Redes inteligentes de energia vão beneficiar pequenos negócios

Fonte: Agência Sebrae de Notícias – 28.07.2010 Por Beth Matias

São Paulo – Um projeto da multinacional norte-americana Cisco com a General Eletric e a Florida Power & Light (companhia de energia elétrica) deverá colocar Miami, na Flórida, no centro das discussões mundiais sobre consumo de energia em 2011. Estão sendo investidos na cidade US$ 200 milhões para conectar em redes inteligentes de energia (smart grid) cerca de 1 milhão de pessoas.

O projeto começou no final de 2009 e serão instalados medidores inteligentes em cerca de 1.000 residências registradas em um estudo avançado que irá transformá-las em residências inteligentes, com painéis de controle e termostatos que irão ajudar a gerenciar as cargas elétricas e reduzir o consumo de energia durante períodos de pico.

A companhia de energia elétrica irá utilizar 300 veículos movidos à energia elétrica, com 50 estações de abastecimento em toda a cidade de Miami. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (27) por Fernando Rodrigues, gerente de vendas de redes inteligentes da GE no Brasil, durante o 8º Congresso Internacional Brasil Competitivo 2010, promovido pelo Movimento Brasil Competitivo.

“Hoje as grandes empresas já têm tarifas diferenciadas. O grande beneficiado deste sistema será o consumidor final e as pequenas empresas, que poderão vender energia solar excedente acumulada em suas propriedades por meio de painéis solares”, explicou Rodrigues. No Painel, ‘Redes Inteligentes: desenvolvimento, regulação e competitividade no Brasil’, três grandes empresas (IBM, GE Energy e CPFL Energia) abordaram a importância da renovação da matriz energética mundial, com aproveitamento inteligente da energia nos países.

“Acreditamos que os próximos 20 anos trarão transformações determinantes para o setor. Temos que motivar a inovação”, explicou o executivo de consultoria para Energia e Utilidades da IBM, Dario Soares de Almeida. Segundo ele, o Brasil deve aprender com o que já existe e construir um modelo próprio de redes tecnológicas no Brasil. “O mundo está cada vez mais estruturado e inteligente, viabilizando os programas de smart grid. A energia é infraestrutura básica de desenvolvimento e competitividade”.

Segundo Almeida, há seis grandes motivos para a mudança na geração e distribuição de energia no mundo: mudanças climáticas e preocupações ambientais; crescimento das energias renováveis, novas tecnologias disruptivas (carros elétricos e armazenamento de energia), envelhecimento da infraestrutura e desejo do consumidor pela administração da própria energia.

Entre os principais beneficiados, estarão os consumidores e as micro e pequenas empresas. que terão mais poder sobre seu próprio consumo de eletricidade. Com liberdade para escolher a fonte, eles poderão, também, gerar energia para o sistema. Além disso, as distribuidoras deixarão de ser meras fornecedoras de energia, para se tornarem prestadoras de serviço, como acontece com as empresas de telefonia.

No Brasil

O Brasil possui 65 milhões de consumidores de energia elétrica. Apenas 7,4% dos 63 milhões de medidores do País são eletrônicos. O restante ainda é eletromecânico, o que requer leitura presencial e é mais suscetível a fraudes, segundo a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel).

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, em parceria com a Aptel e mais 32 distribuidoras no País, estão elaborando uma proposta para um Plano Brasileiro de Redes Inteligentes. “A idéia é elaborar de um relatório com os possíveis cenários para a migração do setor elétrico brasileiro em direção à adoção do conceito de rede inteligente que será entregue ao governo federal”, disse o gerente de Inovação e Tecnologia da CPFL Energia.

Estão sendo pesquisados, segundo ele, medição inteligente, automação da distribuição e da transmissão e geração e armazenamento e veículos elétricos. O documento deverá ficar pronto até fevereiro de 2011.

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Energia como base de desenvolvimento e competitividade

Fonte: Movimento Brasil Competitivo – MBC – 27.07.2010

“Redes Inteligentes: desenvolvimento, regulação e competitividade no Brasil” foi o tema abordado durante o segundo painel do Congresso Internacional Brasil Competitivo (CIBC), realizado nesta terça-feira (27.07.2010) em São Paulo. Em sua oitava edição, o evento coloca em debate assuntos relacionados a inovação e ao empreendedorismo. Representantes de renomadas empresas de energia falaram sobre os impactos das redes inteligentes e da cadeia de negócios.

“Acreditamos que os próximos 20 anos trarão transformações determinantes para o setor. Temos que motivar a inovação”, explicou o executivo de consultoria para Energia e Utilidades da IBM, Dario Soares de Almeida. Segundo ele, o Brasil deve aprender com o que já existe e construir um modelo próprio de redes tecnológicas no Brasil. “O mundo está cada vez mais estruturado e inteligente, viabilizando os programas de smart grid. A energia é infraestrutura básica de desenvolvimento e competitividade”, finalizou sua participação.

O gerente de Inovação Tecnológica da CPFL Energia, Helder Pires Bufarah, discorreu sobre a necessidade do mercado em atender demandas futuras de forma sustentável, com utilização de matérias-primas renováveis. Bufarah destacou os principais benefícios do smart grid: qualidade de energia, confiabilidade do sistema e eficiência operacional. Além de citar projetos de pesquisa e desenvolvimento sustentável, ele falou sobre a elaboração de cenários prospectivos para o setor no país.

Fernando Rodrigues, gerente de Desenvolvimento de Negociações em smart grid da GE Energy, deu um panorama dos investimentos e projetos de referência do setor. A partir do fator da crescente e acelerada urbanização no mundo, Rodrigues explicou o dilema da prosperidade e sustentabilidade entre as empresas de energia. “Temos que nos preparar com políticas públicas equilibradas para o aumento da competitividade”.

De acordo com Rodrigues, as soluções se baseiam na eficiência energética, controle em tempo real do sistema energético e autonomia dos consumidores. Ele defende o desenvolvimento de uma rede inteligente capaz de coordenar a geração de distribuição, armazenamento e transmissão de energia.

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Cisco entra na disputa com IBM e Ericsson por redes inteligentes

Fonte: Brasil Econômico – 07.07.2010

Marthin De Beer, vice-presidente da Cisco: empresa lançou no último mês dois produtos para distribuidoras de energia

Estados Unidos – O grupo de fornecedores para as redes inteligentes de distribuição de energia elétrica ganhou o reforço da Cisco Systems, comprovando a tendência de grandes empresas de tecnologia da informação explorarem esse mercado nascente. Conhecido como smart grid (rede inteligente), o conceito prevê que, além de energia, a infraestrutura das distribuidoras de energia terá também tráfego de dados. Ou seja, as redes irão se incorporar à web, transmitindo informações em tempo real sobre consumo, por exemplo, melhorando assim a gestão do setor.

A IBM foi a primeira das grandes de tecnologia a apostar no segmento e, ao defender a renovação no setor elétrico, construiu toda uma unidade para explorar negócios em iniciativas de modernização de atividades públicas por meio da internet. No Brasil, a companhia americana presta consultoria a algumas das primeiras empresas de energia que começam a desenvolver seus projetos de redes inteligentes. Os nomes dos clientes, no entanto, são mantidos em segredo. A sueca Ericsson promete ter fabricação no Brasil de medidores digitais, que vão permitir coletar muito mais informações sobre o uso de energia pelos consumidores.

A presença das gigantes antes do momento de explosão do mercado tem o objetivo de evitar que uma empresa iniciante domine a área, como aconteceu com os portais de internet e como vem acontecendo com Google e Facebook. Diversas novas empresas estão sendo criadas e vêm recebendo aportes, como fizeram os fundos Kleiner Perkins Caulfield & Byers e o Northgate Capital na americana Silver Spring Networks. Mas isso não assusta a Cisco, que mira nos rendimentos futuros do segmento.

O Instituto de Pesquisas de Energia Elétrica (EPRI), organização não-governamental dos Estados Unidos, estima que serão gastos US$ 165 bilhões nos próximos 20 anos para a migração para redes inteligentes. Apenas o projeto-piloto realizado pela Xcel Energy em Boulder, no estado do Colorado, foi estimado em US$ 100 milhões, considerando atrasos e estouros no orçamento.

Entusiasmo

“A maior rede que a humanidade criou é a de energia elétrica. Ela é 100 vezes maior que a internet”, afirma o vice-presidente sênior de tecnologias emergentes da Cisco, Marthin De Beer. O executivo espera que, em cinco anos, comece a surgir a internet das coisas, como é chamada a integração de diversos equipamentos, como geladeiras e aparelhos médicos, à web. A própria rede elétrica promete fazer parte dessa grande internet que, por sua vez, será cem vezes maior que a rede de energia atual, diz De Beer.

E a expectativa dos executivos da Cisco também não é pequena. “Entre 12 e 16 meses, queremos ter uma oferta completa para o segmento”, diz De Beer, explicando que isso será possível por meio de desenvolvimento e por aquisições.

O objetivo, segundo o presidente do conselho de adminsitração e executivo-chefe, John Chambers, é repetir o sucesso que a empresa teve em internet e ajudar na padronização dos equipamentos para smartgrids.

No último mês, a empresa lançou seus dois primeiros produtos para o segmento. Um deles, um software de gerenciamento de consumo residencial, foi vendido à Duke Energy.

Os lançamentos vieram após a Cisco ter comprado participação na Grid Net, fabricante de software para energia elétrica.

Tecnologia permite a distribuidoras controlar o consumo em tempo real

O objetivo das distribuidoras de energia em avaliar a mudança de suas redes para grades inteligentes está na melhoria de gestão. Com a rede elétrica conectada à internet, ela passa a coletar dados em tempo real de qualquer ocorrência na infraestrutura. Com isso, pode entender melhor o comportamento do consumidor e receber atualizações constantes em relação a picos de uso e falhas. A companhia energética pode ainda tomar medidas ágeis para consertar defeitos, otimizar gastos com manutenção ou criar políticas de preços diferenciados, que estimulem o consumo mais eficiente.

Para o cliente, a rede inteligente pode resultar em tarifas menores e em um melhor entendimento das medidas que reduzem a conta de luz. No Brasil, entre as empresas que estudam o modelo está a Cemig, que começa um projeto-piloto este ano em Sete Lagoas (MG).

Os projetos de implementação das novas redes não altera, a princípio, o modelo de negócios das distribuidoras. Essas empresas continuam a vender energia para consumidores finais e empresas. A carteira de fornecedores delas, no entanto, será ampliada para além dos tradicionais fabricantes de cabos, medidores e torres.

Com a internet sendo integrada à rede, essas empresas passam a buscar fornecedores de software de gestão dos dados de consumo energético, de equipamentos que direcionam o trafego de internet e medidores digitais.

Além das empresas de tecnologia da informação e telecomunicações (as operadoras americanas AT&T e Verizon também entraram na disputa), fornecedores tradicionais do segmento, como GE, ABB e Honeywell, fizeram compras ou aportes em pequenas empresas especializadas em tecnologia para smart grids este ano.

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Entrevista da IBM, sobre redes inteligentes! As três partes da entrevista estão juntas!

Entrevista com Elton Tiepolo da IBM, sobre redes inteligentes! As três partes da entrevista estão juntas!

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Falta capacidade de telecom para atender às necessidades das smartgrids

Fonte: TELETIME News – 26.05.2010

As empresas de energia já estão se movimentando no sentido de implementarem no Brasil redes de energia inteligentes, ou smartgrids. A essência do conceito é dotar as redes de energia elétrica de capacidade de comunicação bidirecional em qualquer ponto da infraestrutura. Com isso, é possível não apenas monitorar as redes e gerenciar remotamente os serviços, mas também oferecer serviços de valor adicionado, inclusive serviços de telecomunicações. O tema foi discutido nesta quarta, 26, no 1o Forum Smartgrids Telecom, organizado pelas revistas TELETIME e TI Inside. Para Pedro Jatobá, presidente da Aptel (entidade que representa empresas de energia com infraestrutura de telecomunicações), a implantação do conceito é o equivalente, para empresas de energia, à terceira geração das redes de telefonia celular. “O grande desafio para chegarmos a um ambiente de smartgrids é que as redes de energia hoje chegam a 98% dos domicílios brasileiros, mas não existe rede de telecomunicações com tamanha penetração para prover a capacidade de comunicação necessária”, diz Jatobá. Ele lembra também que as redes de telecom hoje existentes não têm capacidade de prover a capacidade de comunicação necessária às smartgrids nos níveis de confiabilidade e disponibilidade necessários. “O caminho natural é o de parcerias entre empresas de telecom e energia. Mas se as empreas de telecomunicações não conseguirem prover essa capacidade, as empresas de energia vão construir suas próprias redes”, diz Jatobá. “Não adianta vir com atendimento de call center ou atendente para o mercado de atacado”, ironizou o presidente da Aptel.

Novas variáveis

O conceito de smartgrids introduz novas variáveis no consumo de energia. Primeiro, a possibilidade de roaming, como acontece no setor de telecomunicações. O usuário de energia (o proprietário de um carro elétrico, por exemplo) pode se conectar a qualquer ponto da rede e mesmo assim ter o controle total sobre seus gastos. Outra variável importante é a possibilidade de que os próprios consumidores forneçam energia à rede, com fontes alternativas de geração caseiras (paineis solares, turbinas eólicas etc). Por fim, dentro do conceito de smartgrids, as empresas de energia passam a participar ativamente do provimento de multisserviços para lares conectados, o que não acontecia até aqui.

Estágios iniciais

Bruno Regueira, executivo responsável pela área de smartgrids da IBM no Brasil, explica que hoje, em todo mundo, as redes inteligentes de energia ainda estão nos estágios iniciais e há poucos projetos sendo implantados. A maior parte deles ainda está no nível de instalação de medidores eletrônicos de energia, que podem ser controlados remotamente e fornecer dados para telemetria em tempo real. Há cerca de 30 projetos desse tipo em todo mundo, com cerca de 45 milhões de medidores. O Brasil, por exemplo, tem sozinho 65 milhões de medidores instalados. “Esse jogo vai mudar agora que a China resolveu iniciar o processo de modernização de sua rede de energia. Eles vão substituir, a cada ano, 560 milhões de medidores de energia, e pretendem ter todos trocados em cinco anos”, explicou.

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IBM anuncia POWER7 para gerenciar o crescente volume de transações das empresas

Fonte: IBM – 08.02.2010

A IBM anuncia novos sistemas POWER7™ desenvolvidos para gerenciar uma alta variedade de aplicativos, desde redes elétricas inteligentes até ferramentas de análise de dados em tempo real. As novas tecnologias são indicadas para empresas que trabalham com um elevado volume de transações simultâneas, como prestadores de serviços de utilidade pública, seguradoras ou cadeias de suprimento, e que necessitam de análises e gerenciamento precisos de suas informações.

O Brasil será um dos países a fabricar o Power 7, o que demonstra o comprometimento e investimento da IBM em mercados emergentes. A produção acontecerá nas instalações da Flextronics, parceira internacional da IBM para manufatura de equipamentos. As máquinas fabricadas localmente serão destinadas ao mercado nacional, mas eventualmente poderão ser exportadas para outros países da América Latina.

“Ao trazer para o Brasil a manufatura do Power 7 pretendemos otimizar o custo do produto final e o tempo de importação destes equipamentos, tornando-os mais acessíveis ao mercado, além de reforçar nosso compromisso com o mercado brasileiro”, afirma Maurício Conceição, Executivo de Power Systems da IBM Brasil. A produção terá início com as famílias de produtos High-End e Midrange a partir do segundo trimestre de 2010.

Os novos sistemas POWER7 são capazes de gerenciar milhões de transações simultâneas em tempo real, tecnologia necessária, por exemplo, à implementação de redes elétricas inteligentes que necessitam de dados atualizados a cada minuto. Uma empresa de energia que apresenta dados de medição de consumo para seus clientes na Web pode integrar um conjunto de sistema de servidores POWER7 aos seus medidores conectados à internet, monitorando o uso de energia de milhões de lares por minuto em uma rede inteligente.

A IBM anuncia quatro novos sistemas POWER7 com inovações tecnológicas que proporcionam redução no consumo de energia das máquinas e aumento no poder de processamento. Em relação ao seu antecessor, o Power 6, os novos sistemas podem oferecer um desempenho até quatro vezes maior e capacidade de virtualização expandida – suporta 1.000 servidores virtuais ou “partições” em um único sistema. Na prática, isso permite que um único servidor de maior porte faça o trabalho de até mil servidores menores com equilíbrio de carga entre eles, aumentando o desempenho e utilização dos servidores virtualizados. Os novos sistemas Power 7 incluem os servidores IBM Power® 780, Power 770, Power 755 e Power 750 Express. São tecnologias de servidores de ponta e sistemas de médio porte de 64 núcleos (Power 780 e Power 770) e 32 núcleos (Power 755) capazes de otimizar as cargas de trabalho. O Power 770, por exemplo, utiliza até 70% menos energia que seu antecessor, o IBM Power 570. As ofertas também incluem o novo software de gerenciamento IBM Systems Director Express (edições standard e enterprise) que oferece capacidades avançadas para gestão de virtualização do VMControl – tecnologia que permite que um conjunto de servidores Power sejam gerenciados em um único sistema, proporcionando redução da complexidade e custos com gerenciamento.

Sobre os sistemas IBM Power

O processador Power é a plataforma líder em eficiência para virtualização e consolidação de servidores do mercado – ferramentas inteligentes que reduzem espaço físico e os custos de energia do data Center. O movimento do mercado comprova a liderança da plataforma Power no segmento de servidores Unix – inúmeros clientes em todo o mundo têm migrado suas aplicações Unix para a plataforma Power. Na última década, cerca de 10% do total investido em servidores passou das mãos da SUN e HP para a tecnologia IBM Power Systems. Nos últimos três anos, mais de 1750 empresas em todo o mundo utilizaram o serviço do Migration Factory para migrarem suas tecnologias para plataforma Power.

Os sistemas IBM Power rodam em sistemas operacionais AIX, Linux e IBM i. Para mais informações, visite: http://www.ibm.com/systems/power/

Sobre a IBM

Para mais informações sobre a IBM, visite http://www.ibm.com/br

IBM no Twitter: http://twitter.com/ibmbrasil

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Investimento em redes elétricas inteligentes avança na Ásia

Fonte: Reuters - 08.03.2010 - Por Cho Mee-young e Leonora Walet

Japão, Coreia do Sul e China estão investindo cerca de nove bilhões de dólares este ano em infraestrutura e tecnologia de informação, a fim de tornar mais eficientes as redes de eletricidade, criando oportunidades lucrativas para tecnologias de nicho e fornecedores de equipamentos.

O sistema de “rede inteligente”, por meio da monitoração computadorizada da eletricidade que flui por uma rede elétrica, permite que as empresas de energia administrem automaticamente o uso de eletricidade, de maneira mais confiável e flexível.

O investimento da Ásia em redes inteligentes deve ultrapassar o dos Estados Unidos, e a China sozinha pretende investir 7,3 bilhões de dólares nesse setor em 2010, de acordo com a Zpryme, uma companhia de pesquisa de mercado de Austin, Texas.

“Os chineses estão investindo em redes elétricas inteligentes de maneira tão agressiva quanto, ou até mais agressiva que, qualquer outro país do mundo, no momento,” disse Brad Gammons, vice-presidente da divisão de energia e infraestrutura setorial mundial da IBM, em entrevista à Reuters.

“Eles têm um foco muito firme e assumiram um forte compromisso naquele sentido,” disse.

A IBM, em companhia de empresas como Cisco e Microsoft, está investindo no mercado de redes elétricas inteligentes chinês.

O foco nas redes inteligentes beneficiará empresas em todo o setor de distribuição de energia, dos fabricantes de transformadores para redes públicas aos fabricantes de relógios de eletricidade e fornecedores de software, passando pelos fabricantes de baterias de armazenagem.

A Osaki Electric, que produz aparelhos de medição de eletricidade no Japão, e a sul-coreana LS Industrial Systems, que controla tecnologias de transmissão e distribuição de energia, são exemplos de empresas que podem ser favorecidas pelo desenvolvimento das redes elétricas inteligentes.

“A Osaki Electric está desenvolvendo um relógio inteligente de eletricidade que servirá como catalisador positivo para os preços de suas ações no futuro,” afirmaram analistas da Japaninvest em relatório.

(Reportagem adicional de Chikako Mogi em Tóquio e Suilee Wee em Hong Kong)

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