A luta do “Smart Grid”

Fonte: Forbes – 13.08.2010

Estados Unidos – A Comissão de Serviços Públicos de Maryland rejeitou em junho o aumento de uma tarifa como parte de um plano de 835 milhões de dólares proposto pela Baltimore Gas and Eletric para instalar medidores inteligentes e uma nova rede de comunicação. A decisão inicial colocou em risco um empréstimo de 200 milhões de dólares do Departamento de Energia Norte- Americano (DOE, na sigla em inglês).

Outros aumentos de tarifa similares em outras distribuidoras foram negados em outros estados. Todos os acionistas concordam que as melhorias nas redes de abastecimento são de extrema necessidade, mas existem controvérsias consideráveis sobre se as metodologias propostas pelas distribuidoras beneficiam os consumidores ou se agem como um impedimento estrutural para outras reformas fundamentais. Atualmente os sistemas de energia do norte do país enfrentam diversos desafios como distribuição, transmissão e o alto custo das energias renováveis, além da dificuldade de encontrar uma forma de balancear um sistema altamente dinâmico de rede inteligente da maneira mais eficiente economicamente.

Para resolver os desafios enfrentados pelo sistema de energia existente, informações devem ser trocadas entre os sistemas partipantes para que seja criada uma rede de transações. Para que as redes inteligentes beneficiem os consumidores, é preciso que transformem-se em uma plataforma e-commerce como a internet e não apenas em uma rede de informações. Para que as redes inteligentes funcionem bem, o sistema como um todo deve estar apto a facilitar a comunicação hierárquica e direta e o mecanismo de autorização de transações para a rede inteligente deve refletir as melhores práticas adaptadas a cada escala. Além disso, a comunicação entre consumidores e distribuidoras deve ser igual à comunicação entre as próprias distribuidoras.

O atual modelo de comando e controle das distribuidoras tende a prejudicar a viabilidade a longo prazo dos esforços do smart grid. Se as regulamentações permitirem às distribuidoras manterem seus sistemas fechados, oportunidades econômicas podem ser perdidas. Na maioria das vezes, os consumidores se beneficiam com políticas que incentivam os investimentos que reduzem os custos das transações, mas isso só será possível com sistemas de controle descentralizados e com novos modelos de indústrias de serviço de energia.

Relacionados:

  1. Smart grid é o futuro certo da distribuição de energia elétrica? Duas características inerentes ao setor elétrico brasileiro podem favorecer e acelerar a implantação do smart grid no País......
  2. Smart Grid: chave para eficiência A necessidade de modernização dos ativos visando a uma maior eficiência tem se tornado uma realidade cada vez mais presente no Brasil. Para alcançar o conceito de rede inteligente, algumas distribuidoras já começam a investir em automação das redes e na substituição de medidores analógicos por modelos eletrônicos......
  3. Devagar e sempre, Smart Grid avança no Brasil Mercado de TI sai na frente na corrida pela implantação da rede inteligente no país......
  4. Qual vai ser o tempero da Smart Grid brasileira? Finalmente, sobreponha isso aos 90 mil quilômetros do Sistema Interligado Nacional de Transmissão que atinge quase todo o país e, e eis a rede inteligente brasileira, conhecida pelos especialistas como Smart Grid......
  5. Smart Grid não é panacéia, mas poderia minimizar os efeitos de um apagão, diz APTEL A queda de uma linha de transmissão da Usina de Itaipu deixou 18 estados do país, entre eles, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Paraguai sem luz na noite desta terça-feira, 10/11....