão: antes mesmo que o semáforo passe para o verde, o navegador do seu carro sugere um desvio para evitar a área do acidente, fugindo de qualquer risco de congestionamento.

Como o sistema é cooperativo, ao seguir as orientações você ganha bônus, uma espécie de “quilômetros ecológicos”, pontos concedidos aos motoristas cuidadosos e resgatáveis na forma de uma série de privilégios, como poder dirigir no centro da cidade, usar os corredores de ônibus fora da hora do rush e exceções nos dias de rodízio.

Ao entrar no estacionamento, seu copiloto automático lê uma mensagem em viva-voz, transmitida pelo carro atrás de você. É seu colega, perguntando se você tem tempo para um café. Você provavelmente terá, graças aos minutos preciosos ganhos com a ajuda da internet dos carros.

Sistemas de Transportes Inteligentes

Esse futuro sem irritação no trânsito, um futuro de trânsito amigável e motoristas cooperativos, será possível graças ao que os engenheiros chamam de Sistemas de Transportes Inteligentes.

Imagine um trânsito onde todos cooperam e ninguém precisa ficar irritado. Os cenários planejados pelos pesquisadores para a internet dos carros são entusiasmantes. (Imagem: CVIS)

Os Estados Unidos, o Japão e a Europa já estão trabalhando no desenvolvimento de sistemas assim.

“Em todos os continentes, uma parte do espectro tem sido reservada para os sistemas cooperativos, 5,9 GHz nos Estados Unidos e Europa, e 5,8 GHz no Japão, ou seja, os sistemas de transporte inteligentes estão mesmo chegando,” explicou Paul Kompfner, ao apresentar a proposta europeia para a internet dos carros.

A proposta europeia é utilizar uma plataforma aberta e capaz de operar em vários níveis, da comunicação automática entre os veículos e os sistemas de trânsito das ruas e estradas, até os dispositivos portáteis dos motoristas, como celulares e navegadores GPS.

O chamado Projeto CVIS (Cooperative Vehicle-Infrastructure System) já conta com a adesão de 62 parceiros, incluindo universidades, institutos de pesquisas e empresas.

Código aberto

Com um orçamento de 40 milhões de euros, os pesquisadores estão desenvolvendo várias tecnologias para criar uma internet dos carros totalmente integrada e, mais importante, de código aberto (open-source), um elemento essencial para a sua adoção em larga escala.

Já está pronto o esboço de uma infraestrutura completa de comunicações, incluindo especificação de hardware, protocolos de comunicação, middleware, interface para o desenvolvimento de aplicativo (APIs) e mecanismos para a integração interplataformas.

Na parte de comunicações a equipe do projeto CVIS desenvolveu uma plataforma que pode usar qualquer infraestrutura de comunicação conhecida, incluindo Wi-Fi, WiMAX, rádio, comunicação por satélite, DSRC (comunicação dedicada de curta distância), identificação por radiofrequência (RFID), microondas, 3G e até mesmo infravermelho.

Os testes iniciais estão sendo feitos em sete países europeus, em diferentes situações de uso. O ritmo do desenvolvimento encoraja Kompfner a afirmar que as “primeiras tecnologias da internet dos carros deverão ser adotadas a curto e a médio prazos”.

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Tecnologias do futuro: Domótica e Internet das Coisas

Fonte: Inovação Tecnológica – 05/02/2010

A plataforma foi pensada para não sufocar a inovação tecnológica, não impondo restrições sobre as tecnologias do futuro, que ainda não foram sequer imaginadas.

Casas inteligentes pressupõem equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos que, mesmo não sendo um primor em termos de QI, sejam capazes pelo menos de conversar uns com os outros.

Isto começa a se tornar possível, graças ao trabalho de um consórcio de empresas e instituições de pesquisas da Europa.

Eles construíram uma camada intermediária de software e hardware – um middleware – que permite que sensores e equipamentos de diversos fabricantes troquem dados e funcionem de forma cooperativa.

Tecnologias do futuro

A maioria das propostas de casas e edifícios inteligentes pressupõe a existência de capacidades embutidas nos aparelhos domésticos – da TV e da geladeira até os sistemas de aquecimento, iluminação e ar condicionado – que os tornem capazes de se comunicar uns com os outros, de preferência por meio de redes sem fio.

Essa interconexão permitirá uma operação em conjunto que aumente o conforto e o bem-estar dos moradores e, sobretudo, economize energia ao máximo.

Mas como aparelhos diferentes, utilizando diferentes tecnologias, fabricados por empresas diferentes, em momentos diferentes, poderiam comunicar-se uns com os outros?

Uma forma seria a de insistir em que todos os dispositivos sejam fabricados em conformidade com algum padrão acordado, nacional ou internacionalmente. Mas isso seria complexo e demorado demais, além de se aplicar somente aos aparelhos novos.

Isso também poderia sufocar a inovação tecnológica, ao impor restrições sobre tecnologias do futuro, que ainda não foram sequer imaginadas.

Internet das coisas

Uma forma muito melhor, afirmam os pesquisadores do projeto Hydra, é desenvolver uma camada de middleware, orientada para o serviço a ser prestado, e que possa ser utilizada de forma flexível pelos fabricantes.

“Isso vai ajudar os fabricantes, desenvolvedores de software e integradores de sistemas a construir aparelhos e equipamentos que possam ser ligados em rede com facilidade e flexibilidade através de serviços web, criando soluções de alto desempenho e com ótimas relações entre custo e eficiência,” explica Markus Eisenhauer, gerente do projeto.

Com a camada Hydra, todos os tipos de aparelhos, incluindo os medidores de eletricidade, água ou gás, e não apenas os aparelhos de uso interno da casa inteligente, poderão ser interconectados sem que se necessite saber o que acontece dentro deles.

Em princípio, qualquer dispositivo Hydra pode se conectar a qualquer outro, trazendo tão propalada “internet das coisas” um pouco mais próximo da realidade.

Assistência técnica remota

O middleware fornece acesso a todos os sensores e dispositivos embarcados. Com isto, um desenvolvedor de software não precisa se preocupar com os tipos de sensores que estão instalados na casa.

“Se você deseja obter um valor de temperatura, você pode simplesmente pedir ao middleware semanticamente – ‘Eu quero a temperatura desta sala’ – e a camada Hydra irá interpretar o pedido e fornecer acesso aos sensores correspondentes,” explica ele.

Os aparelhos atuais podem ser adaptados para funcionar com o mesmo sistema. “Estamos distribuindo um kit de desenvolvimento onde você poderá integrar o middleware nos aparelhos,” diz Eisenhauer, “mas você pode utilizá-lo com os aparelhos já existentes e habilitá-los para o padrão Hydra, desde que eles tenham algum poder de processamento.

A tecnologia não facilitará apenas o uso e controle dos aparelhos, mas também sua manutenção e assistência técnica. Colocando sensores dentro dos seus produtos, como máquinas de lavar ou qualquer outro eletrodoméstico, os fabricantes poderão acessá-los e diagnosticar os problemas remotamente, sem precisar de fazer uma visita ao local.

Saúde em casa

Qualquer dispositivo Hydra pode se conectar a qualquer outro, trazendo tão propalada "internet das coisas" um pouco mais próximo da realidade.

E a automação doméstica – ou domótica – é apenas um exemplo do que se pode fazer com a plataforma Hydra.

Outra aplicação importante será na área da saúde, especialmente no acompanhamento de pacientes em suas próprias casas. Os parceiros do projeto criaram uma demonstração utilizando sensores de rede de medição de peso corporal, pressão arterial, glicemia e saturação de oxigênio. Um sensor muscular é capaz até mesmo de emitir avisos de um ataque epiléptico.

“Nós temos alguns protótipos e demonstradores já em funcionamento, onde temos usado um Playstation 3 comum funcionando como uma central de controle de uma casa”, diz Eisenhauer.

“Então nós temos diferentes tipos de tecnologias – ZigBee, Bluetooth e outras – tudo coberto por nosso gerenciamento de rede dentro da plataforma Hidra,”, diz Eisenhauer. “E então, só para mostrar que também podemos usar aparelhos de prateleira, nós usamos um acessório do Wii como balança e o ligamos ao nosso PlayStation 3.”

O console PlayStation 3, que já está em muitas casas, pode facilmente executar o middleware Hydra e, segundo os engenheiros, proporcionando total privacidade aos dados dos pacientes.

“Não é um sistema de telemedicina completo, mas tem todos os ingredientes necessários de um sistema desse tipo e, nesse momento, está funcionando com hardware diverso e heterogêneo,” diz Eisenhauer.

Tecnologia agropecuária

A agropecuária também poderá se beneficiar da plataforma Hydra.

Em um experimento, porcos foram equipados com etiquetas RFID para que seus movimentos pudessem ser monitorados. “Nós podemos localizar cada porco no barracão ou fora dele, e podemos usar isso para controlar o sistema de aquecimento e ventilação. Se o galpão ficar muito lotado, a temperatura sobe e então o sistema de aquecimento reage de acordo,” explica o engenheiro.

Em outro experimento, sensores sem fio ZigBee monitoram a umidade do solo em um campo, ajudando os agricultores a decidir o melhor momento para semear as suas culturas.

Inteligência ambiente

Para Eisenhauer, a plataforma Hydra traz para mais perto da realidade um mundo de inteligência ambiente, ou computação ubíqua, onde a inteligência artificial se torna parte do nosso ambiente cotidiano.

“É um viabilizador da visão que Mark Weiser, o fundador da computação ubíqua, tinha do ‘computador que desaparece’. A plataforma Hydra é uma tecnologia que poderá fazer este sonho se tornar uma realidade,” diz ele.

Toda a plataforma Hydra está sendo desenvolvida como código aberto (open source) e está disponível no repositório SourceForge. Mais informações podem ser obtidas no site www.hydramiddleware.eu.

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A IBM Web ou Internet das Coisas: “Um Planeta Mais inteligente”

Smarter Energy Grid

A IBM está vinculando uma campanha nas TVs americanas e na Internet com comerciais sobre “A Smarter Planet” (Um Planeta Mais Inteligente). Ela anda bastante ocupada também com a construção da Internet das Coisas (Internet of Things). Em um desses comerciais (o colocado aí acima) ela fala sobre Smart Grids. Esse e outros comerciais podem ser vistos no canal da IBM no YouTube:

IBM YouTube Advertising Channel

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