Redes inteligentes de energia vão beneficiar pequenos negócios

Fonte: Agência Sebrae de Notícias – 28.07.2010 Por Beth Matias

São Paulo – Um projeto da multinacional norte-americana Cisco com a General Eletric e a Florida Power & Light (companhia de energia elétrica) deverá colocar Miami, na Flórida, no centro das discussões mundiais sobre consumo de energia em 2011. Estão sendo investidos na cidade US$ 200 milhões para conectar em redes inteligentes de energia (smart grid) cerca de 1 milhão de pessoas.

O projeto começou no final de 2009 e serão instalados medidores inteligentes em cerca de 1.000 residências registradas em um estudo avançado que irá transformá-las em residências inteligentes, com painéis de controle e termostatos que irão ajudar a gerenciar as cargas elétricas e reduzir o consumo de energia durante períodos de pico.

A companhia de energia elétrica irá utilizar 300 veículos movidos à energia elétrica, com 50 estações de abastecimento em toda a cidade de Miami. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (27) por Fernando Rodrigues, gerente de vendas de redes inteligentes da GE no Brasil, durante o 8º Congresso Internacional Brasil Competitivo 2010, promovido pelo Movimento Brasil Competitivo.

“Hoje as grandes empresas já têm tarifas diferenciadas. O grande beneficiado deste sistema será o consumidor final e as pequenas empresas, que poderão vender energia solar excedente acumulada em suas propriedades por meio de painéis solares”, explicou Rodrigues. No Painel, ‘Redes Inteligentes: desenvolvimento, regulação e competitividade no Brasil’, três grandes empresas (IBM, GE Energy e CPFL Energia) abordaram a importância da renovação da matriz energética mundial, com aproveitamento inteligente da energia nos países.

“Acreditamos que os próximos 20 anos trarão transformações determinantes para o setor. Temos que motivar a inovação”, explicou o executivo de consultoria para Energia e Utilidades da IBM, Dario Soares de Almeida. Segundo ele, o Brasil deve aprender com o que já existe e construir um modelo próprio de redes tecnológicas no Brasil. “O mundo está cada vez mais estruturado e inteligente, viabilizando os programas de smart grid. A energia é infraestrutura básica de desenvolvimento e competitividade”.

Segundo Almeida, há seis grandes motivos para a mudança na geração e distribuição de energia no mundo: mudanças climáticas e preocupações ambientais; crescimento das energias renováveis, novas tecnologias disruptivas (carros elétricos e armazenamento de energia), envelhecimento da infraestrutura e desejo do consumidor pela administração da própria energia.

Entre os principais beneficiados, estarão os consumidores e as micro e pequenas empresas. que terão mais poder sobre seu próprio consumo de eletricidade. Com liberdade para escolher a fonte, eles poderão, também, gerar energia para o sistema. Além disso, as distribuidoras deixarão de ser meras fornecedoras de energia, para se tornarem prestadoras de serviço, como acontece com as empresas de telefonia.

No Brasil

O Brasil possui 65 milhões de consumidores de energia elétrica. Apenas 7,4% dos 63 milhões de medidores do País são eletrônicos. O restante ainda é eletromecânico, o que requer leitura presencial e é mais suscetível a fraudes, segundo a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel).

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, em parceria com a Aptel e mais 32 distribuidoras no País, estão elaborando uma proposta para um Plano Brasileiro de Redes Inteligentes. “A idéia é elaborar de um relatório com os possíveis cenários para a migração do setor elétrico brasileiro em direção à adoção do conceito de rede inteligente que será entregue ao governo federal”, disse o gerente de Inovação e Tecnologia da CPFL Energia.

Estão sendo pesquisados, segundo ele, medição inteligente, automação da distribuição e da transmissão e geração e armazenamento e veículos elétricos. O documento deverá ficar pronto até fevereiro de 2011.

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PLC: mais incentivos para avançar

Fonte: CanalEnergia – 26.07.2010

Quase um ano após a regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica, o uso das instalações de distribuição de energia como meio de transporte para comunicação de sinais pouco avançou na direção da prestação do serviço. Com exceção de empresas que já se estabeleceram neste mercado há alguns anos, a tecnologia PLC (Power Line Communications), aprovada em agosto de 2009, tem sido utilizada na maioria das vezes como projetos piloto das concessionárias. Pela Agência Nacional de Telecomunicações, o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica foi aprovado em abril do ano passado. No entanto, alguns obstáculos relacionados ao preço da tecnologia, o fornecimento de equipamentos e a própria legislação sobre o PLC ainda impedem a entrada das distribuidoras neste ramo.

De acordo com o Plano Nacional de Banda Larga, lançado pelo Ministério das Comunicações no último mês de maio, o Brasil está entre os países que usam mais intensivamente a internet em casa e contabiliza mais de 64 milhões de internautas. Os usuários utilizam cerca de 30 horas e 13 minutos por mês na rede mundial de computadores. No entanto, o índice de penetração domiciliar de microcomputadores é de apenas 31,2% das residências, e a rede de internet (incluindo acessos discado e banda larga) atende a apenas 23,8% das casas. A cada 100 habitantes 35,2 usuários utilizaram a internet no Brasil em 2007 na comparação com países que, sob determinados critérios, apresentam condições semelhantes às brasileiras. No mesmo ano, o Chile registrou percentual foi de 31%, seguido pela Argentina (26%), México (22%), Turquia (16%) e da China (16%).

Em dezembro de 2008, o número de acessos a internet em banda larga fixa no Brasil atingiu aproximadamente 9,6 milhões. Entre 2002 e 2008, a taxa anual média de crescimento dos acessos foi de 49%. Apesar do contínuo crescimento, segundo o Plano, houve uma forte desaceleração da taxa anual a partir de 2004. Enquanto o número de acessos havia crescido 105% naquele ano, em 2008, o aumento foi de apenas 29%.

Ainda segundo o documento, a penetração da banda larga ainda é muito baixa no Brasil, principalmente devido à indisponibilidade da tecnologia na maioria dos municípios brasileiros. O custo de implantação de infraestrutura ainda é alto no país e não existe muita competição entre os fornecedores de banda larga, impactando diretamente nos preços dos serviços. A tecnologia PLC, portanto, poderia ser uma alternativa para levar o acesso à internet a um maior número de pessoas, favorecendo assim a inclusão digital. O uso de redes já existentes para a transmissão de dados evitaria custos com implantação de novas infraestruturas. Com a entrada das concessionárias de energia, a tendência é que haja o aumento da competição neste segmento e, consequentemente, oferta de preços mais atraentes aos usuários.

Legislação restringe atratividade Pedro Jatobá, da Aptel

Com essas vantagens, por que a tecnologia ainda não atraiu as concessionárias a prestarem este tipo de serviço? Para o presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações, Pedro Jatobá, a legislação do setor elétrico é restritiva quanto ao uso dos ativos para outras finalidades que não aquelas referidas no serviço regulado. “A regulamentação determina que a receita gerada de uma atividade não regulada é passível de captura para termos de modicidade tarifária, o que restringe bastante a atratividade. Então, no caso de uma distribuidora vir a explorar este serviço, a companhia correria o risco de ter uma parte significativa da receita capturada pelo órgão regulador e isso praticamente inviabiliza as empresas a fazerem isso”, avalia.

De acordo com a regulamentação da Aneel, 90% da receita das concessionárias com o serviço de locação da rede para transmissão de dados devem ser destinados à modicidade tarifária. Este valor foi um dos principais temas questionados nas contribuições recebidas no período de audiência pública, que aconteceu durante os dias 12 de março e 11 de maio do ano passado. Segundo o superintendente de Regulação e Serviços de Distribuição da Aneel, Paulo Henrique Silvestri Lopes, o princípio do estudo do PLC é que o consumidor de energia elétrica pagou pela infraestrutura, então o seu uso deve ser revertido para reduzir as tarifas. “Na época, as empresas reclamaram um filão maior, mas a Aneel achou que 10% seriam suficientes para incentivar, porque a infraestrutura está lá. Quem oferecer melhor lance para usar a instalação é quem fará todo o investimento para prestar o serviço. Então, a companhia não teria custo, apenas o resultado líquido, que seria o aluguel da rede”, diz.

Parte da receita revertida para modicidade tarifária Paulo Henrique Lopes, da Aneel

O PLC tem sido aplicado na maioria dos casos pelas distribuidoras, segundo Lopes, para fins próprios. Segundo o executivo, ainda não houve uma evolução para fins comerciais. “Com o smart grid, esta é uma das tecnologias que poderiam ser usadas. Isoladamente, para comunicação digital e analógica de sinais, está mais restrita ao uso das próprias distribuidoras”, comenta.

O uso da tecnologia pelas concessionárias é permitido para as atividades relacionadas à distribuição de energia, como serviços de telemedição, corte e religamento à distância, controle de perdas técnicas e comerciais e monitoramento remoto das redes elétricas. De acordo com a Aneel, se a controladora tiver interesse em oferecer diretamente os serviços de internet, a holding poderá criar subsidiária para essa finalidade. Através da subsidiária Copel Telecom, a Copel (PR) iniciou os estudos sobre o PLC em 2001. A companhia realizou um teste na cidade de Curitiba, com 50 usuários. Na ocasião, a tecnologia apresentou problemas em relação a sua aplicabilidade devido a restrições tecnológicas. A velocidade máxima de acesso real conseguido pelo usuário foi de 1 Mbps.

No final do ano passado, a companhia realizou testes com 110 usuários em Santo Antônio da Platina. A velocidade neste caso chegou a 30 Mbps. Apesar de encerrado o projeto, a previsão da companhia é que o sistema continue em funcionamento na cidade até o final deste ano. A ideia inicial do projeto era atingir 300 usuários, mas o número de usuários foi menor devido a alguns problemas . De acordo com a Copel, foi verificado que não há padrão nas instalações elétricas internas. As instalações, em sua maioria, foram feitas de forma precária, desorganizada e subdimensionada. Nas residências testadas, segundo a companhia, o computador fica em um dos quartos, que geralmente está na parte de trás das casas. Consequentemente, a tomada mais perto do computador fica mais ao fim da rede elétrica, e o sinal tem que passar por várias emendas. Assim, a sua potência é dividida por vários circuitos, sofrendo a maior parte das interferências dos equipamentos elétricos instalados pela casa.

Para o gerente do Departamento de Engenharia de Transmissão e Infraestrutura de Telecomunicações da Copel, Antonio Carlos de Melo, a tecnologia PLC funciona, mas tem limitações. “Tivemos que usar mais repetidores do que o número que estava previsto no projeto inicial. Como o sinal não estava presente em algumas casas, isso diminuiu nossa penetração. Não há certeza se vai funcionar nesta ou naquela casa, então vender um serviço em cima disso é complicado”, analisa. O custo elevado do PLC também é um dos obstáculos para a propagação da tecnologia. No caso da Copel, para cada usuário foram investidos cerca de R$ 6 mil com equipamentos e alguns serviços.

De acordo com a cotação de fornecedores, o valor poderia chegar a R$ 2.500 em escala mas, segundo Melo, esta quantia poderia ser utilizada para utilizar rede de fibra ótica. “Seria mais barato fazer em fibra, cujo desempenho é infinitamente superior”. O investimento total da Copel no projeto de Santo Antônio da Platina foi de aproximadamente R$ 1 milhão. Para Melo, ainda há dúvidas sobre as perspectivas relacionadas ao PLC. “Se analisarmos preço, dificuldades de tecnologia, regulamentação, não vemos no futuro o PLC como algo massificado. Deve ser usado em nichos, talvez em uma cidade mais afastada. O PLC é uma solução para quem não tem solução, [onde] o futuro ainda é incerto”.

O valor da tecnologia ainda é alto porque os equipamentos são importados mas, na opinião de Jatobá, da Aptel, é uma questão de escala. “O custo hoje não é atrativo, é feito sob forma experimental, mas à medida em que o mercado começar a surgir, quando os fabricantes se sentirem à vontade para montar estes equipamentos no Brasil, essa questão de custo vai ter um tratamento diferenciado”. O executivo lembrou também que a velocidade do PLC é diretamente dependente das condições da rede local. “Às vezes é necessário trabalhar com algumas reduções de ruído. É preciso analisar a rede e, em condições normais, funciona bem, mas exige uma análise durante o processo de instalação”, diz.

A capilaridade é um dos principais fatores que contribuem para a utilização dessa tecnologia, na opinião do gerente de Engenharia de Redes da Cemig Telecom, Wanderley Filho. “Os sistemas das distribuidoras de energia chegam a 100% das residências. Pelo fato de, em determinadas regiões, não se conseguir chegar com infraestrutura de telecom apropriada para atender a demanda de acesso à internet, por exemplo, o PLC passa a ser mais uma alternativa”. A Cemig (MG), através da Cemig Telecom, vem realizando testes com o PLC desde 1999 para avaliar o desempenho da tecnologia frente a outras como fibra ótica, wireless, ADSL e as dificuldades dos clientes. “Nos primeiros testes, os consumidores encontraram dificuldades que, com a evolução da tecnologia, foram sendo reduzidas. Hoje, em termos de desempenho, o PLC é comparável tecnicamente com ADSL, por exemplo”.

Processo de homologação onera fornecedores Wanderley Filho, da Cemig

Entre os obstáculos para o uso desta tecnologia é a pouca oferta de equipamentos. Na opinião do executivo da Cemig, a regulamentação da Anatel está dificultando a entrada de fornecedores no Brasil. “O processo de homologação de equipamentos onera muito os fornecedores. Então, eles não conseguem ou não querem ter esse gasto grande nesse momento, sem ter a certeza de que o mercado vai realmente utilizar essa tecnologia. Estaríamos com projetos para implementar comercialmente em áreas maiores utilizando essa tecnologia, mas em razão da dificuldade de ter equipamentos disponibilizados no país, não conseguimos seguir com esses projetos”, destaca Filho.

A companhia aguarda uma flexibilização da Anatel para a homologação dos equipamentos. “A expectativa é que tenhamos disponibilidade de equipamentos no Brasil para começarmos a avaliar essa tecnologia nos projetos de expansão da nossa rede. Atualmente utilizamos as tecnologias que estão disponíveis, como fibra ótica e rádio. Se o PLC não estiver disponível, não tiver fornecedor, não tenho como utilizá-lo”.

De acordo com a Anatel, o modelo de serviço de certificação brasileiro sofreu modificações ao longo dos anos. “Na década de 90, não tinha isso [processo de homologação]. Havia um processo similar, mas era o que chamamos de declaração de fornecedor, ou seja, numa declaração o responsável declara o que quiser e quando se detecta uma não conformidade ou um problema, ele já aconteceu. Então houve uma decisão da Anatel, em 1997/98 de transformar o modelo de serviço de certificação. Tivemos dificuldades no início porque, para muitos, representava uma barreira técnica, mas ao longo dos últimos anos conseguimos demonstrar que nós estávamos no caminho certo”, afirmou o gerente de Engenharia de Espectro da Anatel, Marcos Oliveira.

Mudanças no modelo de serviço de certificação Marcos Oliveira, da Anatel

São três as finalidades deste processo. A primeira delas, segundo Oliveira, é proteger o consumidor para que ele tenha o mínimo de garantia de que o que é declarado pelo fornecedor corresponde à realidade; a segunda é a segurança elétrica, a fim de que o produto não submeta o usuário a algum tipo de risco, como acidentes; e o tratamento ambiental, que é a compatibilidade eletromagnética, para evitar que haja interferência em outros produtos similares, que trabalhem no mesmo ambiente ou nas imediações. “Essas três vertentes são trazidas para dentro do aparato regulatório e são verificadas. Então isso gera um custo naturalmente e reconhecemos que há, mas não concordamos que seja um custo exagerado”, diz. Todo o processo de homologação leva, em média, um mês.

No caso do PLC, o equipamento homologado é denominado Master, que é instalado em um ponto próximo ao transformador de energia, a partir do qual o sinal é injetado nos cabos da instalação elétrica. Assim, o sinal PLC fica disponível na estrutura elétrica ligada ao circuito do transformador, de modo que qualquer tomada de energia se transforme em um ponto da rede PLC. Na outra ponta do sistema, um modem PLC é conectado a uma tomada elétrica para receber o sinal transmitido pelo Master. Este modem, então, faz a decodificação dos sinais elétricos para os de informação. Este é conhecido como o padrão PLOC (Power Line Outdoor Communication).

Existe ainda o modelo PLIC (Power Line Indoor Communication). De acordo com um estudo sobre PLC do Departamento de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense, o padrão PLIC consiste em uma caixa comutadora que interliga uma rede de banda larga, Wi-Fi, Cable Modem ou outra qualquer, com a rede elétrica interna de uma casa. Com isso, as tomadas estão habilitadas a transmitir dados além da eletricidade, ou seja, funcionariam também como pontos de conexão de uma rede de dados. Este é o modelo aplicado pela AES Eletropaulo Telecom, que vem testando o uso da internet pela rede elétrica por cerca de dois anos.

Flexibilidade e simetria de banda com tecnologia PLC Emerson Hioki, do grupo AES

Desde março do ano passado, segundo a companhia, a tecnologia é comercializada pela Intelig, em São Paulo, em cerca de 300 condomínios residenciais e comerciais nos bairros de Moema, Pinheiros e Cerqueira Cesar. A velocidade de transmissão pela tecnologia BPL chega a 15 Mbps, tanto para upload quanto para download. De acordo com o diretor de Operações das empresas de telecomunicações do Grupo AES, Emerson Hioki, diversas são as vantagens do PLC. “A tecnologia não oferece desvantagem em seu desempenho, mas sim muitos benefícios, como flexibilidade, já que o usuário pode conectar o modem na tomada que desejar, em qualquer cômodo da casa, simetria de banda e velocidade de até 15Mbps. A simetria proporcionada pela tecnologia facilita aplicações como vídeoconferência, compartilhamento de arquivos, jogos interativos e telemedicina, reduzindo os efeitos de atrasos”, enumera.

Hioki disse ainda que a companhia está investindo em novas tecnologias que atendam às expectativas dos clientes. “A AES Eletropaulo Telecom trabalha para aprimorar a oferta de telecomunicações do país, sempre focada em inovação. Dessa forma, a tecnologia BPL encaixa-se no portfólio das telecomunicações e é oferecida como as outras opções de conectividade”, conta. Já existe um mercado consolidado para a opção indoor, na avaliação de Jatobá, da Aptel. “Essa é uma tecnologia de gestão madura e até competitiva para usar dentro de casa e de condomínios”.

Algumas distribuidoras utilizam ainda o PLC para fins próprios. É o caso da Light (RJ), que estuda a tecnologia há três anos. A companhia utiliza SMI (Serviço de Medição Individual) para recursos de telemetria na rede de baixa tensão, já que trafegar dados na média tensão é muito caro, de acordo com o gerente de Tecnologia e Medição da Light, Luiz Carlos Direito. “Precisaria do acoplador que joga o sinal da baixa para média tensão e esse equipamento ainda é caro. Com isso, nos restringimos a trafegar com dados apenas na baixa tensão, vão até o transformador e chegam, via GPRS, para o centro de medição”, explica.

Telemetria na rede de baixa tensão Luiz Carlos Direito, da Light

Entre as desvantagens de se ter uma rede física de fio de comunicação estão os cortes dessa rede e o seu rompimento devido a roedores, por exemplo. Com o PLC, em vez de se ter a rede física, é possível transitar pelo próprio barramento do prédio ou de um shopping, por exemplo, e utilizar a infraestrutura da rede de distribuição para trafegar com a informação de medição. Portanto, não há cortes. Uma desvantagem, no entanto, é que a rede é suscetível a interferências eletromagnéticas. “As bombas elétricas, quando são ligadas, jogam ruído na rede e dificultam a comunicação com os medidores”, conta o executivo.

Operar comercialmente o serviço de telecomunicações ainda não está nos planos da empresa.”Se quiséssemos explorar o serviço, teríamos que fazer uma associação com uma empresa de telecom ou criar uma subsidiária. Até o momento ainda não temos interesse nessa parceria”. Na opinião de Jatobá, da Aptel, a transferência do direito do uso da infraestrutura para uma empresa de telecomunicações inviabiliza o uso desta tecnologia para uso próprio da concessionária.

“Por questões tecnológicas não dá para se colocar mais de um sistema PLC na rede de distribuição. O sistema trabalha com uma tecnologia de spread spectrum que ocupa todas as faixas, até para poder se acomodar com relação às interferências. “Na hora em que a empresa transferiu a sua rede para uma terceira instalar equipamentos de telecomunicações, e ela então será considerada uma rede que utilizará esses equipamentos exclusivamente para ação comercial de telecomunicações, como empresa de energia elétrica eu não consigo mais enquadrar estes equipamentos como meu uso próprio”, argumenta.

Para Jatobá, as perspectivas sobre o PLC para os próximos anos dependerão da evolução da demanda interna das empresas. “As expectativas estão muito mais concentradas no aumento da demanda por serviços de telecomunicações mais sofisticados associados à adoção do conceito de smart grid do que necessariamente uma flexibilização no sentido de que as companhias entrarão no mercado de telecomunicações e ofertarão seus serviços. Acho que isso está longe ainda”. Para Aneel, ao mesmo tempo em que o PLC evoluiu, outras tecnologias como radiofrequência, GPRS, rede Mesh e Zigbee também avançaram, e se mostraram mais adequadas.

“É difícil dizer qual será o futuro do PLC, mas observando essas tecnologias, o PLC já perdeu espaço, o custo barateou bastante. Alguns fabricantes dizem que o custo para aprovação do modelo de uso do PLC é caro, então outras tecnologias estão conseguindo se manter mais viáveis”, opina Paulo Henrique Lopes, da Aneel. Para Oliveira, da Anatel, falta tempo para que se possa conseguir resultados que sejam significativos em bases comerciais. “Estamos engatinhando. No Brasil ainda é cedo para dizer. A expectativa ainda é muito baseada em esperança do que em algo mais técnico. Acredito que não é uma solução que deve andar sozinha, vai compor soluções com outras. Será uma componente de um sistema maior, principalmente porque nós temos uma capilaridade muito grande nos sistemas de distribuição de energia”, acredita.

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XI Seminário Nacional de Telecomunicações Aptel 2010

O Seminário Nacional de Telecomunicações da APTEL (Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações) é o maior evento realizado no Brasil focado em Telecomunicações, Automação e TI para empresas de energia elétrica, gás, petróleo e outras infraestruturas correlacionadas.

As empresas citadas acima utilizam Telecomunicações, Automação e TI como parte de seus processos operativos críticos e possuem corpo técnico especializado nestas disciplinas.

O XI SNT APTEL 2010 fornece informações atualizadas sobre aspectos tecnológicos, regulatórios, de P&D, bem como estratégicos sobre TIC (Tecnologias de Informação e Comunicações).

A versão deste ano vai tratar de quatro grandes temas:

Tema I: Desafios e Aplicações de Telecomunicações, Automação e Controle para Empreendimentos em Infraestruturas Alavancadoras de Desenvolvimento envolvendo aspectos de:

  • Apoio e Gerenciamento da Implantação;
  • Inserção Regional e Integração da Obra;
  • Comissionamento e Operação em Regime Permanente; e
  • Suportes à Manutenção.

Considerar Empreendimentos tais como:

  • Geração de Energia Hidráulica, Eólica, Térmica, Nuclear e Biomassa;
  • Sistemas de Transmissão de Energia em CC e CA;
  • Integração de Bacias Hidrográficas;
  • Exploração de Jazidas Petrolíferas e de Gases;
  • Exploração de Jazidas Minerais;
  • Outros.

Tema II: Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grids), considerando aspectos de migração tecnológica e desafios para implementação, envolvendo abordagens tais como:

  • Medição Inteligente na Distribuição (AMR e AMI);
  • Automação da Distribuição e Centros de Controle;
  • Aplicações na Transmissão (Utilização de PMU – Phasor Measurement Units e WAMPAC – Wide Area Monitoring, Protection, Automation & Control);
  • Telecom, TI e Interoperabilidade;
  • e Políticas Públicas e Regulação.

Tema III: Modernização de Sistemas, Redes e/ou Serviços de Tecnologia da Informação (TI), Automação e Telecomunicações para Utilities considerando, entre outras, aplicações envolvendo:

  • Integração de TI, Automação e Telecomunicações – Aspectos Técnicos e/ou Organizacionais;
  • Convergência Tecnológica na Camada de Transmissão de Informações Maximizando a Utilização de Sistemas Legados;
  • Aplicações IP (Internet Protocol) envolvendo Telefonia, Dados e Imagens;
  • Comunicação Sem Fio (Wireless) em Ambientes de Plantas Industriais;
  • Monitoramento de Imagens para Apoio ao Controle Operacional e Segurança Patrimonial de Plantas Industriais;
  • Sistemas de Comunicação Móvel para Suporte às Equipes de Manutenção de Linhas de Transmissão de Energia, Redes de Dutos e Ferrovias;
  • e Utilização da Infraestrutura e Suportes de Telecomunicações para Atendimento Complementar às Redes e Aplicações de Interesses Públicos ou de Governo.

Tema IV: Experiências na Utilização de Sistemas, Redes e/ou Serviços de Telecomunicações, envolvendo:

  • Operação de Centros de Supervisão e Controle – Integração de Sistemas de Gerência;
  • Segurança de Informações Industriais e Corporativas – Requisitos de Qualidade de Serviços (QoS), Confiabilidade, Disponibilidade, Integridade e Autenticidade;
  • Desempenho de Sistemas de Teleproteção para Linhas de Transmissão envolvendo SOPLAT (Carrier) e Sistemas Digitais Multisserviços (Óptico e/ou Rádio);
  • Experiências na Operação e Manutenção de Sistemas de Telecomunicações com Recursos Próprios ou Terceirizados (Outsourcing);
  • e Compartilhamento da Infraestrutura de Telecomunicações Existente com Novos Agentes e Acessantes – Impactos dos Leilões da ANEEL e do Marco Regulatório Vigente.

O evento acontecerá na cidade de Florianópolis / SC nos dias 13, 14 e 15 de setembro de 2010. Terá uma palestra âncora de Bill Moroney – CEO e Presidente da UTC (Utilities Telecom Council) com o tema “O que está sendo realizado nos Estados Unidos e Europa para modernizar a operação das redes elétricas – Desafios da Rede Inteligente.”

Para maiores informações quanto a valores de inscrição e contato acesse o site do evento:

http://dtech.com.br/sntaptel2010/

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II Seminário Internacional de Smart Grid será no CPqD

Fonte: Segs Portal Nacional – 19.04.2010

As redes inteligentes de energia elétrica serão o tema do II Seminário Internacional de Smart Grid, que será realizado nos dias 12 e 13 de maio, nas instalações do CPqD, em Campinas. O evento, que deverá reunir técnicos, especialistas, concessionárias de energia, órgãos regulatórios e entidades de setores ligados ao assunto, é uma realização conjunta do CPqD, APTEL – Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações, UTC – Utilities Telecom Council e do Comitê Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica – Cigré-Brasil.

O objetivo é discutir o próprio conceito de smart grid e as estratégias de utilização dessa tecnologia a médio e longo prazos. “Há uma complexidade na aplicação desse conceito, pois ele envolve não só uma mudança tecnológica mas, também, nas questões relacionadas a políticas públicas, regulação e no modelo de negócios no setor elétrico”, afirma Cláudio Tadeu Correa Leite, especialista nessa área no CPqD.

Com esse foco, durante os dois dias do evento, as palestras e painéis abordarão temas como os requisitos locais para implantação do smart grid, as políticas públicas, regulação, novas tecnologias e serviços, desafios da pesquisa e desenvolvimento, financiamento de projetos, infraestrutura e medição eletrônica, entre outros.

Para o encerramento do evento, está programado um painel que vai discutir a Visão de Smart Grid pelas Empresas Elétricas Brasileiras. O debate deverá contar com a participação de diversas concessionárias de energia – entre elas, Cemig, Light e Eletropaulo. “Muitas dessas empresas já estão trabalhando em projetos piloto visando a futura implantação da tecnologia smart grid”, conta Mariangela Rino Pedrosa, gerente de Mercado de Energia Elétrica no CPqD.

Mais informações sobre o evento estão disponíveis no site www.smartgridbrasil.com.br, pelo qual os interessados também podem fazer suas inscrições.

Sobre o CPqD

O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). No Brasil, as soluções do CPqD são utilizadas por grandes empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública. Atuando há 33 anos, conta com mais de 1.200 profissionais altamente capacitados, reconhecidos por sua criatividade e comprometimento com elevados níveis de qualidade. O Centro hoje possui o maior programa de P&D da América Latina e tem como objetivo contribuir para a competitividade do País e a inclusão digital da sociedade levando ao mercado tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias.

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Smart Grid não é panacéia, mas poderia minimizar os efeitos de um apagão, diz APTEL

Fonte: Convergência Digital – 11/11/2009 – Ana Paula Lobo

apagaoA queda de uma linha de transmissão da Usina de Itaipu deixou 18 estados do país, entre eles, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Paraguai sem luz na noite desta terça-feira, 10/11.

O governo atribuiu o blecaute a fenômenos climáticos, mas ainda não há uma poisição oficial. A falta de energia traz à tona a discussão sobre a utilização do Smart Grid, a chamada ‘rede inteligente’.

O presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (APTEL), Pedro Jatobá, apesar de favorável à tecnologia, adota postura cautelosa. Segundo ele, “smart grid não pode ser vista como panacéia. Ela não impediria falhas no sistema, mas, certamente, minimizaria os efeitos de um acidente”, diz.

“Não podemos ter ilusão. O apagão aconteceu em função da topologia brasileira. O Smart grid ajuda e muito, mas não resolve tudo. Mas é claro que a rede distribuida de forma mais inteligente, certamente, poderia reduzir os efeitos negativos da falta de luz para a população”, acrescentou Pedro Jatobá, em entrevista ao Convergência Digital.

Ele observa que a discussão sobre o uso das redes inteligentes começou em 2001, logo após o atentado às Torres Gêmeas, de Nova York. “Se questionou se o ataque fosse a uma usina de energia ou nuclear como ficaria o país. Dai, começou-se a pensar em alternativas, na distribuição inteligente de energia que é o smart grid”, destacou Jatobá.

Indagado se o Apagão no Brasil poderia ter sido provocado por um hacker, o presidente da Aptel avaliou que essa probabilidade é ‘praticamente nula’. “Nâo vejo como. Os sistemas são extremamente protegidos. Há segurança”, observou.

De acordo com especialistas, as experiências com smart grid no Brasil ainda são incipientes. Na prática, as redes inteligentes podem ser usadas para reduzir as perdas técnicas (no próprio sistema de transmissão) como as perdas chamadas ‘não técnicas” (principalmente o furto de energia – os tais gatos).

As perdas “não técnicas” no Brasil são enormes, conforme relata em artigo Peter T. Knight, publicado na revista Banco Hoje, tanto que nas 61 distribuidoras que passaram por revisão tarifária em 2008, a Aneel estima serem as perdas não técnicas em 21 Gwh (gigawatt/horas) por ano com um valor (incluindo impostos não recebidos) de R$7,6 bilhões no ano passado.

As perdas técnicas, que também podem ser reduzidas com uso de tecnologias de Smart Grid, são outros 28,5 Gwh. Segundo ainda o especialista, “os obstáculos à implementação de smart grids parecem ser a cultura conservadora de muitas empresas do setor elétrico, a falta de padronização e interoperabilidade de equipamentos e a multiplicidade de regimes regulatórios”.

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Setor elétrico lamenta ter sido excluído do plano de banda larga

Fonte: Telecomonline | Marineide Marques | 06.11.2009

LamentávelDono de 30 mil quilômetros de fibras, o segmento reclama sua vocação como gestor de infraestrutura.

Enquanto o governo e as operadoras trabalham na elaboração de um plano nacional de banda larga, o setor elétrico se ressente de ter sido excluído das discussões. Donas de mais de 30 mil quilômetros de fibras ópticas, as concessionárias de distribuição e transmissão de energia acreditam que poderiam dar uma forte contribuição ao projeto da banda larga, mas não participam dos debates. “Quem deveria estar sentado à mesa é quem tem a infraestrutura”, diz o presidente da Aptel (Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações), Pedro Jatobá.

Ele traça um paralelo entre as empresas do setor elétrico e de telecomunicações, lembrando que há 30 anos elas eram muito semelhantes: detinham infraestrutura para oferta de um único serviço ao consumidor final. De lá para cá, o setor elétrico intensificou suas ações como gestor de infraestrutura, ao passo que telecom que é cada vez mais gestor de serviços. “Isso significa que o setor elétrico é cada vez mais eficiente para gerir macroestruturas”, defende Jatobá.

Por enquanto, a participação do setor elétrico no plano nacional de banda larga está fortemente concentrada no possível uso da rede da Eletronet (são 13 mil quilômetros de fibras ópticas) e das empresas do sistema Eletrobrás. “O setor elétrico é muito maior do que a Eletrobrás”, pondera o presidente da Aptel.

Ele destaca que a evolução das redes do setor elétrico está sendo completamente ignorada na elaboração do plano nacional de banda larga. Essa evolução seria baseada na adoção do conceito de redes inteligentes, ou smart grid, um projeto estratégico para a Aptel e para a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee). O projeto prevê um salto tecnológico nas atuais redes de distribuição de energia elétrica, que chegariam à casa do cliente aptas à oferta de um número elevado de serviços, que vão muito além da energia elétrica, tais como banda larga, telemetria e medição inteligente. O processo deve mais do que duplicar o volume de fibras ópticas controlado hoje pelas empresas do setor elétrico, com a vantagem de levar a fibra até a casa do assinante, a chamada última milha. “Tem se falado muito da Eletronet para banda larga, mas a rede não alcança o usuário final”, pondera Jatobá.

A Aptel e a Abradee trabalham para apresentar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nas próximas semanas o projeto estratégico para adoção do smart grid pelas empresas brasileiras. Com o aval do órgão regulador, as entidades devem contratar um consórcio – envolvendo consultorias, centros de pesquisa e universidades – para elaboração do plano, a ser concluído no prazo de 90 a 120 dias. O documento deve trazer uma proposta de migração para o smart grid, incluindo o montante de investimento projetado e a necessidade de mudança no que diz respeito à regulamentação.

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Abradee elabora plano nacional para redes inteligentes

Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Tecnologia - 16/09/2009

Projeto Estratégico em Redes Inteligentes

A Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, em parceria com a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), estão elaborando uma proposta para um Plano Brasileiro de Redes Inteligentes. De acordo com Luiz Carlos Guimarães, presidente da Abradee, esse será um projeto estratégico que já foi encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica.

“A Aneel desenvolve, além dos projetos de P&D das empresas, os chamados projetos estratégicos. Esses projetos têm um interesse mais amplo e são compartilhados por diversas empresas”, explicou Guimarães em entrevista à Agência CanalEnergia, durante o Seminário Nacional de Telecomunicações, que acontece entre os 14 e 16 de setembro, no Rio de Janeiro. A ideia, de acordo com ele, é organizar um programa na área de redes inteligentes, com a adesão de diversas empresas, tanto geradoras, quanto distribuidoras e transmissoras. “Todas essas empresas estarão envolvidas na implementação desse projeto”, ressaltou Guimarães.

O executivo disse ainda que a proposta que está sendo elaborada pela Abradee e pela Aptel tem como objetivo fazer um plano diretor, que tem como meta final focar na implantação de redes inteligentes. “A nossa primeira proposta é estabelecer um plano de desenvolvimento do smart grid, o que vai demorar algum tempo”, salientou. Segundo ele, outras decisões, que tem como pano de fundo o desenvolvimento das redes inteligentes, já vêm sendo discutidas pela Aneel, como a medição eletrônica e o PLC, que inclusive já foi regulamentado pela agência.

“Todas essas decisões que vem sendo tomadas, fundamentalmente elas tem que ter um pano de fundo, para se saber a direção que se deve caminhar. E no nosso entendimento e no entendimento internacional é que hoje necessariamente estamos caminhando para ter redes inteligentes, que interagem com o consumidor”, declarou. Para Guimarães, esse é um projeto que tem várias fases, começando com a medição eletrônica e depois passando para as redes inteligentes, seguida pelos carros híbridos e pela geração distribuída.

A medição eletrônica, de acordo com Guimarães, deverá ser implementada no curto prazo. “No entanto, as redes inteligentes, onde se teria a automação da rede, com sensores, de forma que se possa operar a rede a distância automaticamente, isso só deverá acontecer mais pra frente”, avaliou o executivo.

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