Empresas querem liderança em desenvolvimento de smart grid na China

China – Enquanto o governo Chinês planeja gastar bilhões de dólares para atravessar o país com uma nova estrutura de energia elétrica de longa distância, investimentos em novas tecnologias que combinam eletricidade e telecomunicações estão atraindo a atenção das empresas. Essas novas tecnologias, conhecidas como “smart grid“, devem requerer um investimento de aproximadamente 100 bilhões de dólares pelos próximos cinco anos, e ultrapassariam facilmente os 45 bilhões de dólares que a China está gastando com tecnologias de telecomunicações 3G durante o mesmo período. Com a capacidade total de energia elétrica planejada para alcançar 1.430 GW até 2015, a partir dos 874 GW registrados no início de 2010, o país precisa pensar em como levar trilhões de kWh de energia elétrica a mais de um bilhão de consumidores, às vezes, à longa distância.

O país também priorizou o aumento da eficiência energética e o fomento ao uso de energias mais limpas, porém menos confiáveis, como eólica, solar e hidrelétrica. A tecnologia de smart grid traz a rede elétrica para a era das telecomunicações, conectando as redes inteligentes das casas e empresas a sistemas centrais de monitoramento capazes de detectar e sanar falhas de fornecimento ou sobrecargas, instantaneamente. A instalação de medidores inteligentes, sozinha, custará 3,1 bilhões de dólares até 2011, mais do que os 2,4 bilhões aplicados neste ano, de acordo com estimativas do Conselho Chinês de Eletricidade – e empresas estrangeiras já estão buscando sistemas de automação e controle, componentes de suprimento e especialização. “Não é segredo que a Cisco e a IBM estão na China todo mês porque querem saber como participar desses projetos em massa”, disse o vice-presidente da Cogo Group, Will Davis.

A IBM planeja lançar nove projetos de smart grid na China e espera gerar 400 milhões de dólares com smart grid só no país, de acordo com um comunicado publicado no início do ano. Empresas como Hewlett-Packard, ABB, Siemens, Westinghouse, Duke Energy e Alstom também estão envolvidas com projetos de smart grid. Analistas da Huadian, uma das maiores distribuidoras da China, predizem que o mercado doméstico de infraestrutura de rede valerá 620 bilhões de yuans, ou 93,35 bilhões de dólares, pelos próximos cinco anos. A tecnologia de smart grid também exige níveis consideráveis de investimento em armazenamento de energia elétrica. A vantagem da China é que está começando do zero, construindo recursos inteligentes dentro de sua nova infraestrutura.

Fonte: Reuters

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