Caro leitor, parece contraditório, mas a notícia é essa mesma, nem é nova, é do dia 28 de setembro (segunda-feira) , um dia após a notícia que postei anteriormente, publicada no site teletime e difundida pela internet. Agora me expliquem o por quê de a IBM festejar a entrada da CPFL na GIUNC e a CPFL não ver o Smart Grid como algo promissor:
A CPFL Energia, maior companhia privada do setor elétrico brasileiro, é a primeira empresa da América Latina a ingressar na Global Intelligent Utility Network Coalition (GIUNC), grupo mundial de companhias do setor elétrico que trabalha com a IBM para acelerar a adoção de tecnologias smart grid, rede inteligente que transforma o sistema elétrico em uma infraestrutura digitalizada, otimizando não só o uso de energia como abrindo a possibilidade de novos negócios, como telecomunicações, por meio da rede elétrica. Um exemplo é que as distribuidoras poderão fornecer planos de tarifa, como as empresas de telefonia, para os consumidores baseados no perfil de consumo. Além disso, as companhias poderão controlar o consumo dos equipamentos dos clientes.
No Brasil, a IBM convidou a CPFL para participar do GIUNC, apoiando a empresa a ter acesso a tecnologias e projetos que estão sendo desenvolvidos para transformar a forma como a energia é gerada, transmitida, distribuída e consumida. As mudanças nesses processos visam agregar inteligência em toda a rede para reduzir, significativamente, interrupções e falhas, além de melhorar o atendimento, planejar a demanda atual e futura e aumentar a eficiência no consumo.
Como membro do GIUNC, a CPFL participará das reuniões de equipes de trabalho trocando experiências e colaborando com o grupo. “Estamos orgulhosos em sermos a primeira empresa da América Latina a ingressar na GIUNC. Vamos usufruir ao máximo dessa iniciativa, contribuindo com nossa experiência e replicando no Brasil projetos inovadores desenvolvidos em outros países, melhorando ainda mais os serviços prestados aos nossos clientes”, comenta Rubens Bruncek, diretor de engenharia e gestão de ativos da CPFL Energia.
Segundo Elton Tiepolo, executivo da área de Utilities da IBM Brasil, a entrada da CPFL no grupo insere o Brasil nas discussões mundiais de melhores práticas do uso de smart grid no setor elétrico. “As empresas podem ter acesso a iniciativas de sucesso que ajudam na redução de custos e evitam o desperdício de eletricidade. Mudanças neste segmento também contribuem para um planeta mais inteligente e sustentável”, complementa.
Com a parceria, a CPFL se junta a outras importantes companhias mundiais, como a Dong Energy, da Dinamarca, a North Delhi Power, da Índia, a Country Energy, da Austrália, a CenterPoint Energy, a Pepco Holdings, Progress Energy, San Diego Gas & Electric e a Southern California Gás, todas dos Estados Unidos. Entre as iniciativas já realizadas pelo grupo está a criação de um modelo de maturidade, ferramenta para o planejamento da transformação do smart grid que pode ser utilizada gratuitamente por qualquer empresa.
A CPFL Energia foi a primeira empresa da América Latina a aderir na Global Intelligent Utility Network Coalition, criada pela IBM em 2007. Esse grupo conta com empresas de várias partes do mundo, como Estados Unidos, Dinamarca, Índia e Austrália, com o objetivo de desenvolver estudos que permitam a aplicação do smart grid nas redes. “O grande estímulo ao uso dessa tecnologia nesses países é a necessidade de redução da emissão dos gases de efeito estufa”, explica o executivo, lembrando que, na União Europeia, há uma regra, a 20/20/20, que prevê a diminuição das emissões de gás carbônico (CO2) em 20%, a redução do consumo de energia de 20% e a participação das energias renováveis em 20% até 2020.