Mal anunciamos as novidades sobre a nova regulamentação de medição inteligente, no SNT (Seminário Nacional de Telecomunicações Aptel 2009), a ser colocada ao grande público no próximo mês, as empresas de distribuição de energia elétrica já estão reagindo:

Valor Econômico – 17/09/2009
Por Ana Paula Grabois, do Rio
As distribuidoras de energia do país estão contrárias à iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de colocar em audiência pública no mês que vem a substituição dos medidores de energia por outros “inteligentes”, com funcionalidades que permitam o gerenciamento do consumo por usuários e empresas. Atualmente, os medidores utilizados em novas residências ou em substituição aos analógicos são digitais, mas não têm tais funcionalidades. O monitoramento pelo consumidor será possivel ao combinar o uso do medidor digital com uma tecnologia remota de dados. Segundo a ANEEL, a troca traria economia para as empresas pois deixaria a rede mais eficiente no gerenciamento da carga de energia, reduzindo até a necessidade de investimentos.
Na avaliação do diretor técnico e regulatório da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Fernando Maia, é preciso prazo maior para colocar o assunto em audiência. “As empresas precisam de tempo para traçar um plano de uma rede inteligente própria. A experiência mundial mostra que simplesmente trocar não se justifica economicamente, é um investimento elevado nos novos medidores e na rede.”
O diretor da Abradee questionou a recente regulamentação da internet pela rede elétrica ou Power Line Communications (PLC, na sigla em inglês) que impede que a distribuidora explore os serviços de dados. A distribuidora é obrigada a alugar a rede a uma empresa de telecomunicações, pois, no entender da ANEEL, trata-se de serviço que não está contemplado no contrato de concessão. Para o diretor da Abradee, a rede PLC não vai comportar a rede própria necessária e os serviços oferecidos pela empresa de telecomunicações. “Como a nossa operação vai depender de um terceiro que vai operar na nossa rede para outros fins? Na nossa percepção, o PLC é inerente da concessão de energia se o uso for destinado à automação da rede de energia”, afirmou.
Segundo a ANEEL, a tecnologia utilizada para gerenciar a rede pode ser outra, além da PLC, como rádio ou celular, mas na avaliação das distribuidoras, é preciso que a implementação da rede de comunicação e a troca de medidores ocorram ao mesmo tempo.
O segundo passo da agência, após a implementação gradual dos novos medidores, será a adoção de tarifas diferenciadas de acordo com os horários de maior ou menor uso, como já ocorre nas telefonia fixa. “Mesmo que tenha o faturamento para pagar a cada 30 dias, o consumidor vai saber como o consumo está mudando a cada dia”, diz a diretora da ANEEL Joísa Campanher. Ela, contudo, diz que o plano de troca de medidores não vai criar problemas para as empresas. “Precisamos garantir que essa solução não coloque a concessionária em desequilíbrio. Se a concessionária puder gerenciar a sua carga, é possível que ela possa adiar investimentos e otimizar a sua rede”, afirmou.
Maia, da Abradee, diz, por exemplo, que a troca de um medidor comum por um “inteligente” significa um gasto oito vezes maior, o que pode causar aumento de tarifa se não houver planejamento prévio. “É preciso um planejamento maior do governo, o objetivo é ter tarifa mais barata e serviço melhor. Caso contrário, é melhor deixar do jeito que está. Não queremos mexer só para dizer que é moderno”, afirmou o diretor da Abradee.
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No ponto sobre o uso da PLC para automação das linhas de comunicação e distribuição eu concordo com o diretor da Abradee. Me parece um tanto estranho obrigar as concessionárias a ter que terceirizar um serviço para uso de suas próprias linhas mesmo quando este envolve o uso para controle da mesma, aconselhando ainda o uso de outras tecnologias para a transmissão desses dados (instalação de outras “linhas”, equipamentos de comunicação via radio, etc…) que resultam em mais custos e talvez projetos de diferentes equipamentos de controle, enquanto elas já possuem as próprias “power lines”, cujos instrumentos de medição, controle/automação já estão sendo feitos com o intuito de utiliza-las.
será que a “smart grid” brasileira já começa a nascer “burra”?
No fundo, o que se trata é da arrecadação. Das companhias e do governo. Tanto faz se uma terceira entre, mas isto só aumentará as tarifas a serem cobradas. As companhias não tem porque deixar um estranho mexendo em suas linhas. E com burocracia, que paga é sempre o povo.
A intenção inicial do PLC é levar a linha de dados onde ainda é economicamente inviavel para os cabos ou radio. Então a ANEEL precisa pensar em como baratear o sistema e não se isto é exploração indevida ou não. Pensem numa tarifa viavel cobrem oso impostos e vamos trabalhar. Agencias governamentais existem para melhorar a vida e as condições do povo e não para fazer politica.