Parceria da Coppe com Comlurb vai gerar energia a partir do lixo

Fonte: O Globo – 16.08.2010

RIO – Gerar energia elétrica a partir do lixo é um dos principais objetivos do estudo que a Coppe/UFRJ vai elaborar para a prefeitura, em convênio que será assinado às 11h desta terça-feira na Ilha do Fundão, como demonstra reportagem de Cláudio Motta, na edição desta terça-feira do GLOBO. As nove mil toneladas diárias de detritos que a capital produz poderiam ser convertidas no equivalente a 500 Megawatts de potência instalada. O pesquisador da Coppe/UFRJ Luciano Basto calcula que isto seja suficiente para abastecer 1,5 milhões de residências, com consumo médio de 200 KWh/mês. Como a cidade tem 2.153.148 domicílios particulares permanentes (informações do Armazém de Dados, da prefeitura, referentes a 2007), representaria 69% das residências cariocas.

Técnicos da Coppe acreditam que, em dois meses, será possível apresentar propostas para a prefeitura. De acordo com o Secretario municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, o convênio durará seis meses e sairá de graça.

- Teremos alternativas de destinação de resíduos sólidos para a geração de energia, considerando termos tecnológicos, financeiros e ambientais. Outras oportunidades poderão surgir, como destinar lixo para outros parceiros, uma vez que a Ciclus (empresa que administrará o aterro sanitário de Seropédica, que substituirá o de Gramacho) não é dona exclusiva do lixo – afirma o secretário.

A Ciclus anunciou que vai gerar 30 MW de energia em Seropédica, além de energia em duas das sete estações de transferência de resíduos (ETRs) na capital. Procurada pelo GLOBO, a empresa não quis se pronunciar sobre o acordo entre a Coppe e a prefeitura.

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Reunião importante sobre energia limpa, passa quase desapercebida

Fonte: O Globo – 03.08.2010 – Por Eloy Fernández

Uma importante reunião, sob o ponto de vista da energia limpa, aconteceu em Washington na semana passada e passou quase que desapercebida pelos nossos meios de comunicação.

Altos funcionários mundiais participaram da reunião, para alocar recursos e estabelecer metas para a energia limpa.

Ministros e executivos de mais de 20 países reuniram-se com a finalidade de acelerar a implantação de tecnologias de energia limpa, ao mesmo tempo mitigando as mudanças climáticas decorrentes da utilização atual das energias fósseis.

Uma das grandes questões em debate era se as chamadas “grandes potências“ da energia limpa, ou seja, os Estados Unidos, a Alemanha e a China, que já investiram mais de US$ 200 bilhões desde 2008 em projetos para esta finalidade, estavam dispostos a continuar a fazê-lo, face à recessão econômica mundial que o mundo vem atravessando.

Além dos ministros presentes, grandes industrias fizeram-se representar pelos seus executivos, como a Wal-Mart, a General Electric, a DuPont, entre outras.

Na reunião anterior, que aconteceu no verão passado do hemisfério norte, na Itália, tinham ficado pendentes propostas de duplicação dos investimentos em tecnologias limpas até o ano de 2015.

Neste fórum de Washington, presentes representantes de mais de 80% do PIB mundial (e dos responsáveis por mais de 70% das emissões dos gases de estufa), a premissa foi de que os governos conseguiriam realizar muito mais em conjunto, do que se o tentassem em separado.

“Os governos vão avançar com propostas e ver se os outros governos querem participar “, disse o secretário assistente do DOE (Ministério da Energia) americano, David Sandalow” Que declarou que não poderia afirmar se os ministros iriam se comprometer a um financiamento adicional para a energia limpa, mas disse que iriam focalizar sobre as formas para alavancar investimentos privados em bio-combustíveis, energia fotovoltaica, carvão de baixa emissão, turbinas marinhas e outras tecnologias.

Em um relatório preparado para o fórum no ano passado, a Agência Internacional de Energia estimou que o total anual de investigação, desenvolvimento e necessidade de financiamento para implantação de tecnologias limpas, variasse de US$ 37 bilhões até US $ 74 bilhões. Os gastos públicos para P & D – que devem constituir cerca de metade do financiamento total – necessitariam de aumentar de três a seis vezes, a partir do nível atual de financiamento de US $ 5 bilhões, estima a IEA .

Cumulativamente, o mundo deve investir 46 trilhões de dólares em tecnologia limpa até 2050, para reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa para 14 gigatoneladas – um nível aprovado pelos países do Grupo dos Oito (G8) , segundo disse aos ministros hoje o diretor executivo da AIE , Nobuo Tanaka. O custo da inação, ou seja de nada se fazer, vai até US$ 500 bilhões anuais.

As políticas públicas, que poderiam ajudar a impulsionar o investimento privado em energia limpa, incluem estabelecer um preço para as emissões de dióxido de carbono, criar regras claras para a ligação de energia renovável à rede elétrica convencional, fornecer etiquetas de eficiência para eletrodomésticos e a criação de incentivos para a produção baseada em novas tecnologias de energia limpa, observou um relatório produzido após o fórum na Itália do verão passado.

“O objetivo aqui não é discutir o que se pode concordar “, ressaltou o Secretário (Ministro) americano de energia Chu. “Nosso objetivo é decidir por ações concretas “.

Os executivos corporativos vão pedir por uma série de incentivos públicos, incluindo os créditos fiscais e as tarifas de alimentação (na rede) para os fabricantes e consumidores de tecnologias de energias renováveis, explicou Tom Connelly, diretor chefe de inovação da DuPont.

Aparentemente, participam desta semana ministerial delegações da Austrália, Bélgica, Brasil(?), Canadá, China , Dinamarca, Comissão Européia , Finlândia, França , Alemanha, Índia , Itália, Japão , México, Noruega, Rússia, África do Sul, Coréia do Sul , Espanha, Suécia , Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e dos Estados Unidos .

O evento terminou com o anúncio que estes programas devem evitar a necessidade da construção de mais de 500 usinas de geração de eletricidade, usando combustíveis fósseis, em todo o mundo, nos próximos 20 anos. As iniciativas vão cortar o desperdício de energia, ajudar a instalar redes inteligentes de energia elétrica, veículos elétricos, tecnologias de captura de carbono, financiar mercados de energias renováveis e expandir o acesso a recursos de energia limpa.

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EUA: grandes potências prometem reduzir consumo em cúpula sobre energia

Fonte: AFP – 21.07.2010

WASHINGTON — As principais economias do mundo, reunidas em Washington para uma cúpula sobre energia limpa, comprometeram-se nesta terça-feira a reduzir o consumo dos grandes “devoradores” de eletricidade que são, por exemplo, os aparelhos de TV, a fim de economizar a produção de cerca de 500 usinas elétricas.

Os ministros de Energia e altos funcionários de 21 países, entre os quais Estados Unidos, França, China e Índia, se reúnem na capital americana a convite do governo Obama com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de fontes de energia limpa.

No segundo e último dia de reunião, o secretário americano de Energia, Steven Chu, disse que os participantes concordaram com 11 iniciativas para promover as energias limpas. Chu manifestou a esperança de que estas diretrizes permitam poupar a energia produzida por 500 usinas elétricas de média capacidade nos próximos 20 anos.

Nesta cúpula, “tomamos consciência de que, colaborando, podemos conseguir mais e mais rápido do que trabalhando em separado”, disse Chu aos jornalistas.

“Se continuarmos apenas reagindo às crises imediatas sem antecipá-las, tropeçaremos de novo na mesma pedra”, disse o secretário em entrevista coletiva.

Uma das iniciativas consiste em incitar os países participantes a encontrarem a forma para que os aparelhos eletrodomésticos, como televisões e refrigeradores, consumam menos eletricidade.

Estados Unidos, Japão, Índia e União Europeia prometeram engajar-se na iniciativa.

Outro ponto no qual os participantes concordaram foi a modificação das normas de construção para que os novos edifícios consumam menos energia.

Atualmente, os prédios grandes – como edifícios de escritórios e fábricas – consomem metade da energia produzida no mundo.

As nações presentes na cúpula também se comprometeram a trocar ideias e reflexões sobre o desenvolvimento de veículos elétricos. Também trabalharão juntas na implantação de “redes inteligentes de distribuição de eletricidade”, que se supõe que satisfaçam melhor a demanda dos consumidores.

Grã-Bretanha e Austrália, por sua vez, prometeram colocar-se como ponta de lança no desenvolvimento do chamado procedimento de “captação e reserva de dióxido de carbono”, que permite reduzir as emissões deste que é o principal gás causador do efeito estufa.

“Trata-se de tomar medidas concretas. Não se trata de um posicionamento filosófico”, explicou Steven Chu.

Apesar de a reunião ter sido organizada com o objetivo inicial de trocar ideias, sem abordar a questão do financiamento, vários países anunciaram que pensam aumentar os recursos dedicados ao investimento e ao desenvolvimento.

Chu anunciou que o volume total que os participantes dedicarão à pesquisa chega a “centenares de milhões de dólares”.

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Google atua no mercado livre

Fonte: energia hoje – 08.01.2010

A gigante de internet Google fez, nesta semana, uma solicitação de compra e venda de energia no mercado atacadista, nos EUA, de acordo com o site Fast Company. Este é o primeiro passo da empresa para atuação no mercado de energia convencional. No último dia 16 de dezembro, a empresa formou uma subsidiária própria com atuação em energia, chamada Google Energy, com sede no estado de Delaware, nos EUA.

O mercado interpretou a operação como um sinal de que o interesse da empresa em energias renováveis pode ser bem maior que o demonstrado em recentes investimentos em tecnologia geotérmica, smart grid, carros elétricos e energias eólica e solar.

A ideia da Google Energy é dar apoio às iniciativas da sua controladora na área de neutralização de emissões, a partir da comercialização de créditos de carbono e venda de energia excedente para a rede. Hoje, o Google já tem uma matriz solar de 1,6 MW em sua sede em Mountain View, California.

Ainda de acordo com as informações do site americano, representantes da empresa admitem que ainda não existem planos concretos para o Google Energy. A empresa, no entanto, não descarta a possibilidade de se tornar um companhia de serviço público no futuro.

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Lançado projeto Málaga SmartCity (Cidade Inteligente)

Lançado projeto Málaga SmartCity (Cidade Inteligente)
Madrid, Espanha — (METERING.COM) — 14. De julho de 2009
Bandeira da Espanha
A iniciativa Málaga SmartCity foi lançada introduzindo um novo modelo de gestão urbana da energia, numa tentativa de melhorar a eficiência energética, reduzir as emissões de CO2 e mudar o consumo para energias renováveis.

Os projeto de € 31 milhões envolvendo onze empresas sob a liderança da companhia energética espanhola Endesa, visa proporcionar uma resposta global para os desafios ambientais enfrentados pelos consumidores.

SmartCity está sendo realizada em Playa de la Misericordia uma seção de Málaga, envolvendo 300 clientes industriais, 900 prestadores de serviços e 11.000 famílias, durante um período de quatro anos. Fontes de energia renováveis serão ligadas à rede mais perto dos clientes casando geração com consumo, sendo instalando painéis fotovoltaicos em edifícios públicos, utilizando micro-geração em alguns hotéis e instalando micro sistemas eólicos na região. Haverá sistemas de armazenamento de energia sob a forma de baterias, de modo que uma parta da energia poderá ser utilizada mais tarde, em edifícios com controle de ambiente, áreas públicas de iluminação transporte elétrico. Do mesmo modo, para incentivar a utilização de veículos elétricos, estações de recarga serão instaladas e uma pequena frota de veículos será disponibilizada. Acima de tudo, no entanto, o consumidor final que é quem compra através do processo estará no centro do esforço.

Todos os clientes que participam do projeto receberão medidores inteligentes para tornar mais fácil o consumo sustentável. A instalação de telecomunicações inteligente e avançada e sistemas de controle remoto permitirão ajustes automáticos em tempo real à rede de distribuição para uma nova forma de gestão da energia e um melhor serviço.

Uma fase posterior envolve analisar os dados gerados de utilização e eficiência e aplicar os conhecimentos adquiridos a outras zonas urbanas, para melhorar o modelo energético atual para o tornar mais sustentável. O projeto visa a economia de energia de 20 por cento e menos 6.000 toneladas de emissões de CO2 por ano na área do projeto.

O orçamento da SmartCity é parcialmente financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (ERDF na sigla em inglês), com apoio da Junta de Andaluzia e do Centro para o Desenvolvimento de Tecnologia Industrial do Ministério da Ciência e Inovação (CDTI na cigla em inglês). Málaga foi escolhida como o lugar para o projeto, uma vez que preenche todos os requisitos para assegurar o êxito do projeto, incluindo o elevado potencial de crescimento, grande capacidade tecnológica, universidades e empresas, o forte apoio do governo e uma excelente infra-estrutura elétrica.

Outros parceiros do projeto são Enel, Acciona, IBM, Sadiel, Ormazábal, Neo Metrics, Isotrol, Telvent, Ingeteam e Greenpower. Outros contribuidores incluem diversas universidades, bem como centros de pesquisa nacionais e regionais.

SmartCity está definido para se tornar um modelo mundial no desenvolvimento de tecnologia de ponta, em conjunto com outros programas já em funcionamento, em Estocolmo, Dubai, Malta, Ohio e Colorado, Endesa disse em uma declaração.

O projeto é parte do plano da UE 20-20-20, que estabelece objetivos para 2020 de melhoria da eficiência energética em 20 por cento, reduzindo as emissões de CO2 em vinte por cento e aumentando as fontes de energia renováveis para 20 por cento das fontes de energia.

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