GE quer ampliar vendas de soluções na área de energia no Brasil

Fonte: Valor Online – 24.08.2010 Por Vanessa Dezem

SÃO PAULO – A General Eletric (GE) quer aproveitar o momento de discussão regulatória pelo qual passa o setor energético brasileiro para oferecer soluções de “smart grid”, as chamadas redes inteligentes, para o governo. Com isso, a empresa espera duplicar o braço de energia digital no país em dois anos.

O presidente global da unidade de energia digital da GE, Bob Gilligan, terá nesta quarta-feira encontro com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e com o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, para apresentar as soluções que a GE tem para o sistema energético do país.

“Queremos mostrar comprometimento. Queremos fazer parte ativa dos padrões nacionais para o setor”, afirmou o executivo em entrevista ao Valor. A importância que o segmento ganha para a multinacional se reflete justamente na presença do executivo no país, cuja última visita ocorreu há dez anos.

A divisão, que fica debaixo do guarda-chuva da unidade de energia da multinacional, é pouco representativa dentre os negócios globais da GE. No ano passado, a receita da GE Digital Energy totalizou US$ 2 bilhões, sendo que o faturamento global da GE somou US$ 170 bilhões.

No Brasil o negócio também é pequeno: os ganhos da área no país não são revelados, mas dos 1.000 funcionários atuantes no segmento na América Latina, apenas 70 estão no Brasil. “Vamos duplicar nosso tamanho aqui nos próximos dois anos”, afirmou o presidente da GE Digital Energy para a América Latina, Roberto Vengoechea.

O filão que a GE quer aproveitar está relacionado com as políticas que o governo brasileiro tem adotado para o setor, como a parceria entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério da Ciência e Tecnologia, firmada no início do ano, para desenvolver uma ação conjunta na criação de um padrão para medidores digitais de energia.

A ideia é substituir os quase 65 milhões de medidores existentes no Brasil pelo medidor inteligente, o que permite que consumidores, distribuidoras e governo tenham mais controle sobre onde estão concentrados os gastos de energia e possam, deste modo, aumentar a eficiência energética do sistema.

“Mas nosso foco é mais do que os medidores. Queremos fazer parte do grupo que vai ajudar o governo na melhoria da eficiência energética. Nosso foco são as perdas de energia como um todo e temos diversas soluções para isso”, afirmou Vengoechea.

Neste ano, a GE já assinou um memorando de entendimento voltado para as soluções de redes inteligentes com o governo do Chile. Essas tecnologias também já estão em andamento em Miami, nos EUA, e em Londres, na Inglaterra.

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GE elege o país para sediar fábrica de lâmpadas Led

Fonte: Brasil Econômico – 10.08.2010

Lionel Ramirez, presidente da GE Iluminação América Latina: produção no Brasil atenderá Cone Sul

Brasil – A GE Iluminação decidiu construir uma fábrica de lâmpadas Led (Diodo Emissor de Luz) no Brasil. A informação foi dada ontem pelo presidente da companhia para América Latina, Lionel Ramirez, que veio ao país apresentar o portfólio Led da GE para compradores e autoridades públicas. O valor do investimento não foi relevado. Ramirez relata que o momento é de análise do local da fábrica e dos incentivos públicos oferecidos. Os detalhes serão divulgados nos próximos meses. O início da construção da fábrica deverá ocorrer num prazo inferior a um ano. Hoje a multinacional de origem americana produz lâmpadas Led nos Estados Unidos e México. “Certo é que tomamos a decisão estratégica de produzir no Brasil, que tem um mercado interno potencialmente importante. O país ainda será nossa plataforma de exportação para o Cone Sul” , afirma o executivo.

A decisão da GE recoloca o Brasil no mapa-múndi de produção de lâmpadas. Nos últimos dois anos a própria GE, a Phillips e a Sylvania fecharam suas fábricas de lâmpadas incandescentes no país. Só sobrou a Osram. Desde o apagão energético, ocorrido no final dos anos 1990, as tradicionais lâmpadas incandescentes perdem mercado devido ao seu alto consumo de energia. A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) não conta com estudos mercadológicos, mas confirma que o consumidor brasileiro migra rapidamente para as lâmpadas fluorescentes, que não contam com produção local, sendo majoritariamente importadas da China. As lâmpadas fluorescentes, porém, utilizam mercúrio em sua composição, o que faz de seu descarte um problema ambiental.

Ramirez relata que na análise da GE, não faz sentido investir na produção de lâmpadas fluorescentes no Brasil. “A China tem tecnologia e tem escala. Além disso, as lâmpadas fluorescentes são o passado. Queremos investir no futuro”, diz. Segundo o executivo, a indústria de iluminação atravessa globalmente uma fase de transição, como ocorreu com a indústria fotográfica há uma década. “Hoje ninguém mais fala em filmes fotográficos, apenas em tecnologia digital. Ocorrerá o mesmo com a iluminação”, afirma. Ramirez avalia que em um prazo de cinco a 10 anos, mais de 50% do mercado mundial será atendido por lâmpadas Led.

Na GE, a expectativa é a nova tecnologia responder por 70% do portfólio de iluminação da empresa até 2012.

Preço alto

As lâmpadas Led são eficientes, mas apresentam um custo inicial alto, o que deve limitar sua aceitação mercadológica entre os consumidores residenciais. A lâmpada Energy Smart de 9 watts que a GE começa a comercializar no país no próximo ano substitui uma lâmpada incandescente de 40 watts. Segundo a empresa, proporciona a mesma quantidade de luz com uma economia de energia de 77% e uma vida útil de 25 mil horas, suficiente para durar 17 anos, considerado um gasto diário de quatro horas. Mas o preço ao consumidor previsto é de R$ 70. “Hoje o custo é alto, mas deve cair significativamente quando o uso da tecnologia ganhar escala”, diz Ramirez.

Num primeiro momento, o foco da GE são os negócios de iluminação comercial e pública. “Nossas lâmpadas públicas duram 11 anos. Neste período, seriam usadas seis de sódio. Nesse segmento, somos competitivos”, afirma Ramirez.

Led na iluminação pública é o primeiro alvo da GE

Os Diodos Emissores de Luz (Leds) são uma solução eletrônica de iluminação. Diodo é um semicondutor, material capaz de conduzir corrente elétrica. As lâmpadas incandescentes dependem de um filamento para conduzir a eletricidade, as fluorescentes de metais pesados, como o mercúrio, o que gera um passivo ambiental. Os Leds são produzidos para liberar um grande número de fótons, a unidade básica da luz. Como não geram calor, os materiais utilizados em sua estrutura apresentam envelhecimento mais lento. Além de maior durabilidade, esta característica permite que a lâmpada seja montada em bulbos plásticos que permitem o direcionamento da luz. Nas lâmpadas tradicionais, a iluminação é dispersa.

A tecnotogia led foi desenvolvida em 1962 pela GE. Mas seu uso inicial era restrito a aparelhos eletrônicos, como controles remotos ou os números iluminados dos relógios digitais e rádios. Há 10 anos, começou a ser aplicada em semáforos. Segundo a GE, mais de 20% dos 5 milhões de semáforos americanos a utilizam. Na sequência, o produto tornou-se uma alternativa ao neon em luminosos. O Led com luz branca foi desenvolvido em 2004, mas apenas em 2008 chegaram ao mercado as primeiras lâmpadas com alta potência de iluminação. Lionel Ramirez, presidente da GE Iluminação para a América Latina, relata que no momento o mercado de iluminação pública é o de maior potencial para a tecnologia. No Brasil, o produto está sendo apresentado a gestores municipais. “Só na cidade de São Paulo são 600 mil luminárias públicas. No país, milhões. Só este segmento de mercado já vale uma fábrica local”, afirma.

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Redes inteligentes de energia vão beneficiar pequenos negócios

Fonte: Agência Sebrae de Notícias – 28.07.2010 Por Beth Matias

São Paulo – Um projeto da multinacional norte-americana Cisco com a General Eletric e a Florida Power & Light (companhia de energia elétrica) deverá colocar Miami, na Flórida, no centro das discussões mundiais sobre consumo de energia em 2011. Estão sendo investidos na cidade US$ 200 milhões para conectar em redes inteligentes de energia (smart grid) cerca de 1 milhão de pessoas.

O projeto começou no final de 2009 e serão instalados medidores inteligentes em cerca de 1.000 residências registradas em um estudo avançado que irá transformá-las em residências inteligentes, com painéis de controle e termostatos que irão ajudar a gerenciar as cargas elétricas e reduzir o consumo de energia durante períodos de pico.

A companhia de energia elétrica irá utilizar 300 veículos movidos à energia elétrica, com 50 estações de abastecimento em toda a cidade de Miami. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (27) por Fernando Rodrigues, gerente de vendas de redes inteligentes da GE no Brasil, durante o 8º Congresso Internacional Brasil Competitivo 2010, promovido pelo Movimento Brasil Competitivo.

“Hoje as grandes empresas já têm tarifas diferenciadas. O grande beneficiado deste sistema será o consumidor final e as pequenas empresas, que poderão vender energia solar excedente acumulada em suas propriedades por meio de painéis solares”, explicou Rodrigues. No Painel, ‘Redes Inteligentes: desenvolvimento, regulação e competitividade no Brasil’, três grandes empresas (IBM, GE Energy e CPFL Energia) abordaram a importância da renovação da matriz energética mundial, com aproveitamento inteligente da energia nos países.

“Acreditamos que os próximos 20 anos trarão transformações determinantes para o setor. Temos que motivar a inovação”, explicou o executivo de consultoria para Energia e Utilidades da IBM, Dario Soares de Almeida. Segundo ele, o Brasil deve aprender com o que já existe e construir um modelo próprio de redes tecnológicas no Brasil. “O mundo está cada vez mais estruturado e inteligente, viabilizando os programas de smart grid. A energia é infraestrutura básica de desenvolvimento e competitividade”.

Segundo Almeida, há seis grandes motivos para a mudança na geração e distribuição de energia no mundo: mudanças climáticas e preocupações ambientais; crescimento das energias renováveis, novas tecnologias disruptivas (carros elétricos e armazenamento de energia), envelhecimento da infraestrutura e desejo do consumidor pela administração da própria energia.

Entre os principais beneficiados, estarão os consumidores e as micro e pequenas empresas. que terão mais poder sobre seu próprio consumo de eletricidade. Com liberdade para escolher a fonte, eles poderão, também, gerar energia para o sistema. Além disso, as distribuidoras deixarão de ser meras fornecedoras de energia, para se tornarem prestadoras de serviço, como acontece com as empresas de telefonia.

No Brasil

O Brasil possui 65 milhões de consumidores de energia elétrica. Apenas 7,4% dos 63 milhões de medidores do País são eletrônicos. O restante ainda é eletromecânico, o que requer leitura presencial e é mais suscetível a fraudes, segundo a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel).

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, em parceria com a Aptel e mais 32 distribuidoras no País, estão elaborando uma proposta para um Plano Brasileiro de Redes Inteligentes. “A idéia é elaborar de um relatório com os possíveis cenários para a migração do setor elétrico brasileiro em direção à adoção do conceito de rede inteligente que será entregue ao governo federal”, disse o gerente de Inovação e Tecnologia da CPFL Energia.

Estão sendo pesquisados, segundo ele, medição inteligente, automação da distribuição e da transmissão e geração e armazenamento e veículos elétricos. O documento deverá ficar pronto até fevereiro de 2011.

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Energia como base de desenvolvimento e competitividade

Fonte: Movimento Brasil Competitivo – MBC – 27.07.2010

“Redes Inteligentes: desenvolvimento, regulação e competitividade no Brasil” foi o tema abordado durante o segundo painel do Congresso Internacional Brasil Competitivo (CIBC), realizado nesta terça-feira (27.07.2010) em São Paulo. Em sua oitava edição, o evento coloca em debate assuntos relacionados a inovação e ao empreendedorismo. Representantes de renomadas empresas de energia falaram sobre os impactos das redes inteligentes e da cadeia de negócios.

“Acreditamos que os próximos 20 anos trarão transformações determinantes para o setor. Temos que motivar a inovação”, explicou o executivo de consultoria para Energia e Utilidades da IBM, Dario Soares de Almeida. Segundo ele, o Brasil deve aprender com o que já existe e construir um modelo próprio de redes tecnológicas no Brasil. “O mundo está cada vez mais estruturado e inteligente, viabilizando os programas de smart grid. A energia é infraestrutura básica de desenvolvimento e competitividade”, finalizou sua participação.

O gerente de Inovação Tecnológica da CPFL Energia, Helder Pires Bufarah, discorreu sobre a necessidade do mercado em atender demandas futuras de forma sustentável, com utilização de matérias-primas renováveis. Bufarah destacou os principais benefícios do smart grid: qualidade de energia, confiabilidade do sistema e eficiência operacional. Além de citar projetos de pesquisa e desenvolvimento sustentável, ele falou sobre a elaboração de cenários prospectivos para o setor no país.

Fernando Rodrigues, gerente de Desenvolvimento de Negociações em smart grid da GE Energy, deu um panorama dos investimentos e projetos de referência do setor. A partir do fator da crescente e acelerada urbanização no mundo, Rodrigues explicou o dilema da prosperidade e sustentabilidade entre as empresas de energia. “Temos que nos preparar com políticas públicas equilibradas para o aumento da competitividade”.

De acordo com Rodrigues, as soluções se baseiam na eficiência energética, controle em tempo real do sistema energético e autonomia dos consumidores. Ele defende o desenvolvimento de uma rede inteligente capaz de coordenar a geração de distribuição, armazenamento e transmissão de energia.

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Aporte em centro de pesquisa da GE pode chegar a R$ 530 milhões

Fonte: IG Último Segundo – 28.07.2010

O investimento da multinacional americana General Electric no centro de pesquisa que a companhia vai instalar no Brasil pode chegar a US$ 300 milhões (cerca de R$ 530 milhões, em valores atuais), segundo Fernando Rodriguez, gerente de vendas de redes inteligentes da empresa. Em janeiro, quando a criação do centro de pesquisa foi anunciada, o desembolso previsto era de US$ 200 milhões.

Este será o quinto centro que a empresa terá no mundo. Os outros estão localizados nos Estados Unidos, Alemanha, China e Índia. Rodriguez não especificou os motivos para uma possível elevação dos investimentos na unidade.

O local da instalação do novo centro, ainda sob discussão, é disputado por São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas. Segundo Rodriguez, a escolha dependerá principalmente da existência de uma quantidade representativa de doutores, mestres e engenheiros à disposição para as novas pesquisas. A infraestrutura de aeroportos, rodovias e tecnologia comunicacional também é um dos fatores sob análise.

O projeto, que será implementado até o fim do ano, terá como foco o desenvolvimento de novas tecnologias para atender ao mercado brasileiro e à América Latina. “Temos como diretrizes implantar uma sede no local em que desenvolvermos novas tecnologias para atender necessidades regionais”, diz Rodriguez.

Benefícios para o País

No novo centro serão desenvolvidas pesquisas em diversas áreas, como redes inteligentes (ou “smart grid”, segundo o termo mais usual no setor). Esse segmento estuda a automatização do sistema elétrico por meio de tecnologias com sensores, medições automáticas do consumo de energia e o uso de telecomunicações, medidas com as quais se busca melhor desempenho da rede. “Queremos iniciar projetos-piloto para uma pequena escala e criar uma base sólida. A tecnologia para a realidade brasileira já existe. O que não há ainda é uma regulamentação”, diz Rodriguez.

O investimento da GE não é significativo apenas para as estratégias da empresa, segundo análise de pesquisadores e especialistas. “O impacto do centro será representativo para o País”, diz Mário Barra, membro da diretoria da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei). “Será um avanço, uma vitória. O novo centro elevará a capacidade de inovação do Brasil. Ele trará abordagens inovadoras”, afirma.

A GE é uma das companhias que mais investem em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Os desembolsos anuais são de cerca de US$ 6 bilhões. Em janeiro, quando o aporte no centro brasileiro foi anunciado, a previsão era que ele ficaria pronto 15 meses depois da definição do local.

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GE e fundos lançam desafio criativo de US$200 milhões para smart grid

Fonte: revista Sustentabilidade - 15.07.2010

O conglomerado industrial e financeiro norte-americano GE e quatro fundos de venture capital lançaram uma chamada global de novas ideias para redes inteligentes (smart grid) para apoiar as melhores propostas e empresas nascentes com US$200 milhões (R$355 milhões) em investimentos e a infraestrutura de pesquisa e inovação do grupo para os contemplados levarem as inovações ao mercado.

A chamada lançada no formato de um desafio baseado no conceito de open innovation (inovação aberta) estará disponível para inscrições online durante 10 semanas.

O edital é aberto a startups (empresas nascentes), pesquisadores, empreendedores ou qualquer indivíduo acima de 18 anos. Entre as áreas de inovação, estão energias renováveis, redes e prédios ecológicos.

“Inovação é a locomotiva do esforço global para transformar o jeito que geramos, conectamos e usamos energia”, disse o presidente da GE, Jeff Mimmet, em comunicado. “Na GE, temos investido bastante em soluções digitais de energia e vemos isso como um mercado importante, mas não podemos fazer isso sozinhos”.

Os parceiros, que ajudarão a avaliar as ideias são os Emerald Technology Ventures (Suíça/Canada), Foundation Capital (EUA), Kleiner Perkins Caufield & Byer (EUA) e RockPort Capital (EUA). Além disso, Chris Anderson, o editor chefe da revista de inovação tecnológica Wired vai ser conselheiro nas escolhas.

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GE no Un-Habitat da Onu

Fonte: GE Produção Colaborativa Online - 30.04.2010

A GE e a Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro discutiram dois dos maiores desafios das grandes cidades e das regiões metropolitanas – saneamento e energia – durante o 5º Fórum Urbano Mundial do Un-Habitat, organizado pela ONU.

Realizado entre 22 e 26 de março, o evento foi dedicado ao assentamento humano e à promoção da sustentabilidade do espaço urbano.

Durante o debate de uma hora, a GE Brasil apresentou suas soluções para a viabilização de cidades sustentáveis e seus casos de sucesso como os projetos desenvolvidos em países como China, Estados Unidos, Oriente Médio e Inglaterra. O foco da companhia foi mostrar a alta tecnologia e a acessibilidade das soluções que podem ser aplicadas no Rio de Janeiro.

Segundo Marilene Ramos, Secretária do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, os maiores desafios enfrentados são a falta de saneamento, gestão de resíduos sólidos e o destino dos lixos das cidades. A Secretária ainda enfatizou que, até 2030, estima-se que 66% da população mundial estará vivendo em áreas urbanas, enfatizando a importância da busca por soluções acessíveis que promovam a sustentabilidade deste processo de urbanização.

“A GE possui um amplo conhecimento no desenvolvimento de alta tecnologia para contribuir para as necessidades populacionais e os problemas que devemos enfrentar num futuro próximo, como escassez de água e acesso a fontes renováveis de energia, dois dos grandes desafios do modelo de urbanização do futuro”, diz João Geraldo Ferreira, presidente da GE do Brasil. “Estamos presentes no Brasil há mais de 90 anos, conhecemos as necessidades locais e temos experiência para tornar estes projetos factíveis no Brasil”, afirma o executivo.

No painel de discussão e em seu estande de apresentação, com o tema Construindo Cidades Sustentáveis, a GE Brasil mostrou que, por intermédio de sistemas de membranas, é possível proporcionar uma melhor coleta, filtração, potabilização e reuso da água. Na China, a implementação destas soluções para as Olimpíadas deixou um grande legado para a população, principalmente pela disponibilização de água potável em um País onde a maioria dos rios está poluída.

O segundo assunto que a companhia trouxe para o Un-Habitat foi a acessibilidade ao uso inteligente da energia. Apenas na cidade do Rio de Janeiro, entre 30% e 40% da energia elétrica gerada pelas distribuidoras são perdidas por conta da má utilização ou desperdício. A GE Brasil apresentou sua solução de Smart Grid, ou Rede Inteligente, capaz de transmitir informações do consumo para a rede e habilitar a população a utilizar a energia de forma mais econômica. Essa tecnologia está em desenvolvimento na Vila Olímpica de Londres e na cidade de Miami, nos Estados Unidos.

O 5º Fórum Urbano Mundial da Un-Habitat, pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro, mostrou-se uma grande oportunidade para que os órgãos governamentais e iniciativa privada discutissem equações balanceadas e compatíveis com as diretrizes da ONU sobre assentamento populacional. O resultado deste evento é que podemos construir sim cidades sustentáveis, aumentando a empregabilidade e as condições sociais das comunidades de baixa renda.

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