Redes elétricas inteligentes e a racionalização do uso de energia. Entrevista especial com Ricardo Baitelo

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos – 05.03.2010

Uma rede de transmissão de energia que utiliza um sistema de monitoramento do fluxo a partir de tecnologia digital. Esta é a proposta das redes elétricas inteligentes, assunto da entrevista, realizada por e-mail, com Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace. Explicando o conceito desta prática de transmissão, Baitelo afirma que as redes inteligentes possibilitam a integração de fontes energéticas descentralizadas, além do controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios. A partir da proposta de uma ferramenta virtual capaz de medir o consumo residencial e disponibilizar a informação aos consumidores em tempo quase real, a forma de interação entre consumidor e concessionária deve aumentar. “O acesso à informação de consumo de energia repercute na utilização mais racional de energia e no melhor planejamento da expansão de redes”, garante.

A entrevista foi concedida por telefone à IHU On-Line.

Sobre as fontes de energia renovável no Brasil e também sobre as questões climáticas, Baitelo destaca. “No Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria uma oferta confiável de energia, complementada com o que já existe de geração hidrelétrica, sem a necessidade de se construir novas usinas em locais extremamente delicados do ponto de vista ambiental e social”.

Ricardo Baitelo é formado em engenharia elétrica pela Escola Politécnica da USP. Na mesma universidade, concluiu o mestrado na área de eficiência energética. Atualmente, é coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – O que podemos entender por redes elétricas inteligentes?

Ricardo Baitelo – Redes inteligentes enviam a eletricidade dos pontos de geração até os consumidores, utilizando um sistema de monitoramento completo do fluxo de energia, a partir de tecnologia digital, que permite o rastreamento tanto da energia que entra no sistema, gerada em diferentes pontos, quanto da energia consumida por residências, edifícios e indústrias.

IHU On-Line – Como a energia renovável é utilizada nessas redes elétricas inteligentes?

Ricardo Baitelo – As redes possibilitam a integração de fontes energéticas descentralizadas, como solar e eólica, assimilando sua entrada no sistema quando esta geração ocorre, nos períodos de maior vento e sol. Esta integração faz com que a geração distribuída contribua, não apenas para o atendimento de demandas individualizadas, mas também com uma oferta estável de energia para todo o país.

IHU On-Line – Qual a relação entre redes elétricas inteligentes e Internet?

Ricardo Baitelo – As redes inteligentes permitirão o controle não apenas da geração descentralizada, realizada em milhares de pontos, como também o controle do consumo de aparelhos e eletrodomésticos em residências e edifícios. A proposta de pulverizar o sistema elétrico em uma rede de microgeradores e a revolução provocada por isto guardam semelhanças com a grande pulverização de informação provocada pela Internet.

Adicionalmente a isto, já estão sendo propostas ferramentas via Internet capazes de medir o consumo residencial e disponibilizar a informação aos consumidores em tempo quase real.

IHU On-Line – Quais os principais caminhos para garantir o fornecimento de energia no futuro de forma amigável com o clima do planeta e com a velocidade do consumo de energia?

Ricardo Baitelo – Intensificar investimentos em eficiência energética é a forma mais barata e efetiva de reduzir a demanda energética do planeta. Estas medidas se estenderiam desde a cadeia de transmissão e distribuição de energia até a revisão de hábitos dos consumidores finais.

Em seguida, o atendimento e a demanda restante seriam feitos com tecnologias renováveis, cuja geração intermitente seria solucionada pela complementaridade entre as mesmas e pelo auxílio das redes inteligentes no gerenciamento de cada tipo de energia na hora em que ela seria produzida.

IHU On-Line – Em que sentido a transformação energética proposta pelo novo estudo do Greenpeace pode se tornar uma oportunidade de negócio para empresas de tecnologia e permitir cortes nas emissões de gases do efeito estufa?

Ricardo Baitelo – O reforço de redes e o estabelecimento de redes inteligentes devem aumentar a interação entre consumidores e concessionárias, além do acesso à informação de consumo de energia, repercutindo na utilização mais racional de energia e no melhor planejamento da expansão de redes.

As empresas de tecnologia poderão fazer um trabalho integrado nesta cadeia, junto às concessionárias e aos consumidores, na provisão de medidores inteligentes e na transmissão de dados de geração e consumo para ambas as partes.

IHU On-Line – Qual o papel do Brasil nessa transformação energética, considerando o potencial de fontes renováveis de energia do país?

Ricardo Baitelo – O estudo do Greenpeace explica como redes elétricas inteligentes, locais e regionais poderiam ser conectadas de forma eficiente com uma super-rede de alta voltagem, para garantir um fornecimento ininterrupto e confiável de eletricidade, sem ativar usinas térmicas a carvão ou nucleares. Embora tenha sido feito para o cenário Europeu, no Brasil, o alto potencial de renováveis (solar, eólica e biomassa) certamente garantiria uma oferta confiável de energia, complementada com o que já existe de geração hidrelétrica, sem a necessidade de se construir novas usinas em locais extremamente delicados do ponto de vista ambiental e social.

IHU On-Line – Que políticas públicas deveriam ser pensadas para que essa transformação seja efetivada mais rapidamente?

Ricardo Baitelo – Devem ser aprovadas as regras para a mudanças das redes de energia a fim de implementar os smart grids (rede inteligente, em inglês). Este cronograma já foi feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Adicionalmente, deve ser deixada clara uma legislação para garantir a transição dos relógios de medição de eletricidade para a medição eletrônica em todas as residências. Esta medição poderia originar uma mudança na tarifação, taxando de forma diferente o uso de eletricidade de acordo com a hora do dia, mecanismo aplicado apenas a grandes consumidores no país.

A Aneel já tem um cronograma para implementar mudanças na rede de energia para transformá-la no que se convencionou chamar de smart grid. O primeiro passo foi a aprovação, em agosto, das regras do PLC (comunicação pela rede de energia). O próximo já está em análise pelo Conselho Diretor da agência: a adoção da medição eletrônica.

IHU On-Line – Qual a previsão de implantação das redes elétricas inteligentes no Brasil e no mundo?

Ricardo Baitelo – No Brasil, a medição eletrônica vem sendo implementada, como, por exemplo, no Rio, com a previsão da instalação de 120 mil medidores inteligentes em 2010, no Pará (72 mil medidores) e no Distrito Federal, onde 1800 grandes consumidores já foram automatizados. Pretende-se substituir 63 milhões de medidores atuais por medidores inteligentes em um prazo de dez anos.

No mundo, o processo já está mais avançado. Até 2012, 70% da rede americana já deverá ter medição inteligente e, na Europa, quase todos os países já possuem aplicações de redes inteligentes.

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Governo quer estimular menor uso de energia

Fonte: Valor Econômico – 26.02.2010 – Danilo Fariello

Leia o artigo abaixo e imagine os mesmo conceitos de energia economizada (ou armazenada em veículos elétricos) e venda de energia excedente (proconsumidor gerando energia além do que precisa)  em um consumidor residencial com o advento das redes inteligentes e de tarifas horárias diferenciadas:

O governo federal deverá criar estímulos para obter maior eficiência no consumo de energia elétrica no momento em que a carga total do país bate seguidos recordes. Entre as medidas em discussão está uma maior flexibilidade para os grandes consumidores revenderem parte da energia contratada. A decisão, porém, ainda depende de uma costura política para ser adotada. Apesar da aprovação de distribuidores e grandes consumidores de energia elétrica, o governo teme que a decisão provoque ilações que remetam ao racionamento de 2001, quando medidas similares foram tomadas.

Em uma reunião, ontem, entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE), decidiu-se apressar os estudos e a decisão. Embora a agência tenha autonomia para tomar essas medidas, a percepção é de que, pelo risco político, deveriam ser ações definidas no âmbito do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que inclui o Ministério de Minas e Energia (MME). A possibilidade já foi apresentada em reuniões anteriores do CNPE.

São duas as medidas em debate. A primeira é a possibilidade de existir um prêmio para a empresa que aceitar ter seu fornecimento reduzido quando subir o preço da energia no mercado de curto prazo, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Ou seja, a empresa que quiser ter um desconto de 5% no preço da sua tarifa aceitaria que, se o PLD atingisse valor de R$ 200, ela seria obrigada a reduzir o seu consumo em 4%. Se ele não fizesse essa redução, sofreria penalidades.

Essa possibilidade seria pouco viável para uma siderúrgica, por exemplo, em que é mais complicado desligar ou reduzir a produção de um alto-forno. Mas, no caso de metalúrgicas e têxteis, por exemplo, é possível obter ganhos significativos para correr o risco de ter o fornecimento reduzido. Como a produção dessas indústrias é mais pulverizada, a redução de uma pequena parcela da produção pode ser viável, frente à redução de custos.

A segunda medida em discussão é o chamado “custo evitado”, que seria a possibilidade de aquisição, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ou pela CCEE, da energia não consumida quando o preço estiver alto. Ou seja, quando o consumo de energia estiver muito elevado, o governo poderia recomprar energia de empresas que aceitassem reduzir o consumo. Essa seria uma alternativa anterior ao acionamento de usinas térmicas, que têm preço de geração mais elevado. Dessa forma, os grandes consumidores poderiam até colaborar com uma menor tarifa do mercado regulado, porque sua decisão evitaria o acionamento de térmicas.

Em 2008, foram gastos R$ 2,4 bilhões pelo equivalente a 1.500 MW médios gerados pelas termelétricas, o que equivalia a 3% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). A carga total dos grandes consumidores, com demanda maior de 500 kW, foi de 33 mil MW médios. Portanto, se os grandes consumidores pudessem vender energia equivalente a 5% do seu consumo pelo preço do PLD, não haveria necessidade de uso das térmicas, explica Edvaldo Santana, diretor da Aneel.

Para ele, com essa medida “a economia quase não seria afetada, porque a redução de 5% no consumo representa muito pouco” em relação ao custo das térmicas. Nessa hipótese, a tarifa no mercado regulado não seria elevada pelo custo maior de acionamento das térmicas e haveria menor emissão de CO2, diz.

O entendimento do governo é de que agir na demanda por energia pode ser mais simples e mais eficiente do que atuar apenas na oferta, com a construção e implantação de novas usinas. Além disso, dependendo do modelo de geração, estimular a oferta pode significar até aumento das tarifas de energia – se ocorrer por meio de energias renováveis, mais caras, por exemplo.

A ideia, diz Santana, é agir na demanda com incentivos aos consumidores de grande porte que conseguirem reduzir o uso de energia, para aumentar a eficiência econômica da carga. Ele destaca que ambas as medidas já foram testadas e adotadas em outros mercados pelo mundo. “Em todos os casos, é importante ressaltar que o grande consumidor sempre será voluntário para decidir entre revender a energia ou não”, destaca Santana.

A renegociação da energia contratada já foi permitida no Brasil após o racionamento de energia elétrica de 2001. Naquele ano, as empresas tinham o compromisso de reduzir em 20% o seu consumo. Na época, havia os “certificados de energia”, que eram contratos bilaterais de balcão entre consumidores.

Aqueles que não conseguiam reduzir o consumo em mais de 20% poderiam adquirir esses certificados de empresas que economizavam além da meta. Isso durou poucos meses, até o fim do racionamento, no ano seguinte. A ideia atualmente em discussão avança para um certificado padronizado que as empresas poderiam negociar em mercado aberto.

A expectativa dos consumidores é de que a possibilidade de renegociação de energia contratada também leve mais transparência ao mercado de energia, além de dar-lhe mais liquidez.

Desde 2008, o Ministério de Minas e Energia tem praticamente pronta uma minuta de projeto de lei para que os consumidores livres possam vender o excedente de energia. Naquele ano, a ideia era colocar a minuta em consulta pública, o que nunca ocorreu. Agora, o CNPE teria mais respaldo político para tomar a decisão. Do conselho, fazem parte nove ministérios, um representante dos Estados, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a CCEE e a Aneel.

Para a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais e Consumidores Livres de Energia (Abrace), a adoção de qualquer uma dessas medidas é positiva. “Isso levaria os consumidores de uma condição passiva para ativa em termos de gestão de demanda de energia”, diz Ricardo Lima, presidente da associação. Se puder revender a energia, os consumidores poderiam não só gerenciar o uso de suas cargas, como tornar o consumo mais eficiente, diz.

Em momentos como o atual, provavelmente a indústria teria alguma flexibilidade para revender energia nessas condições, observa Lima, da Abrace. Ele destaca que o custo de geração das térmicas atualmente é perverso, porque todos são obrigados a bancá-lo, sem poder agir para influenciar sua redução. Em janeiro, o consumo de energia elétrica no país bateu recorde com carga de 33.718 gigawatts-hora (GWh), com crescimento de 9,1% em relação ao mesmo mês de 2009, segundo a EPE. De acordo com o ONS, cinco recordes de consumo diário foram batidos no mês de m janeiro.

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Medidores inteligentes “precisam de displays em tempo real”

Fonte: BBC News – 05.10.2009
Reino Unido – O Governo Britânico deveria exigir que as companhias de energia elétrica oferecessem displays de visualização clara quando instalassem medidores inteligentes nas casas, de acordo com estudo. Todas as casas devem ter medidores inteligentes até 2020, como parte de esforços para reduzir as emissões residenciais de dióxido de carbono. Contudo, o estudo feito pelo Energy Saving Trust diz que os medidores inteligentes serão menos efetivos sem monitores. Os gráficos em tempo real permitiriam às pessoas verem quanta eletricidade elas consomem e as ajudariam a reduzir este consumo. O Governo anunciou, no início do ano, o plano de instalar medidores inteligentes para monitorar o consumo de gás e de eletricidade em 26 milhões de casas.
Além de trazerem benefícios em termos de custos e de emissões, os novos medidores também porão fim às estimativas de faturas e à espera dos clientes para saberem o quanto consumiram. No entanto, a Energy Saving Trust disse que os planos do Governo não exigem que as companhias de energia ofereçam monitores de energia diferenciados ao instalarem os novos medidores. Teme-se que sem os displays de visualização os clientes residenciais achem dificuldade em se beneficiarem dos medidores inteligentes para economizar energia elétrica. O grupo de discussão apresentado no relatório “Um jeito inteligente de monitorar” mostra que o consumidor prefere simplicidade em displays de visualização do consumo de energia. A maior parte das pessoas preferiu um indicador gráfico de sua taxa de consumo energético em tempo real, expressa em termos de gasto por dia.
Um medidor de gasto cumulativo também foi uma ideia popular. Os consumidores acreditam que essas ferramentas ajudariam a rastrear o consumo e a traçar as áreas de alta utilização da energia. Os integrantes do grupo de discussão também acham que a possibilidade de acessar dados históricos do consumo para comparar com o atual seria essencial. O gerente de estratégia para eficiência energética da Energy Saving Trust, Ben Castle, disse que somente os monitores com displays poderiam dar o que o cliente necessita: um retorno imediato, direto e em tempo real de seu consumo. “Acredito que ter displays bons e bem projetados acompanhando os medidores inteligentes seria a chave para o objetivo de economia energia, carbono e dinheiro pelo cliente residencial”.

Fonte: BBC News – 05.10.2009

Segue notícia que interessa a todos ligados a Smart Grid, principalmente aos que estão definindo as funcionalidades mínimas que deve ter um sistema de medição inteligente:

Energy Saving Trust

Dave-kitchen

Reino Unido – O Governo Britânico deveria exigir que as companhias de energia elétrica oferecessem displays de visualização clara quando instalassem medidores inteligentes nas casas, de acordo com estudo. Todas as casas devem ter medidores inteligentes até 2020, como parte de esforços para reduzir as emissões residenciais de dióxido de carbono. Contudo, o estudo feito pelo Energy Saving Trust diz que os medidores inteligentes serão menos efetivos sem monitores. Os gráficos em tempo real permitiriam às pessoas verem quanta eletricidade elas consomem e as ajudariam a reduzir este consumo. O Governo anunciou, no início do ano, o plano de instalar medidores inteligentes para monitorar o consumo de gás e de eletricidade em 26 milhões de casas.

Além de trazerem benefícios em termos de custos e de emissões, os novos medidores também porão fim às estimativas de faturas e à espera dos clientes para saberem o quanto consumiram. No entanto, a Energy Saving Trust disse que os planos do Governo não exigem que as companhias de energia ofereçam monitores de energia diferenciados ao instalarem os novos medidores. Teme-se que sem os displays de visualização os clientes residenciais achem dificuldade em se beneficiarem dos medidores inteligentes para economizar energia elétrica. O grupo de discussão apresentado no relatório “Um jeito inteligente de monitorar” mostra que o consumidor prefere simplicidade em displays de visualização do consumo de energia. A maior parte das pessoas preferiu um indicador gráfico de sua taxa de consumo energético em tempo real, expressa em termos de gasto por dia.

Um medidor de gasto cumulativo também foi uma ideia popular. Os consumidores acreditam que essas ferramentas ajudariam a rastrear o consumo e a traçar as áreas de alta utilização da energia. Os integrantes do grupo de discussão também acham que a possibilidade de acessar dados históricos do consumo para comparar com o atual seria essencial. O gerente de estratégia para eficiência energética da Energy Saving Trust, Ben Castle, disse que somente os monitores com displays poderiam dar o que o cliente necessita: um retorno imediato, direto e em tempo real de seu consumo. “Acredito que ter displays bons e bem projetados acompanhando os medidores inteligentes seria a chave para o objetivo de economia energia, carbono e dinheiro pelo cliente residencial”.

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Ampla expande medição eletrônica

Segue notícia publicada no site BRASIL ENERGIA em 10/9/2009 abordando a instalação de medição eletrônica de energia pela Ampla, objetivando, conjuntamente com o Programa de Eficiência Energética, o combate ao furto de energia. Apesar de esses programas possibilitarem essa aplicação menos nobre, saiba o leitor que os objetivos são outros. A medição eletrônica, a ser futuramente regulamentada pela ANEEL, em conjunto com o Programa de Eficiência Energética, também regulamentado pela ANEEL, têm o objetivo final de trazer para o consumidor o conhecimento sobre redução de consumo com manutenção das atividades, ou seja, a eficiência energética e economia de recursos naturais. Eis a notícia:

Ampla

Nos últimos cinco anos a Ampla investiu R$ 530 milhões na modernização da rede elétrica e na instalação de novos medidores

A distribuidora fluminense Ampla inicia na próxima semana a instalação de 45 mil novos medidores eletrônicos nos municípios de São Gonçalo, Itaboraí, Duque de Caxias e Magé. Os trabalhos de instalação devem se estender até o final do ano.

Nos últimos cinco anos a Ampla investiu R$ 530 milhões na modernização da rede elétrica e na instalação de novos medidores eletrônicos. A empresa acredita que a nova tecnologia é uma das soluções para o combate ao furto de energia, que no último ano teve índice de 20% na área de concessão da empresa.

A distribuidora, que enfrentou forte resistência política na instalação dos medidores, já possui na sua área de concessão 250 mil sistemas de medição eletrônica instalados. A meta é disponibilizar o equipamento para regiões com alto índice de furtos de energia.

“A medição eletrônica é um remédio para quem furtava energia. Um remédio amargo”, afirma o diretor de Relações Institucionais da Ampla, André Moragas. Dados da empresa apontam para um índice de insatisfação de apenas 1% na mudança da medição analógica para digital.

Aprovado pela Aneel e atestado pelo Inmetro, o novo equipamento entra para o portfólio da empresa em paralelo com um programa de eficiência energética que também pretende reduzir o desperdício de energia por consumidores de baixa renda. As ações do programa vão da troca da rede elétrica até a substituição de geladeiras.

A Ampla atende a 66 municípios do estado do Rio de Janeiro. No primeiro semestre do ano, foram distribuídos 2.235 GWh, uma variação positiva de 1,3% se comparado com igual período de 2008, quando a demanda atingiu 2.207 GWh.

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Rede Inteligente: por que, como, quem, quando, onde?

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Como meus estudos nesse tema ainda estão começando mas tenho um bom conhecimento dos “antigos” sistemas de distribuição de energia (os atualmente em uso) e agora como escritor do Blog Smart Grid eu vejo dezenas de notícias e fóruns circulando pela internet todos os dias sobre o tema, sendo assim eu vou tentar aqui separar o joio do trigo e deixar mais claro sobre o que é esse tópico. Sinta-se livre, quando ler este artigo, para postar seu comentário ou me enviar um e-mail me corrigindo (a menos que você me chame de nomes feios não irei censurar).
Sei que a wikipedia não é a melhor fonte mas vamos começar com a sua definição para smart grid. O verbete não existe em português mas em inglês sua definição ocupa um bom espaço. Vamos a uma tradução de pratileira:
Uma rede inteligente distribui eletricidade dos fornecedores aos consumidores usando tecnologia digital para economizar energia, reduzir custos e melhorar a confiabilidade e a transparência. Uma rede de energia tão modernizada estã sendo promovida por muitos governos como uma forma de lidar com a independência energética, aquecimento global e questões emergentes de elasticidade. Como qualquer iniciativa extramamente promovida, muitas propostas semelhantes têm nomes semelhantes, incluindo rede elétrica inteligente (smart electric grid), rede de potência inteligente, rede inteligente (ou intelligrid), Rede do Futuro (FutureGrid), e a mais moderna interrede e intrarede (intergrid e intragrid).
Bem impressionante… mas permanece um pouco vago sobre o que a idéia é atualmente e o que ela faz. Que tal se eu aplicar a metodologia de engenharia e quebrar a idéia em um formulário.
A “rede” como ela é hoje.
Por que ela precisa ficar “inteligente”
Como fazer para que ela fique “inteligente”
Quem irá torná-la “inteligente”
Quando ela se tornará “inteligente”
Que outras coisas pode fazer uma Rede Inteligente?
A “rede” como ela é hoje
Abaixo segue imagem simplificada de como é o atual sistema de distribuição de energia elétrica no Brasil.
http://oncor.com/tech_reliable/smarttexas/smartgrid.aspx
http://www.q1productions.com/eventPages/event_PECONF-100.php
Este é o diagrama básico simplificado da rede elétrica existente antes das fontes de energia alternativa serem adicionadas recentemente. Realmente muito simples de se entender. Grandes usinas de geração injetam eletricidade num sistema de fios que a transporta para casas e empresas. Precisando-se de mais energia… basta apenas aumentar a geração. O sistema é tão grande que pequenas flutuações na demanda local são meras pedras lançadas no oceano, assim não causam grandes mudanças no todo. Como você pode imaginar, aumentar ou diminuir a geração de grandes usinas é provavelmente consideravelmente ineficiente e muito inedaquado para a atual demanda. Mas quando o óleo, carvão etc. eram baratos… e nós não nos importávamos em lançar carbono na atmosfera… o sistema era muito bom… contudo ineficiente e poluente.
Por que precisa ficar “Inteligente”
Nos dias de hoje nós temos vários desafios a enfrentar que são do interesse da humanidade em geral e mundo ocidental em particular. Não penso que eu preciso repeti-los aqui mas basicamente eles são em sua natureza ambientais e geopolíticos. Assim, a antiga geração térmica baseada em óleo e carvão precisa ser repensada de forma que nós fiquemos muito mais eficientes na geração e distribuição de eletricidade para os usuãrios finais ou os custos se tornarão extraordinários.
As geradoras decidiram atacar este problema em várias frentes de uma vez… o que é uma boa ideia… finalmente.
Obviamente a primeira ideia a considerar… como em qualquer sistema de engenharia… é eficiência. Isso mesmo, muito pode ser alcançado em fazer as velhas usinas mais eficientes porque elas são justamente isso.. usina muito velhas.
Pode-se ganhar mais eficiência pelo caminho melhorando a eficiência de transmissão e presumivelmente isso está sendo feito enquanto falamos. Como esperado uma parte dos fundos para infra-estrutura serão gastos nesta área. Iniciativas de eficiência energética que recompensam consumidores e empresas para redução do uso de de eletricidade e gás pode resultar em economias nas contas da ordem de $168,6 Bilhões, conforme um relatório feito pelo American council for an Energy-Efficient Economy (ACEEE).
Preços crescentes para a energia tendem a fazer com que os usuários finais busquem eficiências… mas sem terem mais informação para se basearem, isso é o que faz uma grande diferença. Assim, o que nós precisamos é alguma forma de monitorar cada uso individual da energia, assim eles podem ver o que está lhes custando mais dinheiro… o que os permite assim alterar seus ambientes se necessário.
A próxima solução parcial para o nosso problema de energia é a adição de fontes alternativas de energia tais como solar, eólica, marés etc. Como essas fontes tendem a depender da localização geográfica (i.e. energia das marés precisam ser nos oceanos e painéis solares precisam de um local ensolarado para funcionar) nós precisamos estar hábeis a conecta-los na rede existente, assim a eletricidade que eles geram pode fluir para os usuários finais. Eventualmente desejaríamos ser possível desconectar totalmente essas grandes usinas e usar apenas fontes pequenas, mais eficientes e amigas da Terra.
Apesar de isso soar muito simples quanto ao conceito, tem-se alguns problemas básicos que precisam ser levados em conta para que funcione. Como muitas dessas fontes alternativas de energia são intermitentes (i.e. o sol não brilha à noite) nós precisamos ter alguma forma de manter a quantidade e eletricidade nos fios igual o montante que estamos usando em qualquer instante. Para fazer isso nós precisamos ser capazes de acompanhar o que cada um está usando… e balancear com as fontes de energia disponíveis.
Como nós fazemos ele “Inteligente”
Entra o primeiro elemento de uma Rede Inteligente… chamado Medidor Inteligente (Smart Meter). Esse dispositivo irá substituir o velho medidor que é utilizado apenas para medir mensalmente o consumo para que a concessionária envie a fatura. Aqui tem uma foto de como um se parece um Medidor Inteligente:
O que faz esses medidores inteligentes é que eles podem se comunicar eletronicamente com um sistema central via linha de energia (powerline communication – PLC) ou internet ou talvez outra rede eletrônica. Isso significa que a companhia de energia pode instantâneamente saber quanto de eletricidade você está usando. O que permite então o balanço de cargas e assim aumento da eficiência da rede. Isso permite também que a empresa gere sua fatura de energia sem que um leiturista precise ir até sua casa… o que teoricamente pode fazer você economizar dinheiro. Não apenas isso, o consumo de energia pode ser acessado baseado na hora do dia, períodos de carga baixa etc.
Segue algumas coisas que um medidor e uma rede inteligentes permitirão:
Para a empresa de energia:
- Gerenciamento do pico de carga;
- Controle preciso sobre dispositivos de gerenciamento de carga para oferecer programas superiores de resposta da demanda;
- Em conjunto com tecnologias de armazenamento distribuído de energia e de energias renováveis, permitindo que as empresas despachem geração limpa e eficiente de energia pela rede elétrica durante períodos de pico.
Baseicamente elas poderão aumentar a eficiência de suas operações existentes e terão a habilidade de adicionar geração de energia intermitente (renovável).
Para o usuário final:
- Para usuários comerciais e industriais haverá uma multidão de oportunidades de economia de energia disponíveis com essa tecnologia. A habilidade de programar o uso de cargas não essenciais para horários fora de pico por exemplo poderá economizar energia e dinheiro.
- Sabendo quanta energia você está usando em qualquer instante… e quanto isso está custando para você baseado na hora do dia etc. dá a você um meio de cortar custos se você desejar por meio da programação ou cortando o uso. Com um medidor inteligente e uma rede inteligente você poderá ver exatamente o que está acontecendo em qualquer instante. Permitindo também enconomia de energia e dinheiro.
Quem a fará “Inteligente”
Os motivadores primários na adoção das Redes Inteligentes são é claro as companhias de energia. Elas se beneficiarão muito por extenderem a vida de suas usinas e infra-estrutura e aumentar a eficiência dos seus sistemas.
O governo está presente e pronto para fornecer fundos para esses projetos. Como vimos recentemente… há um movimento mundial nessa direção… finalmente.
Muitas empresas estã entrando na batalha agora que parece que voltamos ao caminho e precisamos implementar isto da forma correta. Elas serão as que projetarão sistemas, criarão equipamentos, financiarão projetos, instalará e monitorá os equipamentos e sistemas. Ao longo do caminho precisaremos de treinamento e educação também. Praticamente todo segmento da economia pode se beneficiar com esse movimento.
Em uma convensão recente (Retech 2009) eu disse em uma apresentação do Google nenhum menos… quem tem planejado permitir a qualquer ter um log de medição inteligente no serviço e ver como é o seu consumo de energia. Veja em www.google.org/powermeter para ver o que eles estão fazendo. Isso é coisa boa.
Quando se tornará “Inteligente”
Isso já está acontecendo pelo país e eu tenho certeza que empurrará outros a fazerem as suas tão possível quanto possa. Na fronteira existe uma companhia chamada Xcel Energy com seu projeto SmartGridCity em Boulder no Colorado. Esse sistema avançado e integrado de rede inteligente – quando totalmente implementando dentro de cinco anos – fornecerá aos consumidores um portifólio de tecnologias emergentes projetadas para fornecer benefícios ambientais, financeiros e operacionais.
Também, MEREGIO (Minimum Emissions Region), é um projeto de rede inteligente atualmente em desenvolvimento numa planta piloto na região de Karlsruhe-Suttgart  no sul da Alemanha, uma das áreas mais densas e populosas do país e amplamente considerada o maior local da Europa de fábricas de alta-tecnologia. O objetivo do projeto é criar uma rede otimizada e sustentável que reduzirá as emissões de CO2 tão próximas de zero quanto é tecnicamente e humanamente factível.
Com o governo dos EUA jogando $8.3B no desenvolvimento de redes inteligentes, eu penso que se terá um grande aumento de negócios nos próximos cinco anos. Obviamente se gastará um certo tempo para se fazer os projetos de redes inteligentes pelo mundo… mas o desejo e esperançosamente os fundos de investimentos estão envolvidos agora e assim deixe que tenhamos esperança de que a bola continuará rolando.
Quais outras coisa pode fazer uma Rede Inteligente?
Vá como eu fiz atrás de Tecnologias Residenciais (visite HomeToys.cmo para ver o que eu quero dizer). Eu posso dizer a você que estar apto a monitorar a energia é apena um aspecto da visão smart grid… e ao final, pode não ser a força princial que leva a se instalar redes inteligentes na maioria dos lares.
O que acha se uma companhia de energia pudesse fornecer entretenimento e comunicações na sua casa através da rede inteligente, assim você se livrará das conexões a cabo e telefone e terá apena um conjunto de fios pela casa. Ligue aparelhos e tenha comunicação um com o outro. Faça uma ligação ou navegue pelo sistema residencial e ligue sua banheira e ela estará quente quando você chegar em casa ou desligue as lâmpadas que esqueceu. Ligue uma caixa de multimídia (set top box) e tenha ela conectada na internet e assim assista vídeo sob demanda… ou sintonize sua rede de TV favorita. Ligue um telefone e se comunique com seus amigos como se estivesse em um telefone convencional. Conecte seu carro e tenha ele fornecendo energia para sua casa… ou venda o excesso devolta para a companhia de energia.
Isso não é um sonho e eu penso que você concordará que as Companhias de Energia acharão esse cenário muito mais rentável no longo prazo do que simplesmente poder aumentar a eficiência dos seus sistemas de energia.
A HomePlug Alliance é uma organização que vem trabalhando por anos para fazer tornar esse sonho realidade e eles também têm várias companhias participantes com produtos no mercado que irão fazer exatamente o que eu estou falando acima.
Em qualquer caso, o futuro parece brilhante para aquelas companhias que se alinharem com a construção e manutençÃo do Smart Grid… não apenas nos EUA, mas ao redor do mundo. Se isso for feito corretamente… os princípios beneficiários serão você e eu.

Todo lugar para onde volto meu olhar ultimamente vejo Smart Grid isso e Smart Grid aquilo. Deve ser algo ligado ao meio-ambiente ou mais uma rede de bandidos para ser citado com tanta frequência pela imprensa.

Meus estudos nesse tema ainda estão começando, mas tenho um bom conhecimento dos “antigos” sistemas de distribuição de energia (os atualmente em uso). Agora como escritor do Blog Smart Grid eu vejo dezenas de notícias e fóruns circulando pela internet todos os dias sobre o tema, sendo assim eu vou tentar aqui separar o joio do trigo e deixar mais claro sobre o que é esse tópico. Sinta-se livre, quando ler este artigo, para postar seu comentário ou me enviar um e-mail me corrigindo (a menos que você me chame de nomes feios, não irei censurar).

Sei que a wikipedia não é a melhor fonte, mas vamos começar com a sua definição para Smart Grid. O verbete não existe em português, mas em inglês sua definição ocupa um bom espaço. Vamos a uma “tradução de prateleira”:

“Uma rede inteligente distribui eletricidade dos fornecedores aos consumidores usando tecnologia digital para economizar energia, reduzir custos e melhorar a confiabilidade e a transparência. Uma rede de energia tão modernizada está sendo promovida por muitos governos como uma forma de lidar com a independência energética, aquecimento global e questões emergentes de elasticidade. Como qualquer iniciativa extremamente promovida, muitas propostas semelhantes têm nomes semelhantes, incluindo rede elétrica inteligente (Smart Electric Grid), rede de potência inteligente, rede inteligente (ou Intelligrid), Rede do Futuro (FutureGrid), e a mais moderna interrede e intrarede (Intergrid e Intragrid).”

Bem impressionante… mas permanece um pouco vago sobre o que a idéia é atualmente e o que ela faz. Que tal se aplicarmos a metodologia dedutiva de engenharia e quebrar a idéia em um questionário a ser respondido:

  • Como a “rede” é hoje?
  • Como será a “rede inteligente” do futuro?
  • Por que ela precisa ficar “inteligente”?
  • Como fazer para que ela fique “inteligente”?
  • Quem irá torná-la “inteligente”?
  • Quando ela se tornará “inteligente”?
  • Que outras coisas pode fazer uma Rede Inteligente?

Como a “rede” é hoje?

Abaixo segue imagem simplificada de como é o atual sistema de distribuição de energia elétrica no Brasil.

sistema de distribuição

Este é o diagrama básico simplificado da rede elétrica existente antes das fontes de energia alternativa serem adicionadas recentemente. Realmente muito simples de se entender. Grandes usinas de geração injetam eletricidade num sistema de fios que a transporta para casas e empresas. Precisando-se de mais energia… basta apenas aumentar a geração. O sistema é tão grande que pequenas flutuações na demanda local são meras pedras lançadas no oceano, assim não causam grandes mudanças no todo. Como você pode imaginar, aumentar ou diminuir a geração de grandes usinas é provavelmente consideravelmente ineficiente e muito inadequado para a atual demanda.

Como será a “rede inteligente” do futuro?

Como visão de futuro segue uma imagem simplificada do que será o Smart Grid:

Smart Grid Vision

Agora ao invés de um diagrama unidirecional tem-se um multidirecional, com a energia fluindo pela rede em todas as direções, das usinas para os consumidores, das fontes renováveis distribuídas pela rede para os consumidores, da geração residencial para a rede etc. Segue detalhamento:

  1. Central de Operação do Sistema na concessionária;
  2. Grandes usinas estado-da-arte em geração eficiente de energia;
  3. Residências (consumidores e/ou fornecedores);
  4. Subestações;
  5. Comércio, indústria e governo (consumidores e/ou fornecedores);
  6. Geração renovável de energia em pequena-escala;
  7. Geração distribuída tradicional;
  8. Armazenador distribuído de energia;
  9. Geração distribuída renovável de energia;
  10. Equipamentos eficientes energeticamente;
  11. Veículos elétricos;
  12. Informação de consumo em tempo real;
  13. Programas de gerenciamento de energia pelo lado da demanda;
  14. Medidores inteligentes;
  15. Linhas de transmissão;
  16. Linhas de distribuição.

Por que ela precisa ficar “Inteligente”?

Nos dias de hoje nós temos vários desafios a enfrentar que são do interesse da humanidade em geral e do mundo ocidental em particular. Não penso que preciso repeti-los aqui, mas basicamente eles são em sua natureza ambientais e geopolíticos. Só para constar houve um aumento de 37,9% da participação de fontes não renováveis na produção de energia elétrica no Brasil em apenas um ano, de 2007 para 2008, e diminuição de 1,5% das fontes de energia renovável, conforme dados recentes da EPE, e que essas fontes não renováveis são as principais fontes para geração de eletricidade no mundo… tais sistemas que lançam carbono na atmosfera e são ineficientes e poluentes devem ser repensados para serem substituídos por fontes de energia distribuídas e renováveis e assim ficarmos muito mais eficientes na geração e distribuição de eletricidade para os usuários finais.

As geradoras decidiram atacar este problema em várias frentes de uma vez… o que é uma boa ideia… finalmente.

Obviamente a primeira ideia a considerar… como em qualquer sistema de engenharia… é eficiência. Isso mesmo, muito pode ser alcançado em fazer as velhas usinas tanto hidráulicas quanto térmicas pelo mundo mais eficientes porque elas são justamente isso.. usinas muito velhas.

Pode-se ganhar mais eficiência pelo caminho melhorando a eficiência da transmissão e presumivelmente isso está sendo feito enquanto falamos. A anos a Eletrobrás e a Petrobrás desenvolvem programas de eficiência energética, o Procel e o Conpet e além disso o governo federal irá implantar plano de eficiência energética mais amplo, com possibilidade de que residências que implantem geração distribuída possam vender energia excedente para a rede elétrica. Essas iniciativas de eficiência energética podem resultar em economias nas contas da ordem de bilhões de reais, a exemplo do que aconteceu no apagão de 2001/02 no Brasil.

Sabe-se ainda que preços crescentes para a energia tendem a fazer com que os usuários finais busquem eficiências, seria o caso de ter-se uma tarifa diferenciada para o consumo no horário de ponta, uma tarifa amarela, como a ANEEL já vem divulgando estar estudando essa possibilidade… mas sem terem mais informação para se basearem, o que faz uma grande diferença, o consumidor não poderá decidir desligar o chuveiro no período de ponta. Assim, o que nós precisamos é alguma forma de monitorar cada uso individual da energia, assim eles podem ver o que estará lhes custando mais dinheiro… o que os permite assim alterar seus ambientes e hábitos se necessário.

A próxima solução parcial para o nosso problema de energia é a adição de fontes alternativas de energia tais como solar, eólica, marés etc. Como essas fontes tendem a depender da localização geográfica (i.e. energia das marés precisam ser nos oceanos e painéis solares precisam de um local ensolarado para funcionar) nós precisamos estar hábeis a conectá-los na rede existente, assim a eletricidade que eles geram pode fluir para os usuários finais. Eventualmente desejaríamos ser possível desconectar totalmente essas grandes usinas e usar apenas fontes pequenas, mais eficientes e amigas da Terra.

Apesar de isso soar muito simples quanto ao conceito, têm-se alguns problemas básicos que precisam ser levados em conta para que funcione. Como muitas dessas fontes alternativas de energia são intermitentes (i.e. o sol não brilha à noite) nós precisamos ter alguma forma de manter a quantidade de eletricidade nos fios igual ao montante que estamos usando em cada instante. Para fazer isso nós precisamos ser capazes de acompanhar o que cada um está usando… e balancear com as fontes de energia disponíveis.

Além de todos esses motivos outro motivo pelo qual as instalações de redes inteligentes está crescendo no Brasil é o combate às perdas não-técnicas, ou em bom português, combate ao furto de energia, o famoso “gato”. Monitorando o consumo em tempo real é possível saber exatamente quando houve um aumento repentino de consumo e analisar se deve-se fazer uma visitinha ao consumidor.

Como fazer para que ela fique “Inteligente”?

Entra o primeiro elemento de uma Rede Inteligente… chamado Medidor Inteligente (Smart Meter). Esse dispositivo irá substituir o velho medidor que é utilizado apenas para medir mensalmente o consumo para que a concessionária envie sua fatura. Segue uma foto de como se parece um Medidor Inteligente.

Medidor Eletrônico

O que faz esses medidores serem inteligentes é que eles podem se comunicar eletronicamente com um sistema central via linha de energia (powerline communication – PLC) ou internet ou talvez outra rede eletrônica (celular etc.). Isso significa que a companhia de energia pode instantaneamente saber quanto de eletricidade você está usando. O que permite então o balanço de cargas e assim aumento da eficiência da rede. Isso permite também que a empresa gere sua fatura de energia sem que um leiturista precise ir até sua casa… o que teoricamente pode fazer você economizar dinheiro. Não apenas isso, o consumo de energia pode ser acessado baseado na hora do dia, períodos de carga etc.

Seguem algumas coisas que um medidor e uma rede inteligentes permitirão:

Para a empresa de energia:

  • Gerenciamento do pico de carga;
  • Controle preciso sobre dispositivos de gerenciamento de carga para oferecer programas superiores de resposta da demanda;
  • Em conjunto com tecnologias de armazenamento distribuído de energia e de energias renováveis, permitindo que as empresas despachem geração limpa e eficiente de energia pela rede elétrica durante períodos de pico.

Basicamente elas poderão aumentar a eficiência de suas operações existentes e terão a habilidade de adicionar geração de energia intermitente (renovável).

Para o usuário final:

  • Para usuários comerciais e industriais haverá uma multidão de oportunidades de economia de energia disponíveis com essa tecnologia. A habilidade de programar o uso de cargas não essenciais para horários fora de pico, por exemplo, poderá economizar energia e dinheiro.
  • Sabendo quanta energia você está usando em qualquer instante… e quanto isso está custando para você baseado na hora do dia etc. dá a você um meio de cortar custos se você desejar por meio de programação ou cortando o uso. Com um medidor inteligente e uma rede inteligente você poderá ver exatamente o que está acontecendo em qualquer instante. Permitindo também economia de energia e dinheiro.

A ANEEL realizou consulta pública sobre o tema de medição eletrônica buscando subsídios para elaboração de resolução específica para o tema. Nada está definido ainda quanto a quais funcionalidades os medidores inteligentes deverão ter obrigatoriamente, mas esse é um caminho sem volta, várias empresas de energia no Brasil já estão realizando a substituição dos velhos medidores eletromecânicos por medidores eletrônicos e com a possibilidade de poderem utilizar a tecnologia PLC em benefício próprio, as redes inteligentes estão a um passo de se tornarem realidade e terem todo o seu potencial explorado.

Quem irá torná-la “Inteligente”?

Os principais interessados na adoção das Redes Inteligentes são, é claro, as companhias de energia. Elas se beneficiarão muito por estenderem a vida útil de suas usinas e de suas infra-estruturas e aumentar a eficiência dos seus sistemas.

Diferentemente de outros países o governo no Brasil ainda não criou um fundo específico para desenvolver esses tipos de projetos, como fez para o Luz para Todos, para o Programa de Troca de Geladeiras etc. e a ANEEL ainda está analisando as consequências na tarifa, pois todo investimento realizado pelas distribuidoras tem seu valor reconhecido na tarifa, se for um investimento prudente, conforme decisão da Agência. Mas como vimos recentemente… há um movimento mundial nessa direção… finalmente.

Muitas grandes empresas pelo mundo estão entrando na batalha, como por exemplo GE, IBM, Google, MicroSoft e outras, e assim parece que se está no caminho para implementar isto da forma correta. Elas serão as que projetarão sistemas, criarão equipamentos, financiarão projetos, instalarão e monitorarão os equipamentos e sistemas. Ao longo do caminho precisaremos de treinamento e educação também para vários profissionais a começar pelos Engenheiros Eletricistas e muitos outros. Praticamente todo segmento da economia pode se beneficiar com esse movimento.

Um exemplo do que estar por vir é a possibilidade pelo Google de se ter um log de medição inteligente no serviço e ver como é o seu consumo de energia. Veja em Google Powermeter para ver o que eles estão fazendo. Isso é coisa boa.

Quando ela se tornará “Inteligente”?

Isso já está acontecendo pelo Brasil e pelo mundo e eu tenho certeza que impulsionará outros a fazerem as suas tão rápido quanto possível. Fora do Brasil, na dianteira  existe uma companhia chamada Xcel Energy com seu projeto SmartGridCity em Boulder no Colorado, EUA. Esse sistema avançado e integrado de rede inteligente – quando totalmente implementando dentro de cinco anos – fornecerá aos consumidores um portfólio de tecnologias emergentes projetadas para fornecer benefícios ambientais, financeiros e operacionais.

Também, MEREGIO (Minimum Emissions Region), é um projeto de rede inteligente atualmente em desenvolvimento numa planta piloto na região de Karlsruhe-Suttgart  no sul da Alemanha, uma das áreas mais densas e populosas do país e amplamente considerada o maior local da Europa em fábricas de alta-tecnologia. O objetivo do projeto é criar uma rede otimizada e sustentável que reduzirá as emissões de CO2 tão próximas de zero quanto é tecnicamente e humanamente factível.

Há ainda o projeto Málaga SmartCity lançado recentemente na Espanha. O projeto de € 31 milhões envolvendo onze empresas sob a liderança da companhia energética espanhola Endesa está sendo realizado em Playa de la Misericordia uma seção de Málaga, envolvendo 300 clientes industriais, 900 prestadores de serviços e 11.000 famílias, durante um período de quatro anos. Fontes de energia renováveis serão ligadas à rede mais próximas dos clientes casando geração com consumo, sendo instalando painéis foto-voltaicos em edifícios públicos, utilizando micro-geração em alguns hotéis e instalando micro sistemas eólicos na região.

Nos EUA o governo Obama  liberou pacote de investimentos de $8,3 bilhões para o desenvolvimento de redes inteligentes, o que com certeza provocará um grande aumento de negócios nos próximos cinco anos. Obviamente se gastará certo tempo para se fazer os projetos de redes inteligentes pelo mundo, até se explorar todo o seu potencial, mas não há quem pare isso mais, redes inteligentes serão para a energia elétrica o que os sistemas celulares foram para as telecomunicações.

No Brasil quem está à frente são as concessionárias de energia, como ELETROPAULO, CEMIG, CPFL, e outras em conjunto com associações como a Aptel, Abradee e outros representantes do setor elétrico, bem como empresas produtoras de equipamentos, como por exemplo, a Landis Gyr que conseguiu recentemente homologação pelo Inmetro do seu sistema de medição eletrônica. A principal dificuldade é qual modelo utilizar no desenvolvimento das redes inteligentes, o que precisa do apoio da ANEEL com regulamentos adequados a essas várias possibilidades que se apresentam com a utilização de Smart Grid.

Que outras coisas pode fazer uma Rede Inteligente?

Eu posso dizer a você que estar apto a monitorar a energia é apenas um aspecto da visão Smart Grid… e ao final, pode não ser a força principal que levará a se instalar redes inteligentes na maioria dos lares.

O que acha se uma companhia de energia pudesse fornecer entretenimento e comunicações na sua casa através da rede inteligente, assim você se livrará das conexões a cabo e telefone e terá apena um conjunto de fios pela casa. Ligue aparelhos e tenha comunicação um com o outro. Faça uma ligação ou navegue pelo sistema residencial e ligue sua banheira e ela estará quente quando você chegar em casa ou desligue as lâmpadas que esqueceu ligadas. Ligue na tomada uma caixa de multimídia (set top box) e tenha ela conectada na internet e assim assista vídeo sob demanda… ou sintonize sua rede de TV favorita. Plugue um telefone e se comunique com seus amigos como se estivesse em um telefone convencional. Conecte seu carro e tenha ele fornecendo energia para sua casa… ou venda o excesso de volta para a companhia de energia.

Isso tudo não é um sonho e eu penso que você concordará que as companhias de energia acharão esse cenário muito mais rentável no longo prazo do que simplesmente poder aumentar a eficiência dos seus sistemas de energia ou combater o furto de energia.

Já existem no mundo sistemas de automatização de residências, desenvolvidos por empresas que vêm trabalhando por anos para fazer tornar esse sonho realidade e existem várias companhias já hoje com produtos no mercado que irão fazer exatamente o que eu estou falando acima.

Em qualquer caso, o futuro parece brilhante para aquelas companhias que se alinharem com a construção e manutenção do Smart Grid… não apenas no Brasil, mas ao redor do mundo. Se isso for feito corretamente… os principais beneficiários serão você e eu.

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Lançado projeto Málaga SmartCity (Cidade Inteligente)

Lançado projeto Málaga SmartCity (Cidade Inteligente)
Madrid, Espanha — (METERING.COM) — 14. De julho de 2009
Bandeira da Espanha
A iniciativa Málaga SmartCity foi lançada introduzindo um novo modelo de gestão urbana da energia, numa tentativa de melhorar a eficiência energética, reduzir as emissões de CO2 e mudar o consumo para energias renováveis.

Os projeto de € 31 milhões envolvendo onze empresas sob a liderança da companhia energética espanhola Endesa, visa proporcionar uma resposta global para os desafios ambientais enfrentados pelos consumidores.

SmartCity está sendo realizada em Playa de la Misericordia uma seção de Málaga, envolvendo 300 clientes industriais, 900 prestadores de serviços e 11.000 famílias, durante um período de quatro anos. Fontes de energia renováveis serão ligadas à rede mais perto dos clientes casando geração com consumo, sendo instalando painéis fotovoltaicos em edifícios públicos, utilizando micro-geração em alguns hotéis e instalando micro sistemas eólicos na região. Haverá sistemas de armazenamento de energia sob a forma de baterias, de modo que uma parta da energia poderá ser utilizada mais tarde, em edifícios com controle de ambiente, áreas públicas de iluminação transporte elétrico. Do mesmo modo, para incentivar a utilização de veículos elétricos, estações de recarga serão instaladas e uma pequena frota de veículos será disponibilizada. Acima de tudo, no entanto, o consumidor final que é quem compra através do processo estará no centro do esforço.

Todos os clientes que participam do projeto receberão medidores inteligentes para tornar mais fácil o consumo sustentável. A instalação de telecomunicações inteligente e avançada e sistemas de controle remoto permitirão ajustes automáticos em tempo real à rede de distribuição para uma nova forma de gestão da energia e um melhor serviço.

Uma fase posterior envolve analisar os dados gerados de utilização e eficiência e aplicar os conhecimentos adquiridos a outras zonas urbanas, para melhorar o modelo energético atual para o tornar mais sustentável. O projeto visa a economia de energia de 20 por cento e menos 6.000 toneladas de emissões de CO2 por ano na área do projeto.

O orçamento da SmartCity é parcialmente financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (ERDF na sigla em inglês), com apoio da Junta de Andaluzia e do Centro para o Desenvolvimento de Tecnologia Industrial do Ministério da Ciência e Inovação (CDTI na cigla em inglês). Málaga foi escolhida como o lugar para o projeto, uma vez que preenche todos os requisitos para assegurar o êxito do projeto, incluindo o elevado potencial de crescimento, grande capacidade tecnológica, universidades e empresas, o forte apoio do governo e uma excelente infra-estrutura elétrica.

Outros parceiros do projeto são Enel, Acciona, IBM, Sadiel, Ormazábal, Neo Metrics, Isotrol, Telvent, Ingeteam e Greenpower. Outros contribuidores incluem diversas universidades, bem como centros de pesquisa nacionais e regionais.

SmartCity está definido para se tornar um modelo mundial no desenvolvimento de tecnologia de ponta, em conjunto com outros programas já em funcionamento, em Estocolmo, Dubai, Malta, Ohio e Colorado, Endesa disse em uma declaração.

O projeto é parte do plano da UE 20-20-20, que estabelece objetivos para 2020 de melhoria da eficiência energética em 20 por cento, reduzindo as emissões de CO2 em vinte por cento e aumentando as fontes de energia renováveis para 20 por cento das fontes de energia.

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Smart Grid o que é isso? O que são Redes Inteligentes?

Smart Grid: Redes Inteilgentes de Distribuição do Futuro.

Smart Grid: Redes Inteligentes de Distribuição de Energia Elétrica.

Bem-vindo ao blog Smart Grid. Esse é o primeiro post e tenho o prazer em anunciar que trataremos aqui desse tema tão em voga hoje e que trás ainda muitas dúvidas, tanto para empresas de telecomunicações, do setor elétrico e de automação, bem como para a Academia.

Smart Grid em tradução livre do inglês significa Redes Inteligentes. Redes Inteligentes no sentido de tornar a infra-estrutura de energia elétrica em uma rede do futuro, em uma rede segura, digitalizada, rápida em resposta a colapsos do Sistema Elétrico e que irá permitir o atendimento à crescente demanda de energia elétrica da população.

A Rede Inteligente automaticamente irá se auto-organizar para atender a repentinos crescimentos da demanda, bem como curto-circuitos e blecautes na rede elétrica. E o mais importante, ela irá tratar de forma inteligente as fontes de energia, permitindo que os consumidores tenham em sua planta geração renovável como eólica e solar, ou até mesmo carros elétricos que ajudarão no controle da eficiência energética da rede.

É realmente um deslumbre o que o futuro trás para as antigas e convencionais redes elétricas de distribuição tão antigas quanto Thomas Alva Edison. Em termos gerais pode-se dizer que uma tal Rede Inteligente terá as seguintes 7 principais características:

  1. Auto-recuperação: Uma rede auto-recuperável moderna detecta e responde aos problemas rotineiros e rapidamente se recupera se eles ocorrerem, minimizando paradas e perdas financeiras.
  2. Inclui e motiva o consumidor: Com uma rede moderna, consumidores de energia residenciais, comerciais e industriais ficarão de olho nos preços e na habilidade de escolher um programa e um preço que melhor se adequam às suas necessidades.
  3. Resistente a ataques: Sendo redes inteligentes uma rede de telecomunicações, segurança da rede é um fator importante e essas modernas redes são construídas baseadas na segurança.
  4. Fornece qualidade de energia para as necessidades do século XXI: Uma rede moderna fornece eletricidade livre de sags (distorções), spikes (sintilações), distúrbios e interrupções. Isso é o apropriado para data centers, computadores, eletrônicos e robôs de fábricas que fortalecerão nossa futura economia.
  5. Acomoda todas as opções de geração e armazenamento: Uma rede moderna permite interconexão plug-and-play (plugue-e-use) para praticamente qualquer fonte de energia, incluindo fontes renováveis de energia e de armazenamento.
  6. Permite mercados: Uma rede moderna suporta operação consistente de um lado a outro permitindo inovação local e regional em termos de mercado.
  7. Otimiza ativos e opera eficientemente: Uma rede moderna permite-nos colocar mais energia nos sistemas já existentes, construindo assim menos infra-estrutura e gastando menos para operar e manter a rede.

Estaremos assim acompanhando diariamente através do blog Smart Grid o que está sendo feito no Mundo e no Brasil sobre esse tema. Aguardem e fiquem conectados nas Redes Inteligentes.

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