Energia com tecnologia: curso traça panorama sobre Smart Grid

Fonte: Instituto Acende Brasil – 09.03.2010

O Instituto Acende Brasil traça um panorama atualizado das novas tecnologias associadas ao conceito de redes inteligentes no curso “Smart Grid – Conceitos, Oportunidades e Tendências”, que acontece no dia 11 de março, quinta-feira, das 8h30 às 17 horas, em sua sede, em São Paulo. O curso será ministrado por um dos maiores especialistas em Smart Grid do país, Cyro Vicente Boccuzzi, que é presidente da ECOee Energia Eficiente e do Fórum Latino Americano de Smart Grid.

De modo simplificado, Smart Grid pode ser definido como a integração de subestações, circuitos, isoladores e outros ativos de energia com dispositivos de sensoreamento remoto, telecomunicações e tecnologia da informação, formando uma rede de energia inteligente capaz de transmitir e processar as informações, diagnosticar e solucionar problemas de forma rápida e precisa tanto para concessionárias como para consumidores de energia.

Na versão do curso do Instituto Acende Brasil, explica o presidente Claudio Sales, “Smart Grid é uma imersão de oito horas, de olho no futuro, nas perspectivas para a sua implantação no mundo e os desafios e prioridades do mercado regional da América Latina”. “O aprendizado que propomos permitirá a qualquer profissional entender como essas novas tendências transformarão os negócios que envolvem o setor elétrico, no médio e longo prazos”, afirma Sales.

Um módulo específico, por exemplo, trabalha a abordagem empresarial e multidisciplinar, com estudo de caso, incluindo principais fontes de custos e de benefícios típicos em empresas do Brasil e do exterior, bem como as etapas de implementação. O desacoplamento entre tarifas e vendas de energia, a busca do uso eficiente de energia, os efeitos das tecnologias habilitadoras no gerenciamento da demanda, os mecanismos de proteção dos consumidores e das contas de energia também estão no foco desta imersão.

Smart Grid, hoje, é um tema multidisciplinar e, como tal, o curso é voltado para profissionais de todas as áreas de empresas envolvidas com o setor elétrico: geradoras, distribuidoras, empresas de transmissão, fornecedores de equipamentos, prestadores de serviços e consultores, formuladores de políticas públicas e reguladores, consumidores de energia, centros de estudo e núcleos acadêmicos.

O instrutor:

Cyro Vicente Boccuzzi trabalhou por 25 anos na AES Eletropaulo, onde chegou a ser vice-presidente. Foi diretor-executivo da consultoria Andrade & Canellas. É fundador e CEO da ECOee, empresa focada em gestão, tecnologia e sustentabilidade. Possui ampla experiência na área de tecnologias de energia, fundou e preside o Fórum Latino Americano de Smart Grid. Engenheiro eletricista formado pela Universidade Mackenzie, fez pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas, e MBA em Controladoria e Finanças pela FIA/FEA/Fipecafi-USP.

Agende-se:

Curso: Smart Grid: Conceitos, Oportunidades e Tendências

Data: 11/mar/2010 (08:30 às 17:30)

Rua Joaquim Floriano, 466, Ed. Corporate, sala 501 – Itaim Bibi

Investimento: R$ 1.090

Inscrições:

No site: www.acendebrasil.com.br

Pelo telefone: (11) 3704-7733 (tratar com Melissa Oliveira)

Pelo e-mail: melissa.oliveira@acendebrasil.com.br

Mais informações para a imprensa (ECOee):

Clara Barufi e Arthur Chioramital

Fone: (11) 3873-4374

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Medidores eletrônicos de energia ajudam distribuidoras

Fonte: DCI – 29/01/2010

SÃO PAULO – A substituição de medidores eletromecânicos por eletrônicos, apesar da resistência de muitos consumidores, tem gerado resultados altamente positivos para as distribuidoras de energia, principalmente os relacionados a perda e furto de energia. Pioneira nesse processo, a Ampla, do Rio de Janeiro, controlada pelo Grupo Endesa, já investiu R$ 350 milhões na modernização da rede e tem apurado uma economia de R$ 250 milhões ao ano com a redução de perdas e furtos.

Já a Companhia Energética de Brasília (CEB), ainda sob controle estatal, automatizou a medição de 1.800 grandes consumidores do Distrito Federal, entre eles o Palácio do Planalto e todos os ministérios. Com a medida, reduziu em 1 ponto percentual o nível de perdas em 2009.

Os medidores eletrônicos possuem chips que armazenam e enviam remotamente as informações de cada cliente para a central de dados da distribuidora. O sistema também permite, por exemplo, que a empresa corte ou religue o fornecimento remotamente sem a necessidade de deslocamento de equipe.

Com uma cobertura de mais de 70% do Estado do Rio de Janeiro, a Ampla foi uma das pioneiras na troca dos medidores de energia em baixa tensão. Os testes foram autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2005, quando o índice médio de perda de energia no estado era de 25%. “Em algumas regiões, o furto de energia, os ‘gatos’, chegava a 80%”, conta André Moragas, diretor de Relações Institucionais da Ampla. “Com os novos medidores eletrônicos, caiu para 2% em algumas regiões. Atualmente, a média do estado é de 20%.” Cerca de 300 mil clientes da distribuidora possuem hoje a medição eletrônica.

Antes do uso dos novos medidores, a Ampla precisou remodelar a rede elétrica elevando a rede secundária (baixa tensão) até o nível de rede primária (média tensão), com a utilização de um cabo pré-reunido. Ambas, agora ficam a 10 metros do solo, o que dificulta as ligações clandestinas.

Moragas explica que, apesar da resistência inicial dos clientes, o processo já se consolidou e, em 2010, será expandido para outros 50 mil pontos. “Atuamos com duas plataformas: uma tecnológica e outra de educação para a cidadania”, afirma.

Resistência

Luiz Carlos Rusky, gerente de Medição e Fiscalização da CEB, também espera encontrar uma certa resistência na segunda fase do processo de substituição de medidores, que envolverá 6.000 pontos que consomem 3.000 KW/h em média, por mês. “Nesse segmento, são encontradas muitas irregularidades”, explica Rusky. Na primeira etapa do processo, que envolveu os grandes consumidores de alta tensão, foram investidos R$ 3 milhões. Na próxima etapa, serão aplicados cerca de R$ 10 milhões. “Estamos realizando a licitação para a instalação dos equipamentos que já foram comprados”, conta Rusky.

De acordo com dados fornecido da CEB, o tempo médio de retorno do investimento será de sete meses para o grupo de seis mil unidades. A partir da análise dos dados disponíveis nos primeiros 18 meses após a instalação dos novos equipamentos de medição, em 349 consumidores, foi constatado o acréscimo de energia agregada na ordem de 70 GW/h, o que corresponde ao incremento de receita líquida em R$ 14 milhões. A geração de receita extra prevista em cinco anos é de R$ 126 milhões.

A medição eletrônica é um dos componentes das chamadas redes inteligentes (smart grid), tecnologias envolvidas diretamente no conceito de eficiência energética. De acordo com Cyro Bocuzzi, especialista no tema e ex-vice-presidente da Eletropaulo, “smart grid é um conceito que mudará – em alguns lugares do mundo, já está mudando – os paradigmas do setor elétrico, como se a eletricidade saísse da era analógica e entrasse na digital.”

Exemplo disso é que, na próxima semana, a Eletrobras realiza um seminário para divulgar o processo de automação da medição de consumo de suas distribuidoras. O próximo passo dessa transformação já está sendo discutido pela Aneel: a tarifação com descontos progressivos de acordo com o horário de utilização da energia elétrica.

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Comissão do Senado aprova convite para Dilma e Lobão explicarem apagão no Congresso

Agora a discussão sobre Smart Grid deve esquentar e quem sabe avançar, vejam esta notícia:

Fonte: Folha Online - 16.11.2009 – Márcio Falcão

Smart Grid em jogoPressionados pela oposição, líderes governistas se anteciparam e aprovaram nesta segunda-feira na Comissão de Infraestrutura do Senado um convite para que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e mais 18 pessoas ligadas ao setor elétrico prestem esclarecimentos no Congresso sobre o apagão elétrico que atingiu 18 Estados na semana passada.

O chamado faz parte de uma estratégia fechada hoje pelo governo para evitar que a oposição explore o fato politicamente e promova ataques contra integrantes do setor elétrico.

Na prática, a presença dos ministros ainda é dúvida porque não foi marcada a data para a audiência e se trata de um convite que pode ser recusado sem grandes justificativas.

Na tentativa de esvaziar o assunto, o requerimento estabelece que serão realizadas duas audiências para discutir o apagão.

A primeira foi marcada para o próximo dia 26, quando serão ouvidos técnicos como o presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema), Hermes Chipp, presidente da Aneel, Nelson Hubner, e especialistas.

O documento prevê que a segunda audiência será realizada se os senadores da comissão julgarem o debate necessário.

“Na primeira etapa, faremos um debate técnico. Só vão participar aqueles que tiverem algo a contribuir sobre as reais causas do problema. A partir daí, nós iremos estabelecer as prioridades dentro deste debate”, disse o presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Fernando Collor (PTB-AL).

O requerimento foi aprovado em votação simbólica com a presença de apenas três senadores governistas –Valdir Raupp (PMDB-RO), Delcídio Amaral (PT-MS), Gilberto Goellner (DEM-MT).

Com a aprovação do requerimento, os governistas inviabilizam outros dois documentos apresentados pela oposição que pretendiam convidar os ministros. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), só apareceu na comissão após a votação. O tucano reclamou da manobra e disse que a ministra precisa comparecer ao Senado.

“Não é questão de politizar o assunto. A ministra foi responsável pela elaboração do marco regulatório. Agora, não entendo essa estratégia do governo. A ministra fala sobre tudo, a qualquer momento e diante de uma crise dessa, eles tentam escondê-la. É difícil entender isso. A ministra ficou 40 horas desaparecida após o apagão. Ela precisa dar explicações”, disse.

A oposição reconheceu que pretendem levar para a disputa eleitoral a falta de energia registrada. A ideia é responsabilizar Dilma que ocupou o Ministério de Minas e Energia por mais de três anos e provocar um desgaste na imagem de “boa técnica”.

Para a oposição, o blecaute também seria uma forma de reverter o desgaste das duas últimas eleições para os candidatos tucanos pelo apagão registrado em 2001 durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na audiência do dia 26 serão ouvidos: Hermes Chipp (presidente da ONS), Gilberto Câmara (INPE), Maurício Tolmasquim (presidente Empresa de Planejamento em Energia), Luiz Pinguelli (físico, ex-presidente da Eletrobrás), José Goldemberg (físico e ex-ministro de Estado), Evandro Emílio Lima (físico UnB), Cyro Boccuzzi (presidente do Fórum Latino de Smart Grid).

O requerimento envolve ainda Dilma Rousseff (Casa Civil), Edison Lobão (Minas e Energia), Márcio Zimmermann (secretário-executivo Minas Energia), Ubiratan Aguiar (presidente do Tribunal de Contas da União), Nelson Hubner (diretor-presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica), José Antonio Lopes (presidente da Eletrobrás), Jorge Miguel Samek (diretor Itaipu), Carlos Filho (diretor de Furnas), Cesar Zavi (diretor de operações de Furnas), Hildo Sauer (ex-diretor da Petrobras), Djalma Falcão (presidente da PSR Planejamento e Consultoria) e Adriano Pires (Consultor da UFRJ).

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