Investimento em redes elétricas inteligentes avança na Ásia

Fonte: Reuters - 08.03.2010 - Por Cho Mee-young e Leonora Walet

Japão, Coreia do Sul e China estão investindo cerca de nove bilhões de dólares este ano em infraestrutura e tecnologia de informação, a fim de tornar mais eficientes as redes de eletricidade, criando oportunidades lucrativas para tecnologias de nicho e fornecedores de equipamentos.

O sistema de “rede inteligente”, por meio da monitoração computadorizada da eletricidade que flui por uma rede elétrica, permite que as empresas de energia administrem automaticamente o uso de eletricidade, de maneira mais confiável e flexível.

O investimento da Ásia em redes inteligentes deve ultrapassar o dos Estados Unidos, e a China sozinha pretende investir 7,3 bilhões de dólares nesse setor em 2010, de acordo com a Zpryme, uma companhia de pesquisa de mercado de Austin, Texas.

“Os chineses estão investindo em redes elétricas inteligentes de maneira tão agressiva quanto, ou até mais agressiva que, qualquer outro país do mundo, no momento,” disse Brad Gammons, vice-presidente da divisão de energia e infraestrutura setorial mundial da IBM, em entrevista à Reuters.

“Eles têm um foco muito firme e assumiram um forte compromisso naquele sentido,” disse.

A IBM, em companhia de empresas como Cisco e Microsoft, está investindo no mercado de redes elétricas inteligentes chinês.

O foco nas redes inteligentes beneficiará empresas em todo o setor de distribuição de energia, dos fabricantes de transformadores para redes públicas aos fabricantes de relógios de eletricidade e fornecedores de software, passando pelos fabricantes de baterias de armazenagem.

A Osaki Electric, que produz aparelhos de medição de eletricidade no Japão, e a sul-coreana LS Industrial Systems, que controla tecnologias de transmissão e distribuição de energia, são exemplos de empresas que podem ser favorecidas pelo desenvolvimento das redes elétricas inteligentes.

“A Osaki Electric está desenvolvendo um relógio inteligente de eletricidade que servirá como catalisador positivo para os preços de suas ações no futuro,” afirmaram analistas da Japaninvest em relatório.

(Reportagem adicional de Chikako Mogi em Tóquio e Suilee Wee em Hong Kong)

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Teradata se une com Itron para atender utilities

Fonte: Compter World – 01.03.2010

Atenta às novas oportunidades que serão geradas no mercado com projetos de smart grid, ou redes inteligentes, que serão implantados pelas companhias de utilities, a Teradata acaba de fechar uma parceria com a Itron, norte-americana especializada na coleta e gestão de dados de medição de consumo.

O acordo é global e se estende também para o Brasil e leva em conta a crescente necessidade das concessionárias por informações analíticas referentes ao consumo de energia por seus clientes.

Segundo a country manager da Teradata no Brasil, Katia Vaskys, o acordo faz parte dos planos da Teradata para 2010 para reforçar presença em três setores que vão demandar soluções para data warehouse, que são: utilities, bancos, e telecomunicações. Ela comenta que esses três segmentos estão sendo muito pressionados pelos órgãos reguladores a construírem e integrarem bases de dados inteligentes para se tornarem mais eficientes e atender melhor seus clientes.

A união com a Itron tem o objetivo de entregar às concessionárias soluções integradas para que adquiram mais conhecimentos sobre o consumo dos clientes e aprimorem os planos e serviços. A proposta das duas empresas é munir essas corporações para que automatizem processos, contribuindo para o uso mais racional de energia.

O gerente de marketing e desenvolvimento de negócios para América Latina da Itron Brasil, Mariano Michael Bergman, observa que o volume de dados das concessionárias é cada vez mais elevado. São informações sobre o consumo diário, tensão e corrente, perfil de carga do cliente, etc. Ele destaca que para se manterem competitivas, essas empresas precisarão extrair mais conhecimento dos dados para acelerar a tomada de decisões e ter planos mais adequados ao perfil de cada consumidor.

Solução

O resultado da parceria é a criação do Active SmartGrid Analytics, plataforma analítica de software formada a partir do data warehouse e do modelo de dados da Teradata com o Itron Enterprise Edition Meter Data Management.

A solução vai permitir que empresas do setor acessem informações financeiras, operacionais e sobre os clientes, obtendo análises avançadas para a tomada de decisão, sem impactar as atividades do dia-a-dia das operações.

Todas as informações podem ser integradas e correlacionadas, permitindo avaliações sobre quaisquer cenários, considerando tanto dados históricos quanto de tempo real.

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EUA prevê rede nacional de banda larga sem fio para segurança

Fonte: Convergência Digital – 26.02.2010

Com a aproximação do prazo para que seja entregue – 17 de março- começam a aparecer detalhes do Plano Nacional de Banda Larga preparado pela Federal Communications Commission (FCC, semelhante a brasileira Anatel). Mas ainda não foi discutido quem vai pagar a conta.

O relatório, requisitado à FCC como parte do plano de estímulo econômico americano em resposta à crise financeira, será um mapa para o governo e os parlamentares dos Estados Unidos na elaboração do que deve se transformar numa rede de internet rápida acessível a todos os americanos.

O plano deve ser apresentado ao Congresso dos EUA em 17 de março. No que se imagina, ele incluirá recomendações para novas regras, como a reforma do Fundo de Universalização de Serviços, que conta com US$ 7 bilhões. Também deve embutir políticas para a expansão da cobertura, ampliação das velocidades da banda larga e estímulo a competição.

Na semana passada, integrantes da FCC começaram a dividir algumas informações sobre o projeto, a partir da divulgação de um relatório preliminar do plano. A agência sublinhou algumas metas específicas como maiores velocidades para a banda larga, uma nova rede wireless nacional e tecnologias que permitirá aos consumidores controlarem pela internet, o uso de energia elétrica em suas casas.

Até aqui, ainda são poucos os detalhes específicos dessas iniciativas, em especial os detalhes de quem vai pagar por esse plano ambicioso. O governo deve entrar com alguma parte, mas o setor privado também será convidado a contribuir com grande parte da fatura.

As metas

No relatório, a FCC diz que vê o acesso à internet em banda larga como uma forma de criação de empregos, de promover melhorias na qualidade da saúde, redução da dependência de importações de energia, melhor educação e fortalecer a segurança pública e nacional.

No caso da criação de empregos, a agência entende que uma infraestrutura robusta de banda larga ajudará no treinamento profissional e será uma ferramenta para que as pessoas encontrem postos de trabalho. Também acredita que parcerias público-privadas são um dos caminhos para financiar esses projetos.

Em saúde, a FCC acredita que a banda larga pode facilitar a troca de dados médicos, assim como permitir monitoramento e diagnósticos remotos. Com a remoção de certos regulamentos, a FCC calcula que essa infraestrutura de banda larga pode economizar até US$ 700 bilhões nos próximos 15 a 25 anos.

No campo da eficiência energética, a FCC propõe a integração da infraestrutura de banda larga com o smart grid do setor elétrico como forma de ajudar os consumidores a reduzirem seu consumo de energia. Com esse acesso integrado, as pessoas poderiam ligar ou desligar de forma remota utensílios domésticos, por exemplo, assim como fazer monitoramento do consumo e tomar decisões melhores sobre o uso da eletricidade.

Também começam a aparecer detalhes sobre a proposta de uma rede wireless nacional voltada para a segurança pública e primeiros socorros. O presidente da FCC, Julius Genachowski, disse que a FCC recomendará no Plano Nacional de Banda Larga que o governo invista cerca de US$ 18 bilhões nos próximos 10 anos para construir e financiar a operação dessa rede.

“O setor privado simplesmente não vai construir uma rede nacional de primeira qualidade de banda larga interoperável para a segurança pública com seu próprio dinheiro”, comentou Genachowski.

Nesse plano, o governo faria novos leilões de espectro na faixa de 700 MHz. Esse espectro seria dividido com a segurança pública, que teria prioridade de uso no caso de emergências.

Também como parte do plano a FCC recomenda melhorias no acesso em banda larga para escolas primárias e secundárias. E já decidiu, por unanimidade, modificar as regras do Fundo de Universalização para que as escolas que recebem recursos do programa possam oferecer acesso a comunidade em seus computadores depois das aulas.

Genachowski também defendeu que as velocidades da banda larga precisam ser mais rápidas. Na semana passada ele disse que 100 milhões de lares americanos tenham acesso com pelo menos 100 Mbps em 2020. Isso significa velocidades pelo menos 10 vezes mais rápidas que a utilizada atualmente pela maioria dos americanos.

O plano da FCC tem como um dos objetivos pavimentar o caminho para que os Estados Unidos sejam líderes em banda larga. Os EUA têm sido criticados por ficarem atrás de outros países quando o assunto envolve serviços e infraestrutura de banda larga. Algumas parte do país contam com redes robustas, outras não. E mesmo em áreas onde a banda larga está disponível, muitos americanos preferem não assinar o serviço.

A FCC recentemente publicou resultados de uma pesquisa que indicou que 93 milhões de americanos, cerca de um terço da população, não têm acesso à internet banda larga em casa. O principal motivo é o custo do serviço e a falta de conhecimento de como esses serviços podem beneficiar os consumidores.

Erguer a infraestrutura, reduzir os custos dos serviços e educar os consumidores não será barato. Em setembro, a FCC estimava que poderia custar mais de US$ 350 bilhões construir a infraestrutura e financiar os programas para conectar os americanos.

Quanto exatamente será pago com dinheiro dos impostos e quanto virá em investimentos privados ainda é incerto. Parte do Plano Nacional de Banda Larga também vai tratar de regulamentações e desregulamentações que poderão encorajar investimentos e fomentar inovações.

Até aqui, a FCC não disse muito sobre esses pontos. Por exemplo, ainda não mencionou quais políticas serão modificadas ou reguladas para encorajar a competição. Tampouco deixou claro que outras mudanças pretende fazer no Fundo de Universalização de Serviços, formado com taxas nas contas de telefone.

As companhias telefônicas e operadores de cabo demonstram preocupação com a possibilidade da FCC modificar a regulação das linhas de internet. Alguns dos maiores provedores, como AT&T e Verizon, encaminharam uma carta à FCC argumentando que as regras nesse front não devem ser mexidas.

Membros da FCC têm dito que o plano não vai incluir a exigência para que empresas de telefonia e cabo compartilhem suas infraestruturas de banda larga com competidores, como sonham defensores dos consumidores.

Mas algunm tipo de compartilhamento de rede pode fazer parte do plano, segundo relatou recentemente o Wall Street Journal. Por exemplo, uma proposta exigiria que as telefônicas oferecessem parte das redes a preço de varejo para rivais que desejem prestar serviço para pequenas empresas.

As empresas sustentam que qualquer nova exigência que as force a compartilhar infraestrutura vai afetar os investimentos, o que é exatamente o oposto do que a FCC espera alcançar com a política regulatória.

*Com tradução do CNET.News

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Caça aos gatos

Fonte: ISTOÉ Dinheiro – Nicholas Vital

"O consumidor informal não tem preocupação com a conta de luz, por isso desperdiça" Michael Wimet PRESIDENTE DA ELUCID SOLUTIONS

Um dos mais nefastos exemplos do famoso jeitinho brasileiro pode estar com os dias contados. Os desvios ilegais de energia, popularmente conhecidos como “gatos”, estão na mira das principais operadoras do sistema energético brasileiro. Sucesso na África do Sul, onde conta com mais de quatro milhões de usuários, um inovador projeto de venda de energia elétrica pré-paga deve chegar ao Brasil ainda em 2010. Sua missão é caçar os gatos que, segundo a Aneel, órgão regulador do setor, causam prejuízos de R$ 10 bilhões por ano às distribuidoras. Em tese, esse valor poderia ser convertido em forma de receita para as próprias companhias que atuam no setor. Desenvolvido pela empresa de TI Elucid Solutions, o modelo segue os mesmos padrões do sistema sul-africano. A ideia é trazer os consumidores de baixa renda – principais adeptos dos “puxadinhos” de energia – para a formalidade e impedir que eles caiam na tentação de roubar luz. Funciona a ssim: como forma de atrair o consumidor para o sistema formal, ele tem o direito de utilizar, gratuitamente, até 50 megawatts/hora por mês, quantidade suficiente para atender uma família de quatro pessoas da classe D. Quando a cota é atingida, o sistema interrompe o fornecimento até que o cliente carregue um cartão com um determinado valor que assegure o reabastecimento de energia. “O modelo é muito parecido com o da telefonia celular pré-paga”, diz Michael Wimet, presidente da Elucid Solutions.

Pode parecer contraditório, mas, mesmo com o fornecimento gratuito de parte da energia utilizada, as empresas têm a ganhar com o novo modelo. A experiência sul-africana prova isso. “O consumidor informal não tem preocupação com a conta de energia, por isso tende a desperdiçar”, diz Wimet, lembrando que já viu casos de moradores de favelas, usuários de gatos, que utilizavam geladeiras sem portas como uma espécie de ar-condicionado. Num caso como esse, o consumo pode chegar a 500 megawatts por hora, ou dez vezes acima do limite mensal que seria fornecido gratuitamente pelas companhias. “Por mim, o modelo pré-pago entra em operação amanhã”, diz Sidney Simonaggio, vice-presidente de operações da Rede Energia, uma das maiores distribuidoras de energia do Brasil, que já vem testando o sistema desde o ano passado. “O fato de tirarmos os consumidores da informalidade é bom para todos. Até o consumidor comum sai ganhando, já que o prejuízo com os gatos é repassado para aqueles que pagam suas contas normalmente.” Já existe inclusive um projeto de lei, do senador Gim Argello (PTBDF), que regula o modelo de energia pré-paga no Brasil. Em fase final de avaliação na comissão de infraestrutura, o projeto deve ser votado nos próximos meses. “A ideia é que a lei seja aprovada ainda em 2010″, diz Argello.

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Estação de abastecimento doméstico de hidrogênio

Fonte: motonline – José Luiz Vieira – 21.02.2010

A Honda iniciou a operação de seu primeiro posto de abastecimento solar de hidrogênio em seu centro de pesquisas solares nos Estados Unidos em 2001, com a criação de um sistema de três unidades e armazenamento de hidrogênio em julho daquele ano.

Em outubro, iniciou seu trabalho com um sistema bi-unitário com um eletrolisador original de seu próprio projeto, mais um conjunto solar utilizando protótipos de células solares CIGS (cobre, índio, gálio e selênio), oferecendo maior eficiência do sistema.

Em agosto de 2008 um conjunto solar dotado de células CIGS de produção seriada da Honda Soltec Co., reduziu o tamanho do conjunto em 20% e aumentou muito a eficiência energética fotovoltaica (PV).

Agora, um novo sistema inicia sua operação, ampliando ainda mais a eficiência do melhor sistema anterior conhecido, aumentada mais de 25% (valores calculados em simulações), chegando ao mais alto nível até hoje existente.

O posto solar de abastecimento de hidrogênio da Honda, instalado no centro de pesquisas americano em Los Angeles, utiliza o mesmo conjunto de 48 painéis e 6 kW de células solares finíssimas CIGS de primeira geração. A estratégia da Honda ao criar uma estação doméstica, foi criar um novo estilo de vida com reabastecimento conveniente, limpo, eficiente e sustentável, através de uma infra-estrutura que possa avançar o uso cada vez maior de veículos elétricos a células de combustível.

A Honda agora inicia os trabalhos de um protótipo solar menor instalado na garagem de uma casa, capaz de recarregar veículos a células de combustível durante a noite, produzindo 0,5 kg de hidrogênio num período de 8 horas.

No posto anterior, havia um eletrolisador e um compressor separado para criar hidrogênio a alta pressão. O compressor era o componente maior, mais caro e que reduzia muito a eficiência do sistema. Com a criação de um novo eletrolisador de grande pressão diferencial, os engenheiros da Honda conseguiram eliminar o compressor – a primeira vez que isso foi feito num sistema para uso doméstico. Esta inovação reduziu o tamanho de outros componentes, fazendo do novo posto o sistema mais compacto existente – e aumentando sua eficiência em mais de 25%. A unidade fica muito mais adequada para pessoas com garagens menores ou que têm de compartilhá-las com outros proprietários, como em apartamentos.

O posto foi projetado para trabalhar em conjunção com o veículo Honda FCX Clarity e é compatível com um sistema de energia Smart Grid (rede inteligente). A recarga do veículo será feita em horários de baixa demanda, sem necessidade de armazenamento de hidrogênio, o que diminui também as emissões de CO2. Durante os horários (diurnos) de máxima demanda, o posto pode -exportar- eletricidade renovável à rede, tornando a energia usada neutra e de baixíssimo custo para o dono do posto. A quantidade de hidrogênio produzido é praticamente a mesma que o motorista comum precisará durante seu dia de trabalho – e a pureza do hidrogênio estará dentro das mais estritas especificações SAE (J2719) e ISO (14687).

A Honda espera que a combinação de um veículo a células de combustível e o posto de hidrogênio doméstico ajudará no estabelecimento de uma sociedade de hidrogênio baseada em energia renovável, que resultará numa forte redução de emissões de CO2 e maior sustentabilidade energética. A Honda, porém, ainda não fala em tempo de testes em larga escala ou em disponibilidade.

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Nova tecnologia de baterias armazenará energia na lataria dos carros

Fonte: Inovação Tecnológica – 17/02/2010

O material compósito é feito com uma mistura de fibras de carbono e uma resina polimérica e é capaz de armazenar eletricidade e liberar grandes quantidades de energia mais rapidamente do que as baterias convencionais. (Imagem: Greenhalgh Lab)

Se o estágio tecnológico atual das baterias não é suficiente para fazer deslanchar a indústria dos carros elétricos, talvez a solução esteja em transformar a carroceria dos automóveis em uma gigantesca bateria.

Esta é a proposta de um grupo de engenheiros europeus que está investindo € 3,4 milhões para construir os primeiros protótipos de uma tecnologia que poderá revolucionar a concepção e a fabricação de carros híbridos e elétricos.

Bateria estrutural

Reunidos no Imperial College, de Londres, e apoiados pela fabricante Volvo, os pesquisadores estão desenvolvendo as primeiras amostras de um material capaz de armazenar e liberar energia elétrica e que também é forte e leve o suficiente para ser usado para a fabricação de peças estruturais de automóveis.

Além dos automóveis, os pesquisadores acreditam que seu material inovador, ainda cercado de mistério, mas já patenteado, poderá ser usado na fabricação dos gabinetes da maioria dos equipamentos eletroeletrônicos, como telefones celulares e computadores, que não precisariam mais de uma bateria separada. Isso tornaria esses equipamentos menores, mais leves e mais portáteis.

Pneu de estepe

Na primeira etapa, os cientistas estão usando o novo material compósito para construir o piso do porta-malas do carro, onde é normalmente colocado o pneu de estepe e que hoje é feito de aço.

O local foi escolhido por exigir rigidez do material mas sem comprometer qualquer aspecto de segurança. A Volvo irá usar a peça em carros de testes para avaliação. Somente depois de aprovado o material será usado em outras partes dos carros.

Bateria sem reação química

O material compósito é feito com uma mistura de fibras de carbono e uma resina polimérica e, segundo os pesquisadores, é capaz de armazenar a eletricidade e liberar grandes quantidades de energia muito mais rapidamente do que as baterias convencionais, aproximando-se do rendimento dos supercapacitores.

Além disso, o material não utiliza processos químicos para armazenar a energia, o que o torna mais rápido de recarregar do que as baterias convencionais. A ausência de reações químicas reduz drasticamente a degradação do material pelos constantes ciclos de carga e descarga, o que hoje é o maior responsável pela curta vida útil das baterias.

Carros mais leves

Os carros híbridos atuais possuem um motor de combustão interna, usado principalmente quando o motorista acelera o carro, e um motor elétrico alimentado por baterias, que é acionado quando o carro está em velocidade constante ou de cruzeiro.

O grande número de baterias exigido para dar uma autonomia razoável a esses carros também os torna mais pesados, o que significa que o carro consome mais energia e as baterias precisam ser recarregadas em intervalos menores.

Ao formar também a parte estrutural do carro, o novo material compósito capaz de armazenar energia ajudará a reduzir o peso do veículo. Os pesquisadores calculam que seu uso permitirá uma redução de 15 por cento no peso total do carro, o que deverá melhorar significativamente a autonomia dos futuros carros híbridos.

O novo material permitirá a construção de celulares tão finos quanto um cartão de crédito e laptops que extrairão energia de seu próprio gabinete, podendo funcionar por mais tempo sem recarga. (Imagem: Greenhalgh Lab)

Na primeira fase do projeto, os cientistas estão planejando aprimorar seu material compósito para aumentar sua densidade de energia, ou seja, sua capacidade de armazenar mais energia.

As propriedades mecânicas do material serão aprimoradas através do crescimento de nanotubos de carbono na superfície das fibras de carbono, o que também aumentará a área superficial do material, com um ganho adicional na sua capacidade de armazenar energia.

“Estamos realmente animados com o potencial desta nova tecnologia. Acreditamos que o carro do futuro poderá extrair energia do seu teto, do capô ou até mesmo das portas, graças ao nosso novo material compósito,” diz o Dr. Emile Greenhalgh, coordenador do projeto.

“As aplicações futuristas para este material não param por aí – você poderá ter um celular tão fino quanto um cartão de crédito, porque ele já não precisará de uma bateria volumosa, ou um laptop que poderá extrair energia de seu próprio gabinete, podendo funcionar por mais tempo sem recarga. Estamos na primeira fase deste projeto e há um longo caminho a percorrer, mas acreditamos que o nosso material compósito é de fato promissor,” conclui Greenhalgh.

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A eletricidade do Futuro

Fonte: OBV- 11.02.2010

A empresa norte-americana Silver Spring Networks (SSN), líder em soluções de rede de energia inteligente nos Estados Unidos, acaba de anunciar parceria com a empresa mineira Axxiom, especializada em sistemas de integração e gestão. As duas companhias estão trabalhando juntas para desenvolver um plano de implementação de sistemas de rede inteligente (smart grid) no Brasil.

O Brasil conta com 63 concessionárias, que são responsáveis pela distribuição de energia tanto para casas quanto para empresas de todo o país. Entretanto, estas concessionárias utilizam sistema analógico de medição e tecnologia antiga. A atualização para a rede inteligente irá transformar todo o sistema de eletricidade em uma rede moderna, que permitirá que consumidores e concessionárias revolucionem o modo como a energia é distribuída e controlada.

A rede de energia inteligente é uma plataforma única e unificada, que pode ser utilizada por uma concessionária para atender novas necessidades, como medição inteligente e automação da distribuição instantânea e inclusão de novas aplicações, como o gerenciamento da energia doméstica ou dos veículos elétricos. No Brasil, essa plataforma pode ser especialmente importante, já que há uma perda não técnica (“gato”) de aproximadamente R$ 7,6 bilhões em energia por ano. A rede de energia inteligente irá capacitar os consumidores a entenderem seu consumo de energia em tempo real e a gerenciar a integração com outras fontes de energia renováveis, como energia solar, por exemplo.

“O Brasil tem inúmeras e sofisticadas concessionárias de energia elétrica, muitas delas maiores do que a maior concessionária dos Estados Unidos”, diz John O’Farrell. vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios da Silver Spring Networks. “A Silver Spring Networks, em parceria com a Axxiom, espera trabalhar com essas companhias para fazer com que o Brasil seja também líder mundial em redes de energia inteligente”.

“A Axxiom acredita que esta parceria com a Silver Spring Networks é a solução de tecnologia de ponta que nos faltava, permitindo-nos ter um leque completo de soluções para a Gestão da Distribuição das Concessionárias. Acreditamos que a solução da Silver Spring Networks é de longe a melhor solução no mercado, seja em preço como em tecnologia e, que ao ser adotada, permitirá que as concessionárias criem as suas redes inteligentes e obtenham os inúmeros benefícios que esta rede pode trazer. A rede inteligente irá colocar o Brasil numa posição de destaque internacional”, afirma Miguel Sarmento, diretor comercial da Axxiom.

A SSN oferece uma solução completa em smart grid, incluindo hardware, software e serviços, que permite que as concessionárias se conectem com seus consumidores por uma rede de comunicação sem fio. A empresa também desenvolve aplicativos que podem se usados para medição inteligente, monitoramento e detecção de quedas de energia e liga-desliga do serviço elétrico de forma remota, por exemplo, quando os moradores de uma casa se mudam de endereço. A SSN tem trabalhado em parceria com concessionárias dos Estados Unidos, como a Pacific Gas & Electric, uma das maiores concessionárias dos EUA, que planeja que todos os seus 5,5 milhões de usuários estejam conectados à rede inteligente nos próximos anos.

Em abril de 2009, a FPL, a Prefeitura de Miami, General Electric e a SSN anunciaram o plano Energy Smart Miami, para instalação de 1 milhão de medidores inteligentes, assim como redes domésticas, carros elétricos e painéis de energia elétrica, nos próximos dois anos, tudo com base na plataforma de rede inteligente da Silver Spring Networks.

No Brasil, a substituição do atual sistema analógico pela rede de energia inteligente requer aprovação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que abriu consulta pública sobre o assunto no inicio deste ano.

Sobre a Silver Spring

A Silver Spring Networks é uma das principais empresas do mundo em soluções para rede inteligente, que permite que as concessionárias aumentem sua eficiência operacional, reduzam a emissão de carbono, além de capacitar o consumidor a novas formas de monitoramento e gerenciamento do seu consumo de energia. SSN oferece uma solução completa, incluindo hardware, software e serviços, que permite que as concessionárias empreguem e executem um número ilimitado de aplicações avançadas, incluindo medição inteligente – Resposta à Demanda, Automação de Distribuição e Geração Distribuida, com base numa única e unificada rede.

A rede de energia inteligente da SSN é baseada em padrões abertos de Protocolo de Internet (IP), permitindo comunicação continua em duas vias entre a concessionária e todo e qualquer dispositivo ligado à rede. A Silver Spring Networks tem trabalhado em parcerias com concessionárias nos Estados Unidos como Pacific Gas & Electric, a Florida Power and Light (FPL), Oklahoma Gas & Electric, Pepco Holdings, Inc (Washington, Delaware, Maryland e New Jersey), Commonwealth Edison (Chicago), assim como empresas australianas como Jemena Electricity Network, United Energy Distribution e Citipower/Powercor Em 2008, o Fórum Mundial Econômico premiou a SSN como Pioneira em Tecnologia. Para outras informações sobre a empresa, acesse www. silverspingnetworks.com.

Sobre a Axxiom

A Axxiom é uma empresa de Serviços e TI constituída por importantes players do setor elétrico brasileiro, destacando-se entre elas a CEMIG – Companhia Energética de Minas Gerais, a Nansen, a Leme Engenharia e a FIR Capital, entre outras. A Axxiom atua principalmente nos segmentos de Desenvolvimento e Implantação de Sistemas de Gestão para a Rede de Distribuição (Sistemas Georeferenciados), Desenvolvimento de Sistemas de Gestão de Ativos, Sistemas Scada, Sistemas de Vídeo Vigilância Patrimonial e Operacional e agora com Smart Grid.

Esta parceria com a Silver Spring Networks, para redes inteligentes, vai permitir à Axxiom fazer a integração dos Sistemas de TI georeferenciados das diversas concessionárias com as redes de distribuição em todos os níveis, ou seja, até ao consumidor, através do seu medidor, além de todos os equipamentos da rede, como transformadores, religadores, banco de capacitores, reguladores de tensão, etc. Para mais informações www.axxiom.com.br.

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Explode o custo da Rede Inteligente no Colorado

Fonte: dailycamera – 06/02/2010

A Xcel Energy começou a cobrar os consumidores pelo estado do Colorado para compensar parte dos custos, que não param de subir, que a empresa investiu no desenvolvimento do seu projeto de rede inteligente na cidade de Boulder.

Em resposta, a Comissão de Utilitárias Públicas do Colorado (Colorado Public Utilities Comission – CPUC), o órgão regulador de serviços públicos do estado, decidiu participar mais ativamente na regulação da Xcel “SmartGridCity”, o que os reguladores disseram que irá resultar em aumento da transparência do projeto.

A rede inteligente também permite que a Xcel leia os medidores em Boulder remotamente, redirecione o fluxo de potência para desviar de linhas com defeito e detecte desligamentos de energia sem que as pessoas precisem ligar para a empresa. Em última análise, o sistema finalizado também irá permitir que os consumidores vejam em tempo real os dados que refletem seu uso de energia e então tomem decisões de conservação de energia sobre como os dispositivos domésticos consomem energia e quando.

Quando Boulder foi escolhida para o projeto de rede inteligente em março de 2008, Xcel Energy projetou que o capital que seria gasto para a SmartGridCity era em torno de $ 15,3 milhões de dólares. Em maio de 2009, Xcel mudou o custo do seu projeto para $27,9 milhões de dólares, e agora a companhia acredita que a conta total será de $42,1 milhões, não incluindo os custos de operação e manutenção da nova rede.

Uma grande parte do aumento do preço alvo está associada com a dificuldade não prevista de construção do sistema de fibras óticas.

“A companhia tem que instalar mais fibra enterrada do que o inicialmente projetado, substancialmente aumentando o custo…” num documento oficial escrito pela Xcel e entregue em maio último à comissão. “Nós também nos encontramos em condições inesperadas de construção tal como ter de perfurar granito com brocas de diamante e remover grandes pedras com gruas e caminhões…”

Em 4 de dezembro, a CPUC aprovou o pedido da Xcel Energy para aumentar o preço para os consumidores em 6,5 %. A maior parte do aumento será usada para pagar Comanche 3, uma nova unidade da Xcel de queima de carvão na sua planta de geração fora de Pueblo.

Mas $ 11 milhões do aumento da taxa – que passou a valer em 1 de janeiro – é destinada a cobrir os custos associados com a rede inteligente de Boulder, incluindo o capital de investimento, impostos e salários de operação e manutenção para 2009 e 2010, de acordo com Karen Hyde, vice-presidente da Xcel para assuntos de tarifas e regulatório.

E embora a comissão tenha aprovado o aumento de tarifa, o fato de a Xcel estar pedindo permissão para onerar todos os seus consumidores do Colorado por parte dos custos da rede inteligente – o que não era parte do plano original da companhia – foi uma bandeira vermelha para alguns reguladores. Eles ficaram preocupados de que a Xcel não tinha claramente delineado todas as fontes de financiamento para o projeto, entre outras coisas.

Desde o começo, a Xcel planejou trazer parceiros da indústria que poderiam compartilhar o custo do projeto, que irá exceder $ 100 milhões, incluindo operação e manutenção. Agora, a Xcel tem sete “membros do consórcio”, mas não está claro qual será a contribuição financeira deles.

“Com respeito ao co-investimento de parceiros estratégicos, restam questões sobre o percentual de contribuição desses parceiros,” disse Harry DiDomenico, um analista de tarifas da comissão de utilitárias, sobre o pedido de aumento de tarifa da Xcel em uma audiência da Comissão no outono passado. “Sem saber o nível de participação como em relação aos custos do projeto, é difícil saber qual a parte dos contribuintes, se houver. Além disso, está claro que nem todas as fontes de financiamento para o projeto têm sido acessadas.”

Em 24 de dezembro, os reguladores, por insistência da cidade de Boulder, decidiram requerer à Xcel um Certificado de Conveniência e Necessidade Pública. Normalmente, estes tipos de certificados são fornecidos pelas empresas de serviços públicos antes de construírem nova infraestrutura, como por exemplo, plantas de geração e linhas de transmissão, para provar que o investimento seria necessário e prudente.

Requerendo um Certificado de Conveniência e Necessidade Pública para a rede inteligente poderia dar à CPUC a capacidade de regular o projeto.

“Os contribuintes poderiam ganhar o benefício de uma estrutura regulatória que criaria um ambiente onde, além de outras coisas, custos são conhecidos e mensuráveis, e o benefício desses custos para o contribuinte podem ser apurados,” DiDomenico disse.

Reguladores disseram que sua decisão de requerer um certificado não significa que eles são contra o projeto de rede inteligente.

“Nós acreditamos que o conceito de rede inteligente detém grande promessa e nós desejamos encorajar inovação e eficiência energética das empresas de serviço público que nós regulamos,” os reguladores escreveram na sua decisão de 24 de dezembro.

Jonathan Koehn, coordenador regional de sustentabilidade de Boulder, disse que a cidade também apóia tanto o projeto de rede inteligente e o Certificado de Conveniência e Necessidade Pública.

“Nós acreditamos que isso é apropriado para a comissão para ver como será tratado o projeto em termos de cronograma e futuro financeiro,” disse Koehn em um e-mail. “Nós estamos muito otimistas sobre o potencial capital de investimento na SmartGridCity. Contudo, a cidade também acredita que questões importantes sobre o projeto SmartGridCity permanecem sem respostas.”

Por exemplo, Koehn disse que a cidade nunca obteve uma resposta sobre quem deveria pagar pelo projeto e se o custo final é justificado em termos de economias operacionais e ambientais.

A Xcel apelou da decisão da comissão de solicitar um certificado à companhia – isto poderá expor muitas decisões futuras sobre a rede inteligente a um longo processo burocrático – mas a comissão negou o pedido na semana passada.

“Nós não percebemos que o Certificado de Conveniência e Necessidade Pública seria necessário porque nós vemos isto como um curso normal de negócio e realização de melhorias no sistema,” disse o porta-voz da Xcel Tom Henley.

Henley também disse que o aumento no custo previsto da rede inteligente não é motivo para alarme.

“SmartGridCity sempre foi um processo de pesquisa e desenvolvimento,” ele disse. “É um laboratório vivo e respirando, e nós sempre dissemos ao longo da sua existência que existem partes que irão funcionar e partes que não irão.”

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Oracle anuncia o Oracle® Utilities Customer Care and Billing Release 2.3

Fonte: Oracle Brasil – 20.01.2010

A Oracle anuncia a disponibilidade do Oracle Utilities Customer Care and Billing 2.3, que inclui aprimoramentos que ajudam as empresas de serviços públicos a melhorarem o atendimento ao cliente e o suporte às iniciativas de smart grid, alcançarem novos mercados e reduzirem o custo total de propriedade.

O Oracle Utilities Customer Care and Billing contribui para o gerenciamento de todo o ciclo de serviços do cliente, como conexão de serviço, gerenciamento das leituras de medições (índice e intervalos), faturamento complexo, processamento de pagamentos e cobrança de dívidas. Além disso, o produto oferece suporte a serviços de campo, gerenciamento das medições e de conservação, vendas e marketing, bem como um mecanismo de classificação muito flexível e um eficiente aplicativo de gestão de central de atendimento.

O Oracle Utilities Customer Care and Billing 2.3 ajuda a gerenciar os principais aspectos do ciclo de vida dos clientes das empresas de serviços públicos por meio dos seguintes recursos:

  • melhor atendimento ao cliente – oferece serviços de caixa com suporte a pagamentos em várias moedas;
  • suporte ampliado a iniciativas de smart grid – para auxiliar as iniciativas de smart grid, permitindo que se trabalhe com diferentes cenários de medição de rede em que o cliente obtém sua própria fonte de energia renovável;
  • conquista de novos mercados – permite que as empresas do setor público ampliem sua participação nos mercados em que atuam e conquistem novos segmentos, com a funcionalidade adicional para validação de números de identificação tributária e federal comuns na Espanha, na Argentina e em Portugal; além de oferecer mais opções de conciliação da contabilidade fiscal;
  • redução no custo total de propriedade – permite a redução de custos e esforços de implementação geral e manutenção contínua. Para tanto, a solução oferece recursos para uso imediato, como aprimoramento das funções de gestão de índices e maior automação dos processos, com o sistema configurado para oferecer melhor suporte à natureza dinâmica da classificação entre todas as jurisdições.

Citações de apoio

“Esta nova versão do Oracle Utilities Customer Care and Billing é um exemplo do compromisso da Oracle com a constante inovação. Estamos contentes em continuar aprimorando os benefícios e as opções que oferecemos aos clientes”, diz Linda Jackman, vice-presidente de Gerenciamento de Produtos Oracle Utilities da Oracle Corporation.

Recursos de Suporte

  • Oracle Utilities (em inglês)
  • Oracle Utilities Customer Care and Billing (em inglês)
  • Blog do Oracle Utilities (em inglês)
  • Canal do Oracle Utilities no YouTube
  • Oracle Utilities no Twitter
  • Oracle Utilities no Facebook

Sobre a Oracle Utilities

A Oracle Utilities oferece aplicativos testados e aprovados que ajudam empresas de serviços públicos de todos os tamanhos a alcançarem vantagem competitiva, excelência no desempenho nos negócios e redução no custo total de propriedade em tecnologia. A Oracle Utilities integra recursos de faturamento e atendimento ao cliente específicos do setor, gerenciamento de rede, de ativos e serviços e da força de trabalho móvel. As soluções abrangem programas de gerenciamento de dados de medição com recursos dos aplicativos de negócio Oracle líderes de mercado, ferramentas de Business Intelligence, middleware e tecnologias de banco de dados. O software permite que os clientes se adaptem à retirada do controle governamental do mercado com mais agilidade, atendam às exigências cada vez maiores dos consumidores e cumpram com seus compromissos de conservação ambiental. Além disso, a Oracle Utilities contribui para que os clientes se prepararem para iniciativas de medição inteligente e smart grid, que aumentam a eficiência e oferecem indicadores de inteligência cruciais, capazes de contribuir com um melhor embasamento para pessoas físicas e jurídicas tomarem decisões acertadas com relação ao consumo de água e energia. Para mais informações, visite o site www.oracle.com/goto/utilities.

Sobre a Oracle

A Oracle (NASDAQ: ORCL) é a maior empresa de software de negócios do mundo. Para obter mais informações sobre a Oracle, visite o site http://www.oracle.com.

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Projeto Inovgrid começa em Portugal com a instalação de novos medidores ainda neste mês

Fonte: Jornal de Negócios – 01.02.2010

Portugal irá começar este mês com a implementação, em larga escala, de uma rede elétrica inteligente, ou “smart grid”. Planejada desde o final de 2007, a iniciativa, a cargo de um consórcio liderado pela EDP, e constituído pela Janz, Inesc Porto, Eface e Logica, teve atrasos. Mas agora sairá do papel.

Três anos depois de ter sido anunciado, o projeto Inovgrid deverá começar a partir deste mês com a instalação de 50 mil novos medidores de energia, com funcionalidades que permitirão ao consumidor doméstico conhecer melhor os seus gastos, saber onde pode poupar e, no futuro, qual a melhor hora para vender energia à rede.

Com a “smart grid”, “o consumidor terá sempre mais liberdade de escolha, mais informação, mais capacidade de gerir a sua fatura de energia”, diz o presidente da EDP, António Mexia, em declarações ao Jornal de Negócios.

O mesmo responsável evita entrar em detalhes sobre a operacionalização que se aproxima. No ano passado estiveram em teste 600 medidores. Agora serão 50 mil, dos quais 31 mil em Évora e os restantes em Lisboa, Viana do Castelo e Cantanhede.

A fase seguinte decorrerá entre este ano e o próximo, de modo a chegar aos 600 mil consumidores residenciais. A EDP prevê cobrir a totalidade dos seis milhões de clientes entre 2011 e 2017.

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Smart Grid depende de regulação

Fonte: Portal EnergiaHoje – 29.01.2010 – Anna Carolina Rodrigues

As redes inteligentes de energia – Smart Grid – no Brasil são viáveis mas deve haver um impulso da regulação, defende o chefe da Industry Business Unit Utilities da empresa alemã SAP, Stefan Engelhardt, que falou com exclusividade ao EnergiaHoje. Diversas distribuidoras brasileiras como Cemig, Light e Eletropaulo estão buscando a companhia para trocar informações sobre o tema, mas não há grandes negociações concluídas.

O executivo conta que na Suécia 100% do sistema já é smart grid pois a agência reguladora daquele país determinou que as distribuidoras deveriam visitar cada residência para fazer relatórios bimestrais sobre o consumo de energia no país. A instalação dos medidores eletrônicos acabou sendo a alternativa economicamente mais vantajosa.

Na Alemanha, a tecnologia acirrou a competitividade entre as distribuidoras. Lá, as empresas ofereceram os medidores inteligentes como bônus para atrair clientes. Vale lembrar, que na Alemanha o consumidor pode escolher seu fornecedor de energia.

No Brasil, o cenário regulatório ainda não é animador. No final do ano passado, havia expectativa que a Aneel publicasse as regras para a instalação de medidores eletrônicos residenciais, o que poderia dar um impulso neste mercado. Mas a resolução acabou não sendo publicada, e não existe uma data certa para isso, embora o mercado aguarde-a para este ano. A expectativa é que 63 milhões de medidores sejam substituídos nos próximos dez anos. A agência estima investimentos de R$ 12,6 bilhões na substituição dos equipamentos, com custo médio de R$ 200 por peça.

Luz para alguns

O fato de ainda milhares de brasileiros não terem energia não desanima o executivo. Ele cita o exemplo de países como a Índia, em que o fornecimento de energia é precário, mas que já adota a tecnologia em algumas regiões do país.

Engelhardt ressalta que os medidores eletrônicos podem ainda combater um dos principais problemas do setor elétrico brasileiro, os furtos de energia. Além disso, permitem o armazenamento centralizado de dados do sistema elétrico.

O maior obstáculo atualmente para implementação do smart grid no Brasil é o custo. As empresas temem repassar os gastos para o consumidor. Engelhardt acha que se houver resultados e benefícios, o consumidor não se incomodará em pagar mais, mas é preciso pensar a longo prazo.

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Medidores eletrônicos de energia ajudam distribuidoras

Fonte: DCI – 29/01/2010

SÃO PAULO – A substituição de medidores eletromecânicos por eletrônicos, apesar da resistência de muitos consumidores, tem gerado resultados altamente positivos para as distribuidoras de energia, principalmente os relacionados a perda e furto de energia. Pioneira nesse processo, a Ampla, do Rio de Janeiro, controlada pelo Grupo Endesa, já investiu R$ 350 milhões na modernização da rede e tem apurado uma economia de R$ 250 milhões ao ano com a redução de perdas e furtos.

Já a Companhia Energética de Brasília (CEB), ainda sob controle estatal, automatizou a medição de 1.800 grandes consumidores do Distrito Federal, entre eles o Palácio do Planalto e todos os ministérios. Com a medida, reduziu em 1 ponto percentual o nível de perdas em 2009.

Os medidores eletrônicos possuem chips que armazenam e enviam remotamente as informações de cada cliente para a central de dados da distribuidora. O sistema também permite, por exemplo, que a empresa corte ou religue o fornecimento remotamente sem a necessidade de deslocamento de equipe.

Com uma cobertura de mais de 70% do Estado do Rio de Janeiro, a Ampla foi uma das pioneiras na troca dos medidores de energia em baixa tensão. Os testes foram autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2005, quando o índice médio de perda de energia no estado era de 25%. “Em algumas regiões, o furto de energia, os ‘gatos’, chegava a 80%”, conta André Moragas, diretor de Relações Institucionais da Ampla. “Com os novos medidores eletrônicos, caiu para 2% em algumas regiões. Atualmente, a média do estado é de 20%.” Cerca de 300 mil clientes da distribuidora possuem hoje a medição eletrônica.

Antes do uso dos novos medidores, a Ampla precisou remodelar a rede elétrica elevando a rede secundária (baixa tensão) até o nível de rede primária (média tensão), com a utilização de um cabo pré-reunido. Ambas, agora ficam a 10 metros do solo, o que dificulta as ligações clandestinas.

Moragas explica que, apesar da resistência inicial dos clientes, o processo já se consolidou e, em 2010, será expandido para outros 50 mil pontos. “Atuamos com duas plataformas: uma tecnológica e outra de educação para a cidadania”, afirma.

Resistência

Luiz Carlos Rusky, gerente de Medição e Fiscalização da CEB, também espera encontrar uma certa resistência na segunda fase do processo de substituição de medidores, que envolverá 6.000 pontos que consomem 3.000 KW/h em média, por mês. “Nesse segmento, são encontradas muitas irregularidades”, explica Rusky. Na primeira etapa do processo, que envolveu os grandes consumidores de alta tensão, foram investidos R$ 3 milhões. Na próxima etapa, serão aplicados cerca de R$ 10 milhões. “Estamos realizando a licitação para a instalação dos equipamentos que já foram comprados”, conta Rusky.

De acordo com dados fornecido da CEB, o tempo médio de retorno do investimento será de sete meses para o grupo de seis mil unidades. A partir da análise dos dados disponíveis nos primeiros 18 meses após a instalação dos novos equipamentos de medição, em 349 consumidores, foi constatado o acréscimo de energia agregada na ordem de 70 GW/h, o que corresponde ao incremento de receita líquida em R$ 14 milhões. A geração de receita extra prevista em cinco anos é de R$ 126 milhões.

A medição eletrônica é um dos componentes das chamadas redes inteligentes (smart grid), tecnologias envolvidas diretamente no conceito de eficiência energética. De acordo com Cyro Bocuzzi, especialista no tema e ex-vice-presidente da Eletropaulo, “smart grid é um conceito que mudará – em alguns lugares do mundo, já está mudando – os paradigmas do setor elétrico, como se a eletricidade saísse da era analógica e entrasse na digital.”

Exemplo disso é que, na próxima semana, a Eletrobras realiza um seminário para divulgar o processo de automação da medição de consumo de suas distribuidoras. O próximo passo dessa transformação já está sendo discutido pela Aneel: a tarifação com descontos progressivos de acordo com o horário de utilização da energia elétrica.

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Investimento necessário para instalação de rede inteligente de energia poderá chegar a R$ 30 bilhões

Fonte: Blog do Guillherme Barros – 28/01/2010

O Brasil terá de investir até R$ 30 bilhões para implantar uma rede de energia elétrica inteligente com maior eficiência do sistema e menor risco de panes. A estimativa é da consultoria Andrade & Canellas, especializada no setor elétrico.

Para o presidente da empresa, João Carlos Mello, a tendência mundial é na direção de redes de transmissão inteligentes, que atuem de acordo com as necessidades dos consumidores.

“O caminho é longo e depende de muitos atores. O primeiro passo é a instalação de medidores eletrônicos, atualmente em fase de aprovação pela Aneel”, afirmou.

Depois, segundo Mello, o País precisa elaborar um plano de negócios para dar continuidade à modernização do sistema.

“O smart grid vai ser calmamente instalado no Brasil, alterando a relação varejo e atacado. No cenário ideal, o consumidor, assim como na telefonia, poderá escolher vários tipos de tarifas”, disse.

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