Fonte: Oje – 25/01/2011 – Por Fernando Silva, Siemens Smart Grids Coordinator
Será possível que o nosso medidor de energia decida, automaticamente, quando ligar a máquina de lavar, aproveitando assim a tarifa mais favorável? Ou que a nossa casa seja uma produtora de energia, capaz de gerar eletricidade suficiente para as suas necessidades e ainda injetar o excedente na rede? Ou então carregar a bateria do nosso veículo elétrico apenas nos períodos em que a rede tem sobra de energia renovável?
Tudo isto será possível quando o nosso medidor de energia deixar de ser um mero registrador de consumos para ser um elemento ativo na gestão de energia, assegurando maior eficiência e grandes economias.
As redes inteligentes (Smart Grids) estão revolucionando a forma como encaramos todo o sistema elétrico. O que até agora era um processo em cadeia – produção, transporte, distribuição e consumo – passa a ser, com as redes inteligentes, um processo integrado, em que todos os elementos da rede assumem um papel ativo, trocando informação em tempo real e otimizando a utilização dos recursos disponíveis.
Componente fundamental das redes inteligentes é o medidor de energia que se encontra nas nossas casas e que nos habituamos a encarar como uma obra de arte de relojoaria. Os medidores eletromecânicos, baseados numa tecnologia com dezenas de anos, apresentam uma elevada confiabilidade e realizam bem a sua função base – medir energia elétrica.
Mais recentemente, com a liberalização dos mercados elétricos, surgiram esquemas tarifários mais complexos, o que, aliado ao rápido desenvolvimento da eletrônica, conduziu ao aparecimento de equipamentos de medição eletrônicos, cujo nível de custo é otimizado quando produzidos em larga escala.
No entanto, o medidor de energia do futuro já é muito mais que um equipamento passivo, que se limita a medir e apresentar os consumos de eletricidade numa ou mais tarifas.
O medidor de energia inteligente terá que ser capaz de medir a energia consumida e produzida, pois o crescimento da microgeração e do número de veículos elétricos em circulação assim o exigirá, funcionando ainda como elemento de ligação aos sistemas de domótica. Constituirá também o elemento chave para a comunicação com o consumidor, pois fornecerá a informação necessária para otimizarmos os custos com eletricidade.
Em resumo, o medidor do futuro será uma ferramenta essencial para a gestão energética eficiente dos edifícios onde vivemos e trabalhamos.
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