Fonte: CNET News – 02.07.2010
Estados Unidos – O papel dos consumidores – o ponto final na complexa cadeia da rede elétrica – está entrando no foco de discussão, enquanto o país tenta modernizar sua infraestrutura elétrica. Como parte do programa de estímulo do governo, milhões de medidores inteligentes serão instalados pelos próximos três anos, oferecendo uma conexão de via dupla entre a distribuidora e seus clientes. Mas, apesar do foco no hardware do programa multibilionário de smart grid, tanto as distribuidoras quando os grupos de defesa começam a valorizar as virtudes de envolver os consumidores.
O Conselho Norte-Americano de Economia e Eficiência Energética (ACEEE, na sigla em inglês) lançou na última terça-feira, 29 de junho, resultados de um estudo que conclui que ferramentas de retorno sobre o consumo da energia são mais importantes que os medidores inteligentes na redução do consumo de energia dos consumidores. Analisando 57 programas de retorno residencial desde 1974, o ACEEE concluiu que nenhuma distribuidora tem ferramentas de uso final suficientes, assim como faturamento mais detalhado ou divulgação de consumo em tempo real através de monitores instalados nas residências ou através da internet.
“Iniciativas de medição avançada sozinhas não são suficientes para oferecer aos usuários residenciais de energia o retorno necessário que precisam para alcançar economias de energia. No entanto, eles oferecem oportunidades importantes”, de acordo com o diretor de Análises Sociais e Econômicas do ACEEE, John Laitner, em nota. “Para realizar o potencial de economias induzidos pelo retorno, os medidores inteligentes devem ser utilizados em conjunto com monitores online ou domésticos, e programas bem projetados que informem, comprometam, apoiem e motivem pessoas de maneira bem sucedida”, afirmou.
Programas que dão às pessoas mais controle sobre o seu uso de eletricidade e assim ajudam a reduzir desperdícios podem em último caso cortar o consumo de 4 a 12 por centro, de acordo com a ACEEE, que diz que as economias podem chegar a US$35 bilhões em 20 anos.
A companhia de consultoria e pesquisa SBI Energy esta semana liberou um estudo onde diz que perto de 80 por cento do dinheiro investido em smart grid está do lado da empresa de energia, tais como atualizações dos equipamentos da rede elétrica e tecnologia de computação para lidar com a grande quantidade de dados. Mas essa divisão irá mudar, à medida que mais equipamentos, incluindo medidores inteligentes, são instalados no lado do consumidor, diz o analista David Cappello.
J.D. Energia e Associados liberou um estudo na terça-feira onde mostra que as empresas distribuídoras têm um longo caminho a percorrer em educar os consumidores em tecnologias smart grid, particularmente em certas regiões. Em muitos casos, reguladores, também, precisam mudar as regras em como as empresas recuperam seus investimentos em tecnologia. Mas programas smart grid apresentam também uma oportunidade para as empresas melhorarem suas relações com os consumidores.
“À medida que os governos estaduais e empresas de distribuição desenvolvem infraestrutura e implementam estratégias para smart grid e medidores inteligentes, será crucialmente importante para eles incorporarem a voz do consumidor em seus planos,” disse Jeff Conklin, diretor senior de energia da J. D. Power.


