IBM anuncia POWER7 para gerenciar o crescente volume de transações das empresas

Fonte: IBM – 08.02.2010

A IBM anuncia novos sistemas POWER7™ desenvolvidos para gerenciar uma alta variedade de aplicativos, desde redes elétricas inteligentes até ferramentas de análise de dados em tempo real. As novas tecnologias são indicadas para empresas que trabalham com um elevado volume de transações simultâneas, como prestadores de serviços de utilidade pública, seguradoras ou cadeias de suprimento, e que necessitam de análises e gerenciamento precisos de suas informações.

O Brasil será um dos países a fabricar o Power 7, o que demonstra o comprometimento e investimento da IBM em mercados emergentes. A produção acontecerá nas instalações da Flextronics, parceira internacional da IBM para manufatura de equipamentos. As máquinas fabricadas localmente serão destinadas ao mercado nacional, mas eventualmente poderão ser exportadas para outros países da América Latina.

“Ao trazer para o Brasil a manufatura do Power 7 pretendemos otimizar o custo do produto final e o tempo de importação destes equipamentos, tornando-os mais acessíveis ao mercado, além de reforçar nosso compromisso com o mercado brasileiro”, afirma Maurício Conceição, Executivo de Power Systems da IBM Brasil. A produção terá início com as famílias de produtos High-End e Midrange a partir do segundo trimestre de 2010.

Os novos sistemas POWER7 são capazes de gerenciar milhões de transações simultâneas em tempo real, tecnologia necessária, por exemplo, à implementação de redes elétricas inteligentes que necessitam de dados atualizados a cada minuto. Uma empresa de energia que apresenta dados de medição de consumo para seus clientes na Web pode integrar um conjunto de sistema de servidores POWER7 aos seus medidores conectados à internet, monitorando o uso de energia de milhões de lares por minuto em uma rede inteligente.

A IBM anuncia quatro novos sistemas POWER7 com inovações tecnológicas que proporcionam redução no consumo de energia das máquinas e aumento no poder de processamento. Em relação ao seu antecessor, o Power 6, os novos sistemas podem oferecer um desempenho até quatro vezes maior e capacidade de virtualização expandida – suporta 1.000 servidores virtuais ou “partições” em um único sistema. Na prática, isso permite que um único servidor de maior porte faça o trabalho de até mil servidores menores com equilíbrio de carga entre eles, aumentando o desempenho e utilização dos servidores virtualizados. Os novos sistemas Power 7 incluem os servidores IBM Power® 780, Power 770, Power 755 e Power 750 Express. São tecnologias de servidores de ponta e sistemas de médio porte de 64 núcleos (Power 780 e Power 770) e 32 núcleos (Power 755) capazes de otimizar as cargas de trabalho. O Power 770, por exemplo, utiliza até 70% menos energia que seu antecessor, o IBM Power 570. As ofertas também incluem o novo software de gerenciamento IBM Systems Director Express (edições standard e enterprise) que oferece capacidades avançadas para gestão de virtualização do VMControl – tecnologia que permite que um conjunto de servidores Power sejam gerenciados em um único sistema, proporcionando redução da complexidade e custos com gerenciamento.

Sobre os sistemas IBM Power

O processador Power é a plataforma líder em eficiência para virtualização e consolidação de servidores do mercado – ferramentas inteligentes que reduzem espaço físico e os custos de energia do data Center. O movimento do mercado comprova a liderança da plataforma Power no segmento de servidores Unix – inúmeros clientes em todo o mundo têm migrado suas aplicações Unix para a plataforma Power. Na última década, cerca de 10% do total investido em servidores passou das mãos da SUN e HP para a tecnologia IBM Power Systems. Nos últimos três anos, mais de 1750 empresas em todo o mundo utilizaram o serviço do Migration Factory para migrarem suas tecnologias para plataforma Power.

Os sistemas IBM Power rodam em sistemas operacionais AIX, Linux e IBM i. Para mais informações, visite: http://www.ibm.com/systems/power/

Sobre a IBM

Para mais informações sobre a IBM, visite http://www.ibm.com/br

IBM no Twitter: http://twitter.com/ibmbrasil

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Investimento em redes elétricas inteligentes avança na Ásia

Fonte: Reuters - 08.03.2010 - Por Cho Mee-young e Leonora Walet

Japão, Coreia do Sul e China estão investindo cerca de nove bilhões de dólares este ano em infraestrutura e tecnologia de informação, a fim de tornar mais eficientes as redes de eletricidade, criando oportunidades lucrativas para tecnologias de nicho e fornecedores de equipamentos.

O sistema de “rede inteligente”, por meio da monitoração computadorizada da eletricidade que flui por uma rede elétrica, permite que as empresas de energia administrem automaticamente o uso de eletricidade, de maneira mais confiável e flexível.

O investimento da Ásia em redes inteligentes deve ultrapassar o dos Estados Unidos, e a China sozinha pretende investir 7,3 bilhões de dólares nesse setor em 2010, de acordo com a Zpryme, uma companhia de pesquisa de mercado de Austin, Texas.

“Os chineses estão investindo em redes elétricas inteligentes de maneira tão agressiva quanto, ou até mais agressiva que, qualquer outro país do mundo, no momento,” disse Brad Gammons, vice-presidente da divisão de energia e infraestrutura setorial mundial da IBM, em entrevista à Reuters.

“Eles têm um foco muito firme e assumiram um forte compromisso naquele sentido,” disse.

A IBM, em companhia de empresas como Cisco e Microsoft, está investindo no mercado de redes elétricas inteligentes chinês.

O foco nas redes inteligentes beneficiará empresas em todo o setor de distribuição de energia, dos fabricantes de transformadores para redes públicas aos fabricantes de relógios de eletricidade e fornecedores de software, passando pelos fabricantes de baterias de armazenagem.

A Osaki Electric, que produz aparelhos de medição de eletricidade no Japão, e a sul-coreana LS Industrial Systems, que controla tecnologias de transmissão e distribuição de energia, são exemplos de empresas que podem ser favorecidas pelo desenvolvimento das redes elétricas inteligentes.

“A Osaki Electric está desenvolvendo um relógio inteligente de eletricidade que servirá como catalisador positivo para os preços de suas ações no futuro,” afirmaram analistas da Japaninvest em relatório.

(Reportagem adicional de Chikako Mogi em Tóquio e Suilee Wee em Hong Kong)

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Visões da Rede Inteligente

Selecionei seis vídeos (em inglês não muito difícil) bastante assistidos no You Tube, que monstram diferentes pontos de vista e tecnologias demonstrativas da rede inteligente:

A Smart Grid for Intelligent Energy Use (Uma Rede Inteligente para o Uso Inteligente de Energia)

O primeiro vídeo foi produzido pelo IEEE  e tem a seguinte descrição: A Rede Inteligente envolve o uso de tecnologias de comunicações e computação para transmitir e distribuir energia de forma mais eficiente. Este vídeo descreve a rede inteligente e como ela irá reduzir nossa pegada de carbono através da eficiência energética e a integração de fontes renováveis de energia. (Acesso: 01:10 -- 11.02.2010; Exibições: 42725; Duração: 8min53s)

Smart Grid: Virtual Power Plant (Rede Inteligente: Planta Virtual de Potência)

Através do projeto piloto McAlpine Smart Energy na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, a Duke Energy está criando uma planta virtual de potência usando fontes distribuídas de energia tais como painéis solares, baterias e sistemas residenciais de gerenciamento de energia. (Acesso: 01:17 -- 11.02.2010; Exibições: 6787; Duração: 3min44s)

CISCO Smart Grid (Rede Inteligente CISCO)

Rede Inteligente é o nome para um sistema de energia inteligente. Cisco a define como uma rede conectava, eficiente e segura de ponta-a-ponta que integra todas as fontes e demandas de energia. Integração ponta-a-ponta significa comunicação e gerenciamento ponta-a-ponta de enormes fluxos de dados em tempo real. Assim como na Internet, só que ao invés do roteamento de fluxos de informação, a rede inteligente precisa rotear fluxos de eletricidade da forma mais eficiente possível. (Acesso: 01:28 -- 11.02.2010; Exibições: 5717; Duração: 4min38s)

Duke Energy: Envision Smart Energy (Duke Energy: Visionando a Energia Inteligente)

Como se parece um futuro possível com uma rede inteligente? E o que isso significa para os consumidores? Neste vídeo, a Duke Energy oferece uma visão. Ele foi vislumbrado em uma locação na companhia Envision Center próxima à cidade de Cincinnaty, no estado de Ohio. (Acesso: 01:34 -- 11.02.2010; Exibições: 2504; Duração: 8min43s)

Killers Apps for the Smart Grid (Aplicações Matadoras para a Rede Inteligente)

Scott McGaraghan, diretor de desenvolvimento de negócios para a EnerNoc, Inc., discute tecnologias atuais e em desenvolvimento que maximizam os potenciais benefícios de economia de energia em nível local e nacional de sistemas de rede inteligente. O encontro Seminário em Energia acontece durante o ano acadêmico às quartas-feiras, na Universidade de Stanford, de 4h15 às 5h15 da tarde. Para uma listagem dos apresentadores que virão no Seminário em Energia, por favor visite a listagem de eventos no sítio web do Woods Institute for the Environment. (Acesso: 01:43 -- 11.02.2010; Exibições: 2355; Duração: 49min34s)

Smart Grid Animation (Animação de Rede Inteligente)

Vídeo da IBM mostrando de forma animada para qualquer criança entender, como funciona a rede inteligente, quais são seus benefícios e o que ela permite. (Acesso: 01:46 -- 11.02.2010; Exibições: 2125; Duração: 1min58s)

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Smart grid: quando eu vou ter a minha?

Fonte: Blotheco – 21.11.2009 — Jana de Paula

Quando visitei Tel Aviv, em 2001, fiquei muito bem impressionada com a capacidade do governo e da população aproveitarem o que, por lá, há de sobra – luz solar. Qualquer apartamento ou casa dispõe de painéis de energia solar o que – além de resolver um problema de escassez de outra fonte de energia, a água – é de consumo barato, eficiente e não poluente. Não que a escassez de água impeça que os jardins espalhados pela “Nascida do Deserto” (uma péssima tradução de Tel Aviv) estejam verdejantes. Minúsculas mangueiras ‘pingam’ ininterruptamente hidratando as folhagens e permitindo o verde naquela terra árida. E pouca gente se importa que os belos carros fiquem cobertos de poeira. Ninguém pensa em desperdiçar água lavando carros… Em 2010, o imponente aeroporto local, Ben Gurion, irá funcionar a partir de energia solar. E a gente pode imaginar o quanto um aeroporto internacional de seu porte exige em energia para alimentar redes de computadores, iluminação e um longo etc.
No Brasil, embora haja luz solar em abundância, o governo e as prestadoras de energia insistem em usar os nossos por enquanto inesgotáveis mananciais de água ou a sinistra energia nuclear e, mesmo assim, sem muita eficiência – o que foi demonstrado no recente apagão que deixou 18 estados brasileiros sem energia por horas e horas. Embora a smart grid não resolva o problema na fonte geradora de energia, pois ela apenas distribui a energia de forma inteligente e descentralizada, trata-se de uma tecnologia cada vez mais adotada por governos, prestadoras e população interessados em reduzir a emissão de carbono, tornar o fornecimento mais barato e eficiente e certamente reduzir o tamanho das filas nas salas de atendimento ao usuário das prestadoras.
A smart grid pode resolver tudo isso e não é à toa que se investem bilhões de dólares nele. Abaixo, escolhermos trechos do artigo “FAQ: What the smart grid means to you“, de Martin LaMonica publicado no site CNet, onde o autor narra numa linguagem acessível a leigos algumas das vantagens do smart grid. Neste artigo, a gente sabe que não é apenas num país emergente como o nosso que falta regulamentação e empenho das utilities. E também de que ainda é cedo para se definir uma kill app do smart grid que, como ocorreu com a internet, deve levar décadas para se estabelecer.
De qualquer forma já é hora de se pensar seriamente sobre isto. Um país como o nosso, com abundância de luz solar e dos ventos, só teria a ganhar substituindo – e descentralizando – a geração de energia para fontes limpas. E é aí que entra a smart grid. Pode ser que o país precise de novos caças aéreos. Mas precisa muito mais de usar a cabeça e aproveitar melhor tudo o que temos em abundância para o bem da população.
Segue o artigo:
A smart grid, como a internet e as rodovias interestaduais – começa a receber investimentos gigantescos em infra-estrutura em todo o mundo. O objetivo principal é dar ao sistema elétrico uma pátina digital para torná-lo mais eficiente e confiável. Governos e empresas prestadoras de serviços públicos (utilities) dedicam bilhões de dólares para lançar novas linhas de transmissão e tornar a rede elétrica operante de uma forma muito próxima às redes de informática, que acessamos diariamente.
Grandes fornecedores de tecnologia e centenas de start-ups disputam lugar de destaque no segmento das redes inteligentes. A construção de uma smart grid significa incrementar a rede elétrica existente com tecnologia da informação e de comunicações. Com a sobreposição da tecnologia digital, a rede promete operar de forma mais eficiente e confiável. Ela também pode acomodar mais energia solar e eólica, fontes de energia que podem se tornar mais confiáveis e com maior controle. Assim como computadores e roteadores gerenciam o fluxo de bits na Internet, as tecnologias de smart grid usam a informação para otimizar o fluxo de eletricidade. Hoje em dia, quando há uma avaria em determinada subestação, a prestadora do serviço, em geral, só descobre quando os clientes ligam para reclamar.  A instalação de uma rede de sensores num transformador ou ao longo dos fios consegue localizar e relatar um problema, ou mesmo impedir que aconteça.
Embora vivamos na era da informação, a maioria de nós dá conta do próprio consumo de energia somente quando as contas de serviço público chegam, uma vez por mês. Nas casas das pessoas, a smart grid pode significar uma informação mais detalhada, através de ferramentas de monitoramento instaladas nas próprias residências. Baseadas em programas de web, elas dão uma visão em tempo real da quantidade de energia que se consome e detalhes sobre os aparelhos que consomem mais, e como seu consumo se compara ao de outros. Uma informação deste tipo pode permitir que alguém, só ao mudar um aparelho de barbear, reduza a conta de eletricidade entre 5 a 15%.
Em teoria, aplicações de rede são mais inteligentes e eficientes. A companhia GE e a start-up Tendril, produtora de displays, por exemplo, testam os aparelhos grandes – geladeiras, máquinas de lavar etc. – para obter informações sobre a flutuação dos gastos de eletricidade e como torná-los mais eficientes. O próximo passo na direção da eficiência é a chamada resposta à demanda. O objetivo aqui é reduzir o consumo de energia nos horários de pico. Isto é muito importante para as utilities reduzirem o uso de energias caras e poluentes  ao se atender, por exemplo, um pico de demanda da carga de ar condicionado num dia quente de verão. A idéia é fornecer incentivos para consumidores e as empresas que participem do programa. Isto pode significar a interrupção de secador de roupa ou a redução das luzes de um supermercado ao meio do dia.
Uma smart grid também faz a distribuição de energia, com sistemas solares em casa, mais viáveis e de fácil utilização. Com um medidor inteligente e software de monitoramento, uma casa pode ver o quanto os painéis solares produzem e o quanto reduzem a emissão de carbono. A prestadora também se interessa em saber quanta energia distribuída está disponível para que possa calibrar sua geração própria de energia diária.
Quais são alguns exemplos?
Em Charlotte, EUA, quando o sol brilha, ele gera  50 kilowatt  de eletricidade para as casas do bairro, através de uma rede smart grid. Também alimenta a bateria, garantindo à área algumas horas de energia de reserva, no caso de uma interrupção, ou criando excedente para os horários de pico. Os consumidores podem aderir aos programas de resposta à demanda para obter uma redução na sua conta. Uma as prestadoras mais agressivas de  Charlotte, a Duque Energy, planeja ter milhões de contadores inteligentes instalados nas casas durante os próximos dois anos. Além disso, prevê a instalação de sensores ao longo das linhas de alimentação e equipamentos de rede, como roteadores, em subestações e transformadores. Nas casas das pessoas, equipamentos individuais, como aquecedores de água, poderão ser também interligados à rede. O projeto reflete como as utilities parecem seguir o caminho da indústria de informática, que passou do processamento centralizado com mainframes para um com arquitetura mais distribuída e diversa em termos de tecnologia.
O fato é que a smart grid se prepara para ser um mash-up gigante capaz de reunir as companhias de eletricidade, informática e de comunicações. As empresas peso pesado da área de tecnologia são Cisco, IBM, Microsoft e Google – todos com iniciativas sérias nesta área e que se unem aos executivos das grandes utilities para trabalhar em programas de rede inteligente.
A IBM, que vê muitos cifrões quando se envolve em projetos de grandes infra-estruturas, constrói a espinha dorsal da tecnologia para muitos programas de modernização da rede. Isso inclui a instalação de equipamentos de comunicação ao longo da grade, bem como o software e servidores para o processamento das montanhas de dados que precisam ser processados. A Cisco, também, quer saltar com ambos os pés numa ampla iniciativa para fornecer equipamentos de rede para os serviços públicos, bem como ferramentas de gestão de energia em casa. A Verizon vê a rede doméstica como um ponto para coletar dados sobre o uso de energia em casa e, potencialmente, o controle da iluminação e aparelhos para melhor eficiência.
Microsoft e Google vão atrás dos consumidores, além de tentar assinar acordos com prestadoras parceiras.
Há também um punhado de start-ups na área, muitas das quais com foco em energia. Entre elas, a Silver Spring Networks, que oferece um cartão sem fio para contadores inteligentes. Finalmente, há a infra-estrutura elétrica em si: medidores, transformadores, equipamentos de transmissão e outros hardwares que fazem o tique-taque da smart grid. Além de um número significativo de pequenos fabricantes de smart meter, há as grandes empresas de infra-estrutura global como a GE e a Siemens ABB que introduzem modernos sistemas de controle para gerenciar o fluxo de eletricidade.
OK, então o smart grid pode reduzir o desperdício de energia, dar aos consumidores uma melhor informação, e permitir que a rede a utilizar mais energia solar e eólica. Mas, por onde começar?
As utilities investem um percentual menor da receita em tecnologia do que a maioria das indústrias. Isso ajuda a explicar por que ouvimos falar sobre smart grid há dez anos, mas muito poucos de nós realmente se beneficiam dela.
Mas a falta de investimento é apenas uma parte da questão. Enquanto a maioria investe em centrais de vários bilhões de dólares – para aumentar sua capacidade de vender mais quilowatts-hora, as utilities mais progressistas encontram formas de justificar seus investimentos em smart grid na economia de energia. No entanto, muitas destas companhias não se entusiasmam por causa da regulamentação.
A peça-chave de regulação da rede inteligente é o preço do tempo por dia, que deve refletir o custo variável de entrega de energia a cada dia. Um tipo de preço diferenciado permitirá ao consumidor tirar partido de tarifas de pico, mas esta não é a norma em muitos estados. Assim, há falta de normas para um número estonteante de tarefas. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, que é responsável por estabelecer um quadro para a interoperabilidade de padrões de smart grid, lançou recentemente um roteiro, mas todos concordam que há muito trabalho a ser feito.
O lado do consumidor
Entre todos os desafios técnicos e de negócios, há a questão da aceitação do consumidor. Os consumidores, em geral, são suscetíveis de receber informações mais detalhadas sobre a  eletricidade, o gás natural e a água que usam. Mas, mesmo com a promessa de economia de energia, não está claro se as pessoas estão dispostas a pagar mais para terem à disposição as ferramentas de gestão. Algumas pessoas e empresas estão dispostas a permitir que uma prestadora se comunique com elas através de um medidor inteligente que controle remotamente o termostato do ar condicionado em troca de tarifas mais baratas. Mas, estes programas de busca por demanda claramente não são para todos. O truque para programas de resposta bem sucedidos é atrair os consumidores com contas de luz menores, sem ser invasivo ou forçar uma mudança dramática, dizem executivos do setor.
Finalmente, as empresas de tecnologia precisam ser rentáveis, mas muitas das tecnologias e modelos de negócios precisam ser resolvidas. Há ainda alguma preocupação de que uma mini-bolha de investimento paire sobre as redes inteligentes.
Smart grid é mais segura?
Dado o estado incipiente da rede inteligente, é difícil fornecer um relatório definitivo. Mas, a corrida para modernizar a grade tem obtido o aval de alguns especialistas em segurança, para alertas e controle. Os sistemas de maior utilização da internet em substituição às redes privadas de Fiscalização de Controle e Aquisição de Dados (SCADA), junto ao controle de vazamento das informações das redes atuais dos fornecedores de energia, ainda são vulneráveis, em potencial, dizem os especialistas em segurança. Eles acreditam que uma melhor segurança deve ser construída nos de padrões de rede inteligente e para os profissionais do setor, com as melhores práticas de segurança, de modo a se evitar cortes perigosos.
Então, quando eu terei a minha rede inteligente?
Assim como as rodovias e na internet, o smart grid vai levar anos para ser construído, provavelmente décadas. Os primeiros sinais serão melhores ferramentas de economia de energia para os consumidores, da mesma forma que as ferramentas web levaram aos consumidores melhores ferramentas para gerenciamento das finanças pessoais. Alguns entusiastas vão querer acompanhar de perto o uso de energia e o baixo consumo por razões ambientais e financeiras. Outros podem apenas estabelecer programas de “piloto automático” para tirar partido de tarifas de pico, bem como você pode usar um termostato programável.
Dito isto, é cedo e pode haver uma aplicação killer sobre a plataforma de rede inteligente”.

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Quando visitei Tel Aviv, em 2001, fiquei muito bem impressionada com a capacidade do governo e da população aproveitarem o que, por lá, há de sobra – luz solar. Qualquer apartamento ou casa dispõe de painéis de energia solar o que – além de resolver um problema de escassez de outra fonte de energia, a água – é de consumo barato, eficiente e não poluente. Não que a escassez de água impeça que os jardins espalhados pela “Nascida do Deserto” (uma péssima tradução de Tel Aviv) estejam verdejantes. Minúsculas mangueiras ‘pingam’ ininterruptamente hidratando as folhagens e permitindo o verde naquela terra árida. E pouca gente se importa que os belos carros fiquem cobertos de poeira. Ninguém pensa em desperdiçar água lavando carros… Em 2010, o imponente aeroporto local, Ben Gurion, irá funcionar a partir de energia solar. E a gente pode imaginar o quanto um aeroporto internacional de seu porte exige em energia para alimentar redes de computadores, iluminação e um longo etc.

No Brasil, embora haja luz solar em abundância, o governo e as prestadoras de energia insistem em usar os nossos por enquanto inesgotáveis mananciais de água ou a sinistra energia nuclear e, mesmo assim, sem muita eficiência – o que foi demonstrado no recente apagão que deixou 18 estados brasileiros sem energia por horas e horas. Embora a smart grid não resolva o problema na fonte geradora de energia, pois ela apenas distribui a energia de forma inteligente e descentralizada, trata-se de uma tecnologia cada vez mais adotada por governos, prestadoras e população interessados em reduzir a emissão de carbono, tornar o fornecimento mais barato e eficiente e certamente reduzir o tamanho das filas nas salas de atendimento ao usuário das prestadoras.

A smart grid pode resolver tudo isso e não é à toa que se investem bilhões de dólares nele. Abaixo, escolhermos trechos do artigo “FAQ: What the smart grid means to you“, de Martin LaMonica publicado no site CNet, onde o autor narra numa linguagem acessível a leigos algumas das vantagens do smart grid. Neste artigo, a gente sabe que não é apenas num país emergente como o nosso que falta regulamentação e empenho das utilities. E também de que ainda é cedo para se definir uma kill app do smart grid que, como ocorreu com a internet, deve levar décadas para se estabelecer.

De qualquer forma já é hora de se pensar seriamente sobre isto. Um país como o nosso, com abundância de luz solar e dos ventos, só teria a ganhar substituindo – e descentralizando – a geração de energia para fontes limpas. E é aí que entra a smart grid. Pode ser que o país precise de novos caças aéreos. Mas precisa muito mais de usar a cabeça e aproveitar melhor tudo o que temos em abundância para o bem da população.

Segue o artigo:

A smart grid, como a internet e as rodovias interestaduais – começa a receber investimentos gigantescos em infra-estrutura em todo o mundo. O objetivo principal é dar ao sistema elétrico uma pátina digital para torná-lo mais eficiente e confiável. Governos e empresas prestadoras de serviços públicos (utilities) dedicam bilhões de dólares para lançar novas linhas de transmissão e tornar a rede elétrica operante de uma forma muito próxima às redes de informática, que acessamos diariamente.

Grandes fornecedores de tecnologia e centenas de start-ups disputam lugar de destaque no segmento das redes inteligentes. A construção de uma smart grid significa incrementar a rede elétrica existente com tecnologia da informação e de comunicações. Com a sobreposição da tecnologia digital, a rede promete operar de forma mais eficiente e confiável. Ela também pode acomodar mais energia solar e eólica, fontes de energia que podem se tornar mais confiáveis e com maior controle. Assim como computadores e roteadores gerenciam o fluxo de bits na Internet, as tecnologias de smart grid usam a informação para otimizar o fluxo de eletricidade. Hoje em dia, quando há uma avaria em determinada subestação, a prestadora do serviço, em geral, só descobre quando os clientes ligam para reclamar.  A instalação de uma rede de sensores num transformador ou ao longo dos fios consegue localizar e relatar um problema, ou mesmo impedir que aconteça.

Embora vivamos na era da informação, a maioria de nós dá conta do próprio consumo de energia somente quando as contas de serviço público chegam, uma vez por mês. Nas casas das pessoas, a smart grid pode significar uma informação mais detalhada, através de ferramentas de monitoramento instaladas nas próprias residências. Baseadas em programas de web, elas dão uma visão em tempo real da quantidade de energia que se consome e detalhes sobre os aparelhos que consomem mais, e como seu consumo se compara ao de outros. Uma informação deste tipo pode permitir que alguém, só ao mudar um aparelho de barbear, reduza a conta de eletricidade entre 5 a 15%.

Em teoria, aplicações de rede são mais inteligentes e eficientes. A companhia GE e a start-up Tendril, produtora de displays, por exemplo, testam os aparelhos grandes – geladeiras, máquinas de lavar etc. – para obter informações sobre a flutuação dos gastos de eletricidade e como torná-los mais eficientes. O próximo passo na direção da eficiência é a chamada resposta à demanda. O objetivo aqui é reduzir o consumo de energia nos horários de pico. Isto é muito importante para as utilities reduzirem o uso de energias caras e poluentes  ao se atender, por exemplo, um pico de demanda da carga de ar condicionado num dia quente de verão. A idéia é fornecer incentivos para consumidores e as empresas que participem do programa. Isto pode significar a interrupção de secador de roupa ou a redução das luzes de um supermercado ao meio do dia.

Uma smart grid também faz a distribuição de energia, com sistemas solares em casa, mais viáveis e de fácil utilização. Com um medidor inteligente e software de monitoramento, uma casa pode ver o quanto os painéis solares produzem e o quanto reduzem a emissão de carbono. A prestadora também se interessa em saber quanta energia distribuída está disponível para que possa calibrar sua geração própria de energia diária.

Quais são alguns exemplos?

Em Charlotte, EUA, quando o sol brilha, ele gera  50 kilowatt  de eletricidade para as casas do bairro, através de uma rede smart grid. Também alimenta a bateria, garantindo à área algumas horas de energia de reserva, no caso de uma interrupção, ou criando excedente para os horários de pico. Os consumidores podem aderir aos programas de resposta à demanda para obter uma redução na sua conta. Uma as prestadoras mais agressivas de  Charlotte, a Duque Energy, planeja ter milhões de contadores inteligentes instalados nas casas durante os próximos dois anos. Além disso, prevê a instalação de sensores ao longo das linhas de alimentação e equipamentos de rede, como roteadores, em subestações e transformadores. Nas casas das pessoas, equipamentos individuais, como aquecedores de água, poderão ser também interligados à rede. O projeto reflete como as utilities parecem seguir o caminho da indústria de informática, que passou do processamento centralizado com mainframes para um com arquitetura mais distribuída e diversa em termos de tecnologia.

O fato é que a smart grid se prepara para ser um mash-up gigante capaz de reunir as companhias de eletricidade, informática e de comunicações. As empresas peso pesado da área de tecnologia são Cisco, IBM, Microsoft e Google – todos com iniciativas sérias nesta área e que se unem aos executivos das grandes utilities para trabalhar em programas de rede inteligente.

A IBM, que vê muitos cifrões quando se envolve em projetos de grandes infra-estruturas, constrói a espinha dorsal da tecnologia para muitos programas de modernização da rede. Isso inclui a instalação de equipamentos de comunicação ao longo da grade, bem como o software e servidores para o processamento das montanhas de dados que precisam ser processados. A Cisco, também, quer saltar com ambos os pés numa ampla iniciativa para fornecer equipamentos de rede para os serviços públicos, bem como ferramentas de gestão de energia em casa. A Verizon vê a rede doméstica como um ponto para coletar dados sobre o uso de energia em casa e, potencialmente, o controle da iluminação e aparelhos para melhor eficiência.

Microsoft e Google vão atrás dos consumidores, além de tentar assinar acordos com prestadoras parceiras.

Há também um punhado de start-ups na área, muitas das quais com foco em energia. Entre elas, a Silver Spring Networks, que oferece um cartão sem fio para contadores inteligentes. Finalmente, há a infra-estrutura elétrica em si: medidores, transformadores, equipamentos de transmissão e outros hardwares que fazem o tique-taque da smart grid. Além de um número significativo de pequenos fabricantes de smart meter, há as grandes empresas de infra-estrutura global como a GE e a Siemens ABB que introduzem modernos sistemas de controle para gerenciar o fluxo de eletricidade.

OK, então o smart grid pode reduzir o desperdício de energia, dar aos consumidores uma melhor informação, e permitir que a rede a utilizar mais energia solar e eólica. Mas, por onde começar?

As utilities investem um percentual menor da receita em tecnologia do que a maioria das indústrias. Isso ajuda a explicar por que ouvimos falar sobre smart grid há dez anos, mas muito poucos de nós realmente se beneficiam dela.

Mas a falta de investimento é apenas uma parte da questão. Enquanto a maioria investe em centrais de vários bilhões de dólares – para aumentar sua capacidade de vender mais quilowatts-hora, as utilities mais progressistas encontram formas de justificar seus investimentos em smart grid na economia de energia. No entanto, muitas destas companhias não se entusiasmam por causa da regulamentação.

A peça-chave de regulação da rede inteligente é o preço do tempo por dia, que deve refletir o custo variável de entrega de energia a cada dia. Um tipo de preço diferenciado permitirá ao consumidor tirar partido de tarifas de pico, mas esta não é a norma em muitos estados. Assim, há falta de normas para um número estonteante de tarefas. O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, que é responsável por estabelecer um quadro para a interoperabilidade de padrões de smart grid, lançou recentemente um roteiro, mas todos concordam que há muito trabalho a ser feito.

O lado do consumidor

Entre todos os desafios técnicos e de negócios, há a questão da aceitação do consumidor. Os consumidores, em geral, são suscetíveis de receber informações mais detalhadas sobre a  eletricidade, o gás natural e a água que usam. Mas, mesmo com a promessa de economia de energia, não está claro se as pessoas estão dispostas a pagar mais para terem à disposição as ferramentas de gestão. Algumas pessoas e empresas estão dispostas a permitir que uma prestadora se comunique com elas através de um medidor inteligente que controle remotamente o termostato do ar condicionado em troca de tarifas mais baratas. Mas, estes programas de busca por demanda claramente não são para todos. O truque para programas de resposta bem sucedidos é atrair os consumidores com contas de luz menores, sem ser invasivo ou forçar uma mudança dramática, dizem executivos do setor.

Finalmente, as empresas de tecnologia precisam ser rentáveis, mas muitas das tecnologias e modelos de negócios precisam ser resolvidas. Há ainda alguma preocupação de que uma mini-bolha de investimento paire sobre as redes inteligentes.

Smart grid é mais segura?

Dado o estado incipiente da rede inteligente, é difícil fornecer um relatório definitivo. Mas, a corrida para modernizar a grade tem obtido o aval de alguns especialistas em segurança, para alertas e controle. Os sistemas de maior utilização da internet em substituição às redes privadas de Fiscalização de Controle e Aquisição de Dados (SCADA), junto ao controle de vazamento das informações das redes atuais dos fornecedores de energia, ainda são vulneráveis, em potencial, dizem os especialistas em segurança. Eles acreditam que uma melhor segurança deve ser construída nos de padrões de rede inteligente e para os profissionais do setor, com as melhores práticas de segurança, de modo a se evitar cortes perigosos.

Então, quando eu terei a minha rede inteligente?

Assim como as rodovias e na internet, o smart grid vai levar anos para ser construído, provavelmente décadas. Os primeiros sinais serão melhores ferramentas de economia de energia para os consumidores, da mesma forma que as ferramentas web levaram aos consumidores melhores ferramentas para gerenciamento das finanças pessoais. Alguns entusiastas vão querer acompanhar de perto o uso de energia e o baixo consumo por razões ambientais e financeiras. Outros podem apenas estabelecer programas de “piloto automático” para tirar partido de tarifas de pico, bem como você pode usar um termostato programável.

Dito isto, é cedo e pode haver uma aplicação killer sobre a plataforma de rede inteligente”.

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Deputados vão discutir Smart Grids

Comissões farão audiência pública para debater tecnologia, espero que você leitor contribua com suas idéias e mostre que não é apenas a IBM quem está desenvolvendo esta tecnologia, existe todo um grupo de interessados por trás disso.

Fonte: Jornal da Energia – 19.11.2009 – Da redação

Relógios de Energia

As comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Minas e Energia vão realizar audiência em conjunto para debater a inovação tecnológica na distribuição de energia elétrica no Brasil. A audiência proposta pelos deputados Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Albano Franco (PSDB-SE), aprovada nesta quarta-feira, ainda não tem data definida.
Segundo os parlamentares, no último ciclo de revisão tarifária, realizado em 2006, a falta de organização das distribuidoras com a contagem dos ativos gerou erro de cálculo tarifário. “A falha só foi percebida neste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Ministério de Minas e Energia, tendo como consequência o aumento de tarifa para o consumidor”, lembraram.
Para evitar essa situação, disse Vanessa Grazziotin, a IBM está desenvolvendo uma tecnologia de inteligência da rede elétrica. “O Smart Grid é um conceito que dá independência ao consumidor, além de acabar com apagões, problemas de abastecimento e a construção de novas usinas”, destacou.
Segundo Albano Franco, atualmente, produzir, distribuir e consumir energia é um esquema superado. “Na Europa, por exemplo, o consumidor residencial já pode produzir energia e até vender eletricidade para o sistema. Deveriam existir várias concessionárias para atender a mesma região”, disse.
Ainda segundo o deputado, apesar de outros países já terem alguns pontos do Smart Grid em funcionamento, há na cadeia do setor elétrico uma aceitação muito grande desse conceito inovador.
Convidado
Para participar da reunião será convidado o executivo de Desenvolvimento de Soluções da IBM, Bruno Regueira da Costa.

As comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Minas e Energia vão realizar audiência em conjunto para debater a inovação tecnológica na distribuição de energia elétrica no Brasil. A audiência proposta pelos deputados Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Albano Franco (PSDB-SE), aprovada nesta quarta-feira, ainda não tem data definida.

Segundo os parlamentares, no último ciclo de revisão tarifária, realizado em 2006, a falta de organização das distribuidoras com a contagem dos ativos gerou erro de cálculo tarifário. “A falha só foi percebida neste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Ministério de Minas e Energia, tendo como consequência o aumento de tarifa para o consumidor”, lembraram.

Para evitar essa situação, disse Vanessa Grazziotin, a IBM está desenvolvendo uma tecnologia de inteligência da rede elétrica. “O Smart Grid é um conceito que dá independência ao consumidor, além de acabar com apagões, problemas de abastecimento e a construção de novas usinas”, destacou.

Segundo Albano Franco, atualmente, produzir, distribuir e consumir energia é um esquema superado. “Na Europa, por exemplo, o consumidor residencial já pode produzir energia e até vender eletricidade para o sistema. Deveriam existir várias concessionárias para atender a mesma região”, disse.

Ainda segundo o deputado, apesar de outros países já terem alguns pontos do Smart Grid em funcionamento, há na cadeia do setor elétrico uma aceitação muito grande desse conceito inovador.

Convidado

Para participar da reunião será convidado o executivo de Desenvolvimento de Soluções da IBM, Bruno Regueira da Costa.

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CPFL passa a integrar grupo mundial de smart grid

Caro leitor, parece contraditório, mas a notícia é essa mesma, nem é nova, é do dia 28 de setembro (segunda-feira) , um dia após a notícia que postei anteriormente, publicada no site teletime e difundida pela internet. Agora me expliquem o por quê de a IBM festejar a entrada da CPFL na GIUNC e a CPFL não ver o Smart Grid como algo promissor:

A CPFL Energia, maior companhia privada do setor elétrico brasileiro, é a primeira empresa da América Latina a ingressar na Global Intelligent Utility Network Coalition (GIUNC), grupo mundial de companhias do setor elétrico que trabalha com a IBM para acelerar a adoção de tecnologias smart grid, rede inteligente que transforma o sistema elétrico em uma infraestrutura digitalizada, otimizando não só o uso de energia como abrindo a possibilidade de novos negócios, como telecomunicações, por meio da rede elétrica. Um exemplo é que as distribuidoras poderão fornecer planos de tarifa, como as empresas de telefonia, para os consumidores baseados no perfil de consumo. Além disso, as companhias poderão controlar o consumo dos equipamentos dos clientes.

cpfl2No Brasil, a IBM convidou a CPFL para participar do GIUNC, apoiando a empresa a ter acesso a tecnologias e projetos que estão sendo desenvolvidos para transformar a forma como a energia é gerada, transmitida, distribuída e consumida. As mudanças nesses processos visam agregar inteligência em toda a rede para reduzir, significativamente, interrupções e falhas, além de melhorar o atendimento, planejar a demanda atual e futura e aumentar a eficiência no consumo.

Como membro do GIUNC, a CPFL participará das reuniões de equipes de trabalho trocando experiências e colaborando com o grupo. “Estamos orgulhosos em sermos a primeira empresa da América Latina a ingressar na GIUNC. Vamos usufruir ao máximo dessa iniciativa, contribuindo com nossa experiência e replicando no Brasil projetos inovadores desenvolvidos em outros países, melhorando ainda mais os serviços prestados aos nossos clientes”, comenta Rubens Bruncek, diretor de engenharia e gestão de ativos da CPFL Energia.

Segundo Elton Tiepolo, executivo da área de Utilities da IBM Brasil, a entrada da CPFL no grupo insere o Brasil nas discussões mundiais de melhores práticas do uso de smart grid no setor elétrico. “As empresas podem ter acesso a iniciativas de sucesso que ajudam na redução de custos e evitam o desperdício de eletricidade. Mudanças neste segmento também contribuem para um planeta mais inteligente e sustentável”, complementa.

Com a parceria, a CPFL se junta a outras importantes companhias mundiais, como a Dong Energy, da Dinamarca, a North Delhi Power, da Índia, a Country Energy, da Austrália, a CenterPoint Energy, a Pepco Holdings, Progress Energy, San Diego Gas & Electric e a Southern California Gás, todas dos Estados Unidos. Entre as iniciativas já realizadas pelo grupo está a criação de um modelo de maturidade, ferramenta para o planejamento da transformação do smart grid que pode ser utilizada gratuitamente por qualquer empresa.

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IBM e Consert ajudam moradores da Carolina do Norte (EUA) a reduzir consumo de energia com smart grid

Fonte: Carolina Newswire – 21.09.2009
Consert & IBM
Estados Unidos – A IBM e a Consert anunciaram na última segunda-feira, 21 de setembro, a conclusão das instalações do projeto piloto de smart grid para cerca de 100 participantes residenciais e comerciais, em parceria com a Comissão de Obras Públicas de Fayetteville (FPWC, na sigla em inglês), na Carolina do Norte (EUA). O piloto ajudou empresas locais e moradores a participarem ativamente no monitoramento e controle de seu consumo de energia, com economias de até 40%. Utilizando o software da IBM e da Consert, os participantes podem estabelecer seu perfil de consumo diário, checar seu consumo de energia pela internet, selecionar a meta mensal de valor da fatura, e autorizar a FPWX a fazer o ciclo de seus aparelhos elétricos por breves períodos durante momentos de pico no consumo de energia. Os dados são transmitidos pela rede sem fio 3G da Verizon.

O piloto teve o objetivo de reduzir o consumo “fantasma” em aparelhos como ar condicionados e aquecedores de ar, que consomem energia mesmo quando não há ninguém em casa os utilizando. Os consumidores poderão realizar as mesmas atividades de monitoramento através de palmtops e aparelhos celulares, a partir do ano que vem. Nos seis meses do piloto encabeçado pela FPWC, a Consert equipou a casa ou o local de trabalho de cada participante com pequenos controladores em aparelhos de grande consumo de energia. Os medidores foram integrados com comunicação de via dupla entre o participante e a FPWC, utilizando conexão de rede sem fio oferecida pela Verizon. Acessando um website em seus laptops, os participantes podem chegar e ajustar seu consumo de energia. O piloto também proporciona uma conexão de banda larga à internet como uma opção para os participantes sem conexão e para os usuários de serviço dial-up.

A Consert supriu o projeto tecnologicamente com medidores inteligentes e softwares da IBM, incluindo o DB2, o WebSphere e o Tivoli. O sistema é projetado para oferecer aos clientes comunicação interativa de via dupla e em tempo real, e um sistema de controle que permite que até 256 aparelhos e componentes funcionem facilmente uns com os outros. O monitoramento em tempo real e as modificações podem ajudar um consumidor comum a economizar, em média, 15% ou mais de seu consumo de energia, sem mudanças no conforto e no estilo de vida. Além disso, a FPWC pode calcular as economias de carbono pelo lado do aparelho, em vez de pelo lado da geração.

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A IBM Web ou Internet das Coisas: “Um Planeta Mais inteligente”

Smarter Energy Grid

A IBM está vinculando uma campanha nas TVs americanas e na Internet com comerciais sobre “A Smarter Planet” (Um Planeta Mais Inteligente). Ela anda bastante ocupada também com a construção da Internet das Coisas (Internet of Things). Em um desses comerciais (o colocado aí acima) ela fala sobre Smart Grids. Esse e outros comerciais podem ser vistos no canal da IBM no YouTube:

IBM YouTube Advertising Channel

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Lançado projeto Málaga SmartCity (Cidade Inteligente)

Lançado projeto Málaga SmartCity (Cidade Inteligente)
Madrid, Espanha — (METERING.COM) — 14. De julho de 2009
Bandeira da Espanha
A iniciativa Málaga SmartCity foi lançada introduzindo um novo modelo de gestão urbana da energia, numa tentativa de melhorar a eficiência energética, reduzir as emissões de CO2 e mudar o consumo para energias renováveis.

Os projeto de € 31 milhões envolvendo onze empresas sob a liderança da companhia energética espanhola Endesa, visa proporcionar uma resposta global para os desafios ambientais enfrentados pelos consumidores.

SmartCity está sendo realizada em Playa de la Misericordia uma seção de Málaga, envolvendo 300 clientes industriais, 900 prestadores de serviços e 11.000 famílias, durante um período de quatro anos. Fontes de energia renováveis serão ligadas à rede mais perto dos clientes casando geração com consumo, sendo instalando painéis fotovoltaicos em edifícios públicos, utilizando micro-geração em alguns hotéis e instalando micro sistemas eólicos na região. Haverá sistemas de armazenamento de energia sob a forma de baterias, de modo que uma parta da energia poderá ser utilizada mais tarde, em edifícios com controle de ambiente, áreas públicas de iluminação transporte elétrico. Do mesmo modo, para incentivar a utilização de veículos elétricos, estações de recarga serão instaladas e uma pequena frota de veículos será disponibilizada. Acima de tudo, no entanto, o consumidor final que é quem compra através do processo estará no centro do esforço.

Todos os clientes que participam do projeto receberão medidores inteligentes para tornar mais fácil o consumo sustentável. A instalação de telecomunicações inteligente e avançada e sistemas de controle remoto permitirão ajustes automáticos em tempo real à rede de distribuição para uma nova forma de gestão da energia e um melhor serviço.

Uma fase posterior envolve analisar os dados gerados de utilização e eficiência e aplicar os conhecimentos adquiridos a outras zonas urbanas, para melhorar o modelo energético atual para o tornar mais sustentável. O projeto visa a economia de energia de 20 por cento e menos 6.000 toneladas de emissões de CO2 por ano na área do projeto.

O orçamento da SmartCity é parcialmente financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (ERDF na sigla em inglês), com apoio da Junta de Andaluzia e do Centro para o Desenvolvimento de Tecnologia Industrial do Ministério da Ciência e Inovação (CDTI na cigla em inglês). Málaga foi escolhida como o lugar para o projeto, uma vez que preenche todos os requisitos para assegurar o êxito do projeto, incluindo o elevado potencial de crescimento, grande capacidade tecnológica, universidades e empresas, o forte apoio do governo e uma excelente infra-estrutura elétrica.

Outros parceiros do projeto são Enel, Acciona, IBM, Sadiel, Ormazábal, Neo Metrics, Isotrol, Telvent, Ingeteam e Greenpower. Outros contribuidores incluem diversas universidades, bem como centros de pesquisa nacionais e regionais.

SmartCity está definido para se tornar um modelo mundial no desenvolvimento de tecnologia de ponta, em conjunto com outros programas já em funcionamento, em Estocolmo, Dubai, Malta, Ohio e Colorado, Endesa disse em uma declaração.

O projeto é parte do plano da UE 20-20-20, que estabelece objetivos para 2020 de melhoria da eficiência energética em 20 por cento, reduzindo as emissões de CO2 em vinte por cento e aumentando as fontes de energia renováveis para 20 por cento das fontes de energia.

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Smart Grid inicia revolução no setor elétrico

Smart Grid inicia revolução no setor elétrico
Rede inteligente significa alterar um modelo de negócio com um século de vida e dar mais poder ao consumidor, segundo agentes

Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Em Foco
06/07/2009

Smart Grid Conceito

Investimento em rede inteligente significa alterar um modelo de negócio com um século de vida e dar mais poder ao consumidor. Novas fontes de energia, preocupações com as emissões de carbono e com a tarifa estão levando o setor elétrico mundial a procurar soluções práticas, que atendam todas as necessidades dos consumidores e produtores de energia deste século XXI. A resposta parece ser o Smart Grid, ou rede inteligente, que vem mobilizando os agentes ao redor do mundo. Aqui, no Brasil, o conceito começou a ganhar destaque no ano passado e, em 2009, se tornou um dos tópicos mais comentados no segmento.

A implantação do Smart Grid significa uma mudança profunda no modelo de negócios do setor elétrico, o que significa um desafio monumental para um segmento que pouco mudou em um século. Das idéias mais avançadas até aos primeiros passos, a rede inteligente precisa de muito investimento em tecnologia da informação. Uma parte mais visível é a troca dos medidores analógicos por aparelhos eletrônicos.

Segundo Cyro Boccuzzi, presidente da empresa de consultoria ECOee, o investimento tem girado em torno de US$ 250 a US$ 450 por cliente na Europa e nos Estados Unidos, onde a adoção do Smart Grid se dá de forma mais acelerada. No Brasil, o especialista acredita que os investimentos ficarão em US$ 150 por cliente.

“Essa tecnologia começa a se viabilizar”, analisa Boccuzzi para a Agência CanalEnergia. O valor de investimento para o Brasil também é respaldado por John O’Farrell, vice-presidente da Silver Spring Networks, uma das empresas líderes de soluções Smart Grid nos EUA. “Um milhão de medidores vai requerer um investimento de US$ 100-150 milhões”, calcula o executivo, salientando que, caso a empresa trabalhe, com produtos locais, os custos serão menores.

O mercado brasileiro é visto com grande potencial pelos investidores estrangeiros. Outra americana de olho no país é a IBM. De acordo com Elton Tiepolo, executivo da área de Utilities da IBM Brasil, o país precisa convergir para uma única solução para deslanchar os investimentos. “Mais do que discutir sobre tecnologia, precisamos saber o que o país quer, como e quando. É uma discussão da sociedade”, disse.

Tiepolo acredita que o país possa “tropicalizar” as soluções externas, mas isso dependerá do rumo da conversa. O governo federal tem sido tímido nessa discussão, mas, por outro lado, a Agência Nacional de Energia Elétrica promoveu audiência pública sobre as mudanças na área de medição do consumo. Isso vai afetar diretamente a implantação do Smart Grid em território nacional.

“Não se pode perder a oportunidade de desenvolver a indústria brasileira”, disse Tiepolo. O executivo realizou no final de junho um workshop fechado, com especialistas brasileiros e estrangeiros, para discutir os rumos do Smart Grid. “Chegou o momento de discutir de forma estruturada para termos um discurso único”, frisou. Para ele, a descoberta do modelo brasileiro poderá levar a sensibilização das autoridades sobre a importância da discussão.

Outro entusiasta da rede inteligente no Brasil, Boccuzzi, também acredita que um movimento na legislação será necessário para o sucesso da solução. “A regulação tem que avançar”, ressaltou o executivo. A rede inteligente permite aos consumidores controlarem mais de perto seu consumo e as distribuidoras, os seus ativos.

“A rede inteligente transforma nosso sistema elétrico em uma rede moderna que dá a possibilidade das concessionárias de energia e dos consumidores revolucionarem o modo como criam e consomem energia”, sintetiza O’Farrell, da Silver Spring. De acordo com Boccuzzi, as distribuidoras poderão fornecer planos de tarifa, como as empresas de telefonia, para os consumidores baseados no perfil de consumo. Além disso, as empresas poderão controlar o consumo dos equipamentos dos clientes.

“Nos próximos anos, mesmo equipamentos domésticos, como refrigeradores e condicionadores de ar, terão endereços de IP [Protocolo de Internet] e poderão ser monitorados e controlados pela Smart Grid“, prevê O’Farrell. O executivo disse que estudos mostram que a implantação de soluções integradas de Smart Grid podem economizar de 10% a 15% no consumo.

Tiepolo, da IBM, lembra que a ponta distribuidor-consumidor é apenas uma parte da rede inteligente, que também integra geradores e transmissores. “No exterior, o Smart Grid começou como uma forma de melhor despachar a geração de energia, principalmente, das novas fontes”, lembrou. Boccuzzi, da ECOee, disse que a nova rede permitirá melhor aproveitamento da geração distribuída.

“[O Smart Grid] Muda a forma de expansão do sistema. Por isso, EUA e Europa, mais dependentes de fontes fósseis, estão apressados. Eles têm urgência em reduzir as emissões de gases”, contou o especialista. Tiepolo completa afirmando que a geração de energia será menor, mas eficiente. Mas ele lembra que o setor de geração no Brasil tem discutido pouco o sistema.

Contudo, para o executivo da IBM, a discussão é importante porque permite a integração mais rápida das fontes complementares. Os desafios para a implantação do Smart Grid são muitos e o Brasil, apesar de partir atrás dos países mais desenvolvidos, é visto como um dos líderes na América Latina, por isso, o interesse de gigantes como IBM e Silver Spring e a mobilização dos agentes, principalmente, de distribuição. “O Smart Grid vai significar trazer o ‘Itouch’ para o setor elétrico, que está no gramofone”, comparou Boccuzzi.

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