GE irá construir um centro demonstrativo de Smart Grid na China

Fonte: UPI – 12.01.2010

Beijing, Jan. 12 (UPI) – GE anunciou na última sexta-feira que se juntará com a cidade Chinesa de Yangzhou para construir um centro demonstrativo de rede inteligente.

A GE disse que a fase inicial de demonstração – a qual incluirá medidores inteligentes habilitados para redes sem fio (wireless), sistemas de gerenciamento doméstico de energia e aplicações inteligentes ocupando um laboratório de 9290,3 metros quadrados – está sendo projetada para mostrar como as tecnologias da GE podem “ajudar a China a melhorar a segurança, eficiência e pegada de carbono na sua distribuição de energia.”

Infraestrutura de rede e tecnologias de controle a serem usadas na demonstração incluem identificação automática de desligamento e software de restauração, sistemas de desenvolvimento e automação de campo de força e software de gerenciamento de grandes redes.

“Enquanto os engenheiros chineses projetam novas cidades e melhoram a infraestrutura existente, nós iremos mostrar a eles como a tecnologia da GE pode ajudar a construir um modelo de classe mundial para segurança e eficiência em cada ponto dos processos de transmissão, distribuição e consumo,” conforme Mark Norbom, presidente e CEO dos negócios da GE na China, disse em relatório.

“A iniciativa de Yangzhou será um mostruário de como a China pode alcançar a energia de que precisa e reduzir o impacto ambiental da energia ao mesmo tempo,” disse Norbom.

Yangzhou, localizada no Rio Yangtze na província de Jiangsu, tem uma população urbana de 1,5 milhões de pessoas e outros três milhões nas áreas ao redor.

“Nós apreciamos a visão de infraestrutura como um todo da GE e o fato de que eles estão fornecendo tecnologias já comprovadas como confiáveis e econômicas,” disse Zhengyi Xie, o prefeito da cidade de Yangzhou, no lançamento da GE. “Nós esperamos que a tecnologia avançada em Smart Grid da GE irá melhorar a infraestrutura local e toda a indústria relevante como um todo.”

State Grid Corp., o monopólio de distribuição de energia da China que controla a rede cobrindo 80% da China continental, anunciou em Maio seu objetivo de construir uma rede inteligente até 2020 para melhorar a eficiência e tornar a distribuição de energia mais flexível.

O segundo maior consumidor de energia do mundo, a China pode gastar mais do que $ 100 bilhões por ano por volta de 2020 para construir uma rede moderna, Huang Shouhong, um analista da Essence Securities Ltd., disse à Bloomberg em seguida ao anúncio da Rede Estadual.

Em 2008 o investimento da China nas redes excedeu o investimento em geração, conforme a China Electricity Council.

Fora a GE, Hewlett-Packard, Cisco, Westinghouse e ABB estão também estão competindo por um pedaço do mercado de rede da China, reportou a Business Week. IBM, a revista disse, espera receitas da ordem de $ 400 milhões em rede inteligente na China para os próximos quatro anos.

A China atualmente opera 1,18 milhões de km de linhas de transmissão em sua maioria antigas. O país transmitia cerca de 3 milhões de GWh de eletricidade através da sua rede em 2008, com perdas de 6,6 % durante essa transmissão, conforme o noticiário Shanghai Daily. A demanda de potência da China é esperada mais do que dobrar em 2020.

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GE anuncia abertura de centro de pesquisa no Brasil

Fonte: Folha de S.Paulo – MARIANA BARBOSA – 07.01.2010

A General Electric anunciou ontem que pretende montar um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Será o quinto centro de pesquisa da empresa no mundo.

O anúncio foi feito pelo presidente mundial da GE, Jeffrey Immelt, em São Paulo. “Pesquisa e inovação são o orgulho da GE. Não há nada mais importante que a companhia possa fazer para demonstrar nosso comprometimento com o Brasil do que a instalação de um centro de pesquisa”, disse o executivo da maior empresa do mundo, segundo a “Forbes”. “A economia do Brasil está muito forte. Estou impressionado com o progresso do país.”

Além do centro, a empresa planeja investimentos de pelo menos US$ 118 milhões em expansão de capacidade, incluindo uma fábrica de turbinas em Petrópolis (RJ).

A empresa enxerga oportunidades de negócios da ordem de US$ 10 bilhões nos próximos três ou quatro anos com as obras de infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a exploração da camada do pré-sal.

O investimento no centro de pesquisa e sua localização não estão definidos. A disputa maior é entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, Estados onde se localizam as 15 fábricas da empresa no país.

A GE global faturou US$ 183 bilhões em 2008 e investe anualmente US$ 6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. A empresa possui centros nos EUA, Alemanha, China e Índia.

Uma vez definida a sede, a construção deve levar de 12 a 15 meses. Segundo o diretor de relações institucionais da GE, Alexandre Alfredo, serão contratados engenheiros nacionais. “Queremos investir em talento local”, disse.

As pesquisas devem se concentrar nas áreas de petróleo e gás, energia e aviação (turbinas) – setores onde estão concentrados os principais negócios da empresa no Brasil.

Apesar de estar no país há 90 anos, o Brasil ainda é relativamente pequeno dado o porte da GE. A subsidiária brasileira faturou US$ 3,3 bilhões em 2008, mas o número deve encolher para US$ 3 bi em 2009. A empresa vinha crescendo a uma taxa de 12% ao ano, e em 2008 deu um salto de 45% ante 2007. “Pretendemos recuperar e até superar os níveis de 2008 em 2010″, disse o presidente da GE Brasil, João Geraldo Ferreira.

Immelt não quis falar sobre metas de crescimento para o Brasil, mas declarou: “Ficaria muito espantado se nos próximos três anos não fôssemos significativamente maiores do que somos hoje. Estamos muito bem posicionados para o crescimento da infraestrutura do Brasil.”

A GE brasileira emprega 6.000 funcionários e, com os novos investimentos, deve contratar mais 600. Esse número não inclui os funcionários do centro de manutenção.

A crise afetou fortemente a GE lá fora, pois 50% dos negócios vêm de sua área financeira, a GE Capital. “Foram 18 meses muito desafiadores”, disse Immelt. Nos primeiros nove meses do ano, o faturamento global da companhia encolheu 15%. Dentre as medidas tomadas, foi reduzida a importância dos serviços financeiros para 30%.

(Jornal do Comércio) O presidente da General Eletric do Brasil, João Geraldo Ferreira, disse nesta quinta-feira (7) que até março a empresa decidirá em que lugar do país será instalado o centro de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da empresa. Segundo ele, o Brasil foi escolhido para a criação do 5º centro da GE, porque oferece “condições muito sólidas”.

Ele citou como exemplo a inflação sob controle, a democracia e os indicadores macroeconômicos no País, que na avaliação de Ferreira também estão sólidos. Além disso, segundo o executivo, pesou para a escolha a grande demanda de infraestrutura.

Para a definição do local de instalação do centro de pesquisa serão levados em conta, segundo Ferreira, a presença e a qualidade de mão-de-obra, a facilidade de acesso e apoio do governo local. “Existe uma demanda e a nossa expectativa é atendê-la”, afirmou.

Também não está definida qual será a área de atuação do centro de pesquisa. Mas segundo Ferreira, há demanda nas áreas de aviação, transporte, saúde e energia. O presidente da GE do Brasil também não revelou qual será o investimento necessário para a implantação do centro de pesquisa. A empresa tem quatro centros já instalados na Índia, China, Alemanha e Estados Unidos.

Ferreira acompanhou hoje o presidente mundial da GE, Jeffrey Immelt na audiência com o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex), Alessandro Teixeira. Ainda hoje eles serão recebidos nos Ministérios de Minas e Energia e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A GE, segundo Ferreira, teve “participação forte” no leilão de energia eólica, no final do ano passado, e há interesse do grupo em saber qual o posicionamento do governo brasileiro em relação a produção de energia solar e nuclear, e em relação às redes inteligentes de energia (smart grid).

Quarta visita

Esta é a quarta visita de Immelt ao Brasil desde que assumiu o comando na GE, em 2001, em substituição a Jack Welch. Mas, desta vez, ele não tem encontros previstos com o presidente Lula nem com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). “Eu me encontrarei com grandes clientes”, disse Immelt em uma conversa com jornalistas em um hotel em São Paulo.

A Folha apurou que o executivo estará hoje em Brasília apresentando o projeto do centro para o ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Na sexta-feira, vai ao Rio, para encontros com os presidentes da Petrobras e da Vale.

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TIM e GE apostam em grandes e pequenos clientes na área de energia

Fonte: Brasil Econômico Digital – Ed. 05.01.2010

Estratégia das multinacionais é fornecer novas tecnologias de leitura para consumidores corporativos e concessionárias.

O uso de novas tecnologias em energia, desde a geração até o consumo, é ainda muito incipiente no Brasil — não são poucos os locais onde as estruturas usadas atualmente existem há quatro ou mais décadas. Mas a discussão, e novos investimentos, começaram a surgir e despertam a atenção de fornecedoras de equipamentos e soluções mais modernas.

De olho nessa tendência, empresas como a operadora de telefonia TIM e a General Electric estão desenvolvendo novas tecnologias e serviços.

No caso da TIM, a empresa reformula sua área de atendimento a grandes clientes — onde estão as concessionárias de energia. A subsidiária da companhia italiana está em contato com a matriz para trazer ao país soluções que já são utilizadas na Europa. Para isso criou há pouco mais de um mês uma nova área, formada por 40 engenheiros, cuja função é justamente desenvolver novas plataformas e negócios voltados para as redes de energia, presentes na carteira de clientes da TIM no Brasil desde 2004, nos serviços que incluem soluções de telemetria (método que possibilita leitura de dados a distância).

Isso significa que, nos domicílios e demais pontos onde são instalados os chips fornecidos pela TIM, a empresa de energia pode acompanhar os números de consumo daquele usuário diretamente de sua central, em tempo real e de forma detalhada.

Não é mais necessário enviar, todo final de mês, um técnico ao local para recolher o consumo mensal de cada um dos relógios de medição. Eletropaulo (SP), Cemig (MG), Copel (PR) e Celesc (SC) são alguma das concessionárias que já utilizaram o sistema de telemetria da TIM.

Hoje a operadora fornece o chip com o serviço celular, mas a ideia é passar a oferecer a solução completa para toda a cadeia de medição, que vai desde o chip, que é instalado nos medidores e registra os dados, até a plataforma responsável por transferir estes dados para a central da concessionária.

“Na Europa, existe muita coisa nesse sentido. Na TIM Itália já começamos a trabalhar com a plataforma completa, e a tendência é trazer isso para o Brasil em breve. Não queremos fazer só a interconexão, queremos oferecer o serviço todo” explica Leonardo Queiroz, diretor de negócios para grandes clientes da TIM.

Multinacionais atentas

A TIM é apenas uma das muitas empresas que estão de olho no ainda pequeno mas promissor mercado brasileiro de automatização das redes elétricas.

General Electric (GE), Siemens e Alstom são outros exemplos de empresas que estão se mexendo para trazer ao Brasil tecnologias utilizadas fora. Há também aquelas que veem no novo nicho uma oportunidade justamente de entrar no país – caso da americana Silver Springer, uma das líderes nos Estados Unidos em sistemas para redes digitais de energia.

De conta detalhada a controle do ar-condicionado

O que o sistema elétrico está começando a fazer é mais ou menos o que já fazem as empresas de telefonia hoje — por um sistema interligado, as companhias podem saber cada detalhe do consumo, minuto a minuto, e controlá-lo a distância, sem precisar enviar um técnico ao local. Em uma rede automatizada de distribuição e leitura de energia, concessionária e consumidor passam a ter acesso a uma série de regalias. É possível, por exemplo, que a conta de luz chegue detalhada aos domicílios, indicando os horários em que o consumo é mais alto e, em alguns casos, a discriminação deste consumo por equipamento. É a mesma ferramenta que permite descontos nas tarifas em horários alternativos, um dos planos da Aneel para incetivar o consumo fora da faixa de pico, das 18h às 21h. Em alguns casos, como já acontece com clientes industriais, a concessionária é autorizada pelo usuário a regular, da central, a temperatura do ar condicionado, reduzindo o gasto na conta final. Para o Brasil, a maior vantagem está no controle dos “gatos”: com a rede automatizada, o desvio de energia pode ser detectado e combatido na mesma hora pelo sistema. Hoje, a empresa só sabe se os níveis de consumo estão normalizados com a a leitura mensal manual concluída.

Medidores de luz entram na era digital

 Maior parte dos 62 milhões de relógios do país ainda é analógica e deve ser trocada.

As tecnologias de comunicação de redes que vêm sendo desenvolvidas e disponibilizadas à indústria de energia permite uma série de melhorias que vão desde o detalhamento da conta de luz até o controle a distância do ar condicionado de uma casa ou de uma empresa.

Essa interligação da rede, no entanto, depende de um passo básico que ainda falta ao Brasil: o relógio de medição dos usuários deve ser digital. Muito pouco dos 62 milhões de pontos ligados à rede brasileira hoje foram trocados. Eles estão, em maior parte, concentrados em consumidores industriais e comerciais. A esmagadora maioria ainda é composta pelos relógios de ponteiro, muitos deles com mais de 30 anos de existência, que dão apenas uma amostragem do consumo nomês.

Para a General Electric (GE), este potencial é uma das grandes apostas pelos próximos anos no Brasil. Fabricante de equipamentos elétricos, a empresa aguarda apenas a posição da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a trazer medidores de energia digital em larga escala para o país.

“Nesse primeiro momento traremos os equipamentos basicamente dos Estados Unidos e da China”, explicou o diretor de marketing da GE Energy na América Latina, Marcelo Prado. “Mas, mais para frente, havendo escala, com certeza teremos interesse em fabricar no Brasil. Haverá uma corrida de empresas para cá”, continua.

A Aneel tem atualmente em estudo a criação de um marco regulatório para o setor que determine a troca gradativa de todos os medidores analógicos por digitais, em um período entre dez e 20 anos. O prazo é esticado para que os investimentos não sejam feitos todos de uma vez e, dessa forma, pressionem as tarifas para cima.

“O grande investimento no Brasil será na troca dos medidores. São 62 milhões de pontos hoje no país, a um custo estimado de R$ 200 cada (valor do relógio digital). Mas esse investimento não será feito enquanto a Aneel não colocar sua posição”, diz Prado. “Ela que irá determinar o ritmo das trocas e as características que deverão ter os equipamentos.”

EMPRESAS ATENTAS

1- Nova divisão da TIM – A operadora celular está reformulando a área voltada para grandes clientes, para poder fornecer a solução completa para leitura e transmissão de dados, o que já faz na Itália.

2- GE quer vender medidores digitais ao mercado nacional – O mercado brasileiro tem um potencial enorme de crescimento. São 62 milhões de pontos no Brasil, e o preço médio para cada medidor, calcula a empresa, é de R$ 200.

3- Economia e precisão para as concessionárias – Ao trabalhar com uma rede automatizada, as concessionárias têm maior controle do consumo e mais precisão de dados. No Brasil, onde o “gato” é frequente, é uma forma de combate-lo com rapidez.

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GE | Plug Into The Smart Grid

A General Electric Company – GE – possui um site dedicado ao Smart Grid chamado Plug Into The Smart Grid, com animações que mostram como a aplicação de Smart Grid poderia mudar o mundo no século XXI.

ge-ecomagination

Uma das animações mostra a aplicação de Medidores Inteligentes, os Smart Meters. Através deles seria possível obter informações de consumo conforme o horário do dia, permitindo que se gaste menos energia nos horários de pico.

ge-smartmeters

Outra animação fala sobre Fontes Alternativas de Energia afirmando que uma Rede Inteligente permite que fontes alternativas de energia, como solar, eólica e biogás, sejam colocadas em qualquer lugar da rede, incluindo as residências.
ge-alternativeenergyUma terceira animação afirma que os Estados Unidos têm 38% de sua emissão de CO2 decorrente da geração de energia e sugere a redução de emissões de carbono através do gerenciamento de energia de forma mais eficiente utilizando-se Smart Grid.

ge-littleefficiencyAinda faz parte do site uma página que mostra um holograma digital da tecnologia Smart Grid em funcionamento. Esse holograma acompanha os movimentos de uma folha de papel impressa por você a partir desse site. O sistema consegue captar seus movimentos na webcam e seu sopro no microfone e com isso controlar uma animação holográfica de turbinas eólicas e painéis solares. Um exemplo de como seria esse efeito pode ser visto no vídeo abaixo.

Além dessa parte de animações o site trás também uma coleção de vídeos mostrando de forma cômica como seria a aplicação de Redes Inteligentes como forma de alcançar a rede do século XXI. Seguem um desses vídeos:

Ouvir o Smart Grid

Esse site da GE faz parte da iniciativa ecomagination, que é uma estratégia de negócio projetada para guiar inovação e crescentes soluções ligadas ao meio ambiente enquanto envolve interessados. A GE investe em inovação através de seus próprios esforços de P&D e através de investimentos em venture capital (capital de risco). Permitindo que os produtos resultantes habilitem a GE e seus consumidores a reduzirem as emissões enquanto gera rendimentos em suas vendas. Combinando lucros e economia de energia, eles criam um ciclo de investimento em soluções ambientalmente corretas.

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