Transporte e smart grids garantem avanço do M2M no Brasil

A América Latina possui uma base de penetração de telefonia móvel em aproximadamente 103%, número que indica certo nível de saturação. É neste sentido que as tecnologias Machine-to-Machine (M2M) aparecem com enorme potencial de evolução do mercado, reporta estudo da consultoria Frost & Sullivan, divulgado nesta quinta-feira, 28/07.

Os oito principais mercados apontados pelo levantamento foram: Indústria, Varejo e Finanças, Segurança, Transporte, Healthcare, Utilities, Casa, Infra-estrutura e Edifícios. Os quatro primeiros, sustenta a pesquisa, encontram-se em maior fase de maturidade, tendo a Indústria já considerável infra-estrutura baseada em processos M2M; Varejo e Finanças uma completa rede de POS (máquinas de pagamento por cartões) e ATM (caixas eletrônicos); e Segurança possuindo diversos produtos de alarme e monitoramento privados, além de sistemas públicos de vigilância civil.

O Brasil lidera uma forte promessa no setor de transporte em função de dois grandes projetos do Denatran. O primeiro visa implantar chips de monitoramento em toda a frota de veículos novos comercializados no Brasil a partir do segundo semestre de 2012. O outro trata-se do SINIAV (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), que pretende ter todos os veículos em território nacional rastreados através da tecnologia de rádiofrequência.

Já os setores de Healthcare e Utilities apresentam-se como elevado potencial de mais longo prazo, dependendo ainda de inovações tecnológicas e trâmites governamentais. “Espera-se que até 2020 ambos posicionem-se com mais alto impacto, tendo destaque as redes inteligentes (smart grids) com potencial de gerar milhões de dispositivos remotos abastecidos com chips de dados, um para cada residência” analisa Bruno Ismail, analista de mercado da Frost & Sullivan.

Além disso, Casa e Edifícios devem ocupar maior relevância quando a tecnologia estiver mais bem estabelecida nos outros setores, tendo-se por exemplo equipamentos domésticos e de uso comercial comunicando-se entre si e com destinatários externos.

No nível técnico, ainda existe uma ausência de padrões tecnológicos entre os dispositivos já existentes. Já no campo comercial, muitas operadoras regionais encontram-se na fase inicial de estruturação de oferta, ao passo que a própria demanda ainda não encontrou a forma mais eficaz e viável de tratar o tema.

“Daí provavelmente sairão os próximos passos nesta que deve ser a próxima grande etapa no cenário global das telecomunicações”, conclui o analista da Frost&Sullivan.

Fonte: Convergência Digital

Relacionados:

  1. O uso do SIM Card em M2M No segmento de telecomunicações, é evidente o rápido crescimento das aplicações Machine-to-Machine ou, simplesmente, M2M.......
  2. Smart grids: tecnologia de redes inteligentes em destaque no Cired 2009 Smart grid tem impacto direto na redução de custos e perdas de energia, de acordo com reportagem da Revista Eletricidade Moderna....
  3. Deputados vão discutir Smart Grids As comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Minas e Energia vão realizar audiência em conjunto para debater a inovação tecnológica na distribuição de energia elétrica no Brasil. A audiência proposta pelos deputados Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Albano Franco (PSDB-SE), aprovada nesta quarta-feira, ainda não tem data definida......
  4. Investimentos em smart grids somarão US$ 46 bilhões até 2015 O investimento global em redes inteligentes, incluindo instalação de medição inteligente bem como as atualizações na infraestrutura de transmissão e distribuição, alcançará US$ 46 bilhões em 2015, de acordo com últimas previsões da ABI Research......
  5. Devagar e sempre, Smart Grid avança no Brasil Mercado de TI sai na frente na corrida pela implantação da rede inteligente no país......