Câmara participa do Grupo de Trabalho Smart Grid do MME

Fonte: CCEE News – 31.08.2010

A CCEE está coordenando, a convite do Ministério de Minas e Energia (MME), o subgrupo “Medição de Fronteira e Microgeração” do Grupo de Trabalho Smart Grid. Criado pelo MME em 15 de abril, o GT tem como principais objetivos analisar e identificar ações necessárias para subsidiar o estabelecimento de políticas públicas para a implantação de um programa brasileiro de smart grid – rede elétrica inteligente que prevê, dentre várias funcionalidades, a troca de medidores eletromecânicos por eletrônicos.

O subgrupo coordenado pela Câmara tem como atribuição estudar meios de flexibilização das exigências para medição das microgerações e geração distribuída. Conta com a participação de representantes do MME, da EPE, do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), da Aneel, do ONS e da própria da CCEE.

Outros dois subgrupos, “Estudos Econômicos” e “Legislação”, integram as frentes de trabalho do GT Smart Grid, que tem o prazo de até 180 dias – a partir da data de sua criação – para conclusão das suas atividades, e de até mais 30 dias para apresentação de relatório técnico contemplando os estudos, análises e propostas a serem adotadas.

Andamento dos trabalhos – No dia 18 de agosto ocorreu a segunda reunião do subgrupo “Medição de Fronteira e Microgeração”.Na ocasião, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) demonstrou o aplicativo para mapeamento de cobertura de comunicação. A ECIL e a EDP Bandeirante Energia também apresentaram seu projeto piloto para desenvolvimento de medidores inteligentes, a serem implantados em 13 mil domicílios.

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GE quer ampliar vendas de soluções na área de energia no Brasil

Fonte: Valor Online – 24.08.2010 Por Vanessa Dezem

SÃO PAULO – A General Eletric (GE) quer aproveitar o momento de discussão regulatória pelo qual passa o setor energético brasileiro para oferecer soluções de “smart grid”, as chamadas redes inteligentes, para o governo. Com isso, a empresa espera duplicar o braço de energia digital no país em dois anos.

O presidente global da unidade de energia digital da GE, Bob Gilligan, terá nesta quarta-feira encontro com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e com o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, para apresentar as soluções que a GE tem para o sistema energético do país.

“Queremos mostrar comprometimento. Queremos fazer parte ativa dos padrões nacionais para o setor”, afirmou o executivo em entrevista ao Valor. A importância que o segmento ganha para a multinacional se reflete justamente na presença do executivo no país, cuja última visita ocorreu há dez anos.

A divisão, que fica debaixo do guarda-chuva da unidade de energia da multinacional, é pouco representativa dentre os negócios globais da GE. No ano passado, a receita da GE Digital Energy totalizou US$ 2 bilhões, sendo que o faturamento global da GE somou US$ 170 bilhões.

No Brasil o negócio também é pequeno: os ganhos da área no país não são revelados, mas dos 1.000 funcionários atuantes no segmento na América Latina, apenas 70 estão no Brasil. “Vamos duplicar nosso tamanho aqui nos próximos dois anos”, afirmou o presidente da GE Digital Energy para a América Latina, Roberto Vengoechea.

O filão que a GE quer aproveitar está relacionado com as políticas que o governo brasileiro tem adotado para o setor, como a parceria entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério da Ciência e Tecnologia, firmada no início do ano, para desenvolver uma ação conjunta na criação de um padrão para medidores digitais de energia.

A ideia é substituir os quase 65 milhões de medidores existentes no Brasil pelo medidor inteligente, o que permite que consumidores, distribuidoras e governo tenham mais controle sobre onde estão concentrados os gastos de energia e possam, deste modo, aumentar a eficiência energética do sistema.

“Mas nosso foco é mais do que os medidores. Queremos fazer parte do grupo que vai ajudar o governo na melhoria da eficiência energética. Nosso foco são as perdas de energia como um todo e temos diversas soluções para isso”, afirmou Vengoechea.

Neste ano, a GE já assinou um memorando de entendimento voltado para as soluções de redes inteligentes com o governo do Chile. Essas tecnologias também já estão em andamento em Miami, nos EUA, e em Londres, na Inglaterra.

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Especialistas veem obtásculos para implantação da smart grid no Brasil

Fonte: Jornal da Energia - 23.08.2010 Por Paulo Silva Junior

Em cerca de um ano e meio a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende dar início a troca dos mais de 60 milhões de medidores eletromecânicos em funcionamento no País por aparelhos automatizados e mais inteligentes. Porém, apesar do assunto estar sempre na pauta do setor elétrico, o conceito de smart grids ainda vive um cenário de dúvidas e indefinições.

“Estamos no baile, todos bem vestidos, mas ninguém dança. Qual o volume de negócios envolvendo smart grids? Todos falam que estão em estado de espera. Vão esperar a moça chamar para dançar?”, provocou o professor José Sidnei Colombo Martini, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, durante a abertura do III Fórum Latino-Americano de Smart Grid, realizado em São Paulo, nesta segunda-feira (23/08).

Durante o debate, membros de concessionárias, agências reguladoras, associações e acadêmicos teceram opiniões sobre as lacunas que emperram a tecnologia. Martini, inclusive, iniciou sua apresentação com constatações sobre questões pendentes do mesmo evento realizado no ano passado. “Não há padrões estabelecidos, os recursos financeiros e regulatórios atuais não motivam a mudança, as perspectivas de ganhos em iniciativas isoladas não são atrativas, a quantidade de engenheiros não será suficiente”, listou.

A mão-de-obra também foi um tópico bastante abordado pelos debatedores. Martini ressaltou que os cursos de eletrotécnica precisam, cada vez mais, terem a companhia de temas relacionados à computação e telecomunicações. O professor Djalma Mosqueira Falcão do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), compartilhou da mesma preocupação.

“A formação precisa ter a base da engenharia elétrica e mais uma série de coisas que nem todas as faculdades mostram. Não acho que é o caso de se criar uma graduação para smart grids, mas flexibilizar o currículo, permitindo que o aluno curse algumas matérias. O momento é da especialização. Um engenheiro de telecomunicações, por exemplo, nos interessa”, disse.

Já o presidente do CPqD, instituição focada na inovação das tecnologias da informação, Hélio Marcos Machado Graciosa, acredita ainda que as conversas em torno das smart grids remetem a um novo paradigma. “O sistema agora evolui adicionando a eficiência. Temos que trabalhar sobre essa nova ideia do cliente ativo, do desenvolvimento de tecnologia que possa agregar valor e atender aos requisitos locais”, afirmou.

Representante da Aneel na mesa composta pelos pesquisadores, o superintendente de pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética, Máximo Luiz Pompermayer, também levantou questões ainda sem resposta. “Temos dúvidas sobre quais são os melhores mecanismos para fomentar essa migração. Temos muito espaço ainda para pesquisa e desenvolvimento. Ainda temos dúvidas sobre como gerenciar isso”, admitiu.

“Fica todo mundo na dúvida se vai ou não vai, se investe ou não. A ideia do plano nacional para o assunto ajudaria”, completou Graciosa, questionado sobre a sintonia entre ganhos financeiros das concessionárias e a real necessidade de implantação dos novos medidores.

Início da migração e padronização

A migração dos medidores pode começar em 2011, segundo estimou na semana passada o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner. Mas o superintendente de regulação da distribuição da agência, Paulo Silvestri Lopes, acredita que o início da operação pode demorar um pouco mais. “Talvez em 2012. Acho difícil que comece em menos de 18 meses”, disse durante o evento.

Um dos itens básicos para o início do processo de substituição dos aparelhos é a padronização dos medidores. Segundo Silvestri, fabricantes nacionais já estão se mobilizando na Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) pela criação de um protocolo brasileiro. O “protocolo”, de acordo com o especialista, é uma exigência da Aneel. Ele deve ser público, ou seja, permitir que o cliente troque de medidor em caso de problema ou insatisfação.

Entretanto, para o presidente do Fórum, Cyro Vicente Boccuzzi, a padronização brasileira tem uma ressalva. “É importante que os fabricantes nacionais estejam se mexendo, mas também não se pode fechar para os outros países. Imagine um celular que só faça ligação para o Brasil. Não adianta. Tem de ser algo que se relacione como um todo”, sustentou o especialista, citando a interoperabilidade, palavra que representa exatamente essa capacidade de comunicação entre os sistemas – que, apesar de ter difícil pronúncia, foi talvez a mais ouvida nas reflexões feitas no encontro.

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Carro Elétrico – mais do que um meio de transporte

Fonte: INEE – 18.08.2010 – Por *Jayme Buarque

Carros para uso individual ficam estacionados cerca de 90% do tempo, sem qualquer utilidade para os seus proprietários que se servem dos mesmos para (segundo o Aurélio) “transportar pessoas ou cargas”.

O carro elétrico parado e ligado à tomada vai incorporar uma nova funcionalidade muito útil, tanto para seu dono quanto para a rede elétrica. Com efeito, ao contrário dos eletrodomésticos tradicionais, como a geladeira, lâmpadas ou motor, o carro para atingir o seu objetivo de transporte não usa a energia que recebe da rede de forma imediata. Ela é estocada em baterias para uso futuro.

Não é difícil equipar o carro para que ele deixe de ser apenas um consumidor e se torne também um supridor temporário de energia elétrica, transformando o carro parado em um “no-break” da casa que vai garantir a continuidade de seu suprimento caso haja uma queda da rede elétrica. Os sofisticados sistemas de controle do carro vão permitir que ele melhore a qualidade da energia elétrica, por exemplo, regulando a tensão.

A nova funcionalidade fica condicionada à quantidade de energia estocada nas baterias. Se, porém, o veículo elétrico tiver um gerador a bordo (“híbridos plug-in”) a capacidade de apoio aumenta substancialmente. Em termos econômicos não faz sentido gerar energia elétrica o tempo todo, mas, certamente, o custo para operar como uma reserva é muito inferior ao custo que o setor elétrico tem para reforçar seu suprimento convencional.

Estendendo a ideia, um grupo de carros pode ser ligado ou desligado pela empresa de distribuição elétrica para atender necessidades em uma região de distribuição elétrica. Para ter uma ideia do que pode significar, suponhamos que 20% dos carros de passeio fossem “híbridos plug-in”. Nesse caso se instalaria, de forma pulverizada, uma potência da mesma ordem de grandeza instalada no setor elétrico hoje!

Para integrar estes e outros microgeradores ao sistema elétrico será preciso modificar a estrutura do serviço elétrico que foi planejado e construído considerando que a energia flui apenas dos geradores para os consumidores. Esta necessidade de mudança já vem sendo percebida há tempos. No mundo inteiro se estudam formas para implantar redes (de distribuição elétrica) “inteligentes” que vão complementar o trabalho de um “big brother” (sistema interligado) que hoje coordena a movimentação dos grandes blocos de energia no país. Esse tema vai ser discutido em agosto próximo no Forum SmartGrid 2010.

Nesse contexto já se estuda, de forma mais detalhada, a relação entre carros elétricos e a rede. Os norte americanos, que adoram uma sigla, já deram a esta relação o sugestivo nome “V2G – Vehicle To Grid” (do veículo para a rede elétrica).

Recentemente o “Auto Show Design Challenge” lançou um concurso para projetistas de carros com o desafio “Como serão os meios de transporte, em especial os carros, em 2030?” O troféu ficou para o conceito Nissan V2G (Vehicle to Grid).

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Cinco bilhões de dispositivos ligados à Internet

Fonte: tek – 18.08.2010

Agosto será o mês em que o número de máquinas ligadas à Internet irá ultrapassar a marca dos cinco bilhões. As previsões são de uma consultora que calcula também que, se o ritmo de crescimento se mantiver nos próximos anos, haverá 22 bilhões de máquinas ligadas à grande rede em 2020.

O crescimento previsto pela IMS Research tem em conta o cada vez maior número de dispositivos móveis conectados, não tanto pelos computadores tradicionais, e nomeadamente por máquinas ligadas a outras máquinas por redes inteligentes, por exemplo, para fornecimento da energia elétrica.

Para a consultora o número de ligações à Internet teve duas ondas de crescimento. A primeira, relacionada com os computadores e com os notebooks, responde atualmente por um bilhão de ligações, mas já atingiu uma certa maturidade e apresenta taxas de crescimento estáveis.

A segunda onda de crescimento foi impulsionada pelos celulares e pelos novos dispositivos portáteis, onde se incluem tablets e leitores de ebooks, que mostram ritmos de crescimento muito mais elevados e serão os grandes responsáveis pela subida dos valores.

Televisores e carros serão outro exemplo da diversidade de dispositivos que contribuirão para que em 2020 existam mais de 22 bilhões de máquinas ligadas à grande rede.

O aumento do número de conexões leva a que o protocolo de Internet tenha que ser renovado periodicamente. Os dados mais recentes dão conta de que o espaço reservado à atribuição de novos endereços de Internet sob o atual protocolo (IPv4) poderá esgotar-se até Abril de 2012.

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Parceria da Coppe com Comlurb vai gerar energia a partir do lixo

Fonte: O Globo – 16.08.2010

RIO – Gerar energia elétrica a partir do lixo é um dos principais objetivos do estudo que a Coppe/UFRJ vai elaborar para a prefeitura, em convênio que será assinado às 11h desta terça-feira na Ilha do Fundão, como demonstra reportagem de Cláudio Motta, na edição desta terça-feira do GLOBO. As nove mil toneladas diárias de detritos que a capital produz poderiam ser convertidas no equivalente a 500 Megawatts de potência instalada. O pesquisador da Coppe/UFRJ Luciano Basto calcula que isto seja suficiente para abastecer 1,5 milhões de residências, com consumo médio de 200 KWh/mês. Como a cidade tem 2.153.148 domicílios particulares permanentes (informações do Armazém de Dados, da prefeitura, referentes a 2007), representaria 69% das residências cariocas.

Técnicos da Coppe acreditam que, em dois meses, será possível apresentar propostas para a prefeitura. De acordo com o Secretario municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, o convênio durará seis meses e sairá de graça.

- Teremos alternativas de destinação de resíduos sólidos para a geração de energia, considerando termos tecnológicos, financeiros e ambientais. Outras oportunidades poderão surgir, como destinar lixo para outros parceiros, uma vez que a Ciclus (empresa que administrará o aterro sanitário de Seropédica, que substituirá o de Gramacho) não é dona exclusiva do lixo – afirma o secretário.

A Ciclus anunciou que vai gerar 30 MW de energia em Seropédica, além de energia em duas das sete estações de transferência de resíduos (ETRs) na capital. Procurada pelo GLOBO, a empresa não quis se pronunciar sobre o acordo entre a Coppe e a prefeitura.

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Internet dos carros promete fim da irritação no trânsito

Fonte: Inovação Tecnológica – 17.08.2010

Tecnologias cooperativas vão permitir que cada elemento do sistema de trânsito - carros, motoristas, semáforos, placas de sinalização - coopere proativamente para criar um trânsito mais eficiente e mais seguro.(Imagem: CVIS)

Imagine um trânsito onde todos cooperam e ninguém precisa ficar irritado. E, mais do que isso, um trânsito no qual um sistema computadorizado inteligente impede o “efeito manada”, virtualmente acabando com os famosos “congestionamentos por excesso de veículos”.

Engenheiros acreditam que isto não apenas é possível, como já está ao alcance da tecnologia. Tudo o que é necessário fazer é criar a “internet dos carros”.

Embora não possa controlar diretamente a irritação dos motoristas, a internet dos carros promete um sistema viário projetado a partir de tecnologias cooperativas, permitindo que cada elemento do sistema de trânsito – carros, motoristas, semáforos, placas de sinalização – coopere proativamente para criar um trânsito mais eficiente e mais seguro.

Cenários da internet dos carros

Os cenários planejados pelos pesquisadores são entusiasmantes.

Tudo pode começar antes de você pegar o carro pela manhã, com seu celular acordando-o 10 minutos mais cedo porque a chuva está tornando o trânsito mais lento.

Indo para o trabalho, antes que você esteja vendo ou ouvindo qualquer sirene, o painel de instrumentos do seu carro começa a emitir um aviso: “Veículo de emergência de passagem no próximo cruzamento!”

Você imediatamente tira o pé do acelerador, porque o semáforo à sua frente muda a programação, passa para o amarelo e, em seguida, para o vermelho. O carro de bombeiros passa velozmente porque sabe que encontrará uma sequência de sinais verdes à sua frente até chegar ao local do acidente.

Mas você também não fica na mão: antes mesmo que o semáforo passe para o verde, o navegador do seu carro sugere um desvio para evitar a área do acidente, fugindo de qualquer risco de congestionamento.

Como o sistema é cooperativo, ao seguir as orientações você ganha bônus, uma espécie de “quilômetros ecológicos”, pontos concedidos aos motoristas cuidadosos e resgatáveis na forma de uma série de privilégios, como poder dirigir no centro da cidade, usar os corredores de ônibus fora da hora do rush e exceções nos dias de rodízio.

Ao entrar no estacionamento, seu copiloto automático lê uma mensagem em viva-voz, transmitida pelo carro atrás de você. É seu colega, perguntando se você tem tempo para um café. Você provavelmente terá, graças aos minutos preciosos ganhos com a ajuda da internet dos carros.

Sistemas de Transportes Inteligentes

Esse futuro sem irritação no trânsito, um futuro de trânsito amigável e motoristas cooperativos, será possível graças ao que os engenheiros chamam de Sistemas de Transportes Inteligentes.

Imagine um trânsito onde todos cooperam e ninguém precisa ficar irritado. Os cenários planejados pelos pesquisadores para a internet dos carros são entusiasmantes. (Imagem: CVIS)

Os Estados Unidos, o Japão e a Europa já estão trabalhando no desenvolvimento de sistemas assim.

“Em todos os continentes, uma parte do espectro tem sido reservada para os sistemas cooperativos, 5,9 GHz nos Estados Unidos e Europa, e 5,8 GHz no Japão, ou seja, os sistemas de transporte inteligentes estão mesmo chegando,” explicou Paul Kompfner, ao apresentar a proposta europeia para a internet dos carros.

A proposta europeia é utilizar uma plataforma aberta e capaz de operar em vários níveis, da comunicação automática entre os veículos e os sistemas de trânsito das ruas e estradas, até os dispositivos portáteis dos motoristas, como celulares e navegadores GPS.

O chamado Projeto CVIS (Cooperative Vehicle-Infrastructure System) já conta com a adesão de 62 parceiros, incluindo universidades, institutos de pesquisas e empresas.

Código aberto

Com um orçamento de 40 milhões de euros, os pesquisadores estão desenvolvendo várias tecnologias para criar uma internet dos carros totalmente integrada e, mais importante, de código aberto (open-source), um elemento essencial para a sua adoção em larga escala.

Já está pronto o esboço de uma infraestrutura completa de comunicações, incluindo especificação de hardware, protocolos de comunicação, middleware, interface para o desenvolvimento de aplicativo (APIs) e mecanismos para a integração interplataformas.

Na parte de comunicações a equipe do projeto CVIS desenvolveu uma plataforma que pode usar qualquer infraestrutura de comunicação conhecida, incluindo Wi-Fi, WiMAX, rádio, comunicação por satélite, DSRC (comunicação dedicada de curta distância), identificação por radiofrequência (RFID), microondas, 3G e até mesmo infravermelho.

Os testes iniciais estão sendo feitos em sete países europeus, em diferentes situações de uso. O ritmo do desenvolvimento encoraja Kompfner a afirmar que as “primeiras tecnologias da internet dos carros deverão ser adotadas a curto e a médio prazos”.

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